Domingo, 18.12.11
Nova obra de Banksy critica escândalos sexuais da Igreja
O artista de graffitis mais conhecido do mundo nunca perde uma oportunidade para dar nas vistas com obras de arte satíricas, humorísticas e sempre controversas. Este Natal não foi excepção. O mais recente 'presente' de Banksy consiste no busto de um padre com o rosto 'pixelizado', numa clara provocação aos escândalos de abusos sexuais que envolveram a igreja católica.

O seu nome é Cardinal Sin (Cardeal Pecado), mas só através dos seus adereços e vestiário se entende que se trata de facto de uma qualquer personalidade da igreja católica. Quem, é impossível de saber. O rosto do cardeal desconhecido encontra-se escondido atrás de azulejos, dando a sensação de imagem 'pixelizada', usada frequentemente em televisão ou em fotografias para esconder a identidade do sujeito representado.

O objectivo é claro: provocar a igreja católica numa sátira aos escândalos de abusos sexuais de menores que, segundo Banksy, envolvem diversos padres em várias cidades do mundo e são constantemente abafados pela igreja.

 

A ironia, essa, está em todo o lado. Começando pelo facto de atribuir um busto – símbolo de enaltecimento – a uma entidade que critica e terminando no facto de 'proteger' a identidade do criminoso, ao invés da vítima.

 

Sempre em jeito de provocação, Banksy considera o seu mais recente trabalho um presente de Natal, já que, por um lado, o Natal é uma época extremamente vinculada à igreja católica mas, por outro, é também uma época onde é «fácil esquecer o verdadeiro significado do cristianismo – as mentiras, a corrupção, os abusos», confessou o artista num comunicado divulgado pela BBC.

 

O presente foi entregue esta quarta-feira à Walker Art Gallery, em Liverpool, onde vai permanecer por tempo ilimitado. Na sua nova casa, o Cardinal Sin vai estar ladeado de obras de arte religiosa do século XVII, como um retrato do arcebispo de Sevilha, de 1673, ou uma representação da Virgem de Rubens.

 

A obra de Bansky foi aceite sem hesitação na galeria. «O que me interessa é que, depois de uma pessoa olhar para a estátua, comece a ver as restantes peças com outro olhar, procurando as mensagens menos óbvias que os artistas quiseram fazer passar», confessou Reyahn King, directora das galerias de arte dos Museus Nacionais de Liverpool.

 

Esta é apenas a segunda vez que o polémico 'artista de rua', cuja verdadeira identidade não é conhecida, cria trabalhos específicos para uma galeria. A estreia foi em 2009 numa exibição no Museu e Galeria de Arte de Bristol, que atraiu 300 mil pessoas em 12 semanas.

 

 

Via Sol



publicado por olhar para o mundo às 10:03 | link do post | comentar

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