Segunda-feira, 18.04.11
O site tem como objectivo responder a pessoas que querem quebrar a rotina numa relação
 

Há um site a partir de hoje em Portugal que oferece um serviço original. Destina-se a pessoas comprometidas que querem conhecer outro alguém. As relações estão a mudar.

 

"A forma como encaramos as relações amorosas está a mudar." Quem o diz é Ana Alexandra Carvalheira, psicóloga, investigadora do Instituto Superior de Psicologia Aplicada e da Universidade de British Columbia, no Canadá, com uma tese de doutoramento sobre relações interpessoais e comportamentos sexuais na Internet. "Temos cada vez uma maior diversidade de tipos de compromisso. Desde as relações tradicionais com um elevado grau de compromisso, sustentadas numa família tradicional, até às relações abertas, com compromisso de menor grau, que aparecem num contexto social de transformação", afirma a investigadora.

"As pessoas estão muito preocupadas com o currículo pessoal, de vida. Preocupam-se com o trabalho, mas também em realizar-se a nível amoroso, social, cultural... Há cada vez mais pressão para nos realizarmos em múltiplas esferas, incluindo a nível sexual. E a Internet é um instrumento que auxilia esta demanda", conta a investigadora.

Foi no sentido de procurar responder a esta sede de realização em múltiplas esferas que surgiu o Second Love, um site dedicado exclusivamente a pessoas comprometidas, mas que procuram uma relação extraconjugal para se completarem.

"É um site de encontros para pessoas que procuram novas experiências e emoções, para os ajudar a fugir à monotonia das relações em que vivem. O que querem fazer depois e por quanto tempo é um assunto que deixamos ao critério do utilizador", diz Erik Drost, responsável internacional deste site que chega hoje a Portugal em secondlove.pt . 

São já 180 mil os utilizadores do Second Love na Holanda. E 20 mil na Bélgica e seis mil na vizinha Espanha. A maioria são homens - 75 por cento. O sucesso do projecto fez com que os responsáveis tentassem agora Portugal com este novo conceito. "Os nossos membros aumentam a um ritmo diário", assegura Erik Drost. E acrescenta: "Sabia que 40 por cento das mulheres e 60 por cento dos homens têm um caso fora da relação, a maioria só por um curto período de tempo?"

Terá esta questão uma base científica? De acordo com o geneticista Michael Hammer, da Universidade do Arizona, em Tucson, as mulheres passam mais genes aos filhos do que os homens. Por isso, ao longo da história humana, os homens foram mais poligâmicos, no sentido de espalhar os seus genes com mais eficácia numa lógica de evolução natural.

Longe desta visão da ciência, foi antes a perspectiva de um modelo de negócio que levou Miguel Moreira a lançar em Portugal, em 2005, o primeiro site de speed dating. Mas aqui falamos de um assunto só para solteiros.

"Os utilizadores registam-se e nós organizamos eventos de speed dating, com homens e mulheres, numa faixa etária definida, onde as pessoas conversam entre si. No princípio foi complicado, ninguém sabia o que era isto e há um certo conservadorismo. As mulheres tinham maior desconfiança. Mas hoje a maioria dos utilizadores do nosso site são mulheres", conta Miguel Moreira sobre o serviço que regista já 13 mil seguidores. "As pessoas não têm tempo para uma relação e encontram na Net o que lhes falta. Nós privilegiamos o encontro olhos nos olhos. Já fizemos casamentos e namoros." Mas há uma regra de ouro: ali só entram solteiros.

Já para os responsáveis do Second Love o modelo de negócio mais interessante estava em promover a hipótese de uma segunda relação. "Depois de analisarmos o mercado em que o Second Love opera, percebemos que não tínhamos muita concorrência. A maioria dos sites dedica-se a solteiros que procuram alguém para uma relação estável. Por isso achámos que o nosso conceito preenchia uma falha no mercado", diz Erik Drost. "Estudos indicam que um em cada três adultos comete adultério pelo menos uma vez na vida", remata.

E não teme encontrar a barreira do conservadorismo em Portugal. "A experiência com outros países prova que o mercado precisa de nós." E apostam na discrição. "Acreditamos que os casais modernos querem fugir à rotina e viver novas experiências. Mas essas fantasias muitas vezes acontecem com pessoas no emprego ou grupo de amigos. E isso é a causa do fim de 35 por cento dos casamentos. Aqui tratamos do assunto com cuidado."Ana Alexandra Carvalheira desvaloriza o grau de conservadorismo em Portugal. "As pessoas querem sentir-se realizadas em qualquer parte do mundo. Somos conservadores, sem dúvida, mas a procura dessa realização é maior. E procura-se o imediatismo, quer-se encontrar alguém e já. A Internet responde a isso, sem fronteiras geográficas."

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 12:07 | link do post | comentar

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