
O autor das fotos tinha apenas 18 anos quando captou as imagens no concerto, no Washington Coliseum.
Era também fã dos quatro músicos britânicos, mas agora decidiu vender as fotografias por motivos financeiros, uma opção que deverá render-lhe pelo menos 100 mil dólares (70.452 euros), o valor base de licitação.
Quando as fotografias estiveram em exibição, durante um mês, na sede da Christie's, em Nova Iorque, Mike Mitchell recordou que na altura do concerto, a música dos Beatles já se encontrava entre as cinco mais populares, e por isso não era de estranhar a histeria provocada entre os seguidores do grupo.
A emoção dos fãs pode ser vista nesta colecção de fotografias, entre as quais ficou registada a chegada dos artistas à estação de comboio e a conferência de imprensa que antecedeu o histórico concerto.
O jovem fotógrafo fez ainda várias fotos quando John Lennon, Paul McCartney, Ringo Starr e George Harrison deram um concerto em Baltimore (Maryland) a 13 de Setembro de 1964.
Via Sol
Quase mil documentos entregues na Livraria Lello
Uma caixa com várias centenas de manuscritos, que se acredita possam ser de Guerra Junqueiro (1850-1923), foi descoberta na colecção duma casa privada, no Norte do país. A notícia foi avançada pela Antena 1, que cita e ouve Antero Braga, da Livraria Lello, a quem o espólio foi mostrado e confiado na tarde de ontem.
Depois de analisar os documentos, o livreiro ficou com a firme convicção de que se trata de manuscritos do autor de "A Velhice do Padre Eterno". "A letra, o tipo de papel, em que se nota a erosão do tempo, mesmo se está em óptimo estado, e também os atilhos usados, além das datas (da década de 1890), apontam todos para que sejam manuscritos de Guerra Junqueiro", reafirmou hoje ao PÚBLICO Antero Braga. O livreiro lembra, de resto, que a antecessora da Lello, a Chardron, fundada em 1869, foi a primeira editora do escritor. E a livraria tem mesmo actualmente em exposição numa das suas paredes uma carta enviada por Guerra Junqueiro a Ernesto Chardron. "A semelhança da letra é clara", diz Antero Braga, que, no entanto, nota que a confirmação da autenticidade da autoria só poderá ser feita por especialistas.
O espólio pertence a um cliente da Lello, que quis manter o anonimato. Antero Braga adianta que os documentos deverão ter pertencido ao bisavô do actual proprietário, que terá sido alguém com relações de amizade e de grande proximidade com Guerra Junqueiro.
O espólio é composto por folhas soltas, cartas e outros textos manuscritos, alguns dos quais "parecem ser projectos de livros", diz o livreiro da Lello. A sua primeira preocupação, em acordo com o proprietário, foi depositar os documentos num banco. Seguir-se-ão contactos com especialistas em Guerra Junqueiro e também com a Biblioteca Nacional, para a definitiva confirmação da autoria.
Antero Braga não sabe ainda que destino é que o proprietário irá depois dar ao espólio. Mas espera que ele possa ser preservado e mantido em Portugal.
Abílio Guerra Junqueiro nasceu em Freixo de Espada à Cinta, em 1850. Estudou Teologia, mas formou-se em Direito na Universidade de Coimbra. Foi funcionário público, e enveredou pela vida política, primeiro como deputado do Partido Progressista, depois abraçando a causa republicana. Como escritor e poeta, tornou-se um dos autores mais populares da sua época, com livros como "A Velhice do Padre Eterno", "Os Simples", "Pátria" e "Horas de Combate". Morreu em Lisboa, em 1923, com 72 anos.
Via Público