Domingo, 25.12.11
Terapia sexual

 

 

A sexualidade faz parte de uma boa qualidade vida, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS). Entretanto, problemas de saúde e muitas vezes fatores ligados às emoções fazem com que muitas mulheres se queixem das disfunções sexuais.

 

Uma pesquisa realizada pelo ProSex (Projeto Sexualidade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo) já confirmou a relação entre depressão e o comprometimento da libido feminina. Metade das mulheres que procuram o instituto sofre de baixo desejo sexual.

 

Além da falta do desejo, o contrário, ou mesmo dores durante as relações, são consideradas disfunções.

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A perda da excitação, representada pela ereção no homem e pela lubrificação na mulher, ou mesmo do orgasmo, isto é, ejaculação precoce ou retardada no homem, e anorgasmia na mulher, também fazem parte desta lista.

 

De acordo com Sylvia Faria Marzano, diretora do ISEXP (Instituto Brasileiro Interdisciplinar de Sexologia e Medicina Psicossomática), as queixas mais freqüentes em ambos os sexos nos consultórios envolvem a diminuição do desejo sexual e, em seguida, a falta deorgasmo.

 

Outra questão observada é a discordância entre os casais em relação a freqüência de relações. Na maioria dos casos, os homens querem praticar sexo mais vezes que a mulher. “Mas existem fases da vida dessa parceria, que pode fazer com que essa procura seja invertida”. Neste caso, o melhor método é o aprendizado da assertividade. “É poder contar ao outro seus desejos, anseios e dificuldades, sem medo de magoar ou não ser entendido. Dialogar é o melhor remédio, mas para isso precisamos desfazer crenças errôneas e mudar comportamentos”, esclarece.

 

Este é apenas um dos passos utilizados durante a terapia sexual, que começou em no início da década de 60 com a contribuição dos estudiosos Masters e Johnson. “Eles descreveram a resposta sexual humana”. Depois, nos anos de 1970, houve grande contribuição de Helen Kaplan, no sentido de propor métodos melhores.

 

O tratamento envolve não apenas os conselhos da terapeuta, mas sim um estudo sobre a história de vida de cada um - suas crenças, mitos e o que aprenderam com a família ao longo da vida. “Também levantamos as dificuldades de relacionamento com a parceria, a procura de conflitos intra-psiquicos. Depois disso, o paciente é orientado a fazer tarefas sexuais em sua residência, algumas sozinho e outras com a sua parceria, digo isso pois essa terapia se aplica a hetero ou homossexuais”, explica.

 

A terapia sexual segue linha psicoterapia focal breve que, em geral baseia-se na Terapia Comportamental Cognitiva “ou seja, desfazer crenças e mudança dos comportamentos não apropriados entre os casais”. Segundo Marzano, é comum os profissionais também usarem outras ferramentas como, técnicas psicodramáticas, que muito contribuem na abordagem dos pacientes com queixa sexual.


Ao contrário do que se imagina, a terapia pode ser realizada por solteiros. “Quando houver a participação da parceria, isto é, os dois querem uma melhora do relacionamento conjugal e sexual, mesmo que não sejam casados, pode haver uma maior chance de mudanças. Mas é muito comum o homem com queixa de ejaculação precoce, ou a mulher, com vaginismo, procurarem uma terapia sexual separadamente e beneficiarem-se muito desse tratamento”, completa a terapeuta.

 

Via Vila Dois



publicado por olhar para o mundo às 21:58 | link do post | comentar

Quarta-feira, 14.09.11
Reprodução

 

Parece incrível, mas mesmo nos dia de hoje – anos após a liberação sexual feminina - muitas mulheres passam mal ou sentem calafrios só de pensar em sexo. Esse tipo de sentimento tem nome - disfunção sexual - e é patológico, devendo ser tratado por especialistas. Essas disfunções podem surgir em qualquer momento da vida e por diversos motivos. Os exemplos mais comuns são:

 Desejo sexual hipoativo (DSH): total falta de interesse pelo sexo, como se ele não fizesse diferença; 

 Transtorno de excitação ou frigidez: incapacidade de manter lubrificação ou a excitação; 

 Anorgasmia: inibição do orgasmo, ou seja, mulheres com essa disfunção são incapazes de ter um orgasmo; 

 Dispareunia: dor genital durante o ato sexual; 

 Vaginismo: contração involuntária dos músculos próximos à vagina que impedem a penetração do pênis, dedo ou qualquer outro objeto; 

 Fobia ou aversão sexual: pânico e sentimento de repulsa diante de relações sexuais ou que levem ao sexo. 

Vários motivos podem funcionar como gatilhos e disparar a disfunção sexual, mas sejam orgânicos ou comportamentais, na maioria das vezes estas causas podem ser tratadas. Confira a seguir oito motivos que podem colocar sua vida sexual em risco: 

Fatores orgânicos 

Antes de procurar um psicólogo ou terapeuta especializado para tratar qualquer tipo de disfunção sexual, deve-se primeiro verificar as causas orgânicas possíveis. Por isso, é importante procurar primeiro um médico ginecologista e fazer todos os exames necessários. 

As doenças e disfunções relacionadas às disfunções sexuais podem ser desequilíbrios hormonais, nódulos dolorosos, infecções nos órgãos genitais ou o uso de medicamentos que tenham como efeito colateral a diminuição do desejo sexual. 

Doenças psiquiátricas, como a depressão, também podem contribuir para a diminuição da excitação ou da vontade de fazer sexo. 

Insegurança 

O psicólogo Tiago Lupoli explica que o acesso livre e farto a materiais sexuais - em revistas, vídeos ou internet - pode tanto estimular as fantasias sexuais quanto fazer com que a mulher entre em conflito com seus limites morais e psíquicos, gerando medo de não corresponder às expectativas do parceiro. 

Essa insegurança pode gerar uma falta de interesse pelo sexo, podendo causar a inibição do desejo sexual ou DSH (Desejo Sexual Hipoativo). "Essa é umas das disfunções mais frequentes entre as mulheres", conta o especialista. 

Outros fatores desencadeadores de insegurança podem ser a falta de consideração do parceiro e decepções amorosas anteriores. Para todos os casos, uma psicoterapia ou terapia sexual deve ser feita. 

Parceiros "apressadinhos" 

O companheiro que não respeita o tempo da mulher para alcançar a excitação sexual ou mesmo o orgasmo, que geralmente é maior, pode gerar disfunções como DSH, dispareunia (dor durante o ato sexual sem motivo aparente) e vaginismo. 

"Isso inclui aqueles parceiros que abrem mão das preliminares ou gostam apenas de recebê-la, mas não de fazê-la, e partem para a penetração logo de cara", esclarece Tiago Lupoli. 

Ser tratada como um "objeto de desejo" 

Homens que colocam suas mulheres em uma posição servente, na qual ela deve apenas gerar o orgasmo no homem, sem precisar ter o seu próprio, podem causar uma disfunção em sua parceira. 

O medo pela falta de compreensão do parceiro e a falta de diálogo sobre o assunto provoca angústia na mulher e faz com que, gradativamente, o desejo vá diminuindo, podendo provocar o vaginismo e o DSH. 

Problemas no relacionamento 

Brigas entre o casal, rotina sexual afetada e falta de discutir o relacionamento são fatores que podem levar à insatisfação sexual. Nesse caso, a melhor solução é sentar e conversar com o seu parceiro a fim de descobrir a verdade raiz das disfunções. 

Falta de tempo 

Mulheres que ingressam no mercado de trabalho e sentem a correria das grandes cidades, a irregularidade na divisão de tarefas com o parceiro e aumento das responsabilidades, acabam sentindo-se excessivamente cansadas, gerando estresse. 

"É normal que o cansaço iniba o desejo sexual uma vez ou outra, mas preocupa quando vira rotina", diz o psicólogo. 

Essa situação é facilmente solucionada com uma baixa do estresse e do excesso de atividades. Tirar férias e viajar durante um fim de semana são medidas simples que, muitas vezes, funcionam. No dia a dia, é importante saber separar os horários de trabalho dos de lazer. 

Traumas 

Medos e tabus inconscientes, traumas em relações sexuais anteriores, abuso ou violência podem provocar um transtorno de excitação (frigidez), DSH ou dispareunia. "O momento do ato sexual revive o trauma, não sendo prazeroso para a mulher e podendo causar o efeito contrário, como dores ou sentimento de repulsa", explica Tiago Lupoli. 

Quem sofre desse problema deve procurar um profissional especializado a fim de que ele a ajude a superar o trauma, eliminando junto com ele as disfunções sexuais. 

Falta de orientação sexual ou educação inadequada 

Famílias com educação repressora, que ensinam que o sexo tem como única finalidade a reprodução, ou que se posicionam extremamente rígidas na preservação da virgindade da filha são, muitas das vezes, a causa principal do transtorno de excitação (frigidez). 

"A mulher cuja família ou escola ensinou que o sexo serve para procriar, e não como uma necessidade física e psicológica, não sente prazer frente aos estímulos sexuais", afirma o psicólogo. 

Questões socioculturais 

A anorgasmia, ou ausência do orgasmo feminino, tem como principal causa a interpretação sociocultural sobre a posição submissa da mulher no sexo, que foi transmitida de geração por geração, além das proibições religiosas. Até hoje, algumas culturas e religiões veem as carícias, o sexo anal e o sexo oral como aberrações. Nessa situação, o ideal é dar total poder à mulher durante a relação. 

Fobias e traumas mais profundos 

A fobia sexual - que são sentimentos de repulsa, ansiedade e medo do ato sexual - é a mais limitante das disfunções sexuais femininas, pois a portadora da fobia evita tanto as situações que favorecem o ato sexual - como sair à noite com um parceiro - quanto situações que trazem o assunto à tona - como conversas com amigos e até a ajuda profissional especializada. 

Segundo Tiago Lupoli, a causa dessa disfunção não é orgânica e está intimamente ligada a traumas ou situações que revivem experiências guardadas na estrutura psíquica da paciente, o que gera extrema ansiedade frente a situações relacionadas com sexo.
Via Bonde


publicado por olhar para o mundo às 21:56 | link do post | comentar

Sexta-feira, 08.04.11

Porque é que elas não querem sexo?

Dentre as diversas disfunções sexuais no HC a mais frequente é a diminuição do desejo sexual

Elas se queixam , eles não entendem. O fato é que a falta de apetite sexual tem representado cerca de 70% dos casos no Ambulatório de Sexualidade do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). Estas mulheres estão entre os 30 e 50 anos de idade, mas não pense que as novinhas escampam desta estatística. As jovens também apresentam problemas ligados às disfunções sexuais. “Quando o sexo deixa de proporcionar prazer, é sinal de que algo está errado”, disse a coordenadora do ambulatório, a médica ginecologista Elsa Gay. Para esclarecer o assunto, o Terra convidou o médico ginecologista e especialista em sexologia e integrante da equipe do HC, Théo Lerner, a responder questões do por que as mulheres estão perdendo a vontade de fazer sexo.


Por que a falta de libido domina as queixas no HC?
Théo Lerner: A associação da falta de conhecimento sobre a resposta sexual e suas variações ao longo das diferentes fases da vida, as noções culturais de gênero que dificultam a autonomia na busca da satisfação sexual e as contradições entre informações sobre o desempenho sexual recebidas de diferentes fontes contribuem para que um número cada vez maior de mulheres apresente dificuldades na esfera sexual.

Qual faixa etária destas mulheres?
As queixas atingem mulheres sexualmente ativas de todas as faixas etárias. Em nosso serviço predominam as pacientes entre 30 e 50 anos.

Os homens também sofrem com a falta de desejo sexual?
Sim. Em um primeiro momento, as necessidades masculinas referentes à sexualidade estavam mais voltadas para o desempenho, ou seja, para a capacidade de obter uma ereção que possibilite a penetração. O advento das drogas facilitadoras de ereção permitiu que muitos homens passassem a se questionar quanto ao desejo sexual. Assim como as mulheres, os homens também sofrem grandes pressões quanto ao desempenho em diversas áreas e muitas vezes os esforços para dar conta destas pressões acabam por comprometer a disponibilidade para o desejo sexual.

Então, esta é uma patologia da modernidade, decorrente de todo estresse do cotidiano?
Pode ser considerado um problema moderno, considerando de que a ideia de que a mulher tem direito ao prazer e a satisfação sexual é relativamente recente. O estresse cotidiano e as pressões sociais contribuem para o surgimento do problema.

A falta de apetite sexual tem mais relação com um fator físico ou psíquico?
Embora fatores orgânicos como doenças crônicas, endocrinopatias ou depressão possam contribuir para a diminuição do desejo sexual, os fatores psicológicos associados são fundamentais para o surgimento da disfunção. É fundamental uma avaliação médica completa de todos os casos de queixa de diminuição de desejo.

Qual é o tratamento aplicado?
Ele é baseado na terapia cognitivo comportamental. Após a avaliação inicial, as pacientes participam de encontros em grupo onde são propostos exercícios e técnicas que a paciente realiza em casa, com o objetivo de desenvolver habilidades para a compreensão e solução de seus problemas na esfera social.

 

Via Dicas da mulher Moderna



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