O francês Jacques Loustal e o italiano Ivo Milazzo são as presenças mais marcantes no VII Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, que começa amanhã à tarde na Casa da Cultura daquela cidade alentejana.
Durante os 15 dias de programação, que decorre até 12 de Junho, estarão abertas ao público 17 exposições e são esperados mais de 60 autores portugueses e de vários países europeus. O mercado do livro, a funcionar sobretudo nos fins-de-semana, conta com a participação de cerca de sete dezenas de editores, na sua maioria do circuito independente.
Além dos dois autores já mencionados, estarão presentes em exposições individuais Pablo Auladell (Espanha), Andrea Bruno (Itália), Liam Sharp (Reino Unido), Aleksandar Zograf (Sérvia), Fernando Relvas, Carlos Rico, Inês Freitas, João Mascarenhas, Ricardo Cabral, Rui Lacas e Bernardo Carvalho (Portugal).
Todos estes autores foram “primeiras escolhas”, disse ao PÚBLICO Paulo Monteiro, director do festival. Como em anos anteriores, o critério tem sido a escolha de “autores internacionais consagrados” (é o caso de Loustal e Milazzo), a par de “artistas de boa qualidade que praticamente ninguém conhece”, entre os quais Auladell, Zograf ou Andrea Bruno, acrescenta Paulo Monteiro.
O festival apresenta ainda quatro exposições colectivas: A Volta ao Mundo, com trabalhos dos autores de escolas alentejanas; Futuro Primitivo, com autores portugueses contemporâneos; Portugueses na Marvel, com obras de Filipe Andrade, João Lemos, Nuno Plati e Ricardo Tércio; e Venham+5, com obras realizadas a partir do trabalho desenvolvido pelo colectivo da Bedeteca de Beja.
A maioria das exposições (12) fica na Casa da Cultura. “Não cabe lá tudo. Por isso, decidimos colocar exposições em outros pontos da cidade, que é uma forma de levar os visitantes a conhecerem-na e, simultaneamente, promover a ligação do festival aos habitantes”, explica Paulo Monteiro.
Uma ambiciosa programação paralela, concentrada sobretudo nos fins-de-semana, é aposta forte da edição de 2011. Estão marcados numerosos lançamentos editoriais – Mundos em Segunda Mão (de Aleksandar Zograf), Moonface (Fernando Relvas), fanzine Venham + 5, revistas Zona Gráfica 2, BDJornal 27 e Banzai, entre outros –, além de debates, sessões de autógrafos, visitas guiadas às exposições e a exibição da longa-metragem de Luc Besson A Maldição do Farao, inspirada nas aventuras da heroína de BD Adèle Blanc-Sec. O director do festival não esconde que tudo isto tem o objectivo de aumentar a afluência ao festival, que teve em 2010 mais de oito mil visitantes.
Via Público