
O seu nome científico é "castanea sativa" e pode ser preparada das mais diversas maneiras - assada, cozida, estufada, em puré, na sopa, em bolos e sobremesas.
Ao contrário dos frutos secos (nozes, amêndoas, pinhões, etc.), que podem conter aproximadamente 70% de gordura, embora de teor saudável, as castanhas contêm apenas cerca de 2% de gordura, sendo por isso menos calóricas.
Por ser um hidrato de carbono, a castanha substitui bem os restantes hidratos (pão, massa, arroz, batatas),ao mesmo tempo que permite enriquecer em diversidade as nossas escolhas culinárias. Não é, no entanto, aconselhável consumi-la crua. Isto, porque a castanha apresenta o dobro do amido da batata. O amido é um reserva de energia das plantas e existe, sobretudo, nas raízes e nas sementes. O consumo em cru dificulta a digestão, podendo gerar flatulências.
É um alimento isento de colesterol e glúten, com baixo teor de sódio mas elevado teor em potássio e ainda é um produto com um baixo índice glicémico. Por estas qualidades adequa-se bem à composição de dietas em patologias como a diabetes, hipertensão arterial e hipercolesterolémia.
Para melhor perceção, comparamos dois alimentos e os seus constituintes (informação retirada da Tabela da Composição de Alimentos, do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge):
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(1 batata média/pequena tem cerca de 100g)
No momento da compra, certifique-se de que a pele das castanhas está intacta, sem cortes ou gretas, e brilhante. Em casa devem ser guardadas em local fresco e seco e é importante que não sejam comprimidas nem amassadas, para evitar que fiquem moídas.
Resumindo, a castanha é um alimento de grande valor nutritivo, rico em hidratos de carbono de absorção lenta e com um baixo índice glicémico, o que o torna excelente para todas as idades, em especial, crianças, estudantes e desportistas.
Deixo-vos com este magnífico fado que, só por si, provoca o "apetite".