Segunda-feira, 04.04.11
Já houve dois divórcios gay
 
Já houve dois divórcios entre pessoas do mesmo sexo em Portugal. Nove meses depois da entrada em vigor da lei que permite o casamento homossexual, dois casais de lésbicas puseram fim ao matrimónio.
 

A informação é dada pelo Ministério da Justiça e apanhou de surpresa a associação ILGA. «Já houve divórcios? Tão cedo?», surpreende-se Fátima Santos, que ainda não recebeu qualquer pedido de esclarecimento sobre este assunto. «A maior parte das dúvidas que aqui chegam são de pessoas que querem perceber se os direitos que têm são iguais em tudo aos dos heterossexuais casados». A resposta já está na ponta da língua: «É tudo igual, menos o direito à adopção».

 

Apesar das dúvidas que inundaram a associação a seguir à entrada em vigor da lei 9/2010 em Junho, ainda não houve nenhuma queixa de discriminação. «Não temos nenhum caso de gays que tenham sido discriminados por se casarem ou que não tinham vistos respeitados os seus direitos», garante Fátima Santos.

 

«O único problema que tivemos foi o de saber se eram válidos os casamentos com cidadãos de países que não reconhecem o casamento gay».

 

Mas esse problema ficou resolvido com um despacho de Julho de 2010, do Instituto de Registos e Notariado, que obriga os conservadores a formalizar essas uniões.

 

Via Sol



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Domingo, 03.04.11
Fim do celibato soma apoiantes dentro da Igreja
 
O manifesto de teólogos alemães por uma renovação na Igreja Católica, que defende o fim do celibato obrigatório, continua a somar apoiantes. Em Portugal defende-se que a discussão dos assuntos pode ser feita, mas sem uma mudança obrigatória.

O manifesto Igreja 2011: Uma renovação indispensável (Kirche 2011: Ein notwendiger Aufbruch, em alemão) foi criado por teólogos alemães e anunciado no início de Fevereiro, levando a uma grande discussão nos órgãos de comunicação social de todo o mundo.

O documento fala de uma «crise profunda» que atravessa a Igreja Católica e pede, entre outras coisas, o fim do celibato obrigatório,«mulheres em serviço eclesial» e a «não exclusão das pessoas que vivem responsavelmente o amor numa relação homossexual».

Em declarações à Lusa, o padre Jacinto Farias apontou que «estes manifestos têm o valor que têm» e que «a posição da Igreja é muita clara» em relação ao celibato dos sacerdotes.

Assume que não assinaria o manifesto, mas não se mostra contra que a Igreja Católica discuta a obrigatoriedade do celibato dos sacerdotes nas mais altas instâncias, lembrando, no entanto, que «o celibato tem sido objecto de discussão desde o princípio do cristianismo».

«Que se continue a discutir tudo bem, o que não significa que o pensar da Igreja se vá alterar só porque grupos de cristãos são contra qualquer coisa. A igreja tem um pensamento que foi criando ao longo dos séculos em conformidade com aquilo que é o Evangelho e é constante», defendeu.

Já o Padre Peter Stilwell entende que a discussão sobre a obrigatoriedade do celibato tem a ver com o poder haver a ordenação de homens casados para ajudar a garantir o funcionamento da Igreja do ponto de vista dos sacramentos.

«A maior parte dos sacramentos só pode ser celebrada por bispos ou padres e a redução do número de padres nalguns países significa que algumas comunidades se vêm limitadas na celebração dos seus sacramentos e a argumentação teológica vai no sentido de saber até que ponto uma questão de disciplina se deve sobrepor ao direito que as comunidades têm de viver e celebrar os sacramentos», defendeu.

Um ponto de vista com o qual o professor da Faculdade de Teologia de Braga João Duque não concorda, defendendo que a crise do Cristianismo não é uma crise de vocações, mas antes uma crise de crentes e que, por isso, a questão do celibato «não traria grande acrescento à questão do entusiasmo maior ou menor dos europeus em relação à Igreja Católica».

Lembrou que a questão do celibato foi muitas vezes discutida em vários Sínodos, mas admite que sendo uma questão de disciplina, é algo que a Igreja pode mudar.

Defendeu que em geral o clero está disponível para discutir, mas lembrou que haver mudança nesta matéria «implica que haja um consenso muito alargado porque se vai alterar uma disciplina de séculos».

 

Via Sol



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Sábado, 26.03.11
Ameaça nuclear no Japão afecta sushi na Europa

 

 

A radioactividade descoberta em alguns alimentos cultivados na zona da central nuclear de Fukushima, no Japão, está a preocupar os proprietários de restaurantes japoneses em Portugal.
 

Em causa estão possíveis rupturas de stocks, escaladas de preços em determinados produtos, ou a sua substituição por alimentos de outros países.

 

«As algas japonesas são as melhores do mundo. Se houver uma diminuição da oferta, nos próximos meses, poderão entrar numa escalada de preços», considera Paulo Morais, proprietário do restaurante Umai, em Lisboa. Se tal acontecer, o sushiman pondera recorrer à produção da Coreia do Norte. Além das algas, que provêm do sul do Japão, Paulo Morais utiliza conservas e molhos nipónicos.

 

Admitindo que a ameaça nuclear possa trazer atrasos nas entregas, o especialista está seguro de que o seu fornecedor, certificado, encontrará soluções.

 

No restaurante Lucullus, em Cascais, o caso é mais preocupante: a maioria dos produtos é japonesa. «Quase todo o pescado que servimos é importado do Japão», conta o proprietário José Manuel. O problema colocar-se-á quando os stocks acabarem, uma vez que se trata de peixe congelado.

 

Nas águas do Oceano Pacífico, foram detectados níveis de radioactividade 80 vezes superiores ao normal, mas as autoridades garantem que, por enquanto, o consumo de peixe e marisco não constitui ameaça à saúde humana. «No futuro, as algas virão de outros países», admite ao SOL Anabela Fialho, dona do restaurante Koi Sushi, em Alcântara-Rio. No Koni, no Largo da Trindade, também se procuram alternativas.

 

Via Sol



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Sexta-feira, 25.03.11
Detectada burla nos Censos
 
Há empresas que estão a cobrar aos cidadãos entre seis e 12 euros para preencherem os questionários dos Censos 2011, escreve o Público. A denúncia parte do Instituto Nacional de Estatística (INE), que lembra que «existe uma estrutura no terreno disponível e vocacionada para ajudar, ou preencher na íntegra, os questionários».
 

Segundo o Público, as situações de burla foram registadas nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto. Quase todas foram dirigidas a idosos na suposta entrega dos questionários porta a porta.

 

Na Figueira da Foz uma idosa de 84 anos foi burlada em mil euros depois de ter aberto a porta a um homem que a interpelara a propósito dos Censos, escreve o jornal.

 

Algumas juntas de freguesia decidiram, devido a estes casos, personalizar os coletes que identificam os recenseadores e freguesia de Oliveirinha, concelho de Aveiro, divulgou junto da população fotografias dos recenseadores antes de estes irem a casa dos cidadãos.

 

Via SOL



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Terça-feira, 22.03.11
Os 30 medicamentos para diminuir mortes evitáveis
 
A Organização Mundial de Saúde (OMS) revelou hoje a lista dos 30 medicamentos prioritários para a saúde de crianças e de mães e cujo acesso é essencial para diminuir o número de mortes consideradas evitáveis.

«Pela primeira vez a OMS publica a lista dos medicamentos prioritários para a saúde da mãe e do filho, e recomenda os fármacos mais importantes para salvar vidas», refere a Organização num comunicado hoje divulgado, em que acrescenta que «o acesso aos medicamentos apropriados é vital para prevenir os objectivos mundiais em matéria de saúde».

A OMS lembra que mais de oito milhões de crianças, que têm entre meses e cinco anos, morrem por ano devido a doenças como a pneumonia, a diarreia e o paludismo.

Por dia, refere a OMS, estima-se que morrem mil mulheres devido a complicações ligadas à gravidez e ao parto.

«Quase todas as mortes ocorrem em países em vias de desenvolvimento e poderiam ser evitadas se os medicamentos correctos estivessem disponíveis e fossem prescritos e tomados adequadamente», defende.

A OMS recorda que uma injecção de occitocina logo após o parto pode parar hemorragias e sangramentos - as principais causas de mortes maternas - «e fazer a diferença entre a vida e a morte».

Da lista dos 30 medicamentos prioritários - compilada por especialistas em saúde materno-infantil e em farmacologia - fazem parte, da secção dedicada às mães, fármacos para tratar infecções, hipertensão e doenças sexualmente transmissíveis, bem como medicamentos para evitar os partos prematuros.

De acordo com várias estimativas, a pneumonia mata por ano 1,6 milhões de crianças com menos de cinco anos. A OMS garante que o tratamento com antibióticos simples poderia evitar até 600 mil destas mortes.

Além disso, o acesso aos sais de hidratação oral e a comprimidos de zinco poderia evitar as 1,3 milhões de mortes de crianças que ocorrem anualmente devido à diarreia.

Estudos realizados em 14 países africanos demonstram que os medicamentos para crianças estão disponíveis em apenas 35 a 50 por cento das farmácias.

A lista dos 30 medicamentos prioritários menciona cinco fármacos que são necessários urgentemente, mas que ainda não existem, na prevenção e tratamento da tuberculose, em particular para as crianças infectadas com HIV e para a assistência aos recém-nascidos.

 

Via Sol



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Segunda-feira, 21.03.11
Poluição urbana está a tornar os pólenes cada vez mais agressivos
 
A poluição dos meios urbanos está a tornar os pólenes mais agressivos, uma das principais razões por que a população das cidades sofre cada vez mais cedo e com mais intensidade os sintomas das alergias na chegada da primavera.
 

Segundo o presidente da Sociedade Portuguesa de Alergologia (SPA), Mário Morais de Almeida, «em cada década as alergias aumentam de 10 a 20 por cento», sendo que além de serem cada vez mais frequentes são cada vez mais graves por causa da pressão do ambiente.

 

Actualmente quase um milhão de portugueses sofre de asma e dois milhões de rinite alérgica, especificou o especialista só para citar dois dos tipos de alergia mais frequentes, embora tenha referido outras como a alergia aos ácaros ou as peles atópicas.

 

«As alterações climáticas fazem com que as plantas cada vez polinizem mais cedo. Estamos a fazer essa medição há muitos anos e verificamos que nos últimos anos a concentração dos pólenes é elevadíssima», afirmou o presidente da SPA.

 

Isto explica o aparecimento de cada vez mais crianças com alergias e, pensando apenas na dos pólenes, cada vez mais cedo, em idade pré-escolar, com dois ou três anos, acrescentou.

 

Mas Mário Morais de Almeida sublinha que o problema não é só as alergias surgirem cada vez mais cedo, mas também com muito mais gravidade.

E se factores como o tipo de vida ou de alimentação têm algum peso, a «genética modulada pelo ambiente é determinante».

 

O peso que tem o pólen em conjunção com as alterações climáticas é cada vez mais grave, explicou, acrescentando que nas cidades existe na atmosfera uma mistura de pólenes com grande concentração de poluentes.

 

«Ao interagir com a poluição automóvel, os pólenes tornam-se mais agressivos. O mesmo pólen em meio urbano é mais agressivo porque se altera o seu formato e o seu nível de agressão», especificou.

 

Na primavera é quando os sintomas são mais sentidos porque é quando as plantas mais polinizam, contribuindo para este efeito nefasto nos mais sensíveis, principalmente, plantas como os fenos ou erva parietária e árvores como a oliveira.

 

Os sintomas são variáveis, mas numa percentagem elevada surgem espirros, comichão e pingo no nariz, obstrução nasal, lacrimejo e olhos vermelhos, por vezes tosse, falta de ar, aperto no peito, pieira, mas também comichões e descamação da pele e extremo cansaço.

 

O mais grave é que estes não são sintomas passageiros e os efeitos da polinização sentem-se por norma entre Março e Julho, disse o médico.

 

Esta é, aliás, uma das razões por que as alergias surgem fortemente associadas a estados de depressão e ansiedade, «mistura»potenciada na primavera, por ser a estação do ano mais propícia a potenciar os dois estados clínicos.

 

«Existe uma forte relação do sistema neuro-imuno-endócrino», afirmou, explicando que quem tem distúrbios neurológicos pode ter alergias na primavera por estar com o sistema imunitário debilitado, assim como a alteração do humor faz parte do quadro de alergia.

 

No entanto, o médico sublinha a importância de procurar ajuda, porque as alergias são hoje facilmente diagnosticadas e tratadas, embora ainda sejam desvalorizadas, em grande parte pela própria comunidade médica.

 

«O que é perigoso é deixar a alergia controlar a vida da pessoa e não a pessoa controlar a doença alérgica».

 

Via Sol



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Terça-feira, 15.03.11
RTP confunde o VW Golf com o desporto
 
O Jornal da Tarde anunciava a descida do IVA sobre o Volkswagen Golf para 6%. Mas, afinal, é o golfe e não o carro que vai beneficiar de uma taxa de imposto reduzida.
 

Durante 15 segundos, um separador do Jornal da Tarde desta segunda-feira mostrava um automóvel da marca Volkswagen, com a legenda: «Um bem essencial? Golf com IVA de 6%».


Mas a notícia do dia não era essa, mas sim uma informação avançada pelo Jornal de Negócios que dava conta da intenção do Governo de reduzir a taxa de IVA aplicada ao golfe para promover o turismo associado a este desporto.

 

«Percebemos que era um lapso e tirámos logo do ar», explicou ao SOL fonte oficial da RTP, assegurando que «são coisas que acontecem».

O vídeo está, entretanto, no Youtube e tem sido partilhado no Facebook, com o título «Fail: RTP e o Golf».


VEJA AQUI O VÍDEO

 

Via Sol



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