Domingo, 27.05.12

Paolo Gabriele era a primeira e a última pessoa a ver o Papa todos os dias, escreve o <i>Corriere della Sera</i>Paolo Gabriele era a primeira e a última pessoa a ver o Papa todos os dias, escreve o Corriere della Sera (Foto: Alessandro Bianchi/Reuters)

O presidente do banco do Vaticano demitido, o mordomo do Papa preso, cartas e documentos sigilosos de Bento XVI e seus colaboradores publicados em livro. A Santa Sé está em ebulição.

O mordomo da casa pontifícia foi ontem formalmente acusado de posse de documentos ilegais, depois de ter sido detido na quarta-feira. A detenção, anunciada apenas na sexta, aconteceu no mesmo dia em que o presidente do Instituto das Obras da Religião (IOR), o banco do Vaticano, foi forçado pelo conselho de supervisão a demitir-se. E na mesma semana em que um livro publicado em Itália divulga cartas e documentos sigilosos enviados ao Papa, ao seu secretário e a responsáveis do Vaticano (ver texto na página ao lado), com o objectivo de "expulsar os vendilhões do templo".

A detenção do mordomo foi confirmada pelo porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi: "A pessoa detida por posse ilegal de documentos confidenciais, encontrados no seu domicílio situado no território do Vaticano, é o senhor Paolo Gabriele, que permanece preso", diz o comunicado. Gabriele será dos poucos leigos a viver, com a sua família, no interior do minúsculo Estado, tendo em conta as suas funções. 

Sexta-feira, quando foi anunciada a detenção, o Vaticano não dissera quem era o suspeito, mas quer o jornal Il Foglio quer a agência italiana Ansa coincidiam em identificá-lo desde o início com o mordomo papal, de 46 anos. Definido como homem de confiança da pequena estrutura próxima de Ratzinger, de 85 anos, e uma das raras pessoas em contacto directo com Bento XVI, Gabriele está no lugar desde 2006. 

A detenção surge após as fugas de documentos que começaram no final de Janeiro e se estenderam por quase todo o mês de Fevereiro. Há um mês, o Papa Bento XVI nomeou uma comissão de cardeais para averiguar de onde partiram. Pelos vistos, o primeiro resultado já apareceu e Gabriele, esclareceu o porta-voz, ficou "à disposição da magistratura vaticana para aprofundamentos ulteriores". 

De acordo com o comunicado oficial ontem divulgado, o acusado nomeou dois advogados, com quem já falou, e tem "todas as garantias jurídicas previstas pelo código penal e pelo procedimento em vigor no Estado da Cidade do Vaticano". 

Uma fonte não identificada, citada pela AFP, disse que o Papa ficou "triste e chocado" com este "caso doloroso". "É tudo muito triste" é como outro responsável não identificado, citado pela Reuters, traduz o ambiente que reina no Vaticano. Mas fontes do Vaticano contactadas pelo PÚBLICO não acreditam que Gabriele seja o principal responsável pelas fugas de informação. Provavelmente, ele é apenas o elo mais fraco de um grupo de pessoas que pode mesmo envolver algum cardeal. 

Em causa estará um ambiente de luta pelo poder, numa altura em que se começa a perceber que Bento XVI estará mais fragilizado. Sente-se no Vaticano, como o PÚBLICO noticiava em Abril, um clima de final de pontificado e adensam-se jogos - reais ou imaginários - para a sucessão do actual Papa. O cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado do Vaticano e número dois da hierarquia, tem sido um alvo privilegiado de críticas. 

Inabilidade e ausência

O facto de Bertone não ser oriundo da carreira diplomática foi bem visto por muitos sectores, quando foi nomeado por Bento XVI - o actual Papa tinha chamado o cardeal para número dois da Congregação para a Doutrina da Fé. Mas, entretanto, a sua alegada falta de habilidade na gestão da máquina eclesiástica e o facto de se ausentar com frequência do Vaticano têm sido objecto de muitas críticas. Tal como a alegada incompetência dos mais directos colaboradores. 

Em paralelo, emerge entretanto também o poder do secretário do Papa, o padre Georg Gänswein. Já com João Paulo II, à medida que a doença progredia e o Papa polaco ia ficando mais frágil, o papel do seu secretário ia sendo cada vez mais acentuado. Afinal, é o secretário quem controla a agenda do Papa. 

Desde há quatro anos, quando saiu um segundo secretário, Gänswein ficou sozinho no cargo. Uma das conclusões que se retira do livro Sua Santidade - Os Dossiers Secretos de Bento XVI, publicado esta semana, é que emerge cada vez mais o poder do secretário. Os conflitos de poder são uma leitura possível para o outro caso que explodiu quarta-feira, quando o presidente do IOR (o banco do Vaticano) foi forçado a sair, depois de um voto de desconfiança do conselho de supervisão. O comunicado oficial dizia que, na reunião ordinária de dia 24, quinta-feira, o conselho analisara a questão do governo do IOR, que já despertara "uma progressiva preocupação" mas que, apesar das repetidas comunicações, "a situação deteriorou-se". Por causa disso, o conselho "adoptou por unanimidade uma moção de censura ao presidente, por não ter desempenhado várias funções de importância primária para o seu cargo". 

Respeitado pelo Papa

O mais estranho é que Ettore Gotti Tedeschi, que tinha sido escolhido há dois anos e meio para o cargo, era muito respeitado pelo Papa (ver texto nestas páginas). A demissão surge num momento crucial: em Julho, um grupo de peritos europeus irá decidir se o Vaticano pode integrar a lista de estados transparentes na luta contra a lavagem de dinheiro.

O IOR teve uma vida polémica nas últimas décadas, com escândalos a envolver dirigentes e que misturavam a máfia, a maçonaria e os serviços secretos italianos. Há dois anos, Bento XVI dotou o IOR de nova legislação e regras mais rigorosas. Mas, recorda a AFP, essas regras foram retocadas, aparentemente para limitar a possibilidade de inquéritos retroactivos, o que teria desagradado a Gotti Tedeschi. 

No final de 2010, o Papa criou ainda uma Autoridade de Informação Financeira (AIF), cujos poderes terão gerado debates acesos no Vaticano - e que podem ter sido mais um caso a levar à demissão do banqueiro, um profissional muito conceituado. 

Pode haver outra razão: Gotti Tedeschi opôs-se a que o Vaticano salvasse financeiramente um hospital católico de Milão, o San Raffaele. O cardeal Tarcisio Bertone tinha a opinião contrária. Fontes consultadas pelo PÚBLICO não acreditam que este caso tenha sido decisivo para a saída, mas pode ter contribuído também para que tal acontecesse.

Uma das fontes contactadas diz que talvez Gotti Tedeschi se tenha deixado enlear pela teia de interesses contraditórios e dos grupos que se batem no interior do Vaticano. Verdade ou não, o Papa não tem sossego. 

 

Retirado do Público



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Domingo, 18.12.11
Nova obra de Banksy critica escândalos sexuais da Igreja
O artista de graffitis mais conhecido do mundo nunca perde uma oportunidade para dar nas vistas com obras de arte satíricas, humorísticas e sempre controversas. Este Natal não foi excepção. O mais recente 'presente' de Banksy consiste no busto de um padre com o rosto 'pixelizado', numa clara provocação aos escândalos de abusos sexuais que envolveram a igreja católica.

O seu nome é Cardinal Sin (Cardeal Pecado), mas só através dos seus adereços e vestiário se entende que se trata de facto de uma qualquer personalidade da igreja católica. Quem, é impossível de saber. O rosto do cardeal desconhecido encontra-se escondido atrás de azulejos, dando a sensação de imagem 'pixelizada', usada frequentemente em televisão ou em fotografias para esconder a identidade do sujeito representado.

O objectivo é claro: provocar a igreja católica numa sátira aos escândalos de abusos sexuais de menores que, segundo Banksy, envolvem diversos padres em várias cidades do mundo e são constantemente abafados pela igreja.

 

A ironia, essa, está em todo o lado. Começando pelo facto de atribuir um busto – símbolo de enaltecimento – a uma entidade que critica e terminando no facto de 'proteger' a identidade do criminoso, ao invés da vítima.

 

Sempre em jeito de provocação, Banksy considera o seu mais recente trabalho um presente de Natal, já que, por um lado, o Natal é uma época extremamente vinculada à igreja católica mas, por outro, é também uma época onde é «fácil esquecer o verdadeiro significado do cristianismo – as mentiras, a corrupção, os abusos», confessou o artista num comunicado divulgado pela BBC.

 

O presente foi entregue esta quarta-feira à Walker Art Gallery, em Liverpool, onde vai permanecer por tempo ilimitado. Na sua nova casa, o Cardinal Sin vai estar ladeado de obras de arte religiosa do século XVII, como um retrato do arcebispo de Sevilha, de 1673, ou uma representação da Virgem de Rubens.

 

A obra de Bansky foi aceite sem hesitação na galeria. «O que me interessa é que, depois de uma pessoa olhar para a estátua, comece a ver as restantes peças com outro olhar, procurando as mensagens menos óbvias que os artistas quiseram fazer passar», confessou Reyahn King, directora das galerias de arte dos Museus Nacionais de Liverpool.

 

Esta é apenas a segunda vez que o polémico 'artista de rua', cuja verdadeira identidade não é conhecida, cria trabalhos específicos para uma galeria. A estreia foi em 2009 numa exibição no Museu e Galeria de Arte de Bristol, que atraiu 300 mil pessoas em 12 semanas.

 

 

Via Sol



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Quinta-feira, 20.10.11

Nunca fui uma pessoa muito religiosa, mas até eu sei que Jesus Cristo quando, supostamente, veio à Terra espalhou mensagens de igualdade entre homens e mulheres. Assim sendo, há uma questão que paira na minha cabeça há anos: afinal, por que raio não podem as mulheres vestir a sotaina e subir ao altar?

 

Pelos vistos, esta pergunta - pertinente, diria eu - não me ocorre só a mim. Esta segunda-feira, um grupo de quinze mulheres vestidas de padre desfilou pelas ruas de Roma, num protesto pela ordenação de mulheres a sacerdotes. De cartazes em punho e acompanhadas pelo padre católico norte-americano Roy Burgesois, o grupo de ativistas católicas tentou entrar na Praça de São Pedro para entregar 15 mil assinaturas de apoio à causa. Conclusão: os guardas do Vaticano barraram-lhes o acesso à praça, sob ameaça de detenção. Uma atitude digna da tolerância pregada na Bíblia, não tenho dúvidas.

 

A líder do grupo e o padre que as acompanhava chegaram mesmo a ser presos. Pergunto eu: seria isto necessário num protesto totalmente pacífico? Que eu saiba, a entrada na Praça de São Pedro ainda não está interdita aos "filhos de Deus" (aliás, pelos magotes de gente que se junta lá diariamente eu diria que são todos bem-vindos... ou estou enganada?).

Alguém avisa estes senhores que o tempo da inquisição já passou à história?

Sem querer ofender ninguém, eu percebo que os cartazes com frases simpáticas e devotas que todos os domingos são mostrados à sua santidade o Papa naquela praça agradam muito à Igreja e ficam bonitos na televisão. Mas não vejo muito bem o que de tão ofensivo tinha uma simples faixa a dizer: "Deus está a chamar as mulheres a serem padres". Ofensivo ao ponto de levar à detenção de duas pessoas que, julgo eu, além de nem sequer terem provocado distúrbios, têm direito a uma coisa tão essencial como a liberdade de expressão. Alguém avisa estes senhores que o tempo da Inquisição já passou à história?

 

"O escândalo de exigir silêncio sobre a questão da ordenação de mulheres reflete a arrogância absoluta da hierarquia (da Igreja Católica Romana) e o seu trágico fracasso em aceitar as mulheres como iguais em dignidade aos olhos de Deus". Palavras (com muita pena minha por não ter sido eu a dizê-las primeiro) de Erin Hanna, a líder do grupo que acabou detida, seguidas da apreciação do padre solidário com a causa: "Se o chamamento para ser padre é um dom e vem de Deus, como podemos, como homens, dizer que nosso chamamento de Deus é autêntico, mas o chamamento de Deus às mulheres não é?".

 

Talvez o senhor Bento XVI tenha uma resposta para isto. Ou não. Mas é por estas (hipocrisias) e por outras que a mim não me apanham na missa ao domingo.

 

 



Via A vida de saltos altos



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Sexta-feira, 16.09.11
Igreja analisa 'grau' de homossexualidade para anular casamentos

 

A declaração de nulidade de um casamento em que um dos cônjuges é homossexual depende do «grau» em que se encontra, disse hoje à Lusa o presidente da Associação Portuguesa de Canonistas (APC).

«A orientação que temos é que deve ser feita uma perícia psiquiátrica» para aferir se se trata «de uma homossexualidade prevalente ou exclusiva, ou algo de acidental», precisa o cónego Joaquim da Assunção Ferreira, que coordenou o VII Encontro Nacional sobre Causas Matrimoniais, que terminou hoje em Fátima.

 

Joaquim da Assunção Ferreira explica que há uma escala e que os últimos «graus» tornam a pessoa em causa «incapaz de realizar funções conjugais». Em causa estão os «graus» em que as pessoas são «predominantemente homossexuais, os só acidentalmente heterossexuais e os exclusivamente homossexuais».

 

Pelo contrário, os «exclusivamente heterossexuais, só acidentalmente homossexuais, predominantemente heterossexuais» e os que são «igualmente uma e outra coisa» podem ser considerados como aptos para «desempenhar perfeitamente os papéis e os fins do matrimónio».

 

Afinal, «a pessoa pode não ser um heterossexual puro, mas, se algumas tendências pouco significativas existirem, esse matrimónio certamente que se manterá», desde que o indivíduo assuma que «a obrigação dele é viver em castidade [homossexual] e corrigir», argumenta o cónego, que é também vigário Judicial do Tribunal Diocesano de Lamego.

 

O presidente da APC opina que «há a possibilidade em medicina de correcção, mas não tem sido muito eficaz» porque «a natureza é muito forte», acrescentando que «o psiquiatra pode medir-lhe o grau [de homossexualidade] e receitar algo [medicamentos] que lhe permita recusar essa tendência que o próprio mostre vontade de eliminar».

 

O VIII Encontro Nacional sobre Causas Matrimoniais teve início na quinta-feira e encerrou hoje em Fátima, organizada pela APC, associação que integra 185 membros.

 

A iniciativa dirigiu-se a membros dos tribunais eclesiásticos – juízes, defensores do vínculo, notários e advogados -, sacerdotes, psiquiatras e «juristas civis interessados».

 

O novo presidente da APC, eleito na sexta-feira, e coordenador do encontro, revela que neste momento existem cerca de 150 pedidos de nulidade de casamento nos tribunais eclesiásticos, e que em média os processos esperam entre 18 meses a dois anos para obter uma sentença em primeira instância.

 

Os motivos invocados mais frequentemente são relativos à «incapacidade por causa psíquica», mas também «à exclusão de elementos essenciais do matrimónio», que vai desde existência de um(a) amante antes do casamento, recusa prévia de ter filhos ou de não assumir o casamento para toda a vida, por exemplo.

 

Joaquim de Assunção Ferreira diz que «a Igreja sente uma descristianização crescente» e observa «uma mentalidade divorcista», mas lembra que a Igreja continuará a afirmar a sua doutrina e possui muita oferta tanto para a preparação de casamentos, como para a sua consolidação.

 

Via Público



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Segunda-feira, 25.04.11

 

sexo e o vaticano

O jornalista italiano Carmelo Abbate vai lançar um livro que já provoca alvoroço nos bastidores da Santa Fé porque revela a vida clandestina de padres e freiras de congregações de vários países com representação no Vaticano e em algumas cidades da Itália.

 

 

O livro se chama “Sexo e o Vaticano, viagem secreta ao reino dos castos”. A viagem, no caso, foi a convivência de vários meses que Abbate teve, como infiltrado, entre sacerdotes e religiosas heterossexuais e homossexuais com intensa atividade sexual.

 

O jornalista apresenta relatos de orgias, de encontros com amantes, visitas a prostíbulos, sacerdotes com união estável e filhos, abortos e outros casos considerados pecados graves pela Igreja Católica.

 

Há também informação sobre as aventuras de padres homossexuais em casas noturnas.

 

Piemme, a editora do livro, adiantou que Abbate conta como sacerdotes se dividem “entre as austeras salas da Via della Conciliazione (avenida de acesso ao Vaticano) e a movimentada Roma by night”.

 

O Vaticano não quis comentar o livro e negou que existam padres homossexuais na Santa Fé. O vaticanista Marco Tosatti admitiu existir padres “com tendência homossexual”, mas, segundo ele, são poucos.

 

Abbate criticou a cultura de sigilo do Vaticano e a insistência da igreja em negar a existência dos desejos sexuais dos sacerdotes.

 

Via Gnoticias



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Domingo, 03.04.11
Fim do celibato soma apoiantes dentro da Igreja
 
O manifesto de teólogos alemães por uma renovação na Igreja Católica, que defende o fim do celibato obrigatório, continua a somar apoiantes. Em Portugal defende-se que a discussão dos assuntos pode ser feita, mas sem uma mudança obrigatória.

O manifesto Igreja 2011: Uma renovação indispensável (Kirche 2011: Ein notwendiger Aufbruch, em alemão) foi criado por teólogos alemães e anunciado no início de Fevereiro, levando a uma grande discussão nos órgãos de comunicação social de todo o mundo.

O documento fala de uma «crise profunda» que atravessa a Igreja Católica e pede, entre outras coisas, o fim do celibato obrigatório,«mulheres em serviço eclesial» e a «não exclusão das pessoas que vivem responsavelmente o amor numa relação homossexual».

Em declarações à Lusa, o padre Jacinto Farias apontou que «estes manifestos têm o valor que têm» e que «a posição da Igreja é muita clara» em relação ao celibato dos sacerdotes.

Assume que não assinaria o manifesto, mas não se mostra contra que a Igreja Católica discuta a obrigatoriedade do celibato dos sacerdotes nas mais altas instâncias, lembrando, no entanto, que «o celibato tem sido objecto de discussão desde o princípio do cristianismo».

«Que se continue a discutir tudo bem, o que não significa que o pensar da Igreja se vá alterar só porque grupos de cristãos são contra qualquer coisa. A igreja tem um pensamento que foi criando ao longo dos séculos em conformidade com aquilo que é o Evangelho e é constante», defendeu.

Já o Padre Peter Stilwell entende que a discussão sobre a obrigatoriedade do celibato tem a ver com o poder haver a ordenação de homens casados para ajudar a garantir o funcionamento da Igreja do ponto de vista dos sacramentos.

«A maior parte dos sacramentos só pode ser celebrada por bispos ou padres e a redução do número de padres nalguns países significa que algumas comunidades se vêm limitadas na celebração dos seus sacramentos e a argumentação teológica vai no sentido de saber até que ponto uma questão de disciplina se deve sobrepor ao direito que as comunidades têm de viver e celebrar os sacramentos», defendeu.

Um ponto de vista com o qual o professor da Faculdade de Teologia de Braga João Duque não concorda, defendendo que a crise do Cristianismo não é uma crise de vocações, mas antes uma crise de crentes e que, por isso, a questão do celibato «não traria grande acrescento à questão do entusiasmo maior ou menor dos europeus em relação à Igreja Católica».

Lembrou que a questão do celibato foi muitas vezes discutida em vários Sínodos, mas admite que sendo uma questão de disciplina, é algo que a Igreja pode mudar.

Defendeu que em geral o clero está disponível para discutir, mas lembrou que haver mudança nesta matéria «implica que haja um consenso muito alargado porque se vai alterar uma disciplina de séculos».

 

Via Sol



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