Segunda-feira, 27.06.11
Caminos
Há crianças que manifestam um enorme medo, angústia e ansiedade em frequentar a escola. Com certeza que todos os pais já se depararam com esta situação. Se por um lado a maioria das crianças tem apenas preguiça em frequentar o estabelecimento de ensino, por outro há quem não queira ir por razões mais plausíveis, às quais os pais devem estar mais atentos

 

Existem duas razões que podem estar na origem destes sentimentos: o atraso dos pais para a ir buscá-la, levando-a a pensar que estes não querem saber dela, e o facto de serem vítimas de bullying por parte dos colegas, sentindo-se tristes e solitárias.

Conselhos aos pais:

1- Não ignore o medo 
O seu filho precisa de compreensão e tolerância. Não subestime os medos e as angústias da criança.

2- Converse com o seu filho
É essencial que converse com o seu filho sobre o que se está a passar. Só assim ficará a saber a razão pela qual ele não quer ir à escola. O mais certo é não lhe revelar de imediato os seus problemas, por isso, insista.

3- Oiça-o com atenção
Evite menosprezar o assunto e oiça o seu filho com atenção, demonstrando interesse. Garanta-lhe que tudo se vai resolver sem que ele tenha de faltar às aulas.

4- Evite fazer-lhe a vontade
É natural que a criança insista em permanecer em casa. Evite fazer-lhe a vontade, caso contrário, a situação vai-se arrastar, tornando a readaptação à escola mais difícil.

5- Crie boas expectativas em relação à escola
Os pais deverão criar expectativas positivas face à escola, explicando que esta é um local seguro e agradável, onde a criança pode aprender e criar amizades.

6- Espere que o seu filho entre dentro do estabelecimento de ensino
Assim que deixa a criança na escola, espere que esta entre acompanhada pela auxiliar de educação. No fim do dia, vá buscá-la à hora combinada e evite atrasar-se. No entanto, sempre que precisar chegar mais tarde, avise o seu filho com devida antecedência.

7- Ajude-o a ultrapassar as dificuldades
Por vezes, quando a criança tem dificuldades na aprendizagem sente-se envergonhada perante os restantes colegas. Demonstre que todos têm dificuldades em algumas áreas e que os colegas não são excepção.

8- Inscreva-o em outras actividades
As actividades extra-curriculares ajudam no desenvolvimento físico e psicológico da criança. Deixe-o escolher uma actividade e inscreva-o. 

9- Fale com os professores
A interacção entre a família e os agentes educativos é crucial. Os pais deverão falar com os professores sobre o que se está a passar. Todos os pedagogos devem estar atentos e ajudar a criança na resolução do problema.

 

Via Isabe



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Segunda-feira, 13.06.11
A tabela ordena os elementos químicos pelo número de protões de cada átomoA tabela ordena os elementos químicos pelo número de protões de cada átomo (DR)

 

Hidrogénio, hélio, lítio. Estes são os três primeiros elementos químicos da Tabela Periódica que foi prolongada esta semana pela União Internacional de Química Pura e Aplicada (UIQPA) ao aceitar integrar mais dois elementos, o 114º e o 116º.

 

A Tabela Periódica dispõe os vários átomos que existem na natureza ao longo de linhas e colunas, consoante o número de protões de cada elemento. O hidrogénio tem um protão, o hélio tem dois, e assim por diante. Outra qualidade da tabela, é que os elementos da mesma coluna têm propriedades semelhantes. Os dois novos elementos, de nomes provisórios ununquadium e ununhexium, têm respectivamente 114 e 116 protões. 

Os átomos foram descobertos em 1999 e 2000 num trabalho conjunto entre o Instituto Comum de Investigação Nuclear de Dubna, perto de Moscovo, na Rússia, e o Laboratório Nacional Lawrence Livermore, na Califórnia, Estados Unidos.

A UIQPA demorou até aceitar integrar os novos elementos na tabela. O ununquadium e ununhexium não existem naturalmente na natureza, os cientistas produzem-nos no laboratório. O primeiro foi feito através da fusão entre o cálcio e o plutónio, e o segundo através do cálcio e o cúrio. Os dois elementos, quando são produzidos, decaem rapidamente para outros, por isso a união teve que se certificar de que de facto podiam ser considerados átomos novos.

O último elemento da Tabela Periódica que tinha sido adicionado antes foi o copernício, em 2009. O 112º elemento teve o nome em honra de Nicolau Copérnico, astrónomo polaco. À espera de serem integrados na tabela estão os elementos 113, 115 e 118.

 

Via Público



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Segunda-feira, 25.04.11

 

 

Via Sorriso sem Cor

 



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Sexta-feira, 22.04.11
Os famosos cartoons Happy Tree Friends ensinam o utilizador a respeitar as regras dos direitos de autor

 

 
Os utlizadores do site de partilha de vídeos YouTube vão ter de passar por uma espécie de escola onde o site, através de um vídeo dos famosos cartoons Happy Tree Friends, ensina o utilizador a respeitar as regras dos direitos de autor. No fim há ainda um questionário. E só depois de passar nesta prova o utilizador pode então usufruir dos serviços.
 

O YouTube decidiu também cancelar a conta dos utilizadores que forem apanhados várias vezes a infringir ou tentar infringir as regras de direitos de autor. Com três notificações o utilizador vai ver a conta bloqueada.

E para mostrar boa vontade, a equipa do YouTube afirma que apagará o histórico de infracções dos utilizadores, para que não fiquem bloqueados precocemente, contando os comportamentos erráticos a partir do zero, com esta nova medida.

Os utilizadores que enviarem falsas notificações sobre o comportamento de outros incorrem também em penalizações.

O YouTube afirma querer com esta medida não só actuar pedagogicamente para defender os direitos de autor, mas também contribuir para que sejam cada vez mais e de melhor qualidade os conteúdos totalmente originais publicados no site pelos seus utilizadores.

O vídeo pode ser visto aqui

 

Via Público



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Terça-feira, 19.04.11

 

Mamã, o que quer dizer fornicar?

 

 

 

E quando os filhos pequenos nos fazem "aquelas" perguntas à frente de terceiros? O que fazer?

 

"Mamã, o que quer dizer fornicar?" Esta pergunta foi feita pelo Tomás, de 7 anos, filho de uma amiga minha, em pleno metropolitano de Lisboa com uma plateia de passageiros a assistir. A criança lera na parede da estação a frase "Sérgio gosta de fornicar com todas" e, inocentemente, avançou com a pergunta imediata à mãe. É mais do que natural.

 

A resposta da minha amiga, que baixinho disse ao filho que lhe explicaria mais tarde, não foi certamente a mais indicada, até porque o objetivo era apenas ter sucesso em livrar-se dos olhos curiosos e gozadores dos passageiros espectadores.

 

Também ela não agiu por mal. É que se muitas vezes nós nem sabemos bem o que responder a perguntas tão básicas das crianças - como por exemplo "como nascem os meninos?" -, imagine-se quando são questões mais constrangedoras como a que o Tomás colocou à mãe, ainda por cima em público.

 

Há pais que diriam certamente que "fornicar" é uma obscenidade, ou uma palavra feia, alertando a criança para não a pronunciar. No entanto, "fornicar" não é um palavrão, é um verbo e que está no nosso dicionário, apesar de não o usarmos em situações normais, uma vez que tem uma certa carga negativa na linguagem corrente. Neste caso, por ser em público, a resposta da mãe atingiu o objetivo: ultrapassar a situação o mais discretamente possível.

 

No entanto, este pequeno episódio faz-nos refletir nas perguntas sobre a sexualidade que os nossos filhos pequenos nos podem fazer com frequência, independentemente do espaço ou do tempo. E isso, reforço, é perfeitamente natural, já que a criança tem uma enorme e saudável curiosidade em querer saber e aprender tudo sobre o mundo que a rodeia.

 

O grande dilema aqui é saber exatamente o que responder, ou qual seria a resposta mais apropriada à idade.

 

Devemos limitar as nossas crianças à história - mal contada - da cegonha?

Fui procurar saber o que psicólogos infantis pensam acerca deste assunto.

 

O que diz a especialista Jacqueline Harding aos pais

 

Jacqueline Harding é especialista no desenvolvimento infantil e conselheira educacional da BBC, abordando este tema também em vários jornais e revistas. Antes de indicar as respostas mais adequadas para dar aos nossos filhos, Jacqueline começa por dar alguns conselhos úteis que todos os pais deveriam ter em conta. Saiba quais.


1 - Falar com os filhos sobre sexo é algo que todos os pais deviam fazer. Quanto mais cedo tiverem essa conversa com eles, mais cedo eles ficam esclarecidos. Não devem esperar para que os filhos comecem a ter uma relação.

2 - Deve-se chamar os órgãos genitais pelo nome, de forma a que sempre que eles ouçam a palavra pénis ou vagina não fiquem embaraçados ou envergonhados.

3 - Não tente arranjar propositadamente uma ocasião para falar sobre sexo. Fale abertamente nas situações que tiver que falar, seja a ver um filme ou a ouvir um comentário impróprio, etc...

4 - Não espere para que seja o seu filho a puxar o assunto, até porque, normalmente, as crianças entre os 9-14 anos têm vergonha de abordar os pais sobre isso.

5 - Utilize a linguagem habitual para falar sobre estes assuntos. Se costuma usar diminutivos, continue a usá-los, mas não se esqueça que eles devem saber o verdadeiro nome das coisas.

Após esta abordagem, Jacqueline Harding aconselha-nos então as respostas possíveis e apropriadas às diversas perguntas dos seus filhos consoante as idades:

Respostas assertivas e apropriadas a perguntas feitas por crianças com idades compreendidas entre os 5 aos 9 anos:

P: Como se fazem os bebés?

R: Um bebé é feito a partir da semente do papá e que se mistura com um ovo especial que está na barriga da mamã. Misturam-se para fazer um pequeno bebé, que vai crescendo até estar pronto para nascer. É assim que tu és feito.

P: O que é sexo, ou fazer sexo?

R:Sexo é um tipo especial de amor, carinho e beijinhos que o papá e a mamã, e os outros casais, dão um ao outro para mostrar que se amam. Às vezes o sexo pode fazer um bebé.

P: Como é que o bebé sai da barriga da mamã?

R:Quando o bebé for grande o suficiente para nascer, o bebé quer sair através de uma abertura entre as pernas da mamã e que se chama vagina. Um médico ajuda o bebé a sair da vagina ou da barriga da mamã.

 

Respostas assertivas e apropriadas a perguntas feitas por crianças com idades compreendidas entre os 7 aos 9 anos:

P: De onde é que vêm a semente e o ovo?

R: As sementes do papá são feitas dentro dos testículos do papá, que estão por detrás do pénis, a que normalmente chamamos pilinha. Essas sementes saem com um líquido chamado esperma. Há milhões deles. Há dias em que os ovos que estão na barriga da mamã estão prontos para quando a mamã quiser ter um bebé.

P: Como é que eu fui feito?

R:Tu foste feito com as sementes que vieram do pénis (ou pilinha) do papá, que entraram para a mamã e se juntaram ao ovo que está na barriga da mamã. E essa junção fez um bebé. Tu.

 

Falar de sexo com adolescentes:

É muito importante falar com os seus filhos sobre sexo na idade da adolescência. Deverá explicar os riscos que correm se não usarem contracetivos.

Ao falar com eles sobre sexo, eles irão confiar mais em si e procura-la em situações de dúvidas. No entanto, se antes disso já tiver falado com eles nas idades mencionadas anteriormente, tudo será mais fácil.

 

Via A vida de Saltos Altos

 



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Domingo, 10.04.11
Educação sexual embaraça pais e professores

 

 

A escolha da linguagem mais adequada à educação sexual dos jovens é uma «angústia permanente» que embaraça pais e professores, foi hoje realçado em Coimbra num seminário sobre a matéria.

«A questão da linguagem a adoptar, por exemplo o nome dos órgãos genitais, é uma angústia permanente dos pais», disse Sónia Araújo, uma técnica da Associação para o Planeamento da Família (APF) que participou nos trabalhos.

Também o director executivo da APF, Duarte Vilar, defendeu que «a questão da linguagem é um problema fundamental, não só para os pais, mas também para os professores».

«A educação sexual lá em casa» foi o tema do seminário, uma iniciativa conjunta da APF e da Confederação Nacional de Associações de Pais (CONFAP), que decorreu no auditório do Conservatório de Música de Coimbra.

O sociólogo Duarte Vilar corroborou a opinião de Sónia Araújo para dizer que importa saber «como falar» com os jovens de educação sexual, em casa e na escola, abordando com clareza temas como relações sexuais, homossexualidade, menstruação ou doenças sexualmente transmissíveis, entre outros.

«Qual o quadro de valores pelo qual se rege a educação sexual nas escolas?», afirmou, ao salientar a importância da informação e preconizando que «não é preciso um momento especial para falar disto».

Duarte Vilar sublinhou que, dois anos após a entrada em vigor da lei da educação sexual nas escolas, persistem ainda na sociedade portuguesa diversas «dúvidas e inseguranças nesta matéria».

«Como falar, o que dizer, quando e como?» são algumas das interrogações mais frequentes, designadamente entre pais e docentes, disse.

Segundo um estudo da APF, realizado em 2009 e discutido na sessão, «hoje em dia, os pais estão mais envolvidos na educação sexual dos filhos».

«O estudo revela que pais e mães estão, de facto, envolvidos na educação sexual dos filhos e sempre com grande grau de informalidade», adiantou o mesmo responsável.

Intitulado Ditos e não ditos - Educação sexual e parentalidade , o estudo foi apresentado pela psicóloga Vanda Beja.

O presidente da CONFAP, Albino Almeida, falou dos Mitos, tabus e constrangimentos neste domínio.

«Os constrangimentos são aqueles que decorrem do acertar daquilo que os filhos querem saber», declarou Albino Almeida.

Um dos actuais desafios consiste em «perceber, à luz do conhecimento científico, como podemos melhorar a nossa atitude», referiu, preconizando uma maior aposta na formação dos pais nesta área.

 

Via Sol



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Quinta-feira, 07.04.11
Escolas fazem seguros para prevenir casos de 'bullying'
 

Colégio espanhol foi obrigado a pagar 40 mil euros à família de aluno vítima de 'bullying'. Em Portugal não há registo de situações idênticas, mas escolas estão a preparar-se.

 

Um tribunal de primeira instância obrigou um colégio a pagar 40 mil euros de indemnização à família de um antigo aluno, vítima "de forma contínua e reiterada" de coacção pelos colegas - por outras palavras: de bullying. O caso passou-se em Espanha, mas nada impede que o mesmo suceda por cá. E as escolas estão já a fazer seguros para prevenir indemnizações a serem pagas em processos abertos por violência escolar.

 

Via DN



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Suécia interessada no computador Magalhães
 
Depois do interesse suscitado em cerca de 20 países, como a Venezuela ou a Hungria, o computador Magalhães poderá rumar agora para a Suécia
 

A revelação é feita pela JP Sá Couto, que recebeu representantes dos organismos de Educação de quatro regiões suecas, para conhecerem o que define como Projecto Magalhães.

 

De acordo com a fabricante nortenha a comitiva visitou a fábrica onde são produzidos os Magalhães e uma escola da região, onde os computadores portáteis são utilizados em ambiente de sala de aula.

 

Em comunicado a JP Sá Couto considera que o interesse demonstrado pelas autoridades suecas no computador portátil «é mais um importante sinal do reconhecimento internacional desta iniciativa».

 

Via Sol



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Quinta-feira, 17.02.11

Campanha contra bullying travado pelo ministério da educação

 

A Rede Ex-Aequo queria levar o combate à homofobia às escolas. Mas tropeçou nos contactos com os serviços do ministério, que consideraram a campanha ideológica. BE e PCP questionam

 

Dois serviços do Ministério da Educação (ME) recusaram apoiar a distribuição nas escolas dos materiais do Projecto Inclusão, uma campanha da responsabilidade da Rede Ex-Aequo, associação de jovens que promove os direitos dos homossexuais e transexuais. A campanha destina-se a promover o combate à homofobia e à transfobia nos estabelecimentos de ensino. O projecto foi apoiado e financiado desde o início por uma outra entidade estatal, a Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG).

A justificação para a recusa em distribuir os cartazes e os folhetos, que promovem a não discriminação de jovens gays e lsbicas, é o alegado cariz ideológico dos mesmos, de acordo com a informação dada pelos jovens da Rede Ex-Aequo que foram ouvidos, segunda-feira, no Parlamento, e que ontem foi confirmada ao PÚBLICO por Manuel Abrantes, da direcção da associação.

Esta justificação foi transmitida à Ex-Aequo numa reunião tida com representantes de dois departamentos do Ministério da Educação (ME) - a Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular e o seu Núcleo de Educação para a Saúde, Acção Social Escolar e Apoios Educativos - e motivou já requerimentos, questionando a ministra da Educação, por parte dos deputados José Soeiro, do Bloco de Esquerda, e Rita Rato, do PCP. 

Já sobre o apoio à distribuição do questionário que servirá de base ao estudo sobre homofobia nas escolas, a cargo de uma equipa do ISCTE dirigida por Carla Moleiro, o ME ainda não respondeu à Ex-Aequo, explicou Manuel Abrantes.

 

 

Via Público



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Terça-feira, 15.02.11

Já passaram alguns anos. Mas há um momento específico que ficará para sempre gravado na memória de Diana Cruz. Num certo verão, quando chegou à praia onde toda a vida passara férias, à medida que caminhava em direção ao mar, ouviu à sua passagem: "Olha, agora esta é fufa!"

Hoje, ao lembrar-se desse sussurro sem a violência que foi ouvir aquilo, dito daquela maneira, no momento em que acabara de se apaixonar, pode até recordar a cena e dizer a frase como se nada fosse. Mas quando as palavras lhe saem da boca passa-lhe subitamente um brilho cortante pelos olhos claros.

"O que me custou mais", diz Diana enquanto vai dando pequeninos golos no chá de jasmim, "foi perceber como era difícil eu própria aceitar. O confronto com os outros foi terrível." Faz uma pausa e enumera: os amigos que deixaram de a convidar, os comentários de uns, a comiseração de outros que a olhavam como se estivesse doente, a irmã que deixou de lhe falar...

"Mas o confronto mais duro foi comigo própria. Estava convencida de que era uma pessoa absolutamente liberal. De repente, percebi que tinha imensos preconceitos e dava muita importância ao olhar dos outros. Não me julgava tão fraca. E isso entristeceu-me."

Paixão avassaladora

 

O que aconteceu a Diana, quase à beira dos 40, foi isto: "Reparava nela quando nos cruzávamos no corredor. Nessa altura, ainda estava casada. Lembro-me de a ver no supermercado e de ter ficado a pensar. Talvez fosse o ar, uma certa androginia que me atraía inexplicavelmente. Um dia aconteceu. Ao princípio, achei que seria uma experiência, só por curiosidade. Na minha cabeça, uma relação com uma mulher não era uma equação, estava totalmente fora do meu universo. Mas depois apaixonei-me. E foi tão avassalador que não tive hipótese de fugir."

Poderíamos dizer que o mundo desabou, mas não foi exatamente esse o caso. Porque o mundo não desaba assim, apenas recomeça de um modo diferente: "As pessoas perguntavam-me: 'O que é que te aconteceu? Sempre gostaste de mulheres e tinhas medo de assumir?' Exigiam-me definições, ninguém gosta da ambiguidade. E eu também me interrogava: 'Será que andei estes anos todos a fugir?' Depois percebi que não. Os homens não deixaram de me interessar. Tenho a nostalgia da masculinidade, ainda hoje quando chego a um sítio a minha atenção vai para os homens. Mas também passei a ter mais consciência da presença das mulheres. Não sei se voltarei a ter uma relação assim com outra mulher, mas também não sei se conseguirei voltar a estar com um homem com a displicência e a naturalidade com que estava. Nesta relação fui a sítios emocionais a que nunca tinha ido e se passarmos ao plano físico posso dizer, sem vacilar, que foi a minha relação mais libertadora e mais plena. Não me arrependo um segundo."

Ainda é cedo, Diana acabou de largar os filhos na escola, os seus gémeos de 7 anos. Daqui a pouco terá de ir trabalhar. É publicitária, anda atordoada de trabalho e, esta manhã, ao sentar-se à mesa com uma estranha para lhe contar uma parte da sua vida, tão íntima, dá-se conta da dimensão do desabafo: "O que me custa mais é pensar que a minha felicidade pode custar o sofrimento dos meus filhos. Ainda são pequenos, não percebem, pensam que é uma amiga como tantas outras, mas e depois? Gostava de pensar que um dia terei a coragem de ter uma vida em família com esta mulher. Mas ainda há um longo caminho a percorrer..."

Ser ou não ser, eis a questão

 

Luís Antunes diz ao telefone que o seu testemunho talvez possa interessar: "Toda a vida me senti homossexual. Mas há dois anos apaixonei-me por uma mulher e casei", explicou. Aparece ao encontro depois de ter passado a noite inteira no hospital. É enfermeiro, tem 26 anos. "Eu próprio fique muito surpreendido quando percebi que era bissexual." Porquê a surpresa? "Desde pequeno, toda a aproximação amorosa foi com rapazes: os jogos, os contactos, os primeiros beijos..." Aos 16 anos, o primeiro namoro. E um dia, à hora do jantar, com a família toda reunida, disse: "Tenho uma coisa para vos contar." Pensou que seria simples, que iriam aceitar, "fui muito ingénuo", recorda. "O meu pai negou, as minhas irmãs reagiram mal, a minha mãe não disse nada, mas acabou por fazer um grande esforço para aceitar. Sempre pensou que tinha sido uma falha na educação."

Quando o namoro acabou, já na Faculdade, Luís percebeu que começava a sentir-se atraído por uma das suas amigas do curso. Parecia-lhe que ela sentia o mesmo, e aquilo perturbou-o. "Não sabia se conseguiria relacionar-me a nível sexual." Contou-lhe: "Não me sentia bem em avançar sem dizer nada. Durante umas semanas, isso baralhou tudo. Depois confessei-lhe que estava apaixonado e começámos a sair juntos." Ao princípio foi difícil. A dúvida se seria ou não capaz de corresponder como homem na intimidade com uma mulher mantinha-se. Depois foi acontecendo e acabou por não ser tão linear. "Eu já tinha feito um percurso com um homem e construído toda a minha identidade sexual nesse percurso e na idade adulta fui confrontado com a heterossexualidade. O corpo feminino era-me estranho e tive de redescobrir a minha sexualidade como se fosse a primeira vez."

Também estranhou a visibilidade que agora este namoro podia ter. Sem segredos nem proibições: "Ao princípio, até andar na rua de mão dada me fazia confusão. Não estava habituado a poder ter demonstrações de afeto no espaço público e a namorar às claras sem constrangimentos. Ao comparar as duas situações, percebi quão injusto é para um casal homossexual não poder relacionar-se do mesmo modo. Achei chocante. Se tivesse continuado com aquele namoro, ter-me-ia casado com ele, agora é permitido." E, antes de se ir embora, diz sem hesitar: "Não procurei a normalidade. Aconteceu normalmente. Não passei de homo a hetero. Simplesmente encontrei o meu lugar da bissexualidade."

"Só há poucos anos é que a bissexualidade começou a ser encarada como uma orientação sexual e não como uma zona de transição", explica Joana Almeida, psicóloga na ILGA. "Por isso mesmo, sofria de dupla discriminação entre homo e heterossexuais, por ser considerada uma forma de não se conseguir assumir o lado homossexual. O mais difícil de aceitar é a indefinição. Ninguém gosta da ambiguidade." Também Pedro Frazão, psicólogo clínico, especializado em questões de género, concorda que, entre todas as orientações sexuais, a bissexualidade é a mais difícil de definir. "Na comunidade académica e científica era entendida como uma imaturidade. A partir do Relatório Kinsey publicados entre 1948 e 1953, a nossa sexualidade começou a ser observada como um mapa que se vai construindo e delineando ao logo da vida, sobretudo no percurso das mulheres", afirma o psicólogo. "É um dado que a sexualidade feminina é mais complexa, e nas mulheres a orientação sexual decorre com maior fluidez do que nos homens."

É in ser 'bi'?

 

Podemos interrogar se a bissexualidade está na moda como tendência entre a população mais jovem, por exemplo, que, livre de preconceitos, é seduzida pela ideia da experiência? "Penso que não", diz Pedro Frazão. "O que acontece é que, em Portugal, a discussão sobre as questões de género têm vindo a conquistar cada vez mais espaço na discussão política. Neste sentido, todas as questões relacionadas com a orientação sexual ganharam visibilidade, o que permite às pessoas sentirem-se mais livres para assumirem as suas escolhas. Não é uma questão de moda."

"A androgenia é uma tendência. A bissexualidade está na moda e vende", diz Alexandra Santos, 24 anos, voluntária na rede ex aequo, a associação de jovens lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros (LGBT). Ela trabalha no Projeto Educação da rede e percorre as escolas do país a debater identidade de género: "A orientação sexual é um tema que se discute muito durante a adolescência, e a bissexualidade tem o apelo de ser interessante: sugere mente aberta, capacidade de experimentar... Mas, para além deste aspeto mais superficial, muita gente tem dúvidas sobre a sua identidade, e a bissexualidade é a caixinha da confusão. Mas não basta ter uma experiência homossexual para se ser 'bi'."

Apesar da tendência e da confusão, Alexandra Santos, assistente social, sabe o que sente. Afirma sem vacilar: "Não traio, não sou promíscua, tenho relações duradouras. Gosto de homens e de mulheres em igual percentagem." Soube que a atraíam ambos os sexos quando entrou na Faculdade e começou a perceber "que aqueles sentimentos giros que sentia pelas minhas amigas não eram só amizade". Aí, sim, a confusão instalou-se. Nada tinha ainda acontecido e já ela desesperava. "Ai, ai, o que vai ser da minha vida? Porque todos desejamos a normalidade. Assusta muito perceber que nem sempre é assim", conta Alexandra, agora descontraidamente sentada num café do Chiado. "Depois de me questionar se não seria só uma fase, fiz uma viagem à Bélgica para participar num programa entre jovens europeus, conheci uma rapariga e percebemos que tínhamos muita coisa em comum. Principalmente a nossa fé. Quando voltei, continuámos a falar no Messenger e combinámos encontrarmo-nos. Namorámos alguns meses entre cá e lá e depois terminou."

Foi nessa altura que se aproximou da rede ex aequo. Queria encontrar outras pessoas que sentissem coisas semelhantes e perceber que identidade era aquela. A questão do pecado preocupava-a. Um dia ouviu esta frase de uma crente: "Deus manifesta-se em cada um de nós quando estamos bem e fazemos bem aos outros." Sentiu que poderia ter essa força e arriscou clarificar. Em casa, começou a espalhar discretamente as revistas distribuídas pela rede LGBT até a mãe perguntar: "Aquelas revistas que trazes cá para casa são o quê?" Alexandra falou na ex aequo e explicou o projeto: "E o teu pai sabe disso?" Nessa noite, ao jantar, com as três irmãs e o pai já sentados à mesa, a mãe voltou à carga: "Tu és alguma dessas coisas?" Ela disse: "Tanto poderia casar com um homem como com uma mulher." A mãe ainda tentou dar um ar de normalidade: "Se fosses homossexual, eu aceitava." O pai disse logo que não aceitava e uma das irmãs perguntou-lhe: "O que é que te deu para dizeres uma coisa dessas aos pais?" Alexandra encolheu os ombros: "Porque é verdade."

Hoje acredita que para a sua família seria menos complicado se ela fosse homossexual. Pelo menos, seria uma coisa só. Agora aquilo assim... "Como é que se consegue gostar de homens e de mulheres ao mesmo tempo? Lá está, a questão da promiscuidade. Mas eu sou monogâmica e não tenho namorados e namoradas em simultâneo." Tenta explicar que cada sexo tem as suas diferenças, e ela gosta dessas diferenças. "Sinto-me atraída por pessoas e não por géneros", diz Alexandra. Depois dá conta da frase e desata a rir: "Este é o verdadeiro cliché dos 'cotonetes', não é?"

Pedro Frazão, o psicólogo, esclarece: "Esse é precisamente o discurso da bissexualidade. Interessa é o que se sente por determinada pessoa, independentemente do sexo. Como há uma maior abertura em relação à homossexualidade, essa abertura reflete-se, naturalmente, nos jovens, e observo que cada vez os discursos são menos estanques em relação aos rótulos identitários. Nestas faixas etárias tem-se, naturalmente, menor dificuldade em definir atrações e experiências e há uma noção cada vez mais clara de que todos os percursos são diferentes."

Os pomossexuais. "Já ouviu falar em pomossexualidade?", pergunta Ruben. Espreitamos a Wikipédia: "Pomossexual é um neologismo que descreve pessoas que evitam rótulos restritos como hetero, homo ou bissexual."

Ruben Santos, Raquel Bravo, Marta Cardoso: 19, 17 e 20 anos, respetivamente. São estudantes associativos e muito empenhados em causas cívicas. Ruben e Marta conheceram-se na Associação do Liceu Padre António Vieira. Raquel é animadora de teatro comunitário e amiga de Marta. Os três afirmam perentoriamente que não gostam de definições: "Os rótulos são muito limitadores. Acredito que, ao longo da vida, qualquer pessoa pode sentir emoções pelo sexo de que é suposto gostar e pelo que é suposto não gostar. Não conheço ninguém da minha idade que não sinta essa atração", conta Marta, referindo o seu interesse por raparigas e a maneira como gosta de viver cada uma das suas relações. Por agora está menos interessada no género masculino. Mas, aos 18 anos, ainda nada precisa de ser definitivo.

Também Raquel Bravo tem dificuldade em usar claramente uma palavra que a classifique: "Sei o que não sou", diz, tentando clarificar. "Não sou hetero, nem homo. Durante cinco anos tive um namoro fortíssimo com um rapaz que morreu e depois a minha relação com os homens mudou. Era como se estivesse a traí-lo. Quando entrei no meio artístico, tive as minhas primeiras relações lésbicas", conta Raquel descontraidamente: "Não quero casos. Quero definitivamente estar com alguém que seja minha e eu dela. Não sei se será um homem ou uma mulher, também não me preocupa. Gostar é simplesmente gostar."

Ruben Santos, o rapaz que também não sabe se é ou não homossexual, tem a teoria de que todas as pessoas, se pudessem, seriam 'bi' e acredita que só não são por uma questão de educação. "Como é que uma pessoa pode dizer sim ou sopas se não experimentou?", interroga. "Se temos várias opções, porquê aceitar uma só?" Excluir, logo à partida, a possibilidade de atração por pessoas do mesmo sexo pode ser uma construção. "Para um rapaz, custa muito aceitar. Cheguei a ter nojo de mim. Fazia-me confusão a ideia de uma relação estável ou de envelhecer ao lado de um homem. Agora, embora ainda sinta algum medo desse quotidiano, já não penso tanto nisso."

Marta, que em breve irá para a universidade e tem ideias muito próprias sobre o amor, conta que nunca se sentiu excluída ou posta de lado quando está com uma rapariga. Os amigos todos sabem e aceitam. Afirma que na sua geração é normal nos liceus os casais homo andarem abraçados: "Ninguém liga. Nem os professores."

Ruben, apesar das dúvidas, por agora não lhe interessa pensar em escolhas. Neste momento, namora com um rapaz. Mas sabe que quer ter filhos seus. E não é só isso: "Gosto do masculino e do feminino. De proteger e de me sentir protegido quando me deito num abraço", reflete.

"A bissexualidade é a zona invisível", diz Joana, a terapeuta. "A ânsia de sabermos o que somos, de nos definirmos, tem a ver com a eterna necessidade de tentarmos perceber porque nos apaixonamos por A ou por B. Nunca sabemos porque nos apaixonamos, e mesmo para a ciência continua a ser um grande mistério."

(Nota - Diana Cruz, Luís Antunes e Marta Cardoso são nomes fictícios.)

Publicado na Revista Única de 29 de Janeiro de 2011

 

Via Expresso

 



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Sábado, 12.02.11

 

70% copia na universidade

 

Para ter vergonha é preciso ser apanhado? Se a resposta for sim, a explicação da dimensão da fraude académica nas universidades portuguesas pode estar na diferença entre os alunos que admitem copiar e os que são apanhados: 70% já copiaram num exame e apenas 2,4% foram apanhado. Os dados são de um novo estudo sobre integridade académica coordenado por Aurora Teixeira, da Faculdade de Economia da Universidade do Porto. Para a investigadora, que nos últimos anos tem contribuído para a literatura internacional sobre o tema, os resultados revelam um verdadeiro flagelo no meio académico.

A análise preliminar, avançada ao i, tem por base as repostas de 5403 estudantes de mais de 400 cursos e uma centena de escolas. Neste estudo Aurora Teixeira quis aprofundar os resultados de um inquérito realizado em 2005 junto de alunos de Gestão e Economia, centrado na cópia em exames. O novo inquérito realizou-se entre Maio e Julho de 2010 e questionou alunos de todas as áreas sobre comportamentos como o plágio, a compra de trabalhos ou assinaturas falsas em folhas de presença. 

Os resultados revelam que mais de metade dos alunos acredita que se copia deliberadamente e não porque a oportunidade surge ou por uma situação de pânico durante a prova. Pode concluir-se também que há uma continuidade neste tipo de comportamento: o estudo anterior, embora com alunos diferentes, revelava uma propensão para copiar de 62%. A percepção geral dos estudantes é que as práticas são reprováveis, mas não muito. Os alunos entendem ainda que haveria menos comportamentos desonestos se estudassem mais e organizassem melhor o tempo, mas também se os professores se interessassem mais pela sua aprendizagem. 

Para Aurora Teixeira, a experiência académica em Inglaterra e os estudos comparativos sobre este tipo de fraude permitem concluir que em Portugal existe uma lacuna na forma como as instituições lidam com o problema. "O comportamento desculpabilizante é transversal a toda a sociedade", defende. "Quando falamos com alguém que tem alguma responsabilidade nas escolas sentimos que a questão da ética é relegada para segundo plano." Apesar de Portugal não ter taxas de incidência tão elevadas como outros países europeus, por exemplo a Polónia (ver texto ao lado), Aurora Teixeira frisa que as amostras portuguesas têm sido sempre maiores nos estudos comparativos, o que poderá ter atenuado a dimensão do problema.

 

Via Ionline

 



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Quinta-feira, 10.02.11

 

Mulheres portuguesas são as mais satisfeitas com vida sexual

Inquérito realizado no "velho continente" revela que as mulheres portuguesas são as que se sentem mais satisfeitas com a sua vida sexual, seguidas das espanholas e das austríacas. Júlio Machado Vaz explica porquê.


Em época de crise os problemas parecem ainda não ter chegado debaixo dos lençóis nacionais. Quem o diz são as mulheres portuguesas, que num estudo sobre a satisfação sexual das europeias revelaram ser as mais satisfeitas com a sua atividade sexual.

 

No estudo "O que querem as mulheres?", levado a cabo pela consultora Strategy One e apoiado pela Pfizer , 88% das portuguesas confessaram-se realizadas sexualmente, sendo seguidas por 75% das espanholas e 74% das austríacas.

 

Ao todo foram entrevistadas 2500 mulheres da Alemanha, Áustria, Espanha, Portugal e Suécia, todas elas com parceiro e numa relação estável, avança o jornal "El Mundo". Na frequência sexual as portuguesas voltaram a ficar no topo da lista, com 81% a afirmarem que têm relações pelo menos uma vez por semana. Em Espanha a percentagem é de 68 e na Suécia de 45.

Mulher portuguesa está mais informada... e exigente

 

"Os números deste estudo valem o que valem", afirma o sexólogo Júlio Machado Vaz". "A verdade é que nestes questionários há uma tendência para se responder o que sabemos que fica bem dizer".

 

Contudo, o sexólogo não tem dúvidas: "Há poucos anos, as mulheres portuguesas não tinham sequer grau de comparação. Hoje em dia estão mais informadas e têm mais experiência. Mais do que satisfeitas, estão mais exigentes".

 

"Claro que ainda há muitas exceções porque temos uma país com realidades muito díspares", mas o sexo transformou-se "numa pedra basilar das relações", relembra Júlio Machado Vaz. "Se a mulher não se sente satisfeita neste campo pode dar o passo para terminar a relação, o que antes não acontecia".

"Os homens andam com o credo na boca"

 

Com a mulher portuguesa "cada vez mais desinibida", os homens estão por seu turno "cada vez mais inseguros". "Antigamente a mulher de um ejaculador prematuro achava que o problema era dela, que supostamente não conseguia atingir o orgasmo. Agora já são eles que nos procuram para pedir ajuda porque têm noção que elas sabem que o problema é deles".

"As mulheres têm uma visão mais objetiva e desportiva do sexo. Quando nos dizem: 'hoje correu mal, deixa estar que amanhã corre melhor', estão a ser sinceras. Mas eles não sabem lidar com isso". Embora o fator ansiedade seja um dos maiores entraves a relações sexuais bem sucedidas, o homem português "continua a ser muito quantitativo e ficar preso nos seus fantasmas". Resumindo, as "portuguesas estão mais exigentes com a sua vida erótica e eles andam literalmente com credo na boca".

 

Via Expresso



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