Quarta-feira, 16 de Novembro de 2011

Foi no meio de muitas gargalhadas e exclamações que decorreu, pela primeira vez na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), a sessão «Sexualidade: tudo o que querias saber mas não ousavas perguntar», direccionada a alunos de escolas do distrito do Porto, com idades entre os 13 e os 18 anos. A Aula Magna da instituição ficou lotada.

 

Sem assombros nem preconceitos, os especialistas das áreas da Psiquiatria e Sexologia Rui Mota Cardoso, como moderador, Margarida Braga e Manuel Esteves (professores da FMUP) e Gabriela Moita esclareceram as dúvidas aos ‘iniciantes’.

 

Para evitar embaraços, recorreu-se a uma caixa onde os adolescentes depositaram as perguntas que foram respondidas aleatoriamente.

 

“Não há uma explicação para se sentir desejo por alguém, para se gostar de quem se gosta. À sexualidade é inerente a forma de gostar, de ver o outro, de como nos relacionamos uns com os outros. Falar de sexualidade é falar de tudo o que lhe está relacionado”, começou por explicar a psicóloga Gabriela Moita, em jeito de introdução.

 

Questões cruzadas sobre género, orientação sexual, contracepção, prazer, desejos, fantasias e medos deram um panorama do que são as dúvidas de uma geração à partida mais informada, mas que às vezes não sabe procurar “a informação correcta”, como disse em conversa com os jornalistas Rui Mota Cardoso, após a sessão.

 

Da caixinha das dúvidas saíram perguntas como: “É melhor usar dois preservativos numa relação sexual?”, “O que é o amor físico?”“Como localizar e estimular o ponto ‘g’?”“É mais eficaz o preservativo ou a pílula?”“Em que situação pode acontecer a impotência no homem?”“A masturbação é saudável?”“A depilação com cera nos genitais masculinos provoca irritação?”“O que é um gang bang?”.


Com mais ou menos dificuldade e humor, os convidados foram tirando as dúvidas, e comentando as próprias perguntas, contextualizando a sexualidade nos seus padrões culturais, como foi o caso da provocatória questão: “Por que é que quando ‘batemos uma’ pensamos em médicos e enfermeiras?”. Este foi o ponto de partida para se falar das fantasias, do “mapa do amor” individual e das possibilidades imensas da sexualidade.

 

No fim, deixaram-se conselhos práticos: “não façam esforço nenhum para serem o que não são. Assim, as coisas correm melhor”, disse Gabriela Moita.

 

Manuel Esteves explicou à plateia que sexualidade “vai ser mais importante para alguns do que para outros. Mas sejam sempre responsáveis e acrescentem afecto que fica muito melhor”.

 

“Nestas coisas do sexo e do amor nós todos temos coisas a aprender”, rematou Margarida Braga.

 

Via Ciência Hoje



publicado por olhar para o mundo às 21:10 | link do post | comentar

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