Segunda-feira, 12.12.11

Rita Blanco e Cleia de Almeida são as protagonistas do melodrama familiar filmado por Canijo

Rita Blanco e Cleia de Almeida são as protagonistas do melodrama familiar filmado por Canijo (Nuno Ferreira Santos)
O mais recente filme de João Canijo,Sangue do Meu Sangue voltou a ser distinguido num festival internacional. Depois de San Sebastian, em Espanha, foi a vez de Pau, em França, onde arrecadou o prémio para melhor filme.

Sangue do Meu Sangue estava em competição com outros seis filmes, no Festival International du Film de Pau, que vai apenas na segunda edição. O evento chega neste sábado à noite ao fim, com a entrega de prémios. A actriz Anabela Moreira, que acompanhou o filme, vai receber o galardão.

Na mesma nota em que dá conta do prémio em França, a produtora, a Midas Filmes, sublinha ainda que o filme estará também em competição no Miami International Film Festival, em Março do próximo ano. Em Setembro, saiu do festival de San Sebastian, em Espanha, com o prémio da crítica internacional e uma menção honrosa.

João Canijo trabalhou durante três anos em Sangue do Meu Sangue, escrito em parceria com o elenco, que inclui Rita Blanco, Cleia de Almeida, Anabela Moreira, Rafael Morais, Nuno Lopes, Beatriz Batarda e Marcello Urgeghe. É um melodrama familiar, que narra o amor de uma mãe pela filha, nos subúrbios de Lisboa.

Sangue do Meu Sangue, que sucede a Mal Nascida e a Fantasia Lusitana na filmografia de João Canijo, está há dez semanas em sala, em Portugal. É, de acordo com os dados do Instituto do Cinema e do Audiovisual, o filme português com maior receita bruta deste ano.

 

Via Público



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Segunda-feira, 05.12.11
Raúl Ruiz (terceiro a contar da direita) com o elenco e a equipa do filme, em San Sebastián, em Setembro de 2010
Raúl Ruiz (terceiro a contar da direita) com o elenco e a equipa do filme, em San Sebastián, em Setembro de 2010 (Foto: Vincent West/Reuters)
O muito aplaudido Mistérios de Lisboa, do realizador Raúl Ruiz, que morreu em Agosto, foi nomeado em três categorias do Satellite Award, prémios da Internacional Press Academy dos Estados Unidos. As nomeações incluem a categoria de melhor filme estrangeiro. A directora de arte Isabel Branco vai a votos nas categorias de melhor direcção artística e melhor guarda-roupa.

Estas nomeações da adaptação cinematográfica do livro homónimo de Camilo Castelo Branco surgem dias depois de o círculo de críticos de cinema nova-iorquinos, o New York Film Critics Circle (NYFCC), ter atribuído postumamente ao realizador chileno o Special Award2011.

O filme, co-produzido em 2010 pela portuguesa Clap Filmes, foi muito bem recebido tanto pela crítica como pelo cinema comercial. Na competição da IPA, cuja lista de nomeados pode ser consultada aqui, vai concorrer com mais nove filmes, cinco dos quais europeus (belga, húngaro, francês, finlandês e russo) e um deles, Nannerl, la soeur de Mozart, produzido em França em 2010, da mesma distribuidora da longa-metragem de Raúl Ruiz, a Music Box Films.

A adaptação da obra oitocentista, com argumento de Carlos Saboga e produzida por Paulo Branco, roda à volta do destino de Pedro da Silva (João Baptista), um órfão de um colégio interno que, através do padre Dinis (Adriano Luz), descobre a identidade da mãe, a condessa Ângela de Lima (Maria João Bastos).

Mistérios de Lisboa é uma da centena de obras de Ruiz. Estreou-se nos Estados Unidos quatro dias depois de o cineasta morrer a 1 de Agosto de 2011. O filme tinha feito um percurso internacional bem sucedido que lhe valera já o Prémio Louis Delluce, em San Sebastián (Espanha), e o Prémio da Crítica na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Em Portugal, a longa-metragem (4h26) estreou-se em Outubro de 2010 e foi mais tarde exibida na RTP em formato de minissérie em seis episódios.

O livro de Camilo Castelo Branco chegou a estar no top das vendas de uma Fnac de Paris, depois do sucesso internacional do filme que, dias depois da morte de Ruiz, contava já com mais de 100.000 espectadores em França.

A ligação de Raúl Ruiz a Portugal vinha dos anos de 1980. Depois de Le Territoire, La Ville des Pirates e Les Destins de Manoel, o realizador partiu para a rodagem de Mistérios de Lisboa, altura em que adoeceu, embora meses mais tarde começasse a preparar As Linhas de Torres com a mesma produtora portuguesa.

 

Via Público



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Sexta-feira, 11.11.11

 

Filme ainda não tem data de estreia

 

Já não é a primeira vez que se fala que a famosa personagem dos livros Onde Está o Wally? poderia chegar aos grandes ecrãs mas um impasse entre os grandes estúdios de Hollywood tem vindo a adiar o projecto. Mas agora é certo: a MGM comprou os direitos de Wally e vai realizar o filme.

 

Depois de em 2009 a Universal ter anunciado o início da produção em parceria com a Nickelodeon e de uma súbita interrupção, o projecto vai agora ganhar forma através de um filme live-action pelas mãos dos estúdios MGM e da Classic Media, detentora dos direitos do livro. "Estamos muito contentes por trazer a busca pelo Wally para o grande ecrã. Com os nossos parceiros da Classic Media, estamos ansiosos por fazer esta aventura mundial que vai despertar os fãs de todas as idades Onde está o Wally?", escreveu em comunicado o presidente da MGM, Jonathan Glickman, sem adiantar muitos pormenores.

 

Criado por Martin Handford e publicado pela primeira vez em 1987, Onde está o Wally? tornou-se num ícone da cultura pop e uma personagem reconhecida universalmente. Um fenómeno nos livros com mais de 55 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, disponíveis em mais de 38 países e traduzidos em mais de 30 línguas.

 

Espera-se agora que o sucesso do homem de óculos e com a camisola às riscas, que tem por hábito camuflar-se em grandes multidões, chegue aos cinemas, ainda sem uma data definida de estreia.

 

Via Público



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Quarta-feira, 09.11.11
Cinanima abre hoje ao ritmo de Cuba
"Chico y Rita" é o filme de abertura do festival de animação DR

 

"Chico y Rita" é uma produção espanhola que nos transporta para Cuba dos anos pré-Revolução e nos dá a mistura do jazz com a música sul-americana em tom de musical de Hollywood... Trata-se do mais recente filme do espanhol Fernando Trueba, que decidiu aventurar-se pelos caminhos da animação. É com ele que abre hoje à noite, às 22h, no Centro Multimeios, a 35.ª edição do Cinanima - Festival Internacional de Cinema de Animação de Espinho.

 

O filme é co-realizado com Javier Mariscal, o designer gráfico que concebeu Cobi, a mascote dos Jogos Olímpicos de Barcelona em 1992.

 

A acção começa em Havana em 1948, quando a capital cubana era uma terra dominada pelo jazz e pelo imaginário americano. Este é o cenário principal - mas há também Nova Iorque, Las Vegas, Paris... - desta história de amor em que Chico, um músico, e Rita, uma cantora, se vão unindo e separando "como personagens de um bolero". É assim que o apresenta a produção do filme, que parece apostar na magia própria do desenho animado tradicional, mesmo que "Chico y Rita" não ponha de parte o recurso à animação digital, além de que tem o apelo da música de compositores como Cole Porter, Dizzy Gillespie, Thelonious Monk ou Bebo Valdês...

 

A animação de Trueba e Mariscal é a primeira das cinco longas-metragens incluídas no programa do Cinanima 2011, estando as restantes quatro em competição: "A Máquina Voadora", de Martin Clapp e Geoff Lindsey, e "O Ouriço-cacheiro", de Wojtec Wawszczyk, ambas sendo produções polacas; "The Ugly Duckling", do russo Garri Bardin; e "Tripura - As Três Cidades", de Chetan Sharma.

 

Durante uma semana, Espinho torna-se a principal montra ibérica da animação mundial, com destaque para o cinema de autor. Na secção competitiva internacional vai mostrar 75 filmes, seleccionados a partir de 874 inscritos. Há apenas um filme português a concurso, "O Sapateiro" (2011), de David Doutel e Vasco Sá, uma produção Sardinha em Lata, que já foi exibida no Curtas de Vila do Conde e também foi seleccionada para o Festival de Annecy. Realizado com a técnica de carvão sobre papel, o filme acompanha um dia na vida de um sapateiro às voltas com as suas memórias.

 

Animação feita por cá


O estado actual da animação portuguesa, que já viveu melhores anos, estará também documentado na selecção Jovem Cineasta Português (concurso), que passará no sábado, com 12 filmes resultantes de trabalhos colectivos de escolas, mas também algumas obras "de autor".

 

O programa do Cinanima 2011 inclui ainda retrospectivas dedicadas a Karel Zeman (1910-1989), considerado "o Méliès checo", com a exibição de três longas-metragens, e ao casal John Halas-Joy Batchelor, cujo estúdio realizou a primeira longa-metragem da animação britânica, "Handling Ships" (1945). A dupla ficou, contudo, principalmente conhecida pela bem-sucedida adaptação do livro de Georges Orwell, "Animal Farm" (1954).

Para além desta longa-metragem, o festival de Espinho mostrará 12 curtas de Halas&Batchlor.

 

O programa contempla também uma selecção de filmes feita pela direcção do próprio festival, a assinalar o seu 35.º aniversário, e uma Carta Branca a Nicole Salomon, a animadora e pedagoga francesa que foi uma das fundadoras do Festival de Annecy. Salomon integra, de resto, o júri principal do Cinanima, ao lado dos realizadores Jiro Barta, checo, e Matthias Bruhn, alemão, e da designer gráfica inglesa Vivien Halas e do pintor português Pedro Proença, que é o presidente.

 

Via Ipsilon



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Domingo, 06.11.11

"Inquietos", de Gus van Sant, abre oficialmente o Lisbon & Estoril Film Festival

"Inquietos", de Gus van Sant, abre oficialmente o Lisbon & Estoril Film Festival (DR)

 

Chegados à quinta edição do Lisbon & Estoril Film Festival, e primeira a acontecer igualmente em Lisboa, a oferta de filmes é tal que vale a pena desenhar um pequeno percurso diário por momentos altos do festival. Uma escolha possível de entre inúmeras, levando em conta que muitas das antestreias apresentadas chegam já às salas nas próximas semanas. Siga-nos!
Hoje, 4
A abertura oficial faz-se com "Inquietos", o novo filme de Gus van Sant ("Milk", "Paranoid Park"), que chega às salas de cinema portuguesas na próxima quinta-feira, com a presença do actor Henry Hopper. Mas o acontecimento forte da noite será a inauguração da retrospectiva dedicada a William Friedkin com o seu último filme, "Killer Joe", que só estreará em Portugal para o ano que vem. Vai ser no Centro de Congressos do Estoril, às 21h e às 23h30.

Sábado, 5
Há quatro convidados de peso a dividirem as atenções: Paul Giamatti (apresentando "Nos Idos de Março", de George Clooney, que estreará na próxima semana), Mathieu Amalric (acompanhando "L"Illusion Comique", adaptação para televisão da produção da Comédie Française da peça de Corneille) e Luc Dardenne (mostrando "O Miúdo da Bicicleta", em salas a 15 de Dezembro). Mas, a termos de escolher um, seria o recluso francês Léos Carax, que o festival homenageia com uma retrospectiva integral, e que apresenta o seu filme maldito com Juliette Binoche "Les Amants du Pont-Neuf", nunca estreado em Portugal, vai ser no Monumental, em Lisboa, às 17h.

Domingo, 6
David Cronenberg pode estar entre nós para mostrar a sua mais recente obra, "A Dangerous Method", com Viggo Mortensen, Keira Knightley e Michael Fassbender - mas o filme chega às salas no próximo dia 24, enquanto a oportunidade de ver em sala uma das obras maiores de mestre Vincente Minnelli, "Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse", no Casino Estoril, às 15h30, não acontece todos os dias. 

Segunda-feira, 7
No Centro de Congressos do Estoril, pode-se ver em grande écrã a mini-série que Todd Haynes rodou para a HBO com Kate Winslet, "Mildred Pierce". Mas há um filme extraordinário na secção competitiva: "Oslo, August 31st", notável adaptação pelo norueguês Joachim Trier de um romance de Pierre Drieu de la Rochelle anteriormente filmado por Louis Malle. A ver no Casino Estoril, às 15h30. 

Terça-feira, 8
Num dia que mostra o único filme português a concurso, "A Vingança de Uma Mulher", de Rita Azevedo Gomes, e o documentário que Elfi Mikesch dedicou a Werner Schroeter, "Mondo Lux", o destaque vai para um dos objectos mais inclassificáveis do cinema recente: "Target", uma perturbante sátira futurista do russo Aleksandr Zeldovich que é um dos pontos altos da competição, no Monumental, em Lisboa, às 21h.

Quarta-feira, 9
Matthew Barney está entre nós para mostrar três dos seus filmes mais recentes - mas é também a oportunidade de ver "Policeman", do israelita Navad Lapid, e de descobrir um dos filmes mais falados de uma cinematografia em ascensão que pouco se vê entre nós. Acontece no Centro de Congressos do Estoril, às 19h. 

Quinta-feira, 10
"L"Apollonide - Souvenirs de la Maison Close", féerie do cineasta francês Bertrand Bonello sobre o quotidiano num bordel francês da Belle Époque, gerou celeuma em Cannes 2011. Enquanto não chega às nossas salas (algures no próximo ano), Bonello estará entre nós para o apresentar, no Centro de Congressos do Estoril, às 21h30. 

Sexta-feira, 11
Dia forte de antestreias a competir entre si, com a exibição de "Melancolia", do polémico dinamarquês Lars von Trier (estreia a 1 de Dezembro), e "O Deus da Carnificina", adaptação da peça de Yasmina Reza por Roman Polanski com Jodie Foster, Kate Winslet, John C. Reilly e Christophe Waltz (estreia a 29 de Dezembro). O que não tem previsão de chegar cá é "Abrir Puertas y Ventanas", da argentina Milagros Mumenthaler que foi o vencedor-surpresa do Festival de Locarno. No Casino Estoril, às 21h30.

Sábado, 12
Outro dia fortíssimo de antestreias: "Drive", de Nicolas Winding Refn, com Ryan Gosling, que também chegará às nossas salas em Dezembro, e "Faust", do russo Alexander Sokourov, Leão de Ouro em Veneza. Mas a nossa escolha vai para "I Wish", a mais recente obra do japonês Hirokazu Kore-Eda, autor dos belíssimos "Ninguém Sabe" e "Andando", sobre dois meios irmãos que desejam que a família se reencontre. É no Monumental, em Lisboa, às 16h30. 
Domingo, 13
Se conseguiu não ir a nenhuma das antestreias, pronto, ainda tem uma a que pode ir. É o novo de Pedro Almodóver, "A Pele em que Vivo", que faz o encerramento oficial do festival. Acontece no São Jorge, em Lisboa, às 19h, antes de chegar às salas de cinema, a 17.


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Quinta-feira, 27.10.11
As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorne
Fazer Tintin “em grande” implica deixar de fora tudo o que é “pequeno”, e com isso deita-se fora metade da graça

Enorme decepção, se admitirmos que até havia alguma expectativa. É verdade que os precedentes não eram famosos, e que todas as adaptações cinematográficas dos grandes clássicos da BD europeia, de Astérix a Lucky Luke, passando por Corto Maltese ou pelo próprio Tintin, redundaram ou em desastres absolutos ou em filmes anódinos e esquecíveis. Também é verdade - e daqui vinha “alguma expectativa” - que nunca uma destas adaptações tivera o privilégio de contar com um cineasta do calibre de Spielberg nem com o “topo de gama” da tecnologia do “entertainment” cinematográfico.

 

Esse acaba por ser um problema, certamente: vê-se mais o “topo de gama” do que Tintin ou Spielberg, ambos desaparecidos debaixo do “state of the art” digital. Há uma vaga parecença, narrativa e morfológica, com a criação de Hergé, mas depois tudo se passa como se ser Tintin ou ser outra coisa qualquer fosse dar ao mesmo. Falamos do “espírito”, claro: será Tintin compatível com o grande espectáculo “blockbuster” de “luz e magia industriais”? O Tintin da BD nunca foi isso, antes o primado da narrativa sobre os efeitos de espectáculo e a progressivamente refinada arte da sua construção visual, de resto em grande parte influenciada pela linguagem do cinema clássico, inspiração maior de Hergé. Ponham-se estas “Aventuras de Tintin” ao lado dos “Salteadores da Arca Perdida” e, falando apenas de Spielberg, responda-se sinceramente: há mais Tintin neste filme que leva o seu nome ou nas aventuras de Indiana Jones?... Nós sabemos qual é a nossa resposta.

 

Transformadas em mostruário digital, há demasiadas coisas que não funcionam nesta adaptação, forçosamente (?) “dumbed down”, do álbum homónimo (a que se seguirá a continuação, “O Tesouro de Rackham, o Terrível)”. A galeria de secundários, por exemplo, uma das maiores riquezas da BD original, perde-se completamente, e é em especial bastante penoso aquilo em que se transformam Dupont e Dupond. Que é como quem diz: o filme não tem espaço, nem tempo, nem maneira de dar vida ao detalhe, ao pormenor, coisa em que Hergé era mestre. Fazer Tintin “em grande” implica deixar de fora tudo o que é “pequeno”, e com isso deita-se fora metade da graça. Mas talvez o mais desagradável seja a exibição da arrogância do “franchise” no momento em que toma conta da coisa “franchisada”: a cena introdutória, um pintor de rua que tem a cara de Hergé a tirar o retrato a Tintin, retrato que é o do Tintin da banda desenhada. A ideia talvez fosse homenagear o autor belga, mas é como se alguém estivesse a dizer isto: eis, finalmente, o Tintin “real”, o dos livros é mera “imitação da vida”...

 

Via Público



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Terça-feira, 25.10.11
A obra de William Friedkin vai ser objecto de um miniciclo
A obra de William Friedkin vai ser objecto de um miniciclo (DR)
A quinta edição do Lisbon & Estoril Film Festival 2011, a primeira a abranger Lisboa, vai contar com dez antestreias nacionais, 11 filmes em competição e mais 11 fora da competição. Grandes nomes do cinema e realizadores emergentes são a aposta de Paulo Branco, produtor e director artístico do certame.

Os novos filmes de George Clooney ("Nos Idos de Março"), Pedro Almodóvar ("La Piel que Habito"), Gus van Sant ("Restless"), David Cronenberg ("A Dangerous Method"), Lars von Trier ("Melancholia"), Roman Polanski ("Carnage"), Nicolas Winding Refn ("Drive"), Bertrand Bonello ("L'Apollonide (souvenirs de la maison close)"), Jean-Pierre e Luc Dardenne ("Le Gamin au Vélo") e Agusti Villaronga ("Pa Negre") têm a antestreia nacional marcada para a edição deste ano. 

Em competição, que segundo a organização no site do festival "privilegia sobretudo a abrangência de um vasto leque de territórios europeus de menor visibilidade internacional, dando a conhecer cinematografias que de outra forma não chegariam ao grande público", vai estar um filme português, "A Vingança de Uma Mulher", de Rita Azevedo Gomes, que se inspirou no conto "La vengeance d'une femme", que faz parte de "Les diaboliques" de Barbey d'Aurevilly, publicado em 1874.

O comité de selecção, responsável pela escolha dos filmes a concurso, seleccionou ainda os filmes: "Amnistia", de Bujar Alimani; "Don't Follow Me Around", de Dominik Graf; "One Minute of Darkness", de Christoph Hochhäusler; "Sport de Filles", de Patricia Mazuy; "Twilight Portrait", de Angelina Nikonova; "Beats Being Dead", de Christian Petzold; "La Guerre Est Déclarée", de Valérie Donzelli; "Oslo, August 31st", de Joachim Trier"; "Target", de Alexander Zeldovich; e "Une Vie Meilleure", de Cédric Kahn.

O júri do festival será composto pelos escritores J. M. Coetzee, Paul Auster, Peter Handke, Don de Lillo e Siri Hustvedt, pelo realizador Luca Guadagnino, pelo violinista Gidon Kremer e pelo artista plástico José Barrias.

Fora da competição, o festival vai exibir o vencedor do Leão de Ouro em Veneza, "Faust" de Alexander Sokurov, a mais recente obra de Philippe Garrel, "Un Été Brûlant", e "Killer Joe", de William Friedkin - objecto de uma retrospectiva, com oito filmes, entre os quais "Bug", "The Boys in the Banda", "The Birthday Party" ou "Viver e Morrer em Los Angeles". "I Wish", de Hirokazu Koreeda; "Los Pasos Dobles", de Isaki Lacuesta; "Las Razones Del Corazón", de Arturo Ripstein; "Tokyo Park", de Shinji Aoyama; "Abrir Puertas y Ventanas", de Milagros Mumenthanler; "La Folie Almayer", de Chantal Akerman; "Policeman", de Nadav Lapid; e "Saudade", de Katsuya Tomita, são os filmes que compõem esta secção paralela à competição. 

E estarão no festival Léos Carax, Matthew Barney, David Cronenberg, Yasmina Reza, Christopher Doyle, Paul Giamatti, Miquel Barceló, os Dardenne...

Para lá das salas habituais (Centro de Congressos de Estoril, Casino Estoril, Casa de Santa Maria e Casa das Histórias), o festival prolonga-se este ano para os cinemas Monumental e Nimas (geridos por Paulo Branco), Centro Cultural de Belém, Torre de Belém, Mosteiro de São Vicente de Fora e Museus da Politécnica. 

 

Via Público



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Sexta-feira, 21.10.11
"Crazy Horse" abre hoje o DocLisboa
"Crazy Horse" abre hoje o DocLisboa (DR)
O mote deste ano é "o mundo todo está em Lisboa" - mas talvez fosse mais apropriado falar de "os fins do mundo todos estão em Lisboa". Viagem por dez dias de programação.

"Um festival acordado para o mundo", disse-se na conferência de imprensa em que se apresentou, no princípio de Outubro, a edição 2011 do DocLisboa. Um mundo em crise, feito de mudança, colapso, metamorfose - "não são tempos fáceis e estamos de olhos abertos para eles".

Dito e feito: o que aí vem, ao longo de dez dias de festival que vão obrigar os interessados a desmultiplicarem-se por uma programação riquíssima e desafiadora, é um olhar lúcido, resoluto, não sobre "o mundo", mas sobre "os mundos" (tantos quantos podem caber dentro do planeta em que vivemos) e sobre os desafios à sua sobrevivência. O Doc abre hoje (Culturgest, 21h) com um olhar sobre um microcosmos - "Crazy Horse", de Frederick Wiseman, sobre os bastidores do célebre cabaré parisiense (em sala a 27 de Outubro) - e fecha a 29 (Culturgest, 21h), com um olhar sobre o tempo que passou na vida de um cineasta - "Photographic Memory", de Ross McElwee. 

Entre ambos, o Doc 2011 promete ser um festival de apocalipses - palavra que significa, no seu sentido mais restrito, "revelação". O que descobrimos, no Doc 2011, são mundos que acabam, que começam, que acabam para que outros comecem.

O melhor exemplo desse fim que é também um princípio é o filme mais abertamente desafiador de gavetas da competição internacional - e que, ainda por cima, é português: "É na Terra, Não é na Lua", de Gonçalo Tocha (Culturgest, dias 25, 21h, e 29, 14h45), "diário de bordo" de quatro anos de longas estadas na ilha açoriana do Corvo compactadas em três horas. Na encruzilhada do diário pessoal, do documentário de autor e do registo etnográfico, é um filme sobre a liberdade que se pode encontrar numa comunidade de 300 pessoas no meio do Atlântico; e também sobre um local em constante equilíbrio entre as tradições que se perdem e os recém-chegados atraídos pelos seus mistérios.

A ilha do Corvo de Gonçalo Tocha, entre passado que se dissolve e futuro difuso, tem muitos pontos de contacto com a aldeia belga de Doel ou a comunidade indígena argentina de Kolla Tinkamaku. Mas tem conseguido escapar ao destino da primeira, tal como mostrado no tocante filme do holandês Tom Fassaert, "An Angel in Doel": o camartelo em nome da expansão do porto de Antuérpia, a trasladação do cemitério, o lento desocupar de casas à qual só Emilienne Driesen, uma velhota casmurra, resiste (Culturgest, amanhã, 17h, e dia 24, 18h30). 

E não está ainda em riscos de desaparecimento como o modo de vida do grupo indígena da província argentina de Salta registado pelo alemão Thomas Heise no magistral ensaio "Solar System": rodado em quatro aldeias, o filme celebra um ritmo ancestral e orgânico de vida, ameaçado por uma "civilização" urbana cada vez mais próxima (Culturgest, dias 22, 16h, e 23, 21h45). 

Nem todos os fins de mundo são maus - como o provam a celebração da Primavera Árabe em Tahrir - "Liberation Square", do italiano Stefano Savona (São Jorge, dia 24, 22h), e "Plus Jamais Peur", do tunisino Mourad Ben Cheikh (Culturgest, dia 28, 21h30, e Londres, dia 30, 18h45). A nostalgia irá inevitavelmente colorir as memórias dos mundos antigos - como o olhar de Martin Scorsese sobre o "Beatle sossegado" George Harrison em "Living in the Material World" (São Jorge, dias 22 e 23 às 22h, em DVD em Novembro) ou o comunismo irredutível de Armando Cunha em "A Nossa Forma de Vida", de Pedro Filipe Marques (Culturgest, dias 22, 17h, e 25, 18h30), espantoso olhar para um Portugal íntimo e caseiro quase parado no tempo que é o ponto alto da competição nacional de longas. 

Mas alguns fins de mundo são dolorosos e espelham os momentos que vivemos actualmente. É o caso do desequilibrado "Wadan"s World", onde o alemão Dieter Schumann acompanha, ao longo de dois anos, um estaleiro da região de Hamburgo apanhado no turbilhão da crise económica (Culturgest, dias 22, 21h30, e 26, 16h). É o caso do perturbante e controverso "Vol Spécial", do suíço Fernand Melgar (Culturgest, dias 22, 19h30, e 27, 21h), que se concentra nos custos humanos das políticas europeias para com os imigrantes clandestinos, ou de "Les Éclats", de Sylvain George, "distilação" do olhar sobre a expulsão pelas autoridades francesas dos imigrantes romenos que o realizador tem acompanhado(Londres, dias 21, 18h45, e 23, 21h45). As perguntas que estes filmes levantam: como testemunhar aquilo que não pode ser registado? Como filmar aquilo que não pode ser filmado?É isso que "Barzakh" do lituano Mantas Kvedaravicius (Culturgest, dias 23, 16h00, e 24, 17h00), sobre os "desaparecidos" durante a guerrra civil na Tchetchénia, ou os outros todos que vão preencher as salas da Culturgest e dos cinemas Londres e São Jorge até dia 30, perguntam. Como podemos falar do mundo para que o mundo ouça?

 

Via Público



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Terça-feira, 11.10.11
Filme tornou-se no fim-de-semana de estreia no filme português de ficção mais visto de 2011
Filme tornou-se no fim-de-semana de estreia no filme português de ficção mais visto de 2011 (DR)
Depois das críticas positivas e das distinções em San Sebastian, “Sangue do Meu Sangue”, realizado por João Canijo, volta a afirmar-se como um dos grandes filmes portugueses de 2011 ao ser visto por mais de cinco mil espectadores no primeiro fim-de-semana de estreia, tornando-se no filme de ficção português mais visto do ano.

Em exibição em apenas 15 salas de cinema de todo o país, o melodrama familiar de Canijo teve este fim-de-semana 3916 espectadores, deixando para trás “O Estranho Caso de Angélica”, de Manoel de Oliveira, que se estreou no final de Abril e foi visto por 2504 pessoas, e “A Morte de Carlos Gardel”, de Solveig Nordland, estreado a 22 de Setembro e que soma até agora 2427 espectadores, segundo dados do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA).

Em comunicado, a produtora Midas Filmes explica que se a este número se somarem os espectadores que viram “Sangue do Meu Sangue” nas diversas sessões de antestreia, o filme já foi visto por mais de cinco mil espectadores. 

“Sangue do Meu Sangue”, que o João Canijo escreveu em parceria com os actores, narra o amor de uma mãe solteira, que mora no Bairro Padre Cruz, nos subúrbios de Lisboa, pela filha, personagens interpretadas por Rita Blanco e Cleia de Almeida. 

O filme venceu o prestigiado Prémio da Crítica Internacional e a Menção Especial do Júri do Prémio “Otra Mirada”, atribuído por um júri presidido pela directora da TVE2 em San Sebastian, festival onde teve a sua estreia mundial. Depois disso foi também apresentado no Festival de Toronto e mais recentemente no Festival de Bussan, na Coreia. Estão ainda agendadas as exibições no Festival do Rio de Janeiro, no Brasil, em Munique, na Alemanha, em Linz, na Áustria, em Vílnius, na Lituânia, e na Corunha, em Espanha, onde será acompanhado por uma retrospectiva da obra do realizador. A distribuição alternativa nos EUA no próximo ano também já está assegurada. 

“Sangue do Meu Sangue”, disponível em duas versões, uma de 140 minutos e outra de 190, está em exibição em Lisboa, Porto, Gaia, Alfragide, Almada, Aveiro, Braga, Cascais, Coimbra, Funchal, Guia, Leiria, Vila Real e Viseu, tendo tido uma exibição em Castelo Branco a 6 de Outubro e outra em Ponta Delgada, nesta segunda-feira.

A versão longa do filme está em exclusivo no Cinema City Classic Alvalade em Lisboa, circulando depois por todo o país em sessões especiais, de cineclubes e associações culturais. Está ainda previsto um corte do filme para televisão, em três episódios de 52 minutos cada.

 

Via Público



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Sexta-feira, 07.10.11
Filme de abertura: "Crazy Horse", de Frederick Wiseman
DocLisboa

Doc Lisboa 2011: Frederick Wiseman abre, Ross McElwee fecha, Gonçalo Tocha em competição, o Médio Oriente em destaque e muito mais em apenas dez dias de cinema "acordado para o mundo"

 

Se dúvidas havia, é este ano que elas ficam resolvidas: à nona edição, DocLisboa entra definitivamente no "núcleo central" dos festivais de documentários. "Já não estamos na periferia", como disse ontem, na apresentação oficial do Doc, Augusto M. Seabra, programador associado do certame que decorrerá de 20 a 30 de Outubro próximos em Lisboa.

 

Não bastam os quase 37 mil espectadores da edição 2010. A prová-lo, em 2011, estão 172 filmes, entre os quais um "filme-surpresa", cinco estreias mundiais e 17 primeiras obras, exibidos ao longo de dez dias na Culturgest, nos cinemas São Jorge e Londres e na Cinemateca Portuguesa, com extensões no último fim de semana ao Cinema City Campo Pequeno e ao Teatro do Bairro. A abertura é com o mais recente documentário de Frederick Wiseman, "Crazy Horse", sobre o cabaré parisiense, estreado em Cannes 2011; o encerramento com "Photographic Memory", de Ross McElwee, que esteve em Veneza 2011

 

Pela primeira vez em cinco anos, um filme português estará na competição internacional: "É na Terra, Não É na Lua", de Gonçalo Tocha, que concorre ao prémio máximo do festival ao lado de obras que já causaram sensação noutros festivais como "Tahrir - Liberation Square" de Stefano Savona ou "Vol spécial" de Fernand Melgar.

 

Facto tanto mais significativo quanto as selecções competitivas - tanto internacional como nacional - têm este ano menos filmes. É uma opção e não falta de "oferta", como explicou na conferência de imprensa a programadora Anna Glogowski, que assume este ano a direcção do certame. "Vimos cerca de 1400 filmes, fora os que descobrimos em festivais. Mas as nossas grandes orientações para este ano eram tentar concentrar salas, diminuir o número de filmes propostos e estabelecer um diálogo entre as várias secções."

 

Esse diálogo pode, por exemplo, ser entre as actuais convulsões do Médio Oriente e os movimentos de libertação das ex-colónias portuguesas. No primeiro caso, apresentar-se-ão obras sobre a "Primavera Árabe" de 2011 (casos de "Tahrir", rodado no Egipto durante a ocupação da Praça Tahrir, e do filme tunisino "Plus jamais peur" de Mourad ben Cheikh) e a "Revolução Verde" iraniana de 2009 ("Fragments d'une révolution", obra colectiva sobre as controversas eleições, e o muito aclamado filme sobre a prisão domiciliária de Jafar Panahi, "Isto Não É um Filme", que chegará às salas logo a seguir). No segundo, teremos uma retrospectiva de perto de duas dezenas de obras há muito invisíveis e nunca anteriormente reunidas sobre os movimentos de libertação de Angola, Guiné-Bissau e Moçambique, marcando o 50º aniversário do início da Guerra Colonial.

 

Essa política multidisciplinar prolonga-se para as duas retrospectivas históricas de 2011, dedicadas a um dos nomes centrais da evolução da forma-documentário, Jean Rouch (a decorrer durante o Doc e até Novembro na Cinemateca Portuguesa), e ao cineasta e artista visual Harun Farocki, "um velho sonho realizado" segundo Seabra, prolongada para a exposição "Três Duplas Projecções" que está já patente no Palácio Galveias.

 

Igualmente de nota é a secção musical Heartbeat, que se procurou "tão diversificada quanto possível", abrindo com uma das raras ocasiões de ver em grande écrã o documentário de Martin Scorsese sobre George Harrison, "Living in the Material World". Miriam Makeba por Mika Kaurismäki (irmão de Aki), Michel Petrucciani por Michael Radford (autor de O Carteiro de Pablo Neruda) e os Ramones por Michael Gramaglia e Jim Fields são alguns dos outros nomes em foco na secção.

 

Haverá ainda um "filme-surpresa" de um dos grandes documentaristas da actividade - surpresa não por questão de marketing, segundo Augusto M. Seabra, "mas por constrangimentos relativos ao anúncio prévio" de filme.

 

E muitos mais nomes de peso pelas múltiplas secções do certame: por exemplo, os chineses Jia Zhang-ke e Wang Bing (com "I Wish I Knew" e "The Ditch", respectivamente, ambos em ante-estreia nacional). Ou os americanos James Benning ("Twenty Cigarettes") e Alex Gibney ("Client 9", sobre o escândalo de prostituição que "desgraçou" o governador de Nova Iorque Eliot Spitzer). Ou o alemão Cyril Tuschi, com o seu documentário de investigação sobre Mikhail Khodorkovsky. Ou Agnés Varda, de quem veremos em estreia mundial o primeiro episódio da série televisiva "Agnés de ci de là Varda", parcialmente rodado em Portugal e que Anna Glogowski define como "os passeios de Agnès".

 

É uma programação de luxo para apenas dez dias e só aflorámos a superfície. O melhor mesmo é consultar o programa em http://www.doclisboa.org/. Os bilhetes já se encontram à venda, na bilheteira central da Culturgest.  

 

Via Ipsilon



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Terça-feira, 20.09.11
LA Times elogia o 'estranho caso' de Manoel de Oliveira

 

Por ocasião da edição em DVD nos Estados Unidos do filme O estranho caso de Angélica, o jornal norte-americano LA Times elogiou a vitalidade e a singularidade da obra do realizador Manoel de Oliveira, ele próprio «um caso estranho».

A três meses de completar 103 anos, Manoel de Oliveira «começou ainda no tempo do cinema mudo e tem uma trajectória incomparável». «O mais notável» não é tanto a produtividade, mas sobretudo o facto de grande parte da sua obra «continuar viva e singular», escreveu o diário de Los Angeles na edição de domingo.

 

Como realizador, Manoel de Oliveira demonstra uma liberdade de quem existe quase há tanto tempo como o próprio cinema: «É a encarnação de um século de cinema», sublinha o diário, recordando o enredo de O estranho caso de Angélica e a história por detrás da produção.

 

O filme, protagonizado por Ricardo Trêpa e que teve estreia comercial este ano em Portugal, é o retomar de um projecto antigo de Manoel de Oliveira, com mais de 50 anos.

 

O realizador tinha o projecto pronto, mas não chegou a concretizá-lo na altura do Estado Novo.

 

Depois da revolução de Abril de 1974, Manoel de Oliveira recuperou o tempo perdido, de vários anos sem filmar, escreveu o jornal, e desde então tem produzido com bastante regularidade, sobretudo a partir dos anos 1990.

 

A crítica do LA Times, a propósito da edição de O estranho caso de Angélica em DVD, surge numa altura em que Manoel de Oliveira se prepara para rodar em Paris um novo filme, O Gebo e a Sombra, a partir de uma peça de teatro de Raúl Brandão, e com os actores Ricardo Trêpa, Michel Piccoli e Ludivine Clerc.

 

Hoje, 19 de Setembro, assinalam-se os 80 anos da estreia no cinema, em Lisboa, do primeiro filme de Manoel de Oliveira, Douro, Faina Fluvial.

 

Via Sol



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Domingo, 18.09.11
Vinte anos dos Pearl Jam em documentário, disco e livro

 

Os vinte anos da banda norte-americana Pearl Jam, registados em mais de 1.200 horas pelo realizador Cameron Crowe, foram condensados num documentário que se estreia na terça-feira em todo o mundo, incluindo Portugal.

'Pearl Jam Twenty' é exibido às 21h30 em salas da distribuidora Zon Lusomundo em Lisboa, Almada, Coimbra e Porto.

 

Em Portugal, ao contrário de outros países, o filme não terá estreia comercial, sendo depois distribuído em DVD, que estará à venda a partir de 24 de outubro.

 

O documentário de Cameron Crowe, responsável há 19 anos pela estreia no grande ecrã dos membros dos Pearl Jam, teve antestreia mundial a 10 de setembro no Festival de Cinema de Toronto, Canadá.

 

Em 1992, Eddie Vedder (voz), Matt Cameron (bateria), Stone Gossard (guitarra), Jeff Ament (baixo) e Mike McCready (guitarra) tiveram uma participação especial no filme de Cameron Crowe 'Vida de Solteiro', rodado em Seattle, onde os Pearl Jam nasceram.

 

Na altura, a banda escolheu duas músicas do repertório para a banda sonora do filme: 'Breath' e 'State of Love and Trust' e ainda o tema 'Crown of Thorns', dos Mother Love Bone, recuperado agora para o documentário comemorativo dos vinte anos de carreira.

 

Os Mother Love Bone, liderados por Andrew Wood - que morreu em 1990 aos 27 anos - e que integravam também Jeff Ament e Stone Gossard, estiveram na origem da formação dos Pearl Jam.

 

A celebração dos vinte anos do grupo de Seattle começou no início deste ano, com o lançamento de uma nova compilação ao vivo, 'Live on Ten Legs', seguida das reedições dos álbuns 'Vs.' (1993) e 'Vitalogy' (1994).

 

No início deste mês, nos dias 03 e 04, os Pearl Jam deram dois concertos no Alpine Valley Music Theatre, em East Troy, nos Estados Unidos. Foi um 'Pearl Jam Weekend' [fim-de-semana Pearl Jam] que contou com músicos de outras bandas, algumas ligadas ao movimento grunge de Seattle, como os Mudhoney ou os Soundgarden, e de outras como os The Strokes ou os Queens of the Stone Age.

 

Entretanto, no dia 13, foi publicado o livro 'Pearl Jam Twenty', da autoria de Jonathan Cohen e Mark Wilkerson, que para já só está disponível em Portugal através de importação.

 

Via Sol



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Sexta-feira, 16.09.11
"Uivo", o poema <i>beat</i> de Allen Ginsberg, abre hoje o festival
"Uivo", o poema beat de Allen Ginsberg, abre hoje o festival (DR)
Numa edição de aniversário, o Festival de Cinema Gay e Lésbico que se prolonga até dia 24, mostra uma programação abrangente.

O julgamento público de um editor por ter publicado um poema considerado ousado para a sua época ("Uivo"); a história de um dos restaurantes mais emblemáticos de Nova Iorque ("Florent: Queen of the Meat Market"); um olhar para a história das abordagens feministas na academia e na arte americanas ("Women Art Revolution: A Secret History"); um documentário sobre um dos mais lendários artistas norte-americanos ("William S. Burroughs: A Man Within") são alguns dos pontos altos da 15.ª edição do Queer Lisboa - Festival de Cinema Gay e Lésbico, que decorre até ao próximo dia 24 no Cinema São Jorge, em Lisboa.

E se nada disto parece ao leitor especificamente ligado às sexualidades alternativas, isso é perfeitamente normal. João Ferreira, director do festival, diz ao P2 que o Queer Lisboa "nunca foi construído especificamente para uma comunidade ou para um espectador único, mas sim para todo o tipo de público". E esta edição de aniversário é certamente a mais abrangente da história do festival - tem a ver, segundo Ferreira, precisamente com a celebração dos 15 anos de existência, sob o tema da transgressão, "que nos ajudou a fazer uma programação diferente."

"Uivo", de Rob Epstein e Jeffrey Friedman, sobre a criação, recepção e julgamento público do lendário poema beat de Allen Ginsberg, "Howl", é o filme de abertura, hoje à noite, de uma programação que fala de arte e sociedade sem se limitar à mera questão da identidade sexual, e que se estenderá ao teatro e às artes multimédia. Exibir-se-ão alguns dos filmes mais falados dos últimos 12 meses, caso de dois filmes latinos que transpuseram as barreiras dos festivais queer, "Ausente" do argentino Marco Berger e "Contracorriente" do peruano Javier Fuentes-León. Mas também documentários sobre as relações entre as comunidades GLBT (gay, lésbico, bissexual e transgender) e a sociedade contemporânea; como "We Were Here", de David Weissmann, sobre o modo como São Francisco enfrentou a sida nos anos 1980, ou "Becoming Chaz", de Randy Barbato e Fenton Bailey, sobre a mudança de sexo de Chastity Bono, filha de Cher e Sonny Bono. 

Ao longo dos dez dias do festival, a peça de teatro "Silenciados", da companhia espanhola Sudhum, e a instalação multimédia "Mansfield" 1962 partilharão o São Jorge com as habituais secções de curtas, longas, telediscos e filmes hardcore (as célebres Noites Hard). O Queer Lisboa recebe ainda 20 filmes em selecção competitiva - dez longas-metragens de ficção, avaliadas por um júri composto pelos actores Beatriz Batarda e Albano Jerónimo e pelo jornalista Sam Ashby, e dez filmes na secção de documentários, cujo júri é composto pelo realizador Miguel Gonçalves Mendes e pelos programadores Claudia Mauti e Franck Finance-Madureira. 

João Ferreira explica que a permanente vontade do Queer se "abrir" para lá dos filmes de temática especificamente GLBT, que muitas vezes acabam por não sair do circuito dos festivais temáticos, enfrenta constantemente peculiares contradições. Por um lado, "a oferta neste momento é muito grande - cada ano temos mais escolhas e o próprio cinema queer se está a transformar em direcção a uma maior abertura. Isso tem obviamente a ver com factores sociais, com as sucessivas conquistas da comunidade em termos de direitos. Mas, por outro lado, essa abertura continua a ser muito difícil devido à contracção do circuito comercial e porque o mercado do DVD está a fechar e os festivais queer acabam por ser o único modo de os realizadores mostrarem o seu trabalho".

Apesar destas contradições, Ferreira, que trabalha no festival desde o quarto ano, tem notado um crescimento continuado ao nível da afluência de público. "O público mudou. Hoje temos muitos estudantes universitários e uma variedade muito maior de público, bem como uma atitude e uma forma de estar muito diferentes." A mudança para o Cinema São Jorge, que em 2006 se consolidou como "centro nevrálgico" do festival, contribuiu: "Notou-se logo a diferença quando fizemos as primeiras sessões no São Jorge no décimo festival e enchemos os 800 lugares da sala grande. Foi a prova de que havia público para o festival que não estava a ir ao Quarteto, onde estávamos até então".Num cenário de crise continuada, o director do Queer está optimista. Porque o Queer 2011 garantiu já apoio estatal do Instituto do Cinema e do Audiovisual até 2014 - "isso descansa-nos muito e vai-nos permitir finalmente abrir em Outubro o nosso próprio espaço, um projecto de há muitos anos".

 

Via Público



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Sexta-feira, 26.08.11
Miramax aluga filmes no Facebook por três dólares
Alguns filmes dos estúdios norte-americanos Miramax estão desde segunda-feira disponíveis para aluguer no portal da rede social Facebook, nos Estados Unidos, no Reino Unido e na Turquia.

Para já, a aplicação disponibiliza 20 títulos para alugar por 30 créditos do Facebook (o equivalente a três dólares) por 48 horas, mas a Miramax pretende disponibilizar os seus filmes também para venda para que os utilizadores possam armazená-los e vê-los quando quiserem.

 

A chegada deste novo serviço, Miramax eXperience, que deverá estender-se progressivamente a outros países, permite à rede social de Mark Zuckerberg afirmar-se como um fornecedor de entretenimento, além de ser um local de troca de informação entre amigos.

 

Uma primeira versão da aplicação permite visualizar filmes sem os descarregar, mas esta poderá evoluir em função dos comentários dos utilizadores, afirmou a Miramax, no seu blogue.

 

«O nosso objectivo final é oferecer aos clientes a possibilidade de comprar filmes e de os conservarem» com os seus próprios meios de armazenamento, «para que possam depois aceder a eles através de qualquer ferramenta», refere a Miramax.

 

Via Sol



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Segunda-feira, 22.08.11

Segundo a Universidade da Califórnia (EUA), a cena mais triste da história do cinema é de "O Campeão", de 1979.

 

Depois de estudados mais de 250 filmes e seleccionadas 78 cenas, foram analisadas as reações de uma audiência de 500 voluntários.

 

Os resultados do trabalho desenvolvido pelos investigadores Robert Levenson e James Gross da Universidade da California (EUA), resultaram numa lista de 16 trechos capazes de estimular emoções específicas (como nojo, raiva ou tristeza), publicada em 1995.

 

A cena que mais levou a audiência às lágrimas foi, de todas as candidatas, a da criança T.J. (interpretado pelo ator Ricky Schroder) a chorar sobre o corpo sem vida do pai.

 

Dois minutos e 51 segundos é quanto dura este trecho, que tem sido usado numa série de estudos em todo o mundo sempre que, para bem da ciência, se torna necessário acabar com a alegria dos participantes.

 

 

Entre a lista dos 16 trechos encontram-se os seguintes:

Tristeza

Filme: O Campeão
Cena: Criança chora a morte do pai

Filme: Bambi
Cena: A morte da mãe de Bambi

Raiva

Filme: O meu Guarda-Costas 
Cena: Cena de bullying

Filme: Grita Liberdade
Cena: Abuso da força policial contra os protestantes

Diversão

Filme: Um Amor Inevitável
Cena: A protagonista interpretada por Meg Ryan, finge um orgásmo num restaurante

Nojo

Filme: Pink Flamingos 
Cena: Fezes de cão para comer

Medo

Filme: Shining 
Cena: Danny vê gémeas no corredor

Filme: O Silêncio dos Inocentes 
Cena: Perseguição na cave

Harmonia

Cena de ondas
Cena de praia

Surpresa/susto

Filme: Capricórnio Um
Cena: Agentes irrompem pela porta adentro

Filme: Perigosa Sedução
Cena: Pombas assustam a personagem

Neutro

Cena de imagens abstractas
Cena de de uma imagem de barras às cores

 

Via Expresso



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Sábado, 30.07.11

"The Smurfs", em português "Os Estrunfes", estão de volta, desta vez ao grande ecrã. O filme, em 3D, chega a Portugal já em agosto. Veja aqui as as fotografias e trailer. 




Com estreia marcada para o dia 11 de agosto nas salas de cinema portuguesas, a longa-metragem "Os Smurfs" ("Os EStrunfes"), em 3D, conta a história das pequenas criaturas azuis que, para fugir do terrível  Gargamel, caem numa gruta proibida que os leva até ao Central Park, em Nova Iorque.

A acompanhar a estreia do filme, e depois de ter iniciado em março a publicação em livro das divertidas aventuras dos pequenos personagens azuis de Peyo, a ASA, editora exclusiva dos "Estrunfes" em Portugal, lançou este mês de Julho cinco títulos baseados no filme, que serão seguidos de mais seis, em agosto, após o filme estrear.

Peyo, cujo verdadeiro nome é Pierre Culliford, nasceu em Bruxelas em 1928 e morreu, na mesma cidade, em 1992. Designer e escritor de banda desenhada, ficou conhecido mundialmente por ter criado "Os Smurfs" , que rapidamente se difundiram em livros e em séries de animação na TV.

Verdadeiro fenómeno de popularidade à escala planetária, estes personagens azuis acabaram por dar origem aos mais diversos produtos, nomeadamente brinquedos, bem como a um parque de diversões. "Os Smurfs" têm as suas raízes na série Johan et Pirlouit, que Peyo publicava nos anos 50 nas páginas do "Journal de Spirou".

 



Via Expresso



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Sexta-feira, 15.07.11
Un fotograma de la última película de Harry Potter.

Un fotograma de la última película de Harry Potter.

Hoy, Potter ha muerto. Dicho así, impresiona. Pero, ¡ea!, las noticias, malas o buenas, conviene darlas de golpe. También es cierto que, y sin ánimo de ofender, ya era hora. Al fin y al cabo, han sido 10 años, ocho películas, siete mamotretos uno detrás de otro, cerca de 6.500 millones de dólares en taquilla, 4.333 embrujos en 'latinglish', 400 millones de libros vendidos en 69 idiomas (distintos entre sí, cuidado)... Y así. Le ha costado dejarnos, vamos.

En sus páginas y, por extensión en sus películas, se han ahogado y agotado infancias enteras. Desde el primer suspiro al último estertor. Muchos entraron en 'La piedra filosofal' en pantalón corto y han acabado por salir de 'Las reliquias de la muerte' marcando el paso y con la mili hecha. Y claro, tanto después, da pena. Cada uno a su manera, no lo duden, lo ha sentido.

'Harry Potter y las reliquias de la muerte, parte 2' es, definitivamente, el funeral que tanta pérdida requería. La última película, si se quiere, oficia de despedida a la altura que las circunstancias merecen. Dígase ya, es la mejor de cuantas hemos visto.

A David Yates, su director, le ha costado un cuarto intento para, por fin, acertar con la fórmula precisa. Bienvenido sea. De repente, ante los ojos sorprendidos de la concurrencia, aparece un relato perfectamente consciente de que se acaba; un cuento que se sabe cuento. Y, esto, además de nuevo, resulta hasta moderno. Irónico, tal vez.

Si de algo se puede acusar a Potter a lo largo de su larga historia es de su visceral incapacidad para reconocerse en ese lugar en el que siempre se han movido los relatos supuestamente infantiles. Los clásicos, los buenos. Tanto en el papel como en la pantalla siempre ha resultado algo irritante la ausencia casi absoluta de humor, de sentido de la distancia, de, otra vez, ironía. Potter y su gente se mueven por su mundo sin reparar ni un solo segundo en lo absurdo de su condición absurda. Y eso, por torpe, es grave.

Si se mira de cerca, bajo la disparatada arbitrariedad de algunos de nuestros héroes infantiles no se esconde sino la disparatada arbitrariedad de todo lo demás. De todo. Una historia bien contada, en definitiva, no es más que eso: una niña que cae por un agujero a un sitio extraño en el que los conejos tienen prisa. Por poner un ejemplo. En Potter, sin embargo y siempre, y por muy entretenido que resultara, molesta la seriedad impostada del destino trágico de un niño-mago enfrentado a todas las fuerzas oscuras de las que es capaz la naturaleza oscura. Por momentos, parece una anuncio de la DGT. La gravedad, ya se sabe, pesa. J.K. Rowling, para entendernos, no es Roald Dahl.

De hecho, el esfuerzo de cada director que ha pasado por las aventuras de Potter ha consistido en animar el relato hasta apartarse de la simple sucesión de hechizos, trampantojos y vuelta a empezar. Antes que Yates, Chris Columbus, Alfonso Cuarón y Mike Newell se habían aplicado a la tarea de convertir la letra de J.K. Rowling en algo más, en un abigarrado universo 'retrofantástico' animado por la gracia de la anarquía, de la anarquía necesariamente infantil.

De Columbus queda ese desparpajo para el barullo, ese gusto por los personajes a medio camino entre la gamberrada naíf y el dibujo absurdo de John Tenniel. Suyas son las dos primeras entregas y suyo es el mérito de poner cara y ojos a la institución pre-LOGSE de nombre Hogwarts. Cuarón se encargó del difícil trance del picor adolescente en una de las mejores entregas de la serie y Newell, un pasó más allá, hizo que el trío protagonista entrara en la edad adulta (por primera vez, la cinta perdió la calificación para todos los públicos) con declinantes resultados.

¿Franquicia

Y llegó Yates y, malas noticias, la saga se transformó en un feo palabro: franquicia. De un solo empellón, y pese a los esfuerzos a veces conseguidos de acercar la paleta de colores al negro (los niños crecen y las aventuras se enturbian), todo se convirtió en rutina, en paso fiel y cansino de la letra a la imagen. La transcripción de la primera parte de 'Las reliquias de la muerte' fue el mejor ejemplo de la incapacidad narrativa en la que se enfangaron Harry y sus muchachos.

Pues bien, todo lo anterior se acabó. Potter sabe que la historia, su historia, toca a su fin. Y Yates deja que la sensación de último adiós con la que el espectador acude al cine alcance la pantalla. Las escenas de acción se descubren más espectaculares que nunca ofreciéndose como réplica atronadora y sinfónica a los momentos de intimidad emocional. Valga la rimbombante redundancia. La muerte de Dumbledore, la conversión del profesor Snape, las oscuras motivaciones de Voldemort, la imagen de Hogwarts destruido, el amor que surge... todo cobra sentidoen las retinas abiertas de un espectador que recupera punto por punto cada uno de los mejores momentos de la saga, cada uno de sus propios mejores momentos.

Yates deja respirar la historia y, sobre todo, la trasciende. Hasta se permite, algo inédito, momentos de humor, citas cinéfilas (¿es '2001: una odisea del espacio' lo que se ve en la escena del sueño o estamos soñando?) y algún que otro segundo de homenaje. El espectador nunca pierde de vista el ritual del adiós y eso es mérito de un director que decide que su película, por fin, ya es adulta. Los niños que vieron la primera entrega han muerto, pero, ironía, todavía se recuerdan niños.

Suena cursi y, en efecto, es cursi. Qué le vamos a hacer.

Potter no es sólo un personaje de un libro, es parte de la biografía de cualquier espectador o lector o crítico (del señor Harold Bloom también). Y por ello, como la parte de cualquiera de nosotros que fuimos, ya ha muerto. Entre seguir caminando o desaparecer, le toca reventar. Hoy Potter ha muerto.

 

Via Elmundo



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Harry Potter volta aos cinemas portugueses pela última vez

 

'Harry Potter e os Talismãs da Morte – parte 2', o último da saga das aventuras do pequeno feiticeiro, estreia-se hoje nas salas portuguesas de cinema.

É neste filme que se dá o confronto final entre Harry Potter e as forças do Mal, dominadas por lorde Voldemort.

 

A adaptação aos cinemas do último livro de J.K. Rowling, publicado em 2007, foi dividida em duas partes, tendo a primeira estreado em novembro passado.

 

Tanto a primeira, como a segunda parte de Harry Potter e os Talismãs da Morte foram realizadas por David Yates e tiveram direcção de fotografia do português Eduardo Serra.

 

Os filmes foram estreando ao longo da última década e só em Portugal foram vistos por mais de 4,5 milhões de espectadores e tiveram uma receita bruta de bilheteira de quase 19 milhões de euros.

 

A nível internacional é a saga que mais receitas angariou em bilheteira: 4,4 mil milhões de euros.

 

A escritora inglesa J.K. Rowling publicou a primeira história no verão de 1997, apresentando o aprendiz de feiticeiro em Harry Potter e a Pedra Filosofal.

 

Iniciou-se ainda um verdadeiro fenómeno comercial. Desde então foram vendidos mais de 400 milhões de livros, traduzidos em 69 línguas.

A 'Pottermania' conheceu uma nova dimensão quando, no ano passado, abriu um parque de diversões em Orlando, na Flórida, dedicado ao mundo de Harry Potter.

 

Via Sol



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Sábado, 18.06.11
O novo trabalho de Spike Jonze "Scenes from the suburbs" está na mostra internacional

De 9 a 17 de Julho, o Curtas Vila do Conde propõe uma programação muito forte para todos os gostos, anunciada em conferência de imprensa na manhã de hoje.

Nas secções competitivas, as novas curtas de iconoclastas como Spike Jonze ou Harmony Korine cruzam-se com a nova realização do actor Louis Garrel e as obras mais recentes da nova geração de autores portugueses como Basil da Cunha, Gabriel Abrantes e André Santos e Marco Leão. Nas secções paralelas, homenagear-se-á uma das figuras do novo cinema romeno, Corneliu Porumboiu, e um dos actores icónicos do cinema de autor, Pierre Clémenti. E os já habituais filmes-concerto trazem um elenco de luxo com a presença de The Legendary Tiger Man, Rita Redshoes e Arto Lindsay.

Entre as 34 curtas internacionais a concurso na 19ª edição do Curtas estão "Scenes from the Suburbs", o novo filme de Spike Jonze ("O Sítio das Coisas Selvagens", "Queres Ser John Malkovich?"), escrito por Win e William Butler dos Arcade Fire; "Umshini Wan", encontro entre Harmony Korine, argumentista de "Kids" de Larry Clark e um dos mais controversos cineastas americanos independentes contemporâneos, e o grupo de rap sul-africano Die Antwoord; o novo delírio dos britânicos irmãos Quay, "Maska", ou "Petit Tailleur", segunda curta do actor de "Em Paris" e "As Canções de Amor", Louis Garrel. 

A competição nacional inclui entre os seus 18 filmes o novo trabalho do luso-suiço Basil da Cunha, vencedor da edição 2010 com "À Côté, Nuvem", estreado na Quinzena dos Realizadores em Cannes 2011. Presentes também estarão "Infinito", o novo esforço de André Santos e Marco Leão depois do bem-recebido "Cavalos Selvagens" (também presente a concurso no Curtas 2010), "Fratelli", de Gabriel Abrantes, "Zoo", de Margarida Leitão, ou (naquele que já é o título mais idiossincrático da selecção competitiva), "O Amor É a Solução para a Falta de Argumento", de Jorge Quintela.

Há muito mais para descobrir num Curtas 2011 mais do que nunca sob o signo da música, com competições de vídeos musicais e filmes experimentais, o Curtinhas para os mais novos, a secção de filmes de curso e workshops Take One!, a selecção de curtas portuguesas Best of Portugal, o habitual panorama de longas Da Curta à Longa, sessões especiais dedicadas às experiências musicais dos cineastas de vanguarda Jem Cohen e Bruce Conner, e muito muito mais. Programa completo a descobrir em www.curtas.pt, com encontro marcado de 9 a 17 de Julho.

 

Via Público



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Domingo, 29.05.11

Cocas e companhia estão de volta. No novo filme, o famoso grupo de marionetas contracena com atores de carne e osso.

 

O famoso grupo de marionetas 'Os Marretas ' (The Muppets Show) regressa em novembro com um filme onde bonecos contracenam com atores de carne e osso.

 

Em 'The Fuzzy Pack', os Marretas reúnem-se com a ajuda de três fãs, para salvar o seu antigo estúdio. Amy Adams, Emily Blunt e Jason Segel são alguns dos atores que entram na película.

 

 



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Terça-feira, 24.05.11
'Titanic' em 3D a 6 de Abril de 2012
O sucesso de bilheteiras Titanic vai voltar aos ecrãs de cinema, a 6 de Abril de 2012, desta feita em 3D, anunciou hoje a produção.

A Paramount Pictures, a Twentieth Century Fox e a Lightstorm Entertainment explicaram em comunicado que a data de estreia foi escolhida propositadamente, já que a 10 de Abril de 2012 faz cem anos que o navio transatlântico zarpou do porto de Southampton, no Reino Unido, antes de chocar, a 15 de Abril de 1912, com um icebergue e se afundar, no trajecto para Nova Iorque.

Exibido em 1997, o filme Titanic, do realizador James Cameron, ganhou 11 Óscares da Academia de Hollywood.

 

Via Sol


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Segunda-feira, 23.05.11
"A Árvore da Vida", Palma de Ouro da edição de Cannes deste ano, estreia esta quinta-feira"A Árvore da Vida", Palma de Ouro da edição de Cannes deste ano, estreia esta quinta-feira (DR)

Portugal não vai passar ao lado da 64ª edição do Festival de Cannes, que terminou este domingo, e por isso alguns dos filmes premiados e outros que estavam em competição já têm estreia assegurada nos cinemas portugueses. A Palma de Ouro de 2011, que foi entregue a Terrence Malick por “A Árvore da Vida”, chega às salas na quinta-feira.

 

A estreia do filme, protagonizado por Brad Pitt e Sean Penn e que retrata a história de uma família americana dos anos 1950 liderada por um pai autoritário e obcecado com a educação dos três filhos, já estava garantida pela Zon Lusomundo, ainda antes de Malick ter sido distinguido com o prémio máximo do Festival de Cannes. 

“A Árvore da Vida”, o quinto filme do realizador norte-americano em 38 anos de carreira, gerou alguma controvérsia em Cannes, não tendo reunido o consenso entre os críticos de cinema presentes. 

Como já se esperava, Malick não apareceu na cerimónia de entrega dos prémios para receber a Palma de Ouro, depois de também já ter falhado a conferência de imprensa de promoção do filme.

“Le Gamin au vélo”, dos irmãos belgas Jean-Pierre e Luc Dardenne, e “Once upon a time in Anatolia”, do realizador turco Nuri Bilge Ceylan, que conquistaram em ex-aequo o Grande Prémio do Júri também vão estar em exibição nos cinemas portugueses. Embora a distribuidora Clap Filmes, também responsável pela estreia de “Melancholia”, de Lars von Tier, que valeu a Kirsten Dunst o prémio em Cannes de melhor actriz, e “Elena”, do realizador russo Andrei Zvyagintsev, distinguido com prémio especial do júri na secção “Un Certain Regard”, ainda não tenha divulgado as datas em que os filmes vão chegar às salas.

A Clap Filmes assegura ainda a estreia em Portugal de outras obras que marcaram a edição deste ano do Festival de Cannes. “L’Apollonide: Souvenirs de la Maison Close”, de Bertrand Bonello, sobre o quotidiano de um bordel parisiense no final do século XIX, e “Pater”, realizado por Alain Cavalier, que também co-protagoniza esta obra singular com o actor Vincent Lindon, fizeram ambos parte da Competição Oficial do certame.

“Hors Satan”, de Bruno Dumont, e “Les Neiges Du Kilimandjaro”, de Robert Guédiguian, que integraram a secção “Un Certain Regard” têm igualmente estreia assegurada através da mesma distribuidora, assim como o filme que abriu a Semana da Círitca, “La Guerre est déclarée”, da actriz e realizadora Valérie Donzelli.

Entretanto, também a Midas Filmes assegurou a estreia de quatro filmes presentes em Cannes. O filme "Le Havre", do realizador Aki Kaurismäki, que venceu o prémio Fipresci, da crítica internacional, no festival de Cannes, tem estreia assegurada mas ainda não existe uma data prevista.

A 13 de Outubro, estreará o também premiado em Cannes, "Poliss", da francesa Maïwenn, que venceu o Prémio do Júri. 

"Habemus Papam", do italiano Nanni Moretti, vai estar em exibição ainda este ano, a 24 de Novembro, e o filme "7 Days in Havana", projecto composto por sete segmentos realizados por Benicio del Toro, Pablo Trapero, Elia Suleiman, Julio Medem, Gaspar Nóe, Juan Carlos Tabio e Laurent Cantet, ainda não tem data marcada.

 

Via Público



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Terça-feira, 17.05.11

Tintin de Steven Spielberg já tem cartazes oficiais e trailer

 

Já são conhecidas as primeiras imagens de Tintin, a personagem de banda desenhada que saltou para o grande ecrã, num filme realizado por Steven Spielberg e produzido por Peter Jackson.

 

A Paramount apresentou esta terça-feira os primeiros cartazes oficiais de promoção do filme “The Adventures of Tintin”, assim como um trailer com pouco mais de um minuto de duração.

Steven Spielberg optou por realizar este filme, que está agora na fase de pós-produção, usando a tecnologia “motion capture”, já utilizada em filmes como “Polar Express” e “Beowulf”.

Jamie Bell, o actor que ficou conhecido do grande público pelo seu papel em Billie Elliot, será o protagonista do filme, representado Tintin no grande ecrã. Andy Serkis será o Capitão Haddock, Simon Pegg e Nick Frost os irmãos Dupond e Dupont, e Daniel Craig o vilão Rackham, o Terrível.

Segundo o site “HollywoodNews”, este é o primeiro de três filmes, a cargo de Spielberg, do herói de banda desenhada belga, conhecido pelas suas inúmeras aventuras. 

Ainda não são conhecidos muitos pormenores da historia nem quando estreará em Portugal. Nos Estados Unidos, o filme deverá chegar às salas de cinema por altura do Natal, a 23 de Dezembro.

 

Via Público



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Segunda-feira, 09.05.11
O documentário de Jorge Pelicano é sobre o fim da linha ferroviária do Tua
O documentário de Jorge Pelicano é sobre o fim da linha ferroviária do Tua (Foto: Nelson Garrido)

O documentário “Pare, Escute, Olhe”, do português Jorge Pelicano, foi distinguido em Itália, na 59.ª edição do Trento Film Festival, com o Prémio Cittá di Bolzano, para o Melhor Filme de Exploração e Aventura.


O galardão, entregue neste sábado ao documentário português sobre o fim da linha ferroviária do Tua, foi assim justificado pelo júri: “Este documentário mostra o que acontece ao povo quando o sistema político é mais influenciado pelos interesses privados do que os interesses de uma comunidade. É um grande exemplo de cinema interventivo que nos deixa a pensar”. 

“Pare, Escute, Olhe” foi escolhido de entre os 27 filmes de vários países que estavam a concurso. 

Para o realizador, Jorge Pelicano, este prémio “comprova que o fecho da linha ferroviária e repetidas injustiças para com o povo transmontano também não deixaram indiferente o público italiano e o júri internacional”. 

“Espicaçar, não deixar as pessoas indiferentes, era um dos objetivos deste documentário. Mesmo a uma grande distância de Portugal, as pessoas sentiram a revolta. A mensagem do filme foi compreendida”, comentou. 

Depois de ter sido reconhecido em Portugal em certames como o DocLisboa, CineEco e Caminhos do Cinema Português, este é o oitavo prémio para “Pare, Escute, Olhe”, um documentário destinado a alertar para a necessidade de defender a identidade da região transmontana, onde se situa o único distrito do país sem um único quilómetro de auto-estrada. 

 

Via Público



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Sexta-feira, 06.05.11

Bang! Bang! Estás morto, de sedução

 

Bang Bang canta Dalida em "Les Amours Imaginaires", de Xavier Dolan. Tiros para fazer o espectador sucumbir à sedução. É no S. Jorge. À mesma hora, na Culturgest, as manobras do terrorista "Carlos", de Olivier Assayas, para conquistar o mundo. Bang! Bang! Sucumbimos nós

 

Quem suspeita dos sedutores - escrevia-se no número de Outubro de 2010 dos antigamente mais insuspeitos Cahiers du Cinéma - "não pode deixar de sucumbir, lógica paradoxal, à overdose de sedução". Bela desculpa, pois claro, e a revista francesa sucumbiu - bang! bang!, estás morta, de sedução. Passou as quatro páginas seguintes a justificar-se, apoiando-se e refugiando-se no desequilíbrio da coisa: o parfois émouvant, parfois agaçant, en équilibre entre les deux.

A "coisa" aqui, às vezes "comovente", às vezes "irritante", é a obra de Xavier Dolan, 22 anos. Sim, "a obra", pois que os seus dois filmes já são lidos como edifício: J'ai Tué Ma Mère - o "ai Jesus" da Quinzena dos Realizadores de Cannes em 2009, filme que Dolan escreveu quando tinha 17 anos - e Les Amours Imaginaires, filme que abre quinta-feira, às 21h30, no S. Jorge, o IndieLisboa.

Thierry Fremaux, o director artístico de Cannes, festival que tem estado a fabricar Dolan, tem a certeza que o quebequense Xavier, que, antes de realizar filmes, foi child actor (aos quatro anos), veio para ficar. É preciso, primeiro, que abandone o campeonato do cool.

O que tem seduzido alguns, para além do cabelo ao alto, dos óculos, da arrogância juvenil (a juventude continua a ser questão) é a iconoclastia - pós-queer?- de um jovem homossexual que interpreta jovens homossexuais sem fazer guerrilha. Ele já disse: "Não dizemos que há filmes judeus ou filmes heterossexuais" por isso não faz sentido estar a identificar filmes homossexuais. Bem visto.

Há um humor ácido nos filmes, também, isso não é pouca coisa. Será do Quebec? Cinematograficamente é que a coisa não escapa ao banal.

J'ai Tué Ma Mère, catarse da relação do próprio Xavier com a mãe, era uma exibição de histeria juvenil. Entre o émouvant e o agaçant, vencia o segundo. Era nesse filme que a personagem de Dolan dizia qualquer coisa como: "Párem de me comparar às crianças da minha idade, não sou como elas." O filme é isso: exibição de uma afectação, o sobredotado.

Em Les Amours Imaginaires temos fragmentos de um discurso amoroso, mas sem discurso. Xavier e uma amiga (Monia Chokri) estão mais apaixonados pela paixão do que pela estátua (Niels Schneider) que desejam. E que, quando lhes aparece à frente, parece aquele pedaço de As Virgens Suicidas em que irrompe o objecto de fascínio das irmãs Lisbon. Mais outro caso, como o de Sofia Coppola, em que o parfois superficial pode ser lido parfois como um filme de superfícies?

Les Amours Imaginaires não é um filme sobre um triângulo amoroso, é um filme sobre um duelo por um objecto de desejo, disse o realizador. Música e câmaras lentas. Bang Bang cantado não por Nancy Sinatra, mas por Dalida, ainda The Knife, Bach, cores garridas, pedaços de Wong Kar-wai, de Almodóvar, de Bertolucci, e um vazio no fim da acumulação. Mas Xavier Dolan é arguto. Como se se espantasse com o olhar dos outros, tem-se fartado de dizer que não tem muito para dizer ainda, porque não viveu muito. "Sinto que não devo ouvir as críticas positivas e negativas. Às vezes acho que as pessoas são demasiado duras para mim e outras vezes acho que são demasiado indulgentes", disse numa entrevista. Deviam ouvi-lo.

No final de Les Amours Imaginaires o desejo do desejo renova-se com o aparecimento de Louis Garrel. Devia ser o intérprete do próximo filme de Xavier Dolan, mas desvinculou-se. É Melvil Poupaud que, em Laurence Anyways, vai interpretar um homem que muda de sexo - e convence a mulher a continuar a amá-lo(a).

Fim das ideologias

A sedução é também a arma do terrorista Carlos: o venezuelano Ilich Ramírez Sánchez - assim chamado em homenagem a Lenine -, conhecido como Carlos, o Chacal. Inimigo público nº 1 nos anos 1970, quando abraçou a causa da Frente Popular de Libertação da Palestina, cumpre pena perpétua numa prisão francesa pelas suas actividades. O filme, Carlos, que chega às salas portuguesas em Junho, é um tour de force de um cineasta habitualmente frágil e íntimo, Olivier Assayas, que aqui se aventura pela História, olhando para o revolucionário e

ou mercenário, para a "estrela" do terrorismo, de forma frágil e íntima. É um pedaço da história do século XX em mais de duas horas e meia, a versão televisiva ultrapassa as cinco horas e meia, é o relato do fim das ideologias, das utopias, bombas, tiros e etc, mas o assalto às instalações da OPEC, em Viena, em 1975, por exemplo, é reconstituído com quem descreve actos e feitos do quotidiano e não cenas de um filme de acção.

É, sobretudo, uma história sobre o narcisismo de um corpo: Carlos - outro tour de force, o do actor venezuelano Edgar Ramirez - e a sua estratégia de sensualidade, as mulheres como as armas, para chegar ao topo. Ao som de Dreams Never End, dos New Order, frente ao espelho. Bang! bang!, aqui sucumbimos nós, na Culturgest, quinta, às 21h15.

"Les Amours Imaginaires", de Xavier Dolan, Cinema S. Jorge, quinta, às 21h30
"Carlos", de Olivier Assayas, Grande Auditório da Culturgest, quinta, às 21h15

 

Via Público



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Quinta-feira, 28.04.11
Manoel de Oliveira cumpre sonho em 'O estranho Caso de Angélica'
O realizador Manoel de Oliveira confessou hoje que o filme 'O estranho Caso de Angélica' era um sonho que já não esperava concretizar.

«É um projecto que, de certo modo, me atiraram para fazer, porque eu pensava que já não o faria», disse o mais idoso cineasta em actividade no mundo na antestreia nacional de O estranho Caso de Angélica, no Auditório de Serralves, no Porto.

 

Recusando comentar a sua mais recente obra, Manoel de Oliveira definiu o filme, que chega às salas de cinema na quinta-feira, como um retrato de «uma relação entre espíritos e corpos».

 

«Todos os corpos são animados de espírito e quando o espírito abandona o corpo ele liberta-se da sua personalidade, deixa de ser aquilo que era», completou o cineasta portuense.

 

Manoel de Oliveira confessou que não tem noção da verdadeira importância de O estranho Caso de Angélica.

 

«Eu estar aqui hoje é que é importante», brincou, escusando-se adiantar pormenores sobre os seus projectos futuros, uma vez que «ainda é tudo muito duvidoso».

 

O estranho Caso de Angélica integrou a selecção oficial do Festival de Cannes 2010, sendo exibido na secção Un Certain Regard» (Um Certo Olhar), e dos festivais de cinema de Toronto e Nova Iorque.

 

A obra conta a história de Isaac, um jovem fotógrafo e hóspede da Pensão D. Rosa, na Régua, que é chamado com urgência por uma família abastada para tirar o último retrato da filha, Angélica, uma jovem mulher que morreu logo após o casamento.

 

O fotógrafo (interpretado por Ricardo Trepa) descobre Angélica (Pilar López de Ayala) e «fica estupefacto com a sua beleza», sendo que, «quando encosta o olho à lente, a jovem parece voltar à vida, só para ele».

 

A história do filme desenvolve-se a partir daí, com Angélica a assombrar o fotógrafo dia e noite, até à exaustão.

 

O estranho caso de Angélica conta ainda com a participação dos atores Leonor Silveira, Luís Miguel Cintra e Isabel Ruth, entre outros.

 

Via Sol



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Sexta-feira, 08.04.11

indústria dos jogos vídeo vale milhões e está a atingir dimensões que já a colocam em paralelo com a indústria cinematográfica. Veja a lista dos mais caros.

 

 

 

No início dos anos 90 do século passado o orçamento para um novo jogo poderia rondar os 100 mil dólares. Quando o "Doom" doi lançado em 1993, custou 200 mil dólares, e foi considerado o mais caro de sempre até então.

Atualmente, tudo se conta aos milhões. O "Grand Theft Auto 4" demorou três anos e meio a ser produzido, envolveu mais de 1000 pessoas na sua produção e custou qualquer coisa como 100 milhões de dólares (€70 milhões). É o videojogo mais caro de sempre.

 

Via Expresso



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Segunda-feira, 28.03.11

Tindersticks voltam a Lisboa em Maio para o festival de cinema Indie

 

O grupo britânico Tindersticks vai atuar a 11 de maio na Aula Magna, em Lisboa, a convite do festival de cinema IndieLisboa, porque irá interpretar música que compôs para os filmes de Claire Denis, anunciou a organização.

De acordo com o IndieLisboa, os Tindersticks vão tocar temas das seis bandas sonoras que compuseram para a realizadora francesa Claire Denis e no concerto serão mostradas imagens de alguns dos filmes.

O próximo IndieLisboa vai trazer à capital um espectáculo único, que alia a música dos Tindersticks ao cinema de Claire Denis.

A colaboração entre os Tindersticks e Claire Denis começou nos anos 1990, quando escreveram música para o filme "Nénette et Boni" (1996).

Desde aí foram 13 anos de trabalho conjunto para outros cinco filmes, entre os quais "Trouble Every Day" (2001) e "35 Shots de Rum" (2008).

A oitava edição do IndieLisboa - Festival Internacional de Cinema Independente de Lisboa decorrerá de 05 a 15 de maio no cinema São Jorge, Culturgest, Teatro do Bairro e Cinemateca Portuguesa.

Este ano, foi já anunciada uma retrospetiva do realizador brasileiro Júlio Bressane, que estará em Lisboa para falar na secção "Herói Independente".

 

Via Ionline



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Quarta-feira, 23.03.11

 

Elizabeth Taylor: o perfil de uma estrela

Era uma das mais icónicas estrelas de Hollywood. Ganhou dois Óscares. Casou-se oito vezes, uma delas com Richard Burton, com quem protagonizou um dos mais arrebatados romances de Hollywood. Era uma mulher de excessos. Era apaixonada pelo seu trabalho. Pelos homens. Pela vida. Foi dela que se despediu hoje, aos 79 anos de idade.

 

 

No auge da sua carreira, Liz era uma das mais bonitas mulheres do mundo. E uma das melhores actrizes de Hollywood. As décadas de 1950 e 1960 foram os seus anos de glória. Recebeu quatro nomeações para Óscares entre 1958 e 1961. Apenas ganhou dois, pelos papéis nos filmes "Quem Tem Medo de Virginia Woolf" (1967) e "BUtterfield 8" (1961).

Mas a carreira de Elizabeth Taylor começou muito antes. Liz nasceu em Londres no dia 27 de Fevereiro de 1932, filha de uma ex-actriz e de um negociante, ambos americanos. Os seus pais mudaram-se para a Califórnia quando tinha sete anos e pouco depois o seu talento ficou a descoberto.

O mundo tomou conhecimento pela primeira vez dos seus olhos azuis-violeta no seu filme de estreia, There's One Born Every Minute, tinha Liz dez anos. Nessa altura ainda não tinha o cabelo impecavelmente armado que a viria a caracterizar mais tarde. Nestes tempos usava o cabelo comprido e solto. Ainda com este look juvenil entrou no clássico Lassie Come Home, embora tenha começado a conquistar a sua legião de fãs contracenando não com cães, mas com cavalos, no filme National Velvet.

A partir deste momento Elizabeth Taylor transformou-se em mais uma child star da fábrica Metro Goldwyn Mayer (MGM), a par de nomes como Mickey Rooney e Judy Garland. Liz guarda memórias agridoces desses tempos: “Tinha dez anos quando cheguei à MGM e passei os 18 anos seguintes atrás das paredes daqueles estúdios. Era uma rapariguinha a crescer num sítio estranho; é-me difícil separar aquilo que era real daquilo que não era”, disse a actriz em 1974, como recorda a NPR.

As décadas seguintes foram de exaltação de todo o seu talento. A sua interpretação emCleópatra colou-se-lhe à pele. Como se a rainha egípcia e a divindade de Hollywood se tivessem transformado numa mesma substância.

Durante estes anos, Taylor alcançou o estatuto de diva. A sua vida era de excessos. Sobretudo amorosos e financeiros. Tentou o suicídio quando o seu amado Richard Burton lhe disse que nunca poderia abandonar a mulher. Quando finalmente o teve para si - transformando-o no seu quarto marido - começaram a viver uma vida de luxos. A expressãospending money like the Burtons começou a fazer parte do léxico americano. Foram o casal-sensação de Hollywood durante alguns anos. A relação era arrebatada, poética, perdulária. Findo o Liz&Dick, Taylor partiu para outra. A actriz casou-se ainda mais duas vezes. 

As suas tragédias pessoais e os seus múltiplos casamentos fizeram muitas capas de revista. Liz continuou, indiferente, como só conseguem ser indiferentes as estrelas que brilharam numa altura em que o star system de Hollywood era ainda algo de sagrado.

“Elizabeth Taylor foi lançada através dos filmes, mas tornou-se maior do que os filmes”, disse à NPR Peter Rainer, ex-presidente da National Society of Film Critics. 

Nos últimos anos, Elizabeth Taylor era uma imagem deformada do seu auge. Engordou muito, tinha uma saúde débil, deslocava-se em cadeira de rodas... Na década de 1990, Liz foi submetida a duas operações de substituição de anca e quase morreu de pneumonia. Em 1997 foi igualmente submetida a uma complicada remoção de um tumor cerebral. Nessa altura não hesitou em aparecer ao mundo de cabeça rapada. O objectivo - reconheceu então - era dar força a quem, como ela, estivesse a passar por problemas semelhantes.

É igualmente conhecida a sua luta contra o vírus da sida. Em 1991 fundou a American Foundation for AIDS Research (AmFar), após a morte do seu colega actor e grande amigo Rock Hudson, em 1985. Nunca deixou de angariar fundos para esta causa, mesmo quando já estava muito debilitada fisicamente.

Era muito amiga do também falecido Michael Jackson. A morte do cantor, em Junho de 2009, abalou muito a actriz. Precisamente por estar muito fraca, Liz não pôde comparecer às cerimónias fúnebres de Jackson, mas publicou um comunicado em que dizia: “Irei sempre amar o Michael do fundo do meu ser e nada nos poderá separar”.

 

Via Público



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Segunda-feira, 21.03.11

Doze produções portuguesas integram festival de Buenos Aires

 

Doze produções de cinema português foram seleccionadas para o Festival Internacional de Cinema Independente de Buenos Aires (BAFICI)

 

O festival começa no dia 6 de Abril e exibirá mais de 400 filmes, entre os quais um ciclo das obras do realizador e produtor Sandro Aguilar.

Serão mostradas a longa-metragem "A Zona" e cinco curtas-metragens de Sandro Aguilar, convidado para estar no festival também como júri na secção competitiva de curtas-metragens argentinas.

 

Para a competição internacional foi seleccionada a primeira longa-metragem de João Nicolau, "A espada e a rosa", produzida por O Som e a Fúria, e que estreará comercialmente em Portugal em Abril.

 

Com a "audácia e o suspense das melhores telenovelas", escreveu a organização, em Buenos Aires será também exibido "Mistérios de Lisboa", do chileno Raúl Ruiz, rodado em Portugal, com produção de Paulo Branco, a partir do romance homónimo de Camilo Castelo Branco.

"Guerra Civil", filme de Pedro Caldas, premiado em 2010 no IndieLisboa, e o documentário "Parto", de António Borges Correia, também integram o festival.

 

A investida portuguesa na Argentina incluirá também "Fantasia Lusitana", retrato documental de João Canijo sobre o Portugal de Oliveira Salazar, e "Swans", ficção de Hugo Vieira da Silva, ainda inédita em sala em Portugal, que se estreou em Fevereiro em Berlim.

 

O festival BAFICI, que teve a primeira edição em 1999, decorrerá de 6 a 17 de Abril em Buenos Aires.

 

Em 2010 somou cerca de 245 mil espectadores.

 

Via Ipsilon



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