Terça-feira, 22.11.11
A vida de saltos altos - A economia no amor a dois

Nas minhas habituais pesquisas cibernáuticas descobri que afinal a crise, além de nos dar cabo das carteiras pode arruinar por completo a nossa vida sexual. E não é que o ditado antigo do amor e da cabana só têm lógica se esta cabana for, por exemplo, um pequeno bungalow nas ilhas Maldivas, com o mar à porta, e claro com bilhete de volta, porque isto de ser ilhéu com vantagens já está com os dias contados.

 

Pois bem, o livro chama-se "spousonomics - using economics to master love, marriage and dirty dishes", de Paula Szuchman e Jenny Anderson, e pretende demonstrar a forma como a economia doméstica pode alterar a duração e frequência da actividade sexual entre os casais. Digamos que esta é directamente proporcional à existência ou não de saldo na conta bancária, assim como do bom relacionamento entre quatro paredes.

 

Digamos que, assim "por miúdos" se a conta é negativa, é provável que a sua ligação esteja por um fio, por isso digamos que é bem provável que o número de separações aumente, já que o saldo bancário da grande maioria dos portugueses está pelas ruas da amargura. O segredo está em administrá-la o melhor possível, se não quer ficar em jejum por muito mais que a próxima Quaresma.

 

Mas não fica por aqui, se é daquele tipo de mulher ou homem que discute frequentemente sobre quem lava mais a loiça, deixa roupa espalhada pelo chão ou muda o rolo de papel higiénico, acredite que está bem mais perto da falência do que imagina.

 

Mas agora, deixando um pouco a ironia de parte e colocando a mão na consciência:

 

Já parou alguma vez para pensar que o excesso de trabalho, e chegar continuamente fora de horas a casa, sem tempo para quem vive consigo (e não conta se vive numa casa de hóspedes, se bem que muitas relações assim o parecem), pode estar a destruir a vida a dois? (se é que já não destruiu e nem sequer pensa nisso).

 

Não precisamos que nenhum livro nos diga o que afeta os relacionamentos atualmente, mas certamente andamos todos a economizar muito mais os afetos do que deveríamos.

 

Poderão pensar, ou dizer, que o amor verdadeiro resiste a todas estas mudanças de clima, mas digo-lhe que depois de um tsunami poucos são os que se conseguem aguentar de pé.

 

 Os que ficam mais cedo ou mais tarde têm de construir novos abrigos, afinal não há economia deficiente que não caia em crise severa e bancarrota, e o amor não deveria ser um lugar comum, mesmo que não seja nada romântico compará-lo com um negócio a dois. E se não há dinheiro para um bungalow nas Maldivas, existem uns bem jeitosos na Galé e a um preço bem mais acessível.

 

O segredo, esse está sempre nas pequenas coisas, um beijo, por exemplo. Sabia que: 59% dos homens e 66% das mulheres afirmam ter terminado uma relação por causa de um mau beijo? É que o beijo simboliza impulso sexual, amor romântico e apego, razões essas que tornaram este numa forma evolutiva da espécie humana.


Via A Vida de Saltos Altos



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Sábado, 10.09.11
Mulheres com medo de amar


Para algumas pessoas pode parecer estranho, mas muita gente sente medo de amar. Ou então, não se sentem à vontade de se entregar completamente à outra pessoa. Não é difícil encontrar alguém com essa característica, seja homem ou mulher.

 

Dr. Ailton Amélio é professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo e autor do livro "Relacionamento Amoroso" (Editora Publifolha, 2009). Especialista no assunto, ele explica que o amor é baseado em três pilares: paixão, comprometimento e intimidade. "Normalmente as pessoas têm dificuldade em um ou mais desses setores", diz.

 

Não há causas específicas para a dificuldade em assumir e manter uma relação. O psicólogo ressalta a importância de saber que cada indivíduo tem seus próprios motivos. "Há aqueles que, por alguma razão, não conseguem se apegar afetivamente e outros até podem, mas não querem", afirma o psicólogo. "Um dos meus pacientes teve diversas parceiras, ele mesmo dizia que elas eram uma mais linda e simpática do que a outra, mas não chegou a se casar", completa.

 

A situação fica ainda mais difícil para quem se acostuma a viver sozinha. "Imagine uma pessoa que vive de forma completamente independente. Ela sai e volta a hora que quer, sem ter que dar satisfações a ninguém. Tem total autonomia sobre o que comer, a hora de comer ou de dormir. Dessa forma, será cada vez mais difícil que ela abra mão desse estilo de vida para se entregar àconvivência íntima", exemplifica Dr. Ailton.

 

Segundo o psicólogo, muitas vezes essa dificuldade em criar laços é consequência de ações na infância. Ele fala sobre os "efeitos do estilo de apego da mãe no estilo de amor romântico", que tem relação com a maneira como a mãe cuidava dessa pessoa durante o seu primeiro ano de vida. Esse período pode definir a personalidade em três estilos diferentes: seguro, evitativo e ansioso-ambivalente.

 

"Geralmente quem apresenta essa dificuldade em assumir uma relação se enquadra no ‘estilo evitativo’. São pessoas que, possivelmente, tiveram uma mãe que dedicava pouca atenção a eles", revela Dr. Ailton Amélio. "Assim, cresceram sem poderem contar com a ajuda de outras pessoas ou esperar demais de terceiros. Finalmente, quando se comprometem são mais frios, passionais e já garantem a separação, é comum que se casem com separação de bens e contratos pré-nupciais", completa.

 

Via Vila Dois



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