Sexta-feira, 04.11.11

Causas da infertilidade

 

Os hábitos da vida moderna podem ser inimigos da fertilidade. Alguns dos motivos que levam homens e mulheres a infertilidade estão ligados as atividades do nosso cotidiano, o que gera muita dúvida e curiosidade nas pessoas. 

Entre elas: andar de bicicleta, usar laptop no colo e tomar pílulas anticoncepcionais. Para desvendar os mitos e verdades sobre as causas modernas da infertilidade, o Dr. Paulo Bianchi, coordenador do Centro de Reproduçãoo Humana Unidade Huntington/Samaritano, esclarece as principais dúvidas que boa parte dos casais tem sobre o assunto. 

A infertilidade é um problema exclusivamente feminino? 

MITO. Cerca de 60% dos casos são decorrentes de problemas com a mulher, 20% com o homem e os demais são de uma combinação de fatores dos dois gêneros. 

O tratamento sempre resulta em gêmeos e trigêmeos? 

MITO. A taxa de gêmeos é de 20%. Trigêmeos ou mais representam apenas 4%. 

O uso de laptop no colo afeta a fertilidade? 

VERDADE. O calor gerado pelos laptops sobre a cintura masculina pode afetar a qualidade de sêmen, diminuindo sua quantidade e motilidade. 

Andar de bicicleta pode ser prejudicial ao homem? 

VERDADE. A prática, de forma excessiva, pode causar lesões traumáticas ou aquecimento dos testículos ou do escroto. Em um estudo realizado pela Universidadede Boston, constatou-se que 40% dos ciclistas têm esperma de baixa qualidade contra 27% dos sedentários. 

Mulheres atletas podem ter dificuldade para engravidar? 

VERDADE. Atletas de alto desempenho que praticam exercícios extenuantes, como corridas de longa distância, podem resultar no que se chama de amenorréia, ou ausência de menstruação. Isso ocorre quando o nível de gordura do corpo cai a níveis inferiores aqueles necessários para ajudar na ovulação. 

Mulher com útero retrovertido tem mais dificuldade para engravidar? 

MITO. O útero retrovertido é comum e não causa infertilidade. O problema é que quem tem este tipo de útero tem mais chance de ter endometriose, que é considerada um dos principais vilões da fertilidade feminina. 

A mulher que sofre um aborto tem menos chances de engravidar novamente? 

VERDADE. Se o aborto for realizado em condições de risco, tal ação pode deixar sequelas como lesões nas trompas, aderência das paredes do útero e infecções. 

A obesidade diminui a fertilidade da mulher? 

VERDADE. Pesquisas apontam que mulheres que sofrem com obesidade mórbida tem mais problemas de fertilidade. Isso se deve aos níveis de gordura corporal, que se 

relacionam diretamente com a produção de insulina liberada pelo pâncreas e causam a Síndrome do Ová¡rio Policístico (SOP). 

O ovo de codorna e o amendoim, conhecidos popularmente como alimentos afrodiíacos, aumentam a fertilidade? 

MITO. A sexualidade e a libido não têm relação nenhuma com a fertilidade. 

Homens e mulheres vegetarianos precisam rever as regras alimentares na época de engravidar? 

VERDADE. O ideal é procurar um médico ou nutricionista para avaliar bem a situação. Pode haver a necessidade de compensar a carência de alguns nutrientes. Mulheres vegetarianas, por exemplo, costumam apresentar deficiência de zinco. Esse mineral é importante para a função reprodutiva e pode ser encontrado em ostras, carne vermelha, fígado de galinha e feijão. 

O uso de pílula anticoncepcional por tempo prolongado pode causar infertilidade? 

MITO. Não importa o tempo que a mulher use a pílula, isso não interfere no processo. Em alguns casos, o anticoncepcional pode até ajudar na prevenção do surgimento da endometriose e de cistos nos ovários. 

Fumar afeta a qualidade do sêmen? 

VERDADE. A qualidade e a quantidade dos espermatozóides produzidos por fumantes ativos podem ser influenciadas por substâncias presentes no tabaco, como a nicotina e o THC, causando prejuízo reprodutivo. 

 

Via Bonde



publicado por olhar para o mundo às 23:07 | link do post | comentar

Terça-feira, 18.10.11
O controlo da SGK1 pode vir a ajudar as mulheres a conseguir engravidar
O controlo da SGK1 pode vir a ajudar as mulheres a conseguir engravidar (João Guilherme (arquivo))

São os nove meses mais bem imaginados do corpo humano. Um minúsculo parasita de algumas células instala-se no útero e durante as 39 semanas seguintes há um equilíbrio fisiológico que o deixa crescer. O útero é a interface que permite que tudo isto ocorra, mas primeiro tem que estar preparado para receber o futuro bebé. Os cientistas descobriram que a regulação da enzima SGK1 é fulcral para esta preparação e para a manutenção da gravidez. Quando não acontece, há problemas de reprodução ou de rejeição do embrião, explica um artigo publicado neste domingo na Nature Medicine.


Há muitas razões para um casal não conseguir ter filhos, desde espermatozóides com má mobilidade, até problemas genéticos. No caso das mulheres, uma em cada seis tem problemas em conseguir ficar grávida e uma em cada cem sofre de abortos espontâneos. A equipa de investigadores do Imperial College of London, liderada pelo professor Jan Brosens, analisou amostras do útero em 106 mulheres que ou não conseguiam engravidar ou abortavam com regularidade e andavam neste processo há dois anos, sem se descobrir causas.

Os cientistas descobriram o que havia em comum nas mulheres que não engravidavam, e nas mulheres que depois de engravidar abortavam. As primeiras tinham uma quantidade alta da enzima SGK1 na parede do útero durante os dias do ciclo menstrual em que este órgão se prepara para receber o futuro embrião e as segundas tinham uma quantidade pequena desta molécula quando o embrião já está implantado no útero.

Para perceber o significado destas características, os cientistas utilizaram ratinhos. Ao monitorizar a concentração de SGK1, verificaram uma diminuição da concentração desta enzima sempre que os ratinhos fêmea entravam na janela fértil, durante o ciclo menstrual. Quando aumentavam a expressão do gene desta enzima, para haver uma produção anormalmente grande de SGK1, os ratinhos deixavam de conseguir engravidar.

“A nossa experiência em ratinhos sugere que é essencial para a gravidez haver uma perda temporária de SGK1 durante a janela fértil, as amostras de tecidos humanos mostram que em algumas mulheres com dificuldades em conseguir engravidar esta concentração mantém-se alta”, disse em comunicado Jan Brosens. No artigo, os cientistas explicam que esta diminuição da SGK1 é importante para o funcionamento dos genes responsáveis pela implantação do futuro embrião no útero, caso a concentração mantenha-se alta estes genes não funcionam.

Mas a investigação da equipa mostra ainda que a enzima tem que voltar às concentrações normais depois deste interregno na sua actividade. Quando bloquearam o gene da SGK1 em ratinhos fêmeas que tinham engravidado e em células do útero humano que estavam em cultura verificaram que havia um stress oxidativo nas células, ou seja, vários químicos que são produzidos pela maquinaria das células e que as danificam não eram “digeridos” normalmente. “Isto pode explicar porque é que uma quantidade baixa de SGK1 é mais comum nas mulheres que tiveram abortos recorrentemente”, explicou. 

Jan Brosens sugere que no futuro o controlo desta enzima pode ajudar as mulheres a conseguir engravidar ou pode ainda servir como um novo método de contracepção.

 

Via Público



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