Sexta-feira, 03.02.12

Alexandra Silva tem 32 anos e aos 28 soube que tinha cancro de mama. Depois de uma dupla mastectomia, passou pelo susto de poder ter implantes PIP mas mesmo assim nunca perdeu a esperança. A doença está no seu ADN mas a determinação também. Este é um dos testemunhos de três mulheres com três olhares positivos, na véspera do Dia Mundial da Luta contra o Cancro.


 

 

Via SAPO Noticias



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Quarta-feira, 01.02.12

População japonesa em queda por falta de atividade sexual

A população japonesa está a diminuir de forma acentuada. Um estudo aponta a razão: falta de interesse por sexo, no Japão. Quase metade da população tem uma vida sexual pouco ativa, o que provoca um efeito demográfico.


Um estudo encomendado pelo Ministério da Saúde do Japão e divulgado pela agência EFE prevê que a população nipónica registe uma forte descida, até 2060, estimada em cerca de 30 por cento.

 

Segundo esta pesquisa, à queda da natalidade juntar-se-á um natural envelhecimento da população, que se prolongará de forma gradual ao longo de quase meio século. Estima-se ainda que quatro em cada dez japoneses tenham mais de 65 anos.

 

A razão desta quebra de natalidade e envelhecimento da população está relacionada com a fraca atividade sexual, de acordo com o estudo. Grande percentagem dos casais que participaram na investigação governamental não tem uma vida sexual ativa: 40 por cento.

 

O desinteresse pelo sexo reflete-se de forma clara nas respostas dadas pelos casais entrevistados. Quase 20 por cento dos homens justificam que o cansaço, após um dia de trabalho, interfere na atividade sexual.

 

No caso das mulheres, uma em cada quatro fala em problemas conjugais relacionados com estes atos. O receio de engravidar também reduz as práticas sexuais. E por isso a taxa de natalidade está em quebra.

 

 

Via PT-Jornal



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Quarta-feira, 25.01.12
Sexo na gravidez: saiba o que é verdade e o que é mito

Tire suas dúvidas sobre o que pode e o que não pode no sexo durante a gravidez


Saiba o que é verdade e o que é mito sobre sexo e gravidez
Foto: Dreamstime

O que vai ser da sua vida na cama quando a gravidez chegar? As respostas nem sempre são óbvias. Respondemos algumas das principais dúvidas sobre sexo e gestação.

O desejo diminui?
Depende. A culpa é da oscilação hormonal durante a gestação, que pode afetar a libido de diferentes maneiras. "Os seios e a vagina mais sensíveis podem ser um estímulo ou um obstáculo à vontade de transar", fala o ginecologista Domingos Mantelli Borges Filho, de São Paulo. Além disso, como se sentem pouco atraentes, algumas grávidas evitam o sexo. O importante é ficar atenta ao seu corpo.

Vou ter orgasmo normalmente?
Sim! A dificuldade para chegar lá pode ser explicada por ansiedade, medo de machucar o bebê ou desconforto por causa da barriga ou da sensibilidade dos órgãos genitais, mas não há nenhum impedimento biológico para o prazer.

A transa machuca o bebê?
Não. "O feto é protegido por uma bolsa de líquido aminiótico e pelo muco presente na parede do colo do útero", explica o médico. Ou seja, o risco do pênis incomodar o bebê é mínimo.

 

Via M de Mulher



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Terça-feira, 24.01.12

Tabaco de enrolar é melhor para o bolso, mas mau para a saúde

O consumo de cigarros artesanais disparou mas os benefícios são só económicos. Apesar do aspecto "eco-friendly", podem ser tão ou mais prejudiciais ao organismo

 

São cada vez mais os portugueses que vêem no tabaco de enrolar uma solução mais económica. De acordo com dados da Direcção-Geral das Alfândegas e dos Impostos Especiais sobre o Consumo (DGAIEC), o comércio de tabaco de corte fino, como também é conhecido, mais do que duplicou em Dezembro de 2011 em relação a igual período de 2010.

 

Valter Botelho, 34 anos, optou recentemente por esta solução. Contas feitas, cada 20 cigarros ficam-lhe a cerca de €2,80. Menos 90 cêntimos do que um maço da marca que fumava anteriormente.

 

Mas desengane-se quem pensa que pode ser menos nocivo para a saúde. “Os efeitos nefastos têm a ver com o consumo do fumo do tabaco”, independentemente dee este estar preparado sob a forma de um cigarro industrial ou artesanal”, explicou ao P3 Joaquim Esteves da Silva, docente do Departamento de Química e Bioquímica da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP).

 

Artesanal "versus" industrial

 

Artesanal ou industrial, tanto faz - são ambos prejudiciais à saúde. Factores como o papel usado na elaboração do cigarro são de ter em conta. “Quanto mais pesado for, mais alcatrão leva”, alerta a pneumologista Isabel Gomes, que dá consultas de cessação tabágica no Hospital de São João no Porto. O tabaco de enrolar é “uma alternativa mais económica” e por isso pode “levar a determinado tipo de conceitos, de ser 'eco-friendly' ou natural”, mas a verdade é que os malefícios “não deixam de existir”, realça.

 

O facto de, no caso do tabaco de enrolar, haver a possibilidade de não colocar filtro é outra preocupação destes especialistas, que vêem aumentar esta alternativa de consumo entre os portugueses. “O consumo de tabaco de enrolar sem filtro leva à entrada de uma maior carga de substâncias poluentes tóxicas para os pulmões”, alerta o docente da FCUP.

 

Quando confrontado com o que disseram estes especialistas, Valter ficou surpreendido. “Posso escolher as quantidades que quero pôr e faço cigarros mais leves, com menos tabaco”, explica. “Por isso pensei que fazia menos mal”, remata.

 

A quantidade de um cigarro feito em casa é de facto regulável. Contudo, com mais ou menos tabaco, os prejuízos para a saúde são os mesmos, com menor ou maior gravidade. “O único comportamento seguro é não fumar”, finaliza Joaquim Esteves da Silva.

 

Via P3



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Segunda-feira, 23.01.12

Como lidar com a primeira menstruação?

A primeira menstruação marca o início de uma nova fase na vida de uma adolescente, veja como encarar as mudanças

 

Bem estar e saúde plena são desejos de todas as pessoas, principalmente das mulheres. De acordo com os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) os homens vivem, em média, 69 anos enquanto as mulheres até os 76. Por isso, a importância da primeira consulta ao ginecologista. Com isso, a menina vai garantir um crescimento saudável e com qualidade de vida. 

Segundo a médica ginecologista, Bruna V. Gonzalez de Carvalho, colaboradorada do Instituto Med Prev, a primeira consulta com o ginecologista garante que a menina crie o vínculo com o médico e receba orientações de como funciona o organismo feminino. 

"Nessa consulta, o médico irá principalmente orientar e discutir sobre o ciclo menstrual da paciente, verificar se ela tem cólica ou sintomas de TPM, por isso a importância desse primeiro contato, pois a partir daí o médico acompanhará toda a vida reprodutiva da menina, da mulher", elucida a especialista. 

Após a primeira relação sexual, alguns exames se tornam fundamentais para um acompanhamento mais aprofundado e um diagnóstico correto do organismo da mulher, como é o caso do exame papanicolau (mais conhecido como exame de colo de útero), o qual pode detectar doenças e infecções no útero da mulher, servindo para prevenir o câncer de colo de útero."O exame de colo de útero é imprescindível na vida mulher, é um exame que não devemos deixar de fazer", completa. 

"Exames de sangue também são muito importantes e podem detectar, por exemplo, porque a mulher está engordando sem motivos ", explica a doutora. Para ter uma qualidade de vida basta cuidar da saúde desde cedo. A primeira menstruação acontece

entre 9 e 15 anos, mas a idade pode variar. Alguns sintomas podem indicar que a primeira menstrução está próxima como por exemplo, o crescimento e dores nas mamas e o crescimento de pelos pubianos e axilares. As mães têm um importante papel nesse processo, por isso devem ajudar as filhas levando-as ao ginecologista de sua confiança desde a infância, conclui a médica.

 

 

 

 

Via Bonde



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Quinta-feira, 19.01.12

 

A Universidade de Aveiro vai fazer um Estudo para avaliar ‘A Dor Sexual nas mulheres portuguesas’

 

A investigação é pioneira em Portugal e o objetivo da Universidade de Aveiro ao avaliar a dor sexual nas portuguesas é “ajudar a quebrar um tabu” que permita a longo prazo desenvolver um tratamento adequado, explicam os investigadores.

 

Os investigadores vão avaliar a relação entre a dor sexual e o perfil psicossocial das mulheres portuguesas. A autoestima sexual, o relacionamento com o parceiro, as crenças e os afetos, vão ser componentes determinantes para conseguir entender o tipo de dor de que se fala.

Os investigadores vão procurar determinar o que está a faltar para que se consiga dar resposta a estas mulheres em termos de tratamento. Bem como, determinar se se trata de uma dor crónica, de uma disfunção sexual, ou de uma dor distinta.

 

O que tem existido até à data é, sobretudo, um profundo desconhecimento nesta matéria, até porque, a maioria das mulheres inibe-se ao falar do assunto e recusa pedir ajuda especializada.

 

Mas para a concretização do estudo, a Universidade pede a colaboração de mulheres entre os 18 e os 75 anos nos inquéritos, disponíveis no site da própria Unidade Laboratorial de Investigação em Sexualidade Humana (SexLab) da Universidade de Aveiro.


Via Activa



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Quarta-feira, 18.01.12

67% das mulheres com uma vida sexual activa alcançam o orgasmo na maioria das relações, diz estud

"40% destas mulheres revelou que raramente sentia desejo sexual, mas que isso não as impedia de serem sexualmente satisfeitas"

A idade não é um entrave, mas sim um estímulo. Quanto mais velhas mais atrevidas. A investigadora Elizabeth Barret-Conor, da Universidade da Califórnia, revelou os dados de um estudo que comprovam que as mulheres aos 50 anos sentem mais prazer sexual que aos 40. O meio século feminino quer ser festejado da melhor maneira. Mas a festa começa nos anos seguintes.

 

O estudo norte-americano, publicado na American Journal of Medicine, teve como população de análise 806 mulheres entre os 40 e os 100 anos, todas residentes em San Diego. O estudo baseou-se na análise da satisfação sexual feminina relacionada com o uso de hormonas, frequência de excitação, lubrificação, orgasmo e dor durante o acto. A verdade é que 61% das senhoras dizem-se satisfeitas com as suas vidas sexuais.

 

Uma das conclusões do estudo é que 67% das mulheres com uma vida sexual activa alcançam o orgasmo na maioria das suas relações e que a satisfação sexual destas não vai além do desejo e da penetração. A maioria das senhoras dizem-se completamente satisfeitas após o acto sexual.

 

No entanto, 40% destas mulheres revelou que raramente sentia desejo sexual, mas que isso não as impedia de serem sexualmente satisfeitas. Ou seja, não é necessário desejar o sexo para que este lhes dê prazer. Mesmo com um terço das inquiridas sexualmente activas a dizer que sentem pouco desejo, parece que um mito sexual foi pela cama abaixo, afinal as relações sexuais não se iniciam apenas com o desejo de tal já que o desejo pode seguir-se à excitação e não antecedê-la.

 

A satisfação apenas com a penetração foi também um outro mito desfeito, pois as inquiridas confirmaram que o prazer máximo pode chegar mesmo sem o acto penetrativo: o toque ou a carícia podem ser suficientes. E parece que a idade dá mais força à libido: embora a actividade sexual seja menos regular, cerca de metade das senhoras com 80 anos dizem ter o mesmo prazer sexual que tinham enquanto jovens.

 

Via P3



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Quarta-feira, 11.01.12

A hemodiálise custa quase 2000 euros por mês por doente
A hemodiálise custa quase 2000 euros por mês por doente (Foto: Fábio Teixeira)
 A antiga líder do PSD Manuela Ferreira Leite entende que os doentes com mais de 70 anos que necessitem de tratamentos de hemodiálise os devem pagar. “Tem sempre direito se pagar”, disse.

As declarações de Manuela Ferreira Leite foram proferidas ontem à noite durante o programa Contracorrente, na SIC Notícias. Durante o debate, a jornalista Ana Lourenço questionou outro dos participantes, o sociólogo António Barreto, sobre se “não acha abominável que se discuta se alguém que tem 70 anos tem direito à hemodiálise ou não?” 

Mas a resposta veio por parte da social-democrata Ferreira Leite. “Tem sempre direito se pagar. O que não é possível é manter-se um Sistema Nacional de Saúde como o nosso, que é bom, gratuito para toda a gente. Para se manter isso, o Sistema Nacional de Saúde vai-se degradar em termos de qualidade de uma forma estrondosa”, afirmou a antiga ministra das Finanças.

Actualmente a hemodiálise é paga pelo Estado através daquilo a que se chama um “preço compreensivo”, isto é, as instituições que prestam este tipo de cuidados recebem um valor global por semana e por doente, que abrange tanto o tratamento como os eventuais exames complementares de diagnóstico necessários. Os preços variam entre os 450 e os 470 euros por semana, o que significa que, por mês, o valor se aproxima dos 1900 euros. Em Portugal, cerca de 90% das unidades de tratamento são privadas. No país existem cerca de 14 mil pessoas que sofrem de doenças renais, das quais quase dez mil fazem diálise.

Ferreira Leite insistiu que, se a hemodiálise continuar a ser disponibilizada para todos, então o sistema não funcionará “nem para ricos, nem para pobres”. “O país não produz riqueza para isso e, se não produz riqueza para isso degrada-se a qualidade”, reiterou, acrescentando que “o modelo social europeu pressupunha uma taxa de crescimento na ordem os 5 ou 6%, que não vai voltar a existir. Esses serviços que foram montados com base nesse pressuposto não têm hipótese de funcionar”. A antiga líder política defendeu também que este é um modelo já seguido em países como Reino Unido, Alemanha e Holanda.

A intervenção da social-democrata gerou bastante polémica durante o debate. “Abominável é sempre”, sublinhou o sociólogo António Barreto. Já o socialista e antigo comissário europeu António Vitorino, que também estava no programa, reagiu dizendo: “A mim choca-me pessoalmente a frase da doutora Manuela Ferreira Leite, que é quem tem mais de 70 anos e quer fazer hemodiálise paga. Não era, de certeza absoluta, esta a frase que ela queria exactamente dizer, na medida em que não é possível dizer que as pessoas que precisam de fazer hemodiálise e que tenham dinheiro é que podem passar para além da meta de 70 anos. Não é possível definir a questão nesses termos porque estamos a tratar de um problema de direitos humanos”.

A declaração de António Vitorino obrigou Manuela Ferreira Leite a reformular a sua intervenção, afirmando que “racionar significar sempre alguma coisa que não é para todos”, mas que “racionamento não é exclusão” e que, por isso, apenas queria dizer que “uns têm [a hemodiálise] gratuitamente, outros não” – consoante a capacidade financeira.

Outros dos participantes no debate, o cientista e responsável pelo Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto, Manuel Sobrinho Simões, também defendeu que deve haver sensibilidade social na área da saúde, e que as verbas públicas devem ser geridas de forma a poderem ser estabelecidas algumas prioridades.

Posteriormente, em declarações à Antena 1, Carlos Silva, da Associação Portuguesa de Insuficientes Renais, reagiu mostrando-se incrédulo com as declarações de Ferreira Leite. “Essa senhora não sabe o que está a dizer. Só se for a família dela que pode fazer isso”, afirmou, lembrando que um doente sem este tratamento morre em poucos dias. E criticou a postura de Ferreira Leite, recordando que a social-democrata foi a mesma pessoa que sugeriu “que se podia suspender a democracia durante seis meses”.

 

Veja na íntegra o programa Contracorrente, da SIC Notícias, aqui.

 

Via Público



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Terça-feira, 10.01.12

As vantagens de tomar pequeno-almoço

 

Entende-se por pequeno-almoço a primeira refeição do dia, aquela que nos quebra o jejum nocturno pouco tempo depois de acordarmos. O termo inglêsbreakfast ou o espanhol desayuno têm exactamente esse significado, existindo também em português o termo desjejum.

 

A forma como vários povos ao longo da História foram compondo a sua primeira refeição do dia, dependendo sobretudo da disponibilidade de alimentos nos respectivos tempos e locais, levou a que hoje tenhamos uma variedade muito grande de pequenos-almoços. Alimentos como pão e outros derivados de cereais, leite, ovos, frutas, carnes e enchidos, peixe, hortícolas ou leguminosas fazem parte do início do dia de milhões de pessoas em todo o mundo.

 

Existe a noção generalizada de que é importante tomar o pequeno-almoço diariamente. Trata-se de uma opinião antiga que era muitas vezes propalada por profissionais de saúde de modo empírico, ou seja, ainda sem a confirmação científica da sua veracidade. No entanto, é interessante verificarmos que essa ideia ancestral tem, efectivamente, razão de ser. São já vários os estudos onde se demonstram os benefícios de tomar o pequeno-almoço diariamente e, por outro lado, sabemos que existe uma percentagem de pessoas que omite esta refeição e sabemos também que parte dessas pessoas são crianças e adolescentes. A questão a que tentaremos responder é quais são os benefícios de tomar o pequeno almoço e, por outro lado, qual é a sua composição em alimentos que parece mais adequada.

 

Os benefícios foram demonstrados essencialmente a três níveis. Em primeiro lugar, aqueles que tomam pequeno-almoço são menos obesos que os que não o tomam. Pode parecer paradoxal que alguém que inclui mais uma refeição ao longo do dia possa ser mais pesado que quem o não faz, mas a realidade mostra precisamente isso. Não será demais relembrar aqui o problema da obesidade e das suas nefastas consequências, sobretudo em crianças.

 

Depois, também sabemos que quem toma o pequeno almoço tem normalmente uma alimentação mais equilibrada ao longo do dia. Ou seja, aqueles alimentos que costumamos consumir na primeira refeição do dia contribuem para que o total do nosso dia alimentar seja mais correcto.

Em terceiro lugar, existem dados muito interessante que mostram que as crianças que tomam todos os dias o seu pequeno almoço apresentam melhor rendimento escolar do que aquelas que omitem esta refeição e vão para a escola sem comer.

 

Como já dissemos, existem muitos tipos diferentes de alimentos com que podemos quebrar o jejum no início do nosso dia. Todavia, existem alguns estudos que nos mostram que existem benefícios em incluir alguns deles no nosso pequeno almoço. A combinação de um produto contendo cereais integrais (pão ou cereais de pequeno almoço, por exemplo), um produto lácteo (leite ou iogurte, de preferência magros para a maioria das pessoas) e uma peça de fruta parece preencher todos os requisitos para um início de dia óptimo sob o ponto de vista nutricional. Podemos assim ingerir os hidratos de carbono, fornecedores de energia para o arranque do dia, mas também as proteínas, o cálcio, várias vitaminas e até fibra.

 

Não parece assim difícil cumprir, diariamente, este ritual tão saudável; os ganhos são claramente compensadores, seja em crianças, adultos ou idosos.

 

*Nutricionista e professor 
Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação Universidade do Portonunoborges@fcna.up.pt 

 

Via Público



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Terça-feira, 03.01.12
As farmácias têm 90 dias para escoar o stock a preços antigos
As farmácias têm 90 dias para escoar o stock a preços antigos (Foto: Paula Abreu)

Os medicamentos genéricos com preço superior a dez euros vão ter de passar a custar metade do fármaco de marca com a mesma substância activa. A medida, publicada nesta segunda-feira numa portaria em Diário da República, entra em vigor a partir de terça-feira, mas as farmácias têm 90 dias para escoar o stockcom preços antigos – o que significa que na prática só em Abril todos os utentes poderão sentir a redução.

 

A portaria conjunta dos ministérios da Economia e Saúde, assinada pelo secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação, Carlos Oliveira, e pelo secretário de Estado da Saúde, Manuel Teixeira, surge na sequência de um decreto-lei de Novembro que estabeleceu o novo regime de preços dos medicamentos de uso humano sujeitos a receita médica e dos medicamentos não sujeitos a receita médica mas comparticipados e que se traduziu numa baixa generalizada dos preços, em linha com o memorando de entendimento assinado com a troika (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu).

O documento vem agora concretizar que todos os anos, até 15 de Dezembro, os titulares da autorização de introdução no mercado (AIM) do medicamento, ou os seus representantes legais, devem apresentar a lista dos preços a praticar a partir de 1 de Janeiro no ano seguinte.

É nesta altura que é feita a comparação entre o preço praticado em Portugal e aquele que vigora nos países que nos servem de referência. Se o preço nos outros países for mais baixo, o preço em Portugal também tem de baixar. Mas a regra não se aplica se em causa estiver uma subida de preços.

A única excepção prevista pela portaria diz respeito aos medicamentos de marca com preços inferiores a cinco euros. Para efeitos de comparação é sempre utilizada a embalagem de menor dimensão e quando a dosagem não é igual é feita uma proporção.

No que diz respeito aos medicamentos genéricos, a portaria explica que o preço de venda ao público (PVP) destes fármacos será alvo de revisão anual em função do preço máximo administrativamente fixado do medicamento de referência com igual dosagem e forma terapêutica.

Assim, os “PVP dos medicamentos genéricos devem ser reduzidos, até ao valor correspondente a 50% do preço máximo, administrativamente fixado, do medicamento de referência com igual dosagem e na mesma forma farmacêutica.

Nos casos em que os preços de venda ao armazenista (PVA) de todas as apresentações do medicamento de referência, com igual dosagem e na mesma forma farmacêutica, sejam inferiores a dez euros, os PVP dos medicamentos genéricos devem ser reduzidos, até ao valor correspondente a 75% do preço máximo administrativamente fixado”. No entanto, mais uma vez, há uma excepção para as “apresentações de medicamentos genéricos cujos PVP em vigor sejam inferiores ou iguais a 3,25 euros”.

Apesar de a presente portaria ter efeitos já a partir de amanhã, terça-feira, prevê um período de transição que durará até Abril. “A partir da data de entrada em vigor dos novos preços, a indústria não pode colocar nos distribuidores por grosso, nem nas farmácias, medicamentos que apresentem preços diferentes dos resultantes do disposto no presente diploma”, lê-se na portaria. Já os distribuidores poderão escoar para as farmácias durante 60 dias os medicamentos que já têm com o preço antigo. As farmácias, por sua vez, podem durante 90 dias vender os fármacos ainda marcados com o preço antigo aos utentes.

O diploma permite alterações dos preços autorizados, desde que para valores sempre inferiores ao estipulado e mediante comunicação prévia à Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) e à Direcção-Geral das Actividades Económicas, e define que os preços dos medicamentos serão objecto de revisão anual. 

 

Via Público



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Segunda-feira, 02.01.12
Júlia Galhardo lembra que este é um caso de saúde pública
Júlia Galhardo lembra que este é um caso de saúde pública (Adriano Miranda)

A velocidade com que ingerimos os alimentos tem influência no peso corporal e comer devagar tem resultados equiparáveis aos de uma cirurgia bariátrica, revela um estudo realizado por uma investigadora portuguesa que ganhou um prémio internacional.

 

A investigação premiada de Júlia Galhardo durou um ano e teve por base 500 jovens obesos que estavam a ser acompanhados no Hospital Pediátrico de Bristol, em Inglaterra, com o objectivo de estudar as hormonas que estão relacionadas com os hábitos alimentares. São duas hormonas do sistema digestivo que circulam no sangue: a grelina, segregada pelo estômago e que induz a sensação de fome e o peptídeo tirosina-tirosina (PYY), segregado pelo intestino e que dá a sensação de saciedade. 

Os jovens foram divididos em dois grupos e a um foi dada uma balança computorizada na qual colocavam o prato com os alimentos do almoço e do jantar e que media a velocidade a que comiam, sendo que o ritmo pré-formatado era de cerca de 300-350 gramas em 12-15 minutos. Caso a velocidade fosse superior, o computador dizia para comerem mais devagar. 

Ao segundo grupo (de controlo) foi apenas fornecido aconselhamento dietético e físico. 

“Passados esses doze meses fomos ver o índice de massa corporal (IMC) do grupo de controlo e do grupo estudado e o grupo relacionado com a balança tinha uma diminuição do índice de massa corporal significativamente superior à do grupo de controlo. Isto deixou-nos muito contentes porque era uma forma barata e acessível de todos diminuírem o peso”, revelou à agência Lusa a investigadora. 

Júlia Galhardo apontou que é do senso comum que comer devagar faz com que se fique saciado mais depressa e não se ganhe peso, mas que ninguém tinha antes estudado o que acontecia a nível hormonal. 

“No fundo há uma comunicação entre o aparelho digestivo e o cérebro, em que o aparelho digestivo diz: ‘estamos com fome, venha daí comida’. Depois de estarmos a comer, ele diz: ‘já chega, já estamos saciados, não é preciso vir mais comida’”, explicou a investigadora. 

De acordo com Júlia Galhardo, quando as crianças e os adolescentes comiam de forma lenta, as hormonas que regulam a fome e a saciedade, e que tinham estado totalmente alteradas pelos maus hábitos alimentares, ficaram novamente reguladas, regularizando também a comunicação entre o sistema digestivo e o cérebro. 

Segundo Júlia Galhardo, nunca se deve perder menos de trinta minutos a comer, tendo em conta que cada uma das refeições deve incluir uma sopa de legumes e um prato principal. 

A investigadora espera que esta descoberta seja divulgada nos centros de saúde, campanhas de esclarecimento ou mesmo nos estabelecimentos de ensino, lembrando que este é um caso de saúde pública. 

Júlia Galhardo foi premiada este ano com o Henning Andersen da Sociedade Europeia de Endocrinologia pediátrica. 

 

Via Público



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Segunda-feira, 26.12.11

Cabelos brilhantes, pele sedosa, humor contagiante, alto astral. Para conseguir tudo isso, existe uma receita mágica: FAZER AMOR!!! Um encontro de amor caliente pode ser capaz de realizar pequenos ou grandes milagres em sua auto-estima, no trabalho, na saúde e até no relacionamento com o parceiro.

 

Viver o prazer da intimidade sexual intensamente é um dos caminhos para o bem estar físico e emocional, afirmam com unanimidade sexólogos, psicólogos, e médicos de diversas especialidades.

 

Veja alguns de seus benefícios:

 

Pele e cabelos ficam mais bonitos. Os hormônios sexuais possuem receptores cutâneos que, quando estimulados fazem com que a pessoa tenha um melhor aproveitamento das substâncias que chegam à pele. A excitação física também eleva o nível do estrógeno, que ajuda a deixar o cabelo mais cheio e a dar a pele uma aparência sedosa.

 

As rugas passam longe de você.

 

- O beijo na boca, daqueles de cinema, faz parte das preliminares sexuais, funciona como verdadeira ginástica facial. Beijar também movimenta os músculos do pescoço e fortalece a língua.

 

- Organismo jovem por mais tempo. O sexo regular é capaz de retardar em alguns anos o envelhecimento, já que a prática estimula a circulação e os batimentos cardíacos, levando mais sangue e substâncias nutritivas aos órgãos vitais, até mesmo para o cérebro. Segundo estudos realizados por cardiologistas norte-americanos, o sexo também reduz o risco de infarto e hipertensão, ou seja, prolonga a vida.

 

Calorias muito bem gastas. Fazer sexo com freqüência também ajuda a emagrecer. Isto porque, a cada relação feita com capricho, ou seja, muito bem feita, dá para gastar cerca de 400 calorias, o mesmo que você gastaria pedalando durante uma hora.

 

Menstruação sob controle. Os pesquisadores descobriram que a prática sexual ajuda a regularizar o ciclo menstrual feminino. Segundo os estudos, mulheres que fazem sexo toda a semana possuem ciclos mais previsíveis do que aquelas que transam com menor regularidade. Por causa disso, a fertilidade também aumenta, tornando mais fácil planejar o nascimento de um bebê ou controlar a ocorrência de uma gravidez indesejada.

 

Auto-Estima elevada. Uma boa experiência sexual costuma melhorar muito a auto-estima. De acordo com os psicólogos, pessoas bem resolvidas na cama costumam se dar bem também fora dela, ou seja, sentem-se mais seguras e confiantes para ir a luta em vários setores.

Fátima Mourah é “Personal Sexy Trainer”, professora de artes sensuais e autora dos livros “Sexo pra mulheres casadas” e “Sexo, amor e sedução”. Dá palestras e cursos de striptease, pompoarismo, pole dancing, como atingir o orgasmo e massagem erótica

 

Via Vila Dois



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Quarta-feira, 21.12.11
O cancro do ovário não tem de ser uma “doença horrível”
Este tipo de tumor afecta maioritariamente mulheres com idade superior a 50 anos. Mas manifesta-se também em jovens. Sara e Lígia são exemplos de pacientes que venceram a doença com menos de 35 anos

Presente: está quase a terminar o curso de Medicina, tem 23 anos e uma vida pela frente. Passado: aos 17, foi-lhe diagnosticado um cancro do ovário. Sara Sarmento soube muito nova o que era ter um tumor. Mas é com um sorriso que nos conta a sua história. Até porque, para Sara, os jovens têm todas as condições para enfrentar esta realidade, uma vez que reagem melhor aos tratamentos.

 

“Descobri quando fui à minha primeira consulta de ginecologia. A médica detectou uma massa no ovário esquerdo e disse-me que tinha rapidamente de fazer alguns exames. Fiquei assustada e nunca pensei que fosse nada tão sério”, explica a estudante que está ser acompanhada pela médica Deolinda Pereira, uma das pessoas envolvidas no estudo sobre o cancro do ovário que ganhou recentemente o prémio Sanofi Oncologia 2011.

 

Alguns dias após a consulta, Sara soube que teria de ser submetida a uma cirurgia, inicialmente para extrair o ovário e saber o tamanho da lesão. O médico que a operou colocou todas as “cartas em cima da mesa” e explicou os cenários possíveis. O pior que poderia acontecer seria a remoção de todos os órgãos reprodutores, caso o tumor fosse maligno e houvesse outras lesões. E foi o que aconteceu.

 

“Ouvir uma anedota” na altura do tratamento

“Aquela era a situação melhor para a minha saúde e era uma decisão a tomar na altura”, conta, quanto à sua reacção assim que percebeu o que lhe poderia acontecer.

 

Depois da cirurgia, seguiram-se seis ciclos de quimioterapia no IPO do Porto. A ajuda dos pais e dos amigos foi muito importante para Sara nessa fase. No entanto, o difícil foi “lidar com a angústia da família. Nós só queremos ouvir uma anedota e custa lidar com a pessoa que acha que temos que estar muito mal porque é uma doença horrível”, desabafa. “Temos de encarar isso de outra forma”, acrescenta.

 

“E cá estou”, termina. Trata-se de um exemplo positivo de quem teve cancro do ovário e o conseguiu ultrapassar.

 

“Um susto misturado com surpresa”

Tal como Sara, também Lígia Pereira, de 32 anos, teve de remover todos os órgãos reprodutores devido a esta doença.

 

“Tinha muitas dores de barriga e fui às urgências. Os médicos mandaram-me para casa. Continuava com dores e fui à minha ginecologia e foi aí que soube”, conta. No período de uma semana foi operada e retiraram-lhe um tumor de nove centímetros, que se acreditava ser benigno. “Não é normal na minha idade ter tumores malignos”, explica, dizendo que os médicos que consultou achavam que não era necessário fazer a cirurgia tão rápido.

 

“Na altura, é um susto misturado com surpresa. É normal doer a barriga”, afirmou.

 

Tanto Lígia como Sara, nunca tiveram filhos, mas pretendem adoptar.

 

Via P3



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Domingo, 18.12.11

Viciadas em sexo

Homens estão mais ligados ao sexo por razões óbvias. Desde sempre, eles foram criados para ter relações sexuais a fim de procriar e perpetuar a espécie.

Aqueles que buscam a prática em dose exagerada podem ter esse comportamento associado à compulsão. Embora muita gente não acredite, as mulheres também fazem parte desse grupo, só que em menor quantidade. Pelo menos é a constatação do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes (Proard) da Unifesp. "Podemos dizer que mais de 90% dos pacientes são do sexo masculino. Em uma pequena amostragem constatamos que há 1 mulher para 15 homens", atesta o psiquiatra Aderbal Vieira Jr. Responsável pelo ambulatório de dependentes não químicos e sexo patológico, o psicoterapeuta acredita que seja possível ter mais mulheres por aí que sofram com a compulsão, mas muitas além de não saberem ao certo se são dependentes também não buscam ajuda com medo do preconceito. "As pessoas até entendem se isso acontece com um homem, porém com elas é diferente", aponta o psiquiatra.


Em busca de saciar o vício, homens ou mulheres acabam comprometendo seus relacionamentos, pois vão em busca de vários parceiros ao mesmo tempo, amantes e relações extraconjugais. Além de se expor intimamente e não saber escolher os seus companheiros, mulheres correm o risco do sexo sem proteção e, principalmente, de serem agredidas.


Conforme o psiquiatra, não é somente a prática do sexo em si que pode prejudicar mulheres compulsivas. Fantasias sexuais freqüentes ou mesmo a masturbação excessiva são responsáveis por comprometer a rotina de muitas delas. "Após a prática, elas até se arrependem. Como os dependentes de álcool, por exemplo, há sim o prazer para saciar aquela vontade", acrescenta Aderbal que dos poucos casos que atendeu ele cita uma paciente que não buscava casas de Swing, mas começou a freqüentá-las por conta da dependência. "Já outra tinha seis amantes ao mesmo tempo e, claro, não conseguia administrar isso", conta.


Assim como todo transtorno, não há cura. Segundo o psiquiatra é preciso que o comportamento seja mudado e adequado com o estilo de vida de cada um. "Mais ainda. É necessário entender o quanto ele é prejudicial para que o paciente possa viver tranquilamente. Geralmente usamos a psicoterapia cognitivo-comportamental para depois partir para os medicamentos", diz.


Esses são usados em dois casos, quando o paciente precisa de algo mais potente para se controlar antes de começar o tratamento psiquiátrico, ou quando o comportamento compulsivo está associado com ansiedade ou medo.


"Dessa forma tratamos primeiro esses transtornos para que ele esteja preparado para o tratamento da compulsão sexual", explica. Geralmente, a terapia é prolongada e exige muito do paciente, por isso Aderbal afirma que muitos conseguem superar o comportamento, outros controlá-lo, e há também aqueles que não se recuperaram e abandonam o programa. Outra questão citada pelo psiquiatra é que não existem muitos especialistas nessa área no Brasil.


Via Vila Dois



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Domingo, 11.12.11


 

Pela primeira vez, foi revertida a doença de Alzheimer em pacientes com a doença, há mais de um ano. Os cientistas usaram a técnica de estimulação cerebral profunda, que usa elétrodos para aplicar pulsos de eletricidade diretamente no cérebro.

 

Investigadores canadianos, da Universidade de Toronto, liderados por Andres Lozano, aplicaram estimulação cerebral profunda em seis pacientes.

 

Em dois destes pacientes, a deterioração da área do cérebro associada à memória não só parou de encolher como voltou a crescer.

Nos outros quatro, foi parado o processo de deterioração.

 

Nos portadores de Alzheimer, a região do cérebro conhecida como hipocampo é uma das primeiras a encolher.

 

O centro de memória funciona no hipocampo, convertendo as memórias de curto prazo em memórias de longo prazo.

 

Desta feita, a degradação do hipocampo revela alguns dos primeiros sintomas da doença, como a perda de memória e a desorientação.

 

Durante a investigação, a equipa de cientistas canadianos instalou os dispositivos no cérebro de seis pessoas que tinham sido diagnosticadas com Alzheimer, há, pelo menos, um ano.

 

Assim, colocaram elétrodos perto do fórnix, conjunto de neurónios que carregam sinais para o hipocampo, aplicando, depois, pequenos impulsos elétricos, 130 vezes por segundo.

 

Após 12 meses de estimulação, um dos pacientes teve um aumento do hipótalamo de 5 por cento e, outro, 8 por cento.

 

Esta descoberta pode levar a novos caminhos para tratamentos de Alzheimer, uma vez que é a primeira vez que foi revertida a doença.

Os cientistas têm, contudo, ainda de conhecer mais sobre o modo como a estimulação funciona no cérebro.

 

Via Luis Nassif



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Segunda-feira, 05.12.11
A proposta é de vacinar as crianças três meses mais cedo que actualmente
A proposta é de vacinar as crianças três meses mais cedo que actualmente (Paulo Ricca)
A Direcção-Geral de Saúde (DGS) quer que a primeira dose da vacina contra o sarampo seja antecipada para os 12 meses de idade, já a partir de Janeiro.

Efectuada ao Ministério da Saúde na semana passada, esta proposta já estava planeada mas avançou agora também por causa do alerta da Organização Mundial de Saúde (OMS) a propósito dos surtos de sarampo verificados em vários países europeus, com registo de nove mortes e mais de sete mil hospitalizações este ano.

Actualmente, a primeira dose da vacina contra o sarampo é dada aos 15 meses em Portugal. Por que razão é que a DGS propõe uma antecipação de apenas três meses? “As mães transmitem anti-corpos aos filhos e, se estes forem vacinados precocemente, há competição entre estes anti-corpos e os vacinais. Mas, como actualmente a maior parte das crianças nasce de mães que não tiveram sarampo, não existe essa competição, e podemos assim dar a vacina antes”, explicou ao PÚBLICO a a subdirectora-geral da Saúde Graça Freitas. “O ideal é dar o mais cedo possível, desde que a criança tenha capacidade para fabricar anti-corpos”, acrescenta. A segunda dose é dada quando as crianças vão para a escola.

Em Portugal a taxa de cobertura da vacina do sarampo é superior a 95% e por enquanto não há qualquer surto da doença - os dois casos registados este ano no país foram importados do estrangeiro. Mas “isso não significa que não haja determinadas bolsas populacionais que não estão vacinadas e, se um caso importado chegar a esses grupos, poderá originar um surto”, avisa a subdirectora-geral de Saúde.

No sábado, a OMS alertou para a necessidade de a Europa tomar medidas contra os novos surtos de sarampo. Entre Janeiro e Outubro, de acordo com o relatório mais recente da organização, foram confirmados mais de 26 mil casos de sarampo em 36 países europeus. A maior parte dos infectados são adolescentes e adultos que não foram vacinados.

 

Via Público



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Quarta-feira, 30.11.11

Ao todo estima-se que vivam em Portugal mais de 40 mil pessoas com VIH

Ao todo estima-se que vivam em Portugal mais de 40 mil pessoas com VIH (Foto: Miguel Manso)

 

Na véspera do Dia Mundial de Luta contra a Sida, um estudo indica que 28% das mulheres portuguesas ainda acredita que o contacto com fluidos corporais que não sangue (saliva, suor e espirros) e o contacto corporal não sexual podem ser formas de transmissão do Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH).

 

Ainda assim, o “Estudo quantitativo da percepção das mulheres portuguesas sobre VIH/sida” indica que a grande maioria das inquiridas (85%) reconhece que o uso do preservativo é a principal forma de prevenir o contágio. Neste mesmo campo, 80% aponta as relações sexuais, as transfusões de sangue (38%) e as seringas infectadas (17%) como principal factor de transmissão do VIH. E, em termos de comportamento associado à transmissão do vírus, 95% referiu relações sexuais de risco com múltiplos parceiros ou sem preservativo, 83% apontou o uso ou consumo de drogas e 42% as relações sexuais em geral.

O trabalho, feito a pedido da farmacêutica Bristol-Myers Squibb, foi realizado em Novembro com base num inquérito semi-estruturado e contou com uma amostra de 151 mulheres entre os 18 e os 65 anos residentes em Portugal continental, distribuídas de forma proporcional ao universo, sendo a margem de erro de 7,98%.

As conclusões do estudo revelam, também, que 87% das mulheres acredita que numa relação sexual não protegida o risco de uma mulher ser infectada é igual ao do homem, com apenas 10% das mulheres a saberem indicar que o risco é superior – sendo que 90% respondeu estar bem informada sobre a patologia e formas de contágio. Em relação às diferenças de género, para 63% das mulheres o VIH/sida afecta na mesma proporção homens e mulheres, embora quando a resposta foi só homens ou mulheres, 24% das entrevistadas respondeu que afectaria mais homens e apenas 9% mais mulheres.

Solteiros vs. casados

No que diz respeito a formas de recolha de informação sobre o tema VIH/sida a televisão foi referida por 79% das inquiridas, seguindo-se os jornais e revistas (46%) e a Internet (33%), sendo esta última a principal fonte para a faixa etária dos 18 aos 24 anos. As mulheres que participaram no estudo disseram sentir que, em termos de discriminação em relação a esta doença, a sociedade em geral continua a ser o principal problema (69%) e só depois o local de trabalho ou a procura de trabalho (30%).

Questionadas sobre o perfil de pessoas infectadas, houve diferenças entre as faixas etárias: 47% das mulheres entre os 55 e os 65 anos considera que há mais infectados entre os 18 e os 30 anos; 43% das mulheres entre os 31 e os 55 anos diz que a faixa mais afectada tem entre 25 e 35 anos. Além disso, em geral, 29% ainda acredita que o estado civil faz a diferença, afirmando que o VIH afecta mais os solteiros do que os casados.

Os dados deste estudo são divulgados numa altura em que Portugal continua a ser um dos países europeus com mais notificações de VIH/sida, referem os últimos dados do Centro Europeu para a Prevenção e Controlo de Doenças (de 2007) divulgados este mês: na Europa a 15 está em quarto lugar a seguir ao Reino Unido, Bélgica e Luxemburgo.

No entanto, segundo explicou ao PÚBLICO o coordenador nacional para a Infecção VIH/sida, aquando da divulgação destes dados no dia 11 de Novembro, “os números reais de casos novos de infecção devem ser muito mais baixos”, uma vez que está a ser feito um esforço de notificação e de reforço da realização de testes (39% dos portugueses dizem já ter feito um alguma vez na vida). Explicou também que as notificações não se tratam necessariamente de novas infecções, uma vez que dos 2489 casos notificados no ano passado só 1107 é que foram diagnosticados nesse mesmo ano.

Em Portugal estima-se que existam cerca de quatro mil pessoas que estão infectadas e não sabem, uma vez que se pode permanecer até cerca de sete anos sem sintomas, refere. Mas tal como tem acontecido noutros países, a melhoria das terapêuticas e o seu acesso generalizado – cerca de 19 mil pessoas estão a ser tratadas contra o VIH/sida – diminuíram grandemente a mortalidade. Ao todo estima-se que vivam em Portugal mais de 40 mil pessoas com VIH, de acordo com dados da ONUSIDA.

 

Via Público



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Sábado, 26.11.11
Se o homem broxa alguém tem culpa

 

 

Se o homem broxa ninguém tem culpa. Isso pode acontecer por variados motivos, entre eles a ansiedade em satisfazer sua parceira.

 

Querida vilamiga, isso pode acontecer, sim. Imagine só um homem cortejando uma mulher desejada por meses, e aí, no dia em que ele consegue a tão almejada noite, ele simplesmente a deixa vendo navios, por assim dizer.

 

Provavelmente, a melhor coisa seja tentartranquilizar o cara e dizer a ele que isso acontece, simples assim, e usar de toda a sua feminilidade e carinhos para levá-lo às alturas novamente.

 

Os especialistas da vida cotidiana, ou seja, os homens, os que escrevem na internet e os amigos, comentam que não há nada que livre este homem de cair em total desânimo. O principal motivo de algo dar errado, só pode ser a ansiedade, uma vez que esse cara cortejou a mulher por muito tempo.

 

Eles sentem a mesma coisa que nós, só que para a mulher, broxar não é tão visual. Para o homem tudo precisa acontecer primeiro internamente, para somente depois tudo evoluir no quesito harmonia por fora.

 

Não há culpados, há apenas as vítimas daansiedade. Essa sensação que acomete quem desbrava novos terrenos. Tenhamos bom humor e bola pra frente!

 

Via Vila Dois



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Sexta-feira, 25.11.11
Alguns pensos higiénicos da linha especial criada para meninas de oito anos

Alguns pensos higiénicos da linha especial criada para meninas de oito anos

O fenómeno é histórico. Desde que há registos, constata-se que as raparigas têm a sua primeira menstruação cada vez mais cedo, mas qual é o limite? Uma marca de higiene íntima lançou pensos higiénicos para meninas dos 8 aos 12 anos. A culpa pode ser da obesidade nas crianças. Ou talvez não.

Têm estampados estrelinhas e coraçõezinhos em verde, amarelo, azul e cor-de-rosa, padrão que parece saído de uma daquelas páginas de blocos coloridos e perfumados de meninas pequenas, mas são pensos higiénicos que parecem brinquedos. "São mais pequenos e estreitos para se adaptarem ao teu corpo", anuncia a marca norte-americana Kotex, que tenta assim apelar às raparigas que têm a sua primeira menstruação cada vez mais cedo.

Com uma linha de produtos inicialmente dirigida às mulheres dos 14 aos 22 anos, esta marca de produtos de higiene íntima decidiu lançar este ano esta gama de pensinhos "18 por cento mais pequenos do que o tamanho normal", que vêm em caixinhas coloridas e infantis. Têm como público-alvo raparigas dos 8 aos 12 anos, isso mesmo, dos 8 aos 12 anos.

A primeira vez que ouviu falar deste tipo de produto, que não existe em Portugal, Susan Kim, co-autora do livro Flow: The Cultural Story of Menstruation ("Fluxo: A história cultural da menstruação"), confessou ao New York Times que ficou assustada. "A minha primeira reacção foi: 'Oh meu Deus, pensos para miúdas de oito anos!'", mas depois pensou que era uma resposta do mercado ao que está a acontecer: a primeira menstruação (cujo termo técnico usado é "a menarca") está a surgir cada vez mais cedo.

O fenómeno é histórico. Em meados do século XIX, a idade média da primeira menstruação nas populações europeias era de 16 a 17 anos; entre o início do século XX e a década de 1960, verificou-se uma diminuição dos 15 para os 13 anos. Nos Estados Unidos, a diminuição entre meados do século XIX e meados do século XX foi de 17 para os 14 anos. "O adiantamento da idade da menarca observado em vários países ocorreu a uma taxa constante de cerca de três em cada cem anos (3,6 meses por década)", resume Raquel Leitão na sua tese de doutoramento na área de Saúde Infantil, no Instituto de Educação da Universidade do Minho.

Em estudos mais recentes, o abaixamento é documentado em vários países desenvolvidos. A investigadora dá dois exemplos: na Alemanha houve uma variação de 13,3 para 13,0 anos entre 1979/80 e 1989; em Espanha parece persistir um declínio acentuado na idade da menarca, de cerca de 0,22 anos por década.

 

 

 

Via Público



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Alguns organismos sugerem a redução da dose máxima recomendada e da quantidade de comprimidos por embalagem
Alguns organismos sugerem a redução da dose máxima recomendada e da quantidade de comprimidos por embalagem (Foto: Paula Abreu/arquivo)
A toma prolongada de paracetamol, um dos medicamentos mais vendidos e consumidos em todo o mundo, pode levar a uma overdose. A conclusão faz parte de um estudo publicado no British Journal of Clinical Pharmacology, sendo cada vez mais frequentes os alertas para os riscos deste analgésico, muito associado a falências hepáticas.

O paracetamol é o medicamento não sujeito a receita médica mais vendido em Portugal e é a substância activa de vários medicamentos antipiréticos (para baixar a febre) e analgésicos (para as dores) que mais se vende no país, em quantidade, segundo o Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento). Nos postos de venda livre (fora das farmácias) tem mais de 12% da quota de mercado e só entre Janeiro e Setembro de 2011 foram vendidas quase 550.000 embalagens. Dados da consultora IMS Health Portugal indicam que, em 2009, foram vendidos pelos armazenistas às farmácias mais de 16 milhões de embalagens com esta substância, o que dá uma média de mais de uma embalagem por ano por cada pessoa.

De acordo com a investigação desenvolvida por um grupo de cientistas da Universidade de Edimburgo, a toma prolongada e regular de paracetamol pode ser fatal, já que é difícil detectar as situações em que o doente está em risco, sendo muitas vezes demasiado tarde para inverter as lesões provocadas pelo medicamento, sobretudo no fígado.

Apesar de ser de fácil acesso, o paracetamol pode provocar lesões hepáticas e, em casos mais graves, hepatites fulminantes que podem obrigar a um transplante. Contudo, é mais inofensivo para o esófago, estômago e intestino do que alguns analgésicos e anti-inflamatórios. Estão-lhe igualmente associados problemas renais, quando tomado de forma prolongada e em doses elevadas. Estas são, no entanto, situações normalmente atribuídas ao consumo excessivo desta substância – mais de quatro gramas por dia – ou quando associadas à ingestão de produtos igualmente lesivos para o fígado (como bebidas alcoólicas). 

O grupo de Edimburgo acompanhou 161 casos de overdoses relacionadas com utilização prolongada deste medicamento, que é frequentemente escolhido para situações como febre, dores musculares ou dores de cabeça – um consumo que é facilitado por ser, na maioria dos países, à semelhança de Portugal, um fármaco de venda livre.

O perigo dos antigripais

O farmacêutico e presidente da secção regional de Lisboa da Ordem dos Farmacêuticos António Hipólito de Aguiar, contactado pelo PÚBLICO, corrobora as preocupações emanadas pelo estudo e reforça que “a margem de segurança do paracetamol é muito pequena”. O especialista exemplificou que com a proliferação de marcas de paracetamol no mercado há muitas pessoas que, por desconhecimento, “tomam uma marca para a febre e outra para as dores, sem saberem que é o mesmo medicamento”. Há também medicamentos, sobretudo antigripais, que têm mais do que uma substância activa, o que faz com que os doentes muitas vezes não saibam que estão a tomar um fármaco com paracetamol.

Em 2009, também o organismo norte-americano responsável por regular o sector do medicamento, a Food and Drug Administration (FDA), recomendou que se reduzisse a dose máxima permitida por cada comprimido (de 1000 miligramas para 650) e que o consumo máximo diário permitido passasse a ser de 3250, em vez dos actuais 4000, de modo a evitar situações de overdose. A FDA pretendia também embalagens mais pequenas e com alertas mais visíveis para os efeitos secundários e para os casos em que se recomenda o uso da substância. Recentemente tanto Estados Unidos como Reino Unido reduziram a dose máxima recomendada para crianças.

Hipólito de Aguiar assegura, porém, que na Europa e concretamente em Portugal, “pouco ou nada tem sido feito” para evitar complicações com este medicamento. O farmacêutico lamenta que as recomendações sobre doses e dimensão das embalagens não tenham sido acolhidas e reitera que a venda livre fora das farmácias representa um perigo, insistindo que “esta posição não pretende ser proteccionista” e que visa, pelo contrário, “a segurança dos doentes”.

O investigador Kenneth Simpson, que liderou o trabalho agora publicado, especificou que as situações fatais aconteceram principalmente em pessoas que tinham casos de dores crónicas e que tomavam paracetamol com regularidade. Simpson referiu, ainda, no trabalho que as análises sanguíneas na maioria dos casos não ajudam a despistar o problema, visto que níveis elevados da substância activa são associados a uma toma excessiva pontual (normalmente casos de tentativa de suicídio) e não ao uso prolongado.

O grupo alertou, contudo, que é nos casos de uso prolongado que o fígado sofre lesões mais graves e, muitas vezes, irreversíveis. A conclusão baseou-se na análise das notas clínicas de 663 doentes a quem foi diagnosticada doença hepática induzida por paracetamol. Destes doentes, 161 tomavam paracetamol de forma prolongada e apresentavam lesões hepáticas, cerebrais, renais e problemas respiratórios mais acentuados, assim como maior risco de morte.

Desvendada actuação do paracetamol

Este estudo surge na mesma semana em que o King’s College de Londres anunciou que descobriu a forma exacta como o paracetamol actua no corpo humano. O funcionamento do medicamento, apesar de ser utilizado há largos anos, permanecia por explicar. Mas este novo estudo publicado na Nature Communications revelou que o paracetamol inibe a presença da proteína TRPA1 nas células nervosas, o que permite controlar a dor. Os investigadores esperam que a descoberta sirva para procurar mais substâncias que actuem no mesmo campo, mas que tenham uma toxicidade mais baixa.

 

Via Público



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Segunda-feira, 21.11.11
Cerimónia pelas vítimas da sida na Roménia: na Europa de Leste o número de novas infecções ainda está a crescer
Cerimónia pelas vítimas da sida na Roménia: na Europa de Leste o número de novas infecções ainda está a crescer (Bogdan Cristel/Reuters/Arquivo)
O relatório da ONUsida sobre 2010 traz boas notícias: há menos pessoas a morrer de sida, devido a maior acesso a tratamentos, e por isso o número de seropositivos no mundo atingiu um número recorde. A taxa de novas infecções baixou também.

Há hoje cerca de 34 milhões de seropositivos no mundo. Em 2010 morreram da doença 1,8 milhões de pessoas (no início dos anos 2000 registou-se um pico de mortes, com 2,2 milhões por ano). A taxa de novas infecções – 2,7 milhões de novos seropositivos em todo o mundo – continua a diminuir: 15% menos do que há dez anos, e 21% menos do que no pico de crescimento da epidemia, em 1997.

O director da ONUsida, Michel Sidibé, considerou que este pode ser “o ano da viragem” na luta contra a sida, sublinhando que foram evitadas cerca de 2,5 milhões de mortes em países pobres e de rendimento médio desde 1995, graças ao melhor acesso a tratamentos (que controlam a sida mas ainda não curam a doença). “Nunca tivemos um ano em que tenha havido tanta ciência, tanta liderança e tantos resultados num ano”, declarou Sidibé.

Das pessoas que seriam elegíveis para receber o tratamento em países pobres e de rendimento médio – 14,2 milhões de pessoas – cerca de 6,6 milhões, ou seja 47%, estão a recebê-lo (no ano anterior, apenas 36% dos 15 milhões de pessoas a necessitar de tratamento o receberam). “Em apenas um ano temos mais 1,4 milhões de pessoas em tratamento”, comentou Adrian Lovett, do grupo antipobreza ONE. O que salvou a vida a 700 mil pessoas durante o ano de 2010, estima a agência da ONU.

“Mesmo neste período difícil – depois de três anos de crise financeira – continuamos a ter resultados: cada vez mais países viram o número de novas infecções diminuir”, disse Sidibé. “Há alguns anos, parecia fantasista anunciar o fim da epidemia de sida a curto prazo, mas a ciência, o apoio político e a resposta comunitária começam a dar resultados tangíveis.”

África continua a ser o continente mais afectado: lá vivem 68% das pessoas com sida no mundo – para comparação, a população na região é de 12% da população mundial, a taxa de seropositivos é de 5% nos adultos enquanto a taxa no resto do mundo é inferior a 1%. Cerca de 70% das novas infecções pelo vírus da sida ocorreram na África subsariana, assim como quase metade das mortes por sida. Mas a tendência é para o decréscimo.

A segunda região mais afectada são as Caraíbas (200 mil seropositivos, ou seja, 0,9% da população adulta) e a terceira a Europa de Leste (1,5 milhões de seropositivos, também 0,9% dos adultos). A Europa de Leste e Ásia Central é uma das poucas regiões que tem escapado à tendência geral de decréscimo, com um aumento de 250% na taxa de novas infecções desde 2001, centrando-se na Rússia e Ucrânia (responsáveis por 90 por cento da epidemia regional). 

O relatório sublinha ainda que a epidemia se mantém “obstinadamente estável” na América do Norte e no resto da Europa, onde 2,2 milhões de pessoas vivem com o vírus da sida (metade nos Estados Unidos).

 

Via Público



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Quinta-feira, 17.11.11

 

Reprodução

Estudos comprovam o quanto manter uma vida sexual ativa faz bem para a saúde

 

Ter uma vida sexual ativa e saudável nunca fez mal a ninguém. A cada dia, os cientistas descobrem novos efeitos do orgasmo em nosso organismo e até sobre nosso comportamento. Para muitos males o sexo pode ser considerado até como um remédio, sem efeitos secundários ou contraindicações, de fácil acesso, grátis e eficaz. Uma vida sexual satisfatória torna o ser humano mais feliz, em harmonia com o seu corpo e mente. Confira 20 benefícios e tenha razões de sobra para fazer mais sexo! 

  O sexo pode ser um tratamento de beleza. Quando uma mulher faz sexo o nível de estrogênio no corpo dela duplica, tornando a pele mais macia e o cabelo mais brilhante.

  Melhora a relação. Todas as vezes que compartilha a experiência do sexo com alguém, o cérebro começa a associar a outra pessoa ao sentimento de prazer. O sexo pode ainda transformar uma relação, simplesmente por aumentar o número de vezes que se tem prazer com alguém. 

  O sexo pode fazer emagrecer. Rapidinhas de 20 minutos semanalmente significam 7.500 kcal anualmente, que é mesmo que gastaria se corresse 120Km. Uma sessão de sexo pode queimar cerca de 200 calorias, que é o mesmo que correr durante 15 minutos. 

 Previne doenças. Os hormônios de estrogênio liberados enquanto se faz sexo, contribuem para proteger o coração, bem como ajudam a prevenir a doença de Alzheimer e a osteoporose, enquanto a testosterona fortalece os ossos e os músculos.

 Aumenta a expectativa de vida. Um estudo feito na universidade de Belfast feito com 1.000 homens de meia-idade demonstrou que o sexo regular aumenta a expectativa de vida. Na mesma faixa etária e saúde, aqueles que têm orgasmos mais frequentemente tem metade da taxa de mortalidade do que os homens que não tinham orgasmos tão frequentemente. Isto pode ser por causa da diminuição da taxa de hormônios do stress, após o ato sexual. 

 O sexo apura os nossos sentidos, especialmente o cheiro. Depois do orgasmo, um aumento na taxa de hormônios da prolactina faz com que as células cerebrais formem novos neurônios no bulbo olfativo, aumentando a capacidade olfativa. 

 A saúde mental e emocional é influenciada pelo sexo. A abstinência é fonte de ansiedade, paranóia e depressão. De fato, no caso de uma leve depressão, o corpo logo depois do sexo liberta endorfinas, responsáveis por diminuírem o stress, levando a um estado de felicidade. 

 Melhora a pele. Suar enquanto se faz sexo limpa os poros, tornando a pele mais limpa e diminuindo o risco de dermatites. 

 O sexo fortalece os músculos. Imagine o esforço feito pelos seus músculos durante aquelas flexões e elevações. Tudo depende das suas acrobacias na cama, mas será certamente mais divertido que correr numa esteira. 

 Você fica mais bonita. Quanto mais ativa for a sua vida sexual, mais atraente parecerá para as pessoas do sexo oposto. A alta atividade sexual faz com que o corpo libere mais feromônios, que é uma química que nos faz sentir atraídos pelo sexo oposto, são os químicos da paixão. 

 O sexo é um inibidor da dor. Mesmo antes do orgasmo, os níveis das hormônios de oxitocina aumentam cerca de 5 vezes mais, levando a uma libertação de endorfinas. Estes componentes químicos aliviam a dor, desde a menor dor de cabeça até dores de artrites, e tudo sem efeitos colaterais. 

 Acaba com a enxaqueca. As enxaquecas também tendem a desaparecer porque os vasos capilares tendem a se dilatarem quando se faz sexo. Por isso, lembre-se, quando tiver com dor de cabeça, não deixe essa desculpa te atrapalhar na hora do sexo. 

 Melhora o fluxo da urina. O sexo leva a um maior controle da bexiga, fortalecendo os músculos da pélvis, controlando melhor o fluxo da urina. 

 Ajuda a manter a taxa de colesterol. Fazer sexo regularmente baixa os níveis de colesterol, balanceando a taxa do bom colesterol e do colesterol ruim. 

 Previne a gripe. A atividade sexual diminui a possibilidade de ter constipações, como a gripe por exemplo. Sexo 1 ou 2 vezes por semana significa 30% a mais de anticorpos hemoglobina A, responsável pelo "trabalho" do sistema imunológico. 

 Combate alergias. Uma boa sessão de sexo pode ser um bom medicamento para tratar as alergias, dado que uma boa sessão de sexo é um anti-histamínico natural que ajuda a combater a asma e a febre. 

 Ajuda a esquecer os problemas. A oxitocina que é liberada pelo orgasmo, tem um efeito amnésico que pode ajudar a esquecer os problemas, que pode durar até cerca de 5 horas. As mulheres têm uma vantagem adicional, durante o orgasmo as partes do cérebro que geram o medo, ansiedade e o stress são desligadas; só que fingir o orgasmo não tem o mesmo efeito. 

 Ajuda a dormir melhor. Depois do orgasmo, especialmente à noite, fica-se com sono. O corpo fica completamente relaxado, podendo-se ter uma noite de sono mais descansada. 

 Melhora os dentes. Muito melhor que uma pasta de dentes, o plasma seminal em contato com os dentes previne as cáries dentárias, porque contém zinco, cálcio e outros minerais importantes para a prevenção das cáries. 

 Quer mais razões?! A melhor maneira de ter prazer naturalmente é o sexo!

 

Via Bonde 



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Sexta-feira, 04.11.11

Causas da infertilidade

 

Os hábitos da vida moderna podem ser inimigos da fertilidade. Alguns dos motivos que levam homens e mulheres a infertilidade estão ligados as atividades do nosso cotidiano, o que gera muita dúvida e curiosidade nas pessoas. 

Entre elas: andar de bicicleta, usar laptop no colo e tomar pílulas anticoncepcionais. Para desvendar os mitos e verdades sobre as causas modernas da infertilidade, o Dr. Paulo Bianchi, coordenador do Centro de Reproduçãoo Humana Unidade Huntington/Samaritano, esclarece as principais dúvidas que boa parte dos casais tem sobre o assunto. 

A infertilidade é um problema exclusivamente feminino? 

MITO. Cerca de 60% dos casos são decorrentes de problemas com a mulher, 20% com o homem e os demais são de uma combinação de fatores dos dois gêneros. 

O tratamento sempre resulta em gêmeos e trigêmeos? 

MITO. A taxa de gêmeos é de 20%. Trigêmeos ou mais representam apenas 4%. 

O uso de laptop no colo afeta a fertilidade? 

VERDADE. O calor gerado pelos laptops sobre a cintura masculina pode afetar a qualidade de sêmen, diminuindo sua quantidade e motilidade. 

Andar de bicicleta pode ser prejudicial ao homem? 

VERDADE. A prática, de forma excessiva, pode causar lesões traumáticas ou aquecimento dos testículos ou do escroto. Em um estudo realizado pela Universidadede Boston, constatou-se que 40% dos ciclistas têm esperma de baixa qualidade contra 27% dos sedentários. 

Mulheres atletas podem ter dificuldade para engravidar? 

VERDADE. Atletas de alto desempenho que praticam exercícios extenuantes, como corridas de longa distância, podem resultar no que se chama de amenorréia, ou ausência de menstruação. Isso ocorre quando o nível de gordura do corpo cai a níveis inferiores aqueles necessários para ajudar na ovulação. 

Mulher com útero retrovertido tem mais dificuldade para engravidar? 

MITO. O útero retrovertido é comum e não causa infertilidade. O problema é que quem tem este tipo de útero tem mais chance de ter endometriose, que é considerada um dos principais vilões da fertilidade feminina. 

A mulher que sofre um aborto tem menos chances de engravidar novamente? 

VERDADE. Se o aborto for realizado em condições de risco, tal ação pode deixar sequelas como lesões nas trompas, aderência das paredes do útero e infecções. 

A obesidade diminui a fertilidade da mulher? 

VERDADE. Pesquisas apontam que mulheres que sofrem com obesidade mórbida tem mais problemas de fertilidade. Isso se deve aos níveis de gordura corporal, que se 

relacionam diretamente com a produção de insulina liberada pelo pâncreas e causam a Síndrome do Ová¡rio Policístico (SOP). 

O ovo de codorna e o amendoim, conhecidos popularmente como alimentos afrodiíacos, aumentam a fertilidade? 

MITO. A sexualidade e a libido não têm relação nenhuma com a fertilidade. 

Homens e mulheres vegetarianos precisam rever as regras alimentares na época de engravidar? 

VERDADE. O ideal é procurar um médico ou nutricionista para avaliar bem a situação. Pode haver a necessidade de compensar a carência de alguns nutrientes. Mulheres vegetarianas, por exemplo, costumam apresentar deficiência de zinco. Esse mineral é importante para a função reprodutiva e pode ser encontrado em ostras, carne vermelha, fígado de galinha e feijão. 

O uso de pílula anticoncepcional por tempo prolongado pode causar infertilidade? 

MITO. Não importa o tempo que a mulher use a pílula, isso não interfere no processo. Em alguns casos, o anticoncepcional pode até ajudar na prevenção do surgimento da endometriose e de cistos nos ovários. 

Fumar afeta a qualidade do sêmen? 

VERDADE. A qualidade e a quantidade dos espermatozóides produzidos por fumantes ativos podem ser influenciadas por substâncias presentes no tabaco, como a nicotina e o THC, causando prejuízo reprodutivo. 

 

Via Bonde



publicado por olhar para o mundo às 23:07 | link do post | comentar

Sábado, 29.10.11
Sexo para melhorar a saúde

 

 

Que sexo faz bem, isso todo mundo sabe. Há, por exemplo, aquela máxima de que pele boa é sinônimo de bastante sexo, certo? Mas a verdade é que além do que a gente pode ver, fazer sexo traz outras vantagens para o nosso organismo, sabia?

 

Para conseguir os benefícios, a indicação dos especialistas é que você pratique cerca de três vezes por semana! Veja algumas das vantagens de fazer sexo com frequência:

 

Bom sono - você dorme melhor porque transar alivia as tensões.

Sabia que pesquisadores da Sociedade Alemã do Sono defendem que o sexo é a única atividade física recomendada antes do sono? É que todas as outras atividades físicas noturnas liberam hormônios estimulantes em excesso que deixam o cérebro acordado, já o sexo relaxa.

 

Emagrece - como os pesquisadores alemães já avisaram, sexo é um exercício aeróbico, por isso ajuda a emagrecer. Vale lembrar que a quantidade de calorias perdidas depende da intensidade, das várias posições, do tempo, etc...

 

Melhora o humor - isso todo mundo sabe, né? Mas o motivo é que por ser exercício físico, sexo libera de endorfina, gerando bem-estar. Além disso, dá a sensação de que você é desejado aumento a autoestima e melhorando a relação com o seu parceiro.


Combate a dor de cabeça - fazendo sexo com regularidade você fica menos estressada, bem-humorada e seu corpo libera mais endorfina e serotonina. Essa combinação de fatores é um ‘remédio’ do organismo contra dores de cabeça. Ou seja, use a desculpa da dor de cabeça para fazer sexo e não para ir dormir!

 

Via Vila Dois



publicado por olhar para o mundo às 21:22 | link do post | comentar

Quinta-feira, 27.10.11
Portugueses desenvolvem cerveja que faz bem à saúde
Dois investigadores da Universidade do Minho (UM) apostaram na criação de cerveja «100 por cento natural e artesanal», um produto que em breve passarão a produzir e a servir no restaurante que vão abrir «muito perto de Braga».

«É um conceito inovador em Portugal, que acreditamos que tem viabilidade. No próprio restaurante teremos uma mini-fábrica de cerveja, 100 por cento natural, feita exclusivamente com cereais de produção biológica. E é essa mesma cerveja que será servida ao cliente», disse, à Lusa, um dos investigadores.

 

Francisco Pereira explicou que a cerveja «não é filtrada, ou seja, contém a própria levedura, sendo assim uma fonte de sais minerais, vitaminas e compostos para regulação do nosso organismo».

 

«Não tem químicos nem conservantes, pode-se dizer que é uma cerveja que faz bem à saúde», acrescentou.

 

Francisco Pereira abriu com Filipe Macieira uma empresa que, neste momento, tem uma capacidade de produção na ordem dos 300 litros de cerveja por mês.

 

Uma produção que, garante, é escoada «em poucos dias», um sinal da «grande aceitação» que o produto tem tido no mercado.

 

É servida em garrafas de 0,75 litros, com rolhas de cortiça, semelhantes às do champanhe, ao preço de três euros e meio.

 

Até ao momento, os investigadores já desenvolveram cinco tipos de cerveja, sendo a de trigo, ao estilo alemão, a que tem tido mais aceitação.

Destaque também para a «belgian ale», com 10 por cento de álcool, que é a mais forte.

 

No campo oposto, figura a pilsner checa, a mais leve de todas e a mais indicada para beber «descontraidamente numa esplanada».

 

Além da venda no seu restaurante, os investigadores projectam também distribuir as suas cervejas pelo mercado.

 

Francisco Pereira e Filipe Macieira são doutorandos em soluções para a indústria da experimentação e para a indústria cervejeira.

 

Via Público



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Quarta-feira, 26.10.11

Ana Carvalheira é investigadora do ISPA

 

Ana Carvalheira é investigadora do ISPA

 

 

Ana Carvalheira, investigadora do Instituto de Psicologia Aplicada (ISPA), lidera uma investigação em conjunto com a Universidade de Zagreb e a Universidade de Tromso, para estudar comparativamente o interesse sexual masculino em Portugal, na Croácia e na Noruega.

Ao Ciência Hoje, a psicóloga explica que o objectivo é “conhecer os factores associados à falta de desejo sexual dos homens, que homens são estes, que idade têm, como é a qualidade das suas relações, se têm algum problema de saúde, como é a sua auto-imagem, entre outros”


Por outro lado, a investigadora pretende identificar as “razões subjacentes à falta de interesse sexual. Afinal, o que é que pode perturbar o desejo dos homens?”, questiona.

O estudo, que será feito através de um questionário online, “foi iniciado há 6 meses e a conclusão do mesmo depende de como correr a recolha da amostra”, afirma Ana Carvalheira.

Para além do questionário anónimo a 6000 homens distribuídos pelos três países, a segunda parte do estudo inclui uma metodologia qualitativa e os investigadores farão entrevistas “a alguns homens com dificuldades” no que respeita a desejo sexual.

A ideia para este trabalho surgiu no âmbito do trabalho de investigação de Ana Carvalheira sobre sexualidade feminina e sobre diferenças de género. “A vivência do sexo é diferente entre homens e mulheres, mas acho que muitas dessas diferenças estão a esbater-se no actual contexto de transformação social a nível das relações amorosas e eróticas”, diz a investigadora. Para além disso, “tenho visto na minha prática clínica alguns homens jovens com queixas de desinteresse sexual, muito semelhantes à das mulheres. E os mecanismos do interesse e da excitação sexual não são ainda bem conhecidos”, acrescenta.

De acordo com a psicóloga, a investigação é importante “na forma de encarar as relações amorosas e sexuais, num contexto de mudança a nível dos papéis de género, ou seja, o que é suposto ou o que se espera do homem e da mulher”.

Este estudo liderado por Portugal “terá implicações clínicas no sentido de permitir intervir melhor neste tipo de problemas. E ainda evitar o surgimento de outras disfunções sexuais”, conclui.
Via Ciência hoje


publicado por olhar para o mundo às 21:13 | link do post | comentar

Domingo, 23.10.11
Preservativos em queda: os jovens já não têm medo da sida?

Gustavo já fez sexo desprotegido. D. Santos também, "mas só com a namorada". Para Rita, os jovens rendem-se ao risco. E ao álcool. E a sida?

 

"É uma doença dos outros"

 

"Têm comportamentos de risco e a seguir vão fazer os testes. E as desculpas são sempre as mesmas: vergonha de perguntar ao parceiro, era alguém que julgavam conhecer, estavam bêbados e desleixaram-se..." Em síntese, "perdeu-se o respeito pela doença".

 

Deixam-se toldar pelo álcool, não colocam a questão ao parceiro - por vergonha ou porque acreditam que este lhes é fiel - gostam de arriscar, saborear o momento, não pensam, sentem que a sida é algo que só acontece aos outros: eis algumas da razões que levam a que 42% dos jovens continuem a não usar preservativo quando têm relações sexuais com um novo parceiro.

 

A percentagem - extraída de um estudo divulgado esta semana e que envolveu inquéritos realizados em 29 países, entre Abril e Maio de 2011, a mais de 6000 jovens entre os 14 e os 24 anos - deixou os especialistas portugueses entre o espanto e a preocupação: é o medo da sida a desaparecer?

 

"A percepção de que a sida deixou de ser uma coisa que mata para passar a ser uma doença crónica levou a uma diminuição da pressão pública", interpreta o sociólogo Pedro Moura Ferreira, do Instituto de Ciências Sociais (ICS). Logo, "a atitude preventiva perdeu velocidade".

 

Não há tratamento para tudo


"A mensagem de que a sida é uma doença crónica visava tirar o estigma à doença, mas a verdade é que fez com que as pessoas lhe perdessem o respeito. Nos anos 1990 era o terror, morriam imensos homossexuais e as pessoas tinham medo e preveniam-se. Agora, e à medida que a medicação se tornou mais eficaz, as pessoas comportam-se como se vivessem numa sociedade em que há tratamento para tudo. E não há", contextualiza Josefina Mendéz, médica no Joaquim Urbano, no Porto, o único hospital de doenças infecto-contagiosas do país.

 

Ao seu gabinete Josefina já viu chegar muita gente. "Cada vez mais novinhos - 18, 20, 21 anos. E é gente que leva anos fazendo testes, ou seja, têm comportamentos de risco e a seguir vão fazer os testes de rastreio. E as desculpas são sempre as mesmas: vergonha de perguntar ao parceiro, era alguém que julgavam conhecer bem, estavam bêbados e desleixaram-se..." Em síntese, "perdeu-se o respeito pela doença".

 

Não é preciso colocarmo-nos à entrada do hospital para confirmar que é assim. "Normalmente uso preservativo, mas já aconteceu não ter comigo e avançar mesmo assim", admite Gustavo Mendes, 20 anos, estudante na Academia Contemporânea do Espectáculo do Porto. Não é o que o medo de infecção por VIH não estivesse presente. "Já conhecia a pessoa. Perguntei-lhe se tinha alguma doença, ela disse que não e eu confiei." Foi um risco calculado. "Se não conhecesse a pessoa, teria tido mais cuidado."

 

Via P3



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Terça-feira, 18.10.11
O controlo da SGK1 pode vir a ajudar as mulheres a conseguir engravidar
O controlo da SGK1 pode vir a ajudar as mulheres a conseguir engravidar (João Guilherme (arquivo))

São os nove meses mais bem imaginados do corpo humano. Um minúsculo parasita de algumas células instala-se no útero e durante as 39 semanas seguintes há um equilíbrio fisiológico que o deixa crescer. O útero é a interface que permite que tudo isto ocorra, mas primeiro tem que estar preparado para receber o futuro bebé. Os cientistas descobriram que a regulação da enzima SGK1 é fulcral para esta preparação e para a manutenção da gravidez. Quando não acontece, há problemas de reprodução ou de rejeição do embrião, explica um artigo publicado neste domingo na Nature Medicine.


Há muitas razões para um casal não conseguir ter filhos, desde espermatozóides com má mobilidade, até problemas genéticos. No caso das mulheres, uma em cada seis tem problemas em conseguir ficar grávida e uma em cada cem sofre de abortos espontâneos. A equipa de investigadores do Imperial College of London, liderada pelo professor Jan Brosens, analisou amostras do útero em 106 mulheres que ou não conseguiam engravidar ou abortavam com regularidade e andavam neste processo há dois anos, sem se descobrir causas.

Os cientistas descobriram o que havia em comum nas mulheres que não engravidavam, e nas mulheres que depois de engravidar abortavam. As primeiras tinham uma quantidade alta da enzima SGK1 na parede do útero durante os dias do ciclo menstrual em que este órgão se prepara para receber o futuro embrião e as segundas tinham uma quantidade pequena desta molécula quando o embrião já está implantado no útero.

Para perceber o significado destas características, os cientistas utilizaram ratinhos. Ao monitorizar a concentração de SGK1, verificaram uma diminuição da concentração desta enzima sempre que os ratinhos fêmea entravam na janela fértil, durante o ciclo menstrual. Quando aumentavam a expressão do gene desta enzima, para haver uma produção anormalmente grande de SGK1, os ratinhos deixavam de conseguir engravidar.

“A nossa experiência em ratinhos sugere que é essencial para a gravidez haver uma perda temporária de SGK1 durante a janela fértil, as amostras de tecidos humanos mostram que em algumas mulheres com dificuldades em conseguir engravidar esta concentração mantém-se alta”, disse em comunicado Jan Brosens. No artigo, os cientistas explicam que esta diminuição da SGK1 é importante para o funcionamento dos genes responsáveis pela implantação do futuro embrião no útero, caso a concentração mantenha-se alta estes genes não funcionam.

Mas a investigação da equipa mostra ainda que a enzima tem que voltar às concentrações normais depois deste interregno na sua actividade. Quando bloquearam o gene da SGK1 em ratinhos fêmeas que tinham engravidado e em células do útero humano que estavam em cultura verificaram que havia um stress oxidativo nas células, ou seja, vários químicos que são produzidos pela maquinaria das células e que as danificam não eram “digeridos” normalmente. “Isto pode explicar porque é que uma quantidade baixa de SGK1 é mais comum nas mulheres que tiveram abortos recorrentemente”, explicou. 

Jan Brosens sugere que no futuro o controlo desta enzima pode ajudar as mulheres a conseguir engravidar ou pode ainda servir como um novo método de contracepção.

 

Via Público



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Segunda-feira, 17.10.11

 

sexo, os perigos de Vénus

 

A actividade sexual pode ser tão divertida e satisfatória quanto pode acarretar os seus riscos. As infecções sexualmente transmissíveis são um deles.

 

Todos nós já ouvimos histórias sobre homens que tiveram ataques cardíacos enquanto estavam a ter relações sexuais. É o tipo de histórias que são contadas entre risos de incredulidade e marotice. Se são reais ou apenas mitos urbanos, é difícil determinar. Certo é, porém, que há poucos anos um artigo publicado numa revista da especialidade identificava três factores de risco para que tal situação pudesse ocorrer: o facto de o homem ter problemas cardíacos, o estar com uma mulher que não a sua legítima esposa e uma copiosa refeição, devidamente regada de álcool, prévia ao acto. Conhecendo estes resultados, certamente que possíveis prevaricadores pensarão duas vezes antes da transgressão. 

Tendemos a pensar no sexo como algo de positivo e divertido, muitas vezes esquecendo-nos que os prazeres de Vénus também têm os seus perigos: uma gravidez quando menos se espera, ser-se usado pelo parceiro, não ter prazer no acto, ser-se apanhado em flagrante pelos pais (quando se é adolescente), pelos filhos (quando se é pai ou mãe) ou por um polícia (quando num local público), só para citar alguns. Alguns riscos vale a pena correr por não acarretarem perigos de maior, mas outros podem e devem ser evitados. Tal é o caso de todas as infecções possíveis de contrair através da actividade sexual e que não se limitam ao infelizmente famoso HIV. 

Tal é o caso da sífilis, do cancro mole, do HPV, da herpes, da gonorreia, do cancróide, entre outras. 

Com o aparecimento do HIV e de todas as campanhas mediáticas que se lhe seguiram muitas destas doenças foram aparentemente esquecidas, ainda que talvez nunca tenham mesmo sido alvo de grandes atenções. Porém, as estatísticas indicam que elas têm aumentado, querendo isso dizer que muitas pessoas vão sendo infectadas, por vezes não sabendo muito bem como nem por quem. Esquecem-se de que estas infecções não se podem ver na cara de quem é portador e que em relação a muitas delas nem o preservativo pode evitar o contágio. Porquê? Porque a entrada dos agentes que provocam estas infecções pode ocorrer em zonas do aparelho genital não cobertas pelo preservativo. Assim, elas podem ocorrer nos grandes ou pequenos lábios, na zona púbica, no escroto, na área entre a vagina ou o escroto e o ânus (períneo) ou no ânus. 

Para algumas delas basta que haja contacto de pele com pele para que possa ocorrer uma infecção. 

Muitas vezes as infecções passam despercebidas ou manifestam-se através de pequenas feridas ou borbulhas, que são desvalorizadas por quem as tem e que eventualmente acabam por desaparecer, ainda que a infecção se mantenha e vá evoluindo para fases mais avançadas e potencialmente graves, podendo provocar infertilidade, problemas cardíacos, etc. Muitas delas têm cura se forem atacadas precocemente, pelo que deixar andar é a pior opção de todas. 

Sem dúvida que os prazeres de Vénus são uma parte importante da nossa vida e do nosso relacionamento com parceiros, amores, paixões e outros que tais. Porém, esses prazeres podem acarretar perigos que poderão ser evitados ou pelo menos remediados. Então, porque não fazê-lo?


Via Activa



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Sábado, 15.10.11
São feitas várias propostas de taxação para financiar o SNS
São feitas várias propostas de taxação para financiar o SNS (Fábio Teixeira)
A introdução de taxas na utilização de telemóveis, concretamente, a tributação de um cêntimo por minuto nas chamadas e mensagens seria uma “forma inovadora de financiamento de sistemas de saúde”. Esta é uma das propostas que a Entidade Reguladora da Saúde (ERS) apresentou ao ministro Paulo Macedo no relatório “Análise da sustentabilidade financeira do Serviço Nacional de Saúde”.

A introdução desta medida em 2012 e 2013 permitiria obter, segundo os cálculos da ERS com base em dados da Direcção-Geral do Orçamento (DGO), um aumento da receita fiscal do Estado de cerca de 360 milhões de euros, um valor que supera o valor total estimado correspondente ao impacto do aumento em um terço da proporção de utentes não isentos em taxas moderadoras e das correcções dos valores das taxas moderadoras com base na inflação sobre as necessidades de financiamento do SNS.

A Entidade Reguladora defende ainda que a taxação específica dos rendimentos dispendidos em hábitos e comportamentos contrários a uma postura de responsabilização pela própria saúde e pela saúde de terceiros “pode igualmente ser discutida enquanto tendência já verificada internacionalmente”. Além dos exemplos típicos do tabaco e do álcool, o relatório aponta ainda “as bebidas açucaradas ou alimentos ricos em sal ou gorduras”. Uma proposta, aliás, já defendida pelo bastonário da Ordem dos Médicos.

De acordo com os cálculos da ERS, um aumento de 5 por cento no imposto sobre o tabaco permitiria uma receita adicional de 54 milhões de euros em 2012 e 2013.

O aumento em dez cêntimos por litro nas bebidas alcoólicas daria para arrecadar, por seu lado, 204,4 milhões de euros até 2013.

A ERS sugere ainda a consideração de “jogos de azar e, eventualmente, também jogos on line e concursos televisivos com chamadas de valor acrescentado”, que poderiam também constituir “a base para a inclusão de uma componente de receita direccionada para o SNS". 

 

Via Público



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