Terça-feira, 13.03.12

As maminhas que pararam a Tunísia

 

Apesar de ser alemão, Sami Khedira deve ser o tunisino mais famoso do mundo e, não por acaso, está no centro do primeiro ataque à liberdade de imprensa da nova Tunísia. O homem, está visto, é um portento. Além de ser o médio-centro da primeira Nationalmannschaft tutti-frutti e do Real Madrid, Khedira é namorado de um avião chamado Lena Gercke. Tudo bem? Tudo mal. Os islamitas da Tunísia embirraram com as mamocas marmóreas de Gercke. Passo a explicar. 

 

Khedira e Gercke fizeram um ensaio (eufemismo de soft porn) para a edição alemã da GQ, do qual resultou esta bela foto . Julgando que a nova Tunísia era um sítio desempoeirado, o director do jornal Attounsia, Ben Saida, publicou a foto na edição de 15 de Fevereiro. Como é óbvio, o nosso Ben queria mostrar a força do ADN tunisino, exemplificado na forma como Khedira faz uma conchinha para cobrir o seio desnudado da deusa teutónica . Como é óbvio, o nosso herói não mediu a força que os islamitas têm na nova Tunísia. Ao que parece, mesmo os islamitas mais moderados são permeáveis aos sectores mais radicais que exigem vergastadas em seios desnudados. Ben queria acordar em Berlim, mas acordou em Riade. Foi preso logo no dia 15 de Fevereiro e só foi libertado no dia 23. Por outras palavras, a nova justiça tunisina tem ar de ser mais dura com um jornalista impuro do que com um violador ou espancador de mulheres. Aliás, aposto que a nova Tunísia deve encarar a figura do violador como algo vago e impreciso. A culpa, afinal de contas, é da mulher que envenena o homem com um desejo impuro. É a moral do "ela estava a pedi-las", não é verdade?

 

Qual foi a pena de Ben? Livrou-se de passar uns anos na cadeia, mas pagou uma multa de 500 euros (uma fortuna na Tunísia) por violar as leias da decência. Ben ainda apelou à liberdade de imprensa e de expressão, mas o tribunal não esteve para aí virado. A história regista assim a causa da primeira prisão de um jornalista na nova Tunísia: duas mamocas teutónicas devidamente tocadas por um tunisino. A nova Tunísia promete. A nova Tunísia promete não resolver o problema de cama que está no epicentro dos nossos queridos vizinhos da outra margem do Mediterrâneo.


Via Expresso



publicado por olhar para o mundo às 23:06 | link do post | comentar

Sábado, 11.06.11

Véu islâmico retirou sonho olímpico às mulheres iranianas

 

Imediatamente antes do início do jogo de qualificação diante da Jordânia, chegava a notícia: a selecção feminina do Irão tinha sido banida pela FIFA por causa do véu islâmico.


O sonho de o Irão ter uma equipa a competir no torneio de futebol feminino nos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres, foi destroçado por uma decisão inesperada: o véu islâmico que as jogadoras usam durante as partidas infringe as regras da FIFA. A notícia foi conhecida instantes antes do início do jogo de qualificação diante da Jordânia, e a partida já não se realizou. No relvado, as jogadores já tinham alinhado para o começo da partida, e algumas receberam com lágrimas e consternação o facto de serem impedidas de jogar.

As futebolistas iranianas jogam com um fato de corpo inteiro e um lenço na cabeça. A responsável pelo futebol feminino da Federação iraniana, Farideh Shojaei, disse à agência Reuters que já tinham sido feitas alterações ao equipamento das mulheres no ano passado, após uma decisão da FIFA. “Fizemos as correcções solicitadas e já jogámos um encontro depois”, disse a responsável, sublinhando que se acreditava que tivesse sido aprovado pelo organismo dirigido por Joseph Blatter.

“Não fomos impedidas de jogar a ronda seguinte, e eles não encontraram nada errado. Isso significou que não havia obstáculos no nosso caminho, e que podíamos participar nos Jogos Olímpicos”, acrescentou a mesma responsável.

Nas regras da FIFA para o torneio de futebol em Londres 2012 pode ler-se que “jogadores e árbitros não devem exibir mensagens de cariz político, religioso, comercial ou pessoal, ou slogans em qualquer língua ou forma nos equipamentos de jogo”.

Mas para cumprir o código de vestuário islâmico, obrigatório no Irão, as futebolistas iranianas jogam com fatos de corpo inteiro e a cabeça coberta por um lenço. “[O presidente da Federação iraniana, Ali] Kafashian, levou-o à FIFA e mostrou-o ao senhor Blatter. E ficou provado que estava de acordo com o regulamento da FIFA, que diz que o equipamento deve ser despojado de política ou religião”, apontou Shojaei.

“Na verdade, este equipamento não é religioso nem político, nem fará com que alguém se magoe em campo. Eles provaram isso, o senhor Blatter aceitou-o e nós participámos nos Jogos Olímpicos”, vincou a responsável da Federação iraniana.

Qualquer que venha a ser o resultado da queixa do Irão, é improvável que a equipa, penalizada com uma derrota por 3-0 por não ter alinhado no jogo de qualificação em Amã, na Jordânia, consiga qualificar-se para 2012, admitiu Shojaei. “É extremamente difícil prever qual será o desfecho desta situação, mas acho improvável porque os jogos preliminares não se vão repetir”, apontou.

“Os países que investiram, gastaram tempo e dinheiro e participaram na segunda ronda vão claramente recusar-se a repetir estes jogos, especialmente se nesta semana vier a saber-se que equipa chega à fase final. Por isso é extremamente improvável”, acrescentou a mesma responsável.

FIFA diz que Federação iraniana foi avisada

Em reacção ao caso, a FIFA disse que o Irão foi avisado sobre as regras do código de vestuário que levaram a que a selecção feminina daquele país fosse impedida de alinhar na partida. Segundo o organismo que tutela o futebol mundial, Irão e Jordânia foram relembrados, antes do jogo de sexta-feira, sobre as regras em causa, algo que terá levado a Jordânia a não seleccionar várias jogadores.

“A decisão da FIFA de Março de 2010, que permitiu que as jogadoras fossem autorizadas a utilizar algo que lhes cobrisse a cabeça mas não que tapasse as orelhas e o pescoço, continua em vigor”, explicou a FIFA, por e-mail, à agência Reuters.

“Apesar das garantias iniciais de que a delegação iraniana tinha compreendido isto, as jogadoras subiram ao relvado com o ‘hijab’ e a cabeça e pescoço totalmente cobertos, o que constitui uma infracção às Leis do Jogo”, continua o organismo dirigido por Blatter. “Os responsáveis pelo jogo e o árbitro decidiram por isso aplicar os regulamentos, o que levou a que a partida fosse cancelada”, concluiu a FIFA.

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 17:53 | link do post | comentar

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