Quinta-feira, 29 de Setembro de 2011
Jeff Bezos na apresentação da nova linha de Kindles
Jeff Bezos na apresentação da nova linha de Kindles (Shannon Stapleton/Reuters)
Foram mais novidades do que toda a gente esperava – e a preços mais reduzidos. A Amazon parece querer toda a gente a lerebooks e apresentou esta tarde três novos Kindle com ecrã de tinta electrónica (dois a custarem menos de 100 dólares) e ainda um tablet Android, por 199 dólares.

Esta é a primeira vez que a Amazon apresenta Kindles abaixo dos 100 dólares, numa estratégia para fazer crescer ainda mais o negócio de livros electrónicos em que tem apostado com sucesso.

O modelo mais barato custa agora 79 dólares e não tem um ecrã sensível ao toque (o que a empresa descreveu como uma vantagem para quem não quer dedadas no ecrã). “Vamos vender milhões destes”, antecipou o presidente e fundador da empresa, Jeff Bezos, numa conferência de imprensa em Nova Iorque.

Com um peso de 170 gramas e desenhado para poder ser guardado num bolso, o novo Kindle vai apelar sobretudo aos utilizadores que queiram um aparelho simples de leitura. 

A Amazon mostrou ainda um modelo que custa 99 dólares e que tem um ecrã sensível ao toque e um Kindle de 149 dólares, que integra ligação 3G gratuita em vários países.

Todos os preços são para aparelhos com publicidade incluída, um sistema que a Amazon já tinha integrado este ano num dos modelos anteriormente à venda: quando não está a ser usado, o ecrã do aparelho mostra anúncios publicitários. Para modelos sem publicidade, os preços sobem.

Para Portugal, porém, só está por agora disponível o modelo mais barato, na versão sem publicidade. Custa 122 euros.

A Amazon nunca divulgou os números de venda dos sucessivos modelos de Kindle (o primeiro foi lançado em 2007). A empresa avança apenas que é o produto da Amazon mais vendido e em Maio deste ano as vendas a livros electrónicos ultrapassaram pela primeira vez as de livros impressos. Hoje, Bezos anunciou já ter vendido mais de um milhão de livros para o Kindle.

Concorrer com a Apple


Como já era antecipado há muito, a livreira decidiu entrar no mercado dos tablets – que são também usados para a leitura de livros.

tablet mostrado hoje chama-se Kindle Fire e tem um ecrã de sete polegadas a cores e que emite luz (contrariamente aos ecrãs de tinta electrónica dos outros Kindle). Está equipado com o sistema Android, que é a principal plataforma a concorrer com a Apple. Tal como muitos outros fabricantes fizeram, a Amazon desenhou uma interface própria para o seu aparelho. Para já, não pode ser encomendado a partir de Portugal.

O Fire é o último elo da estratégia que a empresa tornou clara este ano. Em Março, a empresa já tinha lançado uma loja de aplicações para Android independente do Android Market (que é do Google) e um sistema de armazenamento de música vocacionado para aparelhos com este sistema. Para além disto, tem um serviço para guardar qualquer tipo de ficheiros online e torná-los acessíveis em telemóveis, tablets e computadores. 

O aparelho não tem especificações técnicas comparáveis às do iPad, que é o mais vendido dispositivo deste género e a referência no sector. Mas, nos 199 dólares, custa menos de metade do preço do iPad mais barato e a integração com os vários serviços da Amazon pode aliciar consumidores.

Este tablet vem completar o conceito de que os utilizadores podem guardar praticamente tudo na “nuvem” de servidores da Amazon e aceder a partir de um tablet com ligação à Internet. “Esse modelo em que somos responsáveis por guardar todo o nosso conteúdo é um modelo falhado”, argumentou Bezos, numa referência ao sistema da Apple, em que os utilizadores têm de transferir os ficheiros do iPad, iPhone ou iPods para o computador e vice-versa.

A entrada da Amazon no mercado dos tablet é um desafio diferente para a Apple do que o actualmente colocado pela torrente de fabricantes que se lançaram no segmento, como a Samsung, HTC e Asus, e que estão longe do ritmo de vendas do iPad.

Enquanto a actual concorrência da Apple tem um modelo de negócio assente na venda de aparelhos, a Amazon vende também conteúdos, o que inclui, para além de livros, assinaturas de jornais e revistas, bem como, nos EUA, filmes e música.

Por outro lado, a Amazon tem uma política de vendas exclusivamente online, o que tende a ser prejudicial em aparelhos de electrónica, onde potenciais compradores gostam de experimentar antes de comprar (a Google acabou por fechar a loja online onde vendia em exclusivo o seu primeiro telemóvel Android e desistir desse modelo).O mercado dos tablets, porém, tem sido duro para alguns fabricantes que tentaram seguir no caminho aberto pela Apple. A HP anunciou em Agosto que ia desistir do sector, menos de dois meses depois de ter colocado à venda o seu primeiro tablet. Já a Research In Motion, que produz os telemóveis BlackBerry, decepcionou investidores ao apresentar vendas de apenas 200 mil unidades do seu PlayBook nos primeiros três meses.

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 08:27 | link do post

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