O ploc da abertura, a sugestão de efervescência, o tempo e o modo como inebria e, principalmente, a sensação de bem-estar que proporciona fazem do champanhe o vinho dos reis. E do amor.
Nas mais circunspectas celebrações ou nos mais íntimos momentos, o cinema ou a literatura foram construindo uma mitologia na qual o champanhe aparece como uma espécie de luz que confere às cerimónias ou aos momentos importantes sofisticação, intensidade, bom gosto e, como se trata de uma bebida alcoólica, relaxamento e euforia. É por isso que, seja pela mitologia ou pela mais prosaica realidade, quando se fala em sensualidade, erotismo ou paixão, quer dizer, no dia dos namorados, se requer quase de imediato esse ingrediente essencial dos grandes momentos que é o champanhe.
Mas que champanhe? Tomemos cuidado com a terminologia, porque champanhe é uma designação exclusiva dos grandes vinhos produzidos em torno da cidade francesa de Reims. Depois, pode haver espumantes em Portugal, cava em Espanha ou cremosos em Itália, e se todos se sujeitam às mesmas regras básicas de vinificação - o método champanhês - só os franceses se podem chamar champanhe. Por definição, os bons champanhes são, de muito longe, os melhores espumantes do mundo, mas é bom que se diga que há alguns espumantes bem melhores do que os piores champanhes. Complicado? Talvez, mas para que não haja dúvidas, consideremos que as marcas mas consagradas do champanhe não deixam margem para equívocos: são quase imbatíveis. A saber, a Krug, a Pommery, a Bollinger, a Louis Roederer, a Veuve Clicquot, a Mumm, a Pol Roger ou a Taittinger. Bom, há ainda a famosa Möet, mas nem todos os críticos colocam esta marca emblemática no topo das prioridades.
Para o Dia dos Namorados não vamos considerar espumantes espanhóis nem italianos – e por maioria de razão essas coisas enjoativas que vêm de Asti. Ou Champanhe, ou espumante português, matéria na qual não estamos muito mal. Há por cá duas marcas que, pela qualidade e prestígio merecem ser destacadas: a Murganheira e a Vértice. Desde as gamas de acesso às grandes reservas, há muito por onde escolher. O Vértice Millésime de 2005, que está no mercado por menos de 20 euros, é de uma juventude e frescura exaltantes. Depois há ainda mais algumas opções alternativas. O Ninfa, um espumante meio rosé do Tejo muito equilibrado; ou um Quinta de Carvalhais Rosé, também por volta dos 20 euros, que é magnífico e muito ajustado aos dias de hoje. Nota: como se recomenda exigência neste momento solene, excluíram-se das escolhas os espumantes doces e meios-secos: os grandes espumantes são brutos, por pouco que a palavra se ajuste ao momento.
Mas se perguntarem qual é a escolha das escolhas para o dia dos namorados, eu diria que, pela elegância da casta chardonnay, pela sofisticação e pela cremosidade na boca, o ideal será um Taittinger. E, felicidade suprema, um Comtes de Champagne 2000 (a colheita mais recente no mercado) da mesma marca. O primeiro custa à volta de 30 euros, o Comtes mais de 150. A não ser que se queira ir ainda mais longe, para preços quase indecorosos, e optar por um Roederer Cristal.
Seja qual for a opção, há uma condição prévia a que ninguém escapa: tão importante como a bebida é o nosso desejo de a beber. Passem um bom dia.
Via Público

Os Três Cervejeiros e uma cerveja feita lá em casa
A marca, a receita e o sabor. “As pessoas têm andado toda a vida a beber sumo de laranja enlatado e só agora vão provar o natural”
Não é tão fácil como arrancar a cápsula de uma garrafa e beber pelo gargalo, mas, diz quem sabe, a cerveja feita em casa é “the real thing”. A comparação é de Pedro Sousa, um terço de "Os Três Cervejeiros": “As pessoas têm andado toda a vida a beber sumo de laranja enlatado e só agora vão provar o natural”.
É cerveja. A cerveja. Genuína, não filtrada, 100% malte, sem conservantes nem corantes — apenas água, malte de cevada, lúpulo e levedura. É elaborada através de métodos artesanais e pode ser concebida lá em casa.
Inspirados pela cultura cervejeira europeia, "Os Três Cervejeiros" (Pedro Sousa, mestre cervejeiro, Alberto Abreu, agente imobiliário, e Arménio Martins, designer têxtil) são responsáveis pela nova cerveja artesanal "gourmet", produzida na cidade do Porto com a marca Sovina.
Paralelamente, o trio lançou o site Cerveja Artesanal, uma espécie de biblioteca com tutoriais detalhados sobre a produção de cerveja a partir de "kits", de extrato de malte ou de malte em grão.
Um litro por 0,70 euros
Aconselha-se que a primeira aventura neste mundo comece pelo "kit", um investimento inicial (58 euros) que inclui balde, torneira, 100 cápsulas (e um capsulador), desifectante, escovilhão, e borbulhador. Instalada a base de produção, cada litro de cerveja, que dura até um ano, fica a 0,70 euros.
No dia 3 de Março (das 10h às 13h e das 14h30 às 18h), Os Três Cervejeiros realizam um workshop de produção de cerveja artesanal a partir de malte em grão e de extracto de malte. O workshop (com direito a almoço) custa 60 euros.
“Tem muito mais sabor, mais aroma e é mais nutritiva do que a cerveja normal. É uma experiência sensorial”, garante Pedro Sousa, que deixa um último conselho para quem ainda bebe cerveja industrial: “É demasiado fácil fazer cerveja melhor”
Via P3
Estão cada vez mais na moda. Frescos, criativos e surpreendentes, eis sete sugestões de cocktails para fazer em sua casa
Eles estão por todo o lado. As listas de cocktails nos bares ou restaurantes são cada vez mais variadas e divertidas. Não há melhor garantia para um bom começo de noite. Para quem se quer aventurar a fazê-los em casa, a tarefa não é complicada. Mais clássicos ou mais criativos, com álcool ou sem álcool, o mais importante para o sucesso de um cocktail é procurar explorar sensações através dos vários sentidos. Aos ingredientes frescos e de boa qualidade junta-se muito gelo e uma generosa dose de simpatia e boa disposição durante a preparação.
Miguel Tojal, especialista em cocktails e responsável pelo projeto Ás de Copos, assegura que "esta bebida vive da forma como é servida". Para este jovem empresário de 26 anos, é fundamental "ir levantando ligeiramente o véu e dar um bocadinho de show off, sem cair no ridículo, para que o cliente ou amigos, à medida que assistem à preparação da bebida, fiquem cheios de vontade de a experimentar". Para o bar manager do Hotel Ritz, Ricardo Felgueiras, o mais importante é surpreender sempre, mesmo na bebida mais comum, como uma caipirinha ou um mojito. Por isso aventure-se e siga as sugestões destes especialistas. Frescos, imaginativos, com cheiro, cor e às vezes até textura, os cocktails prometem refrescar e animar o verão, que está já aí à porta.
Sugestões da Ás de Copos
Oportunidades não vão faltar para os experimentar: o Delta Tejo e Festival Sudoeste TMN fazem parte da temporada de verão desta empresa. Se passar por algum destes pontos, não deixe de experimentar os cocktails do Ás de Copos
Tangerinosca Afrodisíaca
2 gomos de tangerina
2 gomos de lima
2,5 cl de rum
2,5 cl de vodka
2,5 cl de xarope de açúcar branco ou amarelo
Técnica: Misturar tudo no shaker, coar duas vezes e juntar a bebida Pheromones - Yxaiio (afrodisíaca, à venda nas lojas da especialidade) até ao cimo
Decoração: Gomo de tangerina ou rodela de lima e de tangerina
Tempo de preparação: 6/8 min
Tom Collins
de Coentros
2 a 3 ramos de coentros
2 cl de xarope de açúcar
2 cl de sumo de limão natural
6 cl de gin
Técnica: Macerar os coentros com açúcar, misturar tudo no shaker, coar bem e juntar água com gás até ao cimo
Decoração: Ramos de coentros
Tempo de preparação: 4/5 min
Vodka Collins Pimento
1 fatia de pimento
2 cl de xarope de açúcar branco ou amarelo
3 cl de sumo de limão natural
6 cl de vodka
Técnica: Agitar tudo no shaker, coar bem e juntar água com gás até ao cimo
Decoração: Rodela de pimento
Tempo de preparação: 4/5 min
Green Tequilla
1/2 kiwi
1,5 cl de xarope de açúcar branco ou amarelo
3 folhas de manjericão
5 cl de tequilla
2,5 cl de sumo de limão
Técnica: Macerar manjericão com kiwi e açúcar, misturar no shaker e coar bem
Decoração: Rodela de kiwi ou folha de manjericão
Tempo de preparação: 6/8 min
Sugestões do Hotel Ritz
Se ficar por Lisboa nos meses de verão, num ritmo workaholic, vá até ao bar do Hotel Ritz. Nas quintas e sextas-feiras, das 18h às 21h, o novo conceito Ritz Lounge é fresco e descontraído. Acompanhe os canapés do chefe, com os surpreendentes cocktails do dia.
Fruit Symphony
(sem álcool)
4 cl de sumo de maçã
4 cl de sumo de ananás
4 cl de sumo de morango
4 cl de sumo de manga
Técnica: Agitar tudo no shaker, coar bem e acrescentar um topping de morango
Decoração: Espetada de morango e ananás
Tempo de preparação: 3/4 min
Prime Tentation
4 cl de Pama (licor de romã)
1 cl de sumo de limão
1 cl de xarope de açúcar
1 cl de Cointreau (licor de laranja)
1 cl de clara de ovo
Técnica: Misturar tudo no shaker e coar bem
Decoração: Cacho de arando e ramo de hortelã
Tempo de preparação: 7/8 min
Red Emotion
1 morango
2 amoras
1 framboesa
3 gomos de lima
4 cl de Bacardi
Técnica: Macerar os frutos, agitar tudo no shaker, coar bem, adicionar gelo picado e juntar Água Castelo até ao cimo
Decoração: Rodela de lima, amora e framboesa
Tempo de preparação: 7/8 min
Publicado na Revista Única de 10 de Junho de 2011
Via Expresso