Quinta-feira, 22.12.11

As antigas instalações do Hot Clube de Portugal
As antigas instalações do Hot Clube de Portugal (Foto: Enric Vives-Rubio)
Dois anos depois de ter sido destruído num incêndio, o novo Hot Clube de Portugal, que se orgulha de ser um dos mais antigos clubes de jazz do mundo, é esta quarta-feira inaugurado. De volta à Praça da Alegria, em Lisboa, mas algumas portas abaixo da sua localização original, o Hot Clube de Portugal está de regresso com três dias de espectáculos gratuitos.

Apesar de as obras ainda não estarem totalmente terminadas e faltar também uma parte da mobília, o antigo clube de jazz da Praça da Alegria, que em 2008 comemorou 60 anos de existência, está pronto para voltar à sua rotina habitual, com uma actuação, às 22h, do grupo original do Hot Clube, composto por Justiniano Canelhas, Bernardo Moreira e Manuel Jorge Veloso, e que vai contar com a presença de alguns convidados.

Logo depois sobe ao palco o septeto Hot Clube de Portugal, do qual fazem parte os músicos Bruno Santos, João Moreira, Pedro Moreira, Luís Cunha, Rodrigo Gonçalves, Bernardo Moreira e André Sousa Machado.

Na quinta-feira, a celebração continua com um concerto a cargo da Big Band, dirigida pelo trombonista Luís Cunha, que apresentará na primeira parte um reportório de Duke Ellington, enquanto a segunda parte é dedicada aos compositores portugueses.

Os três dias de festa encerram na sexta-feira com um concerto dos alunos do Hot Clube de Portugal – desde os anos 1980 que este clube tem também a funcionar uma escola de música de jazz, actualmente situada em Alcântara.

O Hot Clube de Portugal, que foi considerado pela revista norte-americana Downbeat como um dos cem melhores clubes de jazz do mundo, tem agora morada fixa nos números 47 a 49 da Praça da Alegria, num espaço cedido pela Câmara Municipal de Lisboa. Para os que conheceram a cave do antigo clube, que ficou destruída no incêndio de Dezembro de 2009, as comparações serão escusadas, uma vez que o novo clube, que é ligeiramente maior, não foi remodelado à imagem do anterior. O clube de jazz tem agora uma sede maior, com camarins, sistema de som renovado e um novo piano. “Desta vez, é um espaço feito para isto, enquanto o que tínhamos não era”, disse recentemente ao PÚBLICO Inês Cunha, presidente do conselho directivo do Hot Clube de Portugal. As instalações incluem ainda um jardim arborizado, para o qual já começam a ser pensados alguns espectáculos ao ar livre.

O edifício, onde outrora funcionava a casa do jazz, foi demolido no ano passado, restando apenas a sua fachada.

“O que é importante é que as pessoas voltem a sentir que o espaço é delas e que o Hot Clube está vivo”, disse Inês Cunha à Lusa, explicando que, apesar de diferente, “o que faz o espaço são as pessoas”.

Depois desta festa de reabertura, o clube irá iniciar, a partir de Janeiro, uma programação regular, que ainda está a ser definida. 

Fundado em 1948, o Hot Clube de Portugal acolheu grandes nomes do jazz, como Count Basie, Dexter Gordon, Trummy Young, os músicos da orquestra de Quincy Jones, Herb Heller, Pat Metheny ou Sarah Vaughn. E foi o palco privilegiado para muitos nomes do panorama português, de Mário Laginha a Carlos Barreto, de Zé Eduardo a Barros Veloso, de Maria João a Maria Viana.

 

Via Público



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Quinta-feira, 03.11.11
Roy Haynes vai abrir o Guimarães Jazz no próximo dia 10
Roy Haynes vai abrir o Guimarães Jazz no próximo dia 10 (DR)
O cartaz é feito de nomes históricos e músicos com uma abordagem mais contemporânea do jazz.

Entre os veteranos Roy Haynes e Cedar Walton e as abordagens contemporâneas de Chris Potter ou Ralph Alessi há mais de uma geração de distância. É dessa diversidade que se faz o cartaz do Guimarães Jazz, que começa na próxima terça-feira. O festival celebra 20 anos com a Capital Europeia da Cultura no horizonte e um desafio: preservar o padrão de qualidade a que tem habituado o público ao longo dos últimos anos.

A programação mantém a mesma orientação de edições anteriores, mesclando nomes históricos e músicos com uma abordagem mais contemporânea do jazz. O resultado dessa aposta volta a ser um cartaz equilibrado e capaz de agradar a vários públicos e a ter casas cheias, como tem sido hábito.

A edição deste ano é novamente organizada pelo Centro Cultural Vila Flor (CCVF), mas terá um apoio financeiro da Capital da Cultura. O Guimarães Jazz faz parte da programação oficial do evento do próximo ano, com o objectivo de "fortalecer" a realização e "deixar uma marca" para as edições dos próximos anos, revela Francisca Abreu, vereadora da cultura e administradora da Guimarães 2012.

O orçamento do festival chega aos 200 mil euros, um crescimento sustentado, tendo em conta aquele que o director do CCVF, José Bastos, considera ser o grande desafio do festival: "Temos que conseguir manter o nível de qualidade da edição anterior."

Com mais de 70 anos de actividade jazzística, a carreira de Roy Haynes é motivo suficiente para respeito. Esse percurso e as colaborações com algumas das principais figuras do jazz como Miles Davis e John Coltrane fizeram do músico nascido em Boston, EUA, uma figura incontornável deste género musical. Na bateria, o músico lidera o quarteto The Roy Haynes Fountain of Youth Band. 

Haynes terá honras de abertura da edição deste ano do Guimarães Jazz, no próximo dia 10, e será acompanhado por Martin Bejerano (piano), David Wong (contrabaixo) e Jaleel Shaw (saxofone alto), num encontro de gerações diferentes.

No dia seguinte, a cidade recebe The Swallow Quintet, liderado pelo baixista Steve Swallow. A 12 há um outro nome histórico do jazz norte-americano: o pianista Cedar Walton. No dia seguinte a proposta é o Projecto TOAP, uma iniciativa do festival que vai na sua sexta edição, juntando músicos portugueses e estrangeiros para um concerto e a edição de um disco. 

O Guimarães Jazz regressa na quarta-feira, dia 16, com o trompetista Ralph Alessi e o grupo This Against That. Caberá também a Alessi dirigir a Big Band da ESMAE num espectáculo marcado para 19. Antes, no dia 17, há um novo cruzamento de gerações, em que o McCoy Tyner Trio é acompanhado por dois nomes que merecem cada vez mais atenção - José James e Chris Potter. A Contemporary Exploration of John Coltrane & Johnny Hartman é uma revisitação do disco histórico de Coltrane e Hartman, editado em 1963, no qual Tyner era pianista. 

A noite do dia 18 será preenchida com o concerto do saxofonista Henry Threadgill e o projecto Zooid, em que se explora um jazz experimental. O festival encerra no dia 19 com William Parker, um contrabaixista que vai homenagear o lendário Duke Ellington.

 

Via Público



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Quinta-feira, 17.02.11

 

Festival de Jazz de Portalegre

 

O programa da 9ª edição do Festival Internacional de Jazz de Portalegre (Portalegre JazzFest), irá mais uma vez privilegiar o jazz tocado em Portugal, na Europa e Estados Unidos, continuando deste modo uma tradição do Festival, desde a sua génese em 2003. A 9ª edição abrirá com um projecto nacional bem conhecido do público, e a apresentação do novo disco do Trio de Bernardo Sassetti, “Motion”. Em relação a “visitas” internacionais, o Grande Auditório do CAEP irá receber os muito aclamados Mostly Other People do the Killing e o lirismo do jazz de câmara pelo Daniel Levin Quartet, ambos projectos vindos dos Estados Unidos. Para terminar em beleza o JazzFest, teremos a visita do quarteto do genial saxofonista Sueco, Jonas Kullhammar. São muitas razões para não perder pitada da edição deste ano do JazzFest.

 

No espaço do café-concerto (afterhours), a exemplo da edição de 2010, será dada primazia aos projectos nacionais de vanguarda, mostrando desta forma ao exigente público que nos visita as linguagens mais contemporâneas do jazz com sabor nacional, mas também um projecto estrangeiro, o do trio alemão, residente em Nova Iorque, HNH, liderado pelo baterista Joe Hertenstein.

 

Para esta edição do JazzFest, apresenta-se como novidade a parceria entre o CAEP e a editora Clean Feed, no intuito de promover, divulgar e conquistar novos públicos. É o jazz como forma livre de expressão musical.


Como tal, na compra de uma entrada para qualquer um dos concertos em auditório, o espectador poderá escolher 1 CD de entre um variado leque de edições da Clean Feed, de forma totalmente gratuita. Por sua vez, na compra de um livre-trânsito para acesso a todo o festival, poderão ser escolhidos 4 CD’s de edições da Clean Feed, também totalmente gratuitos.

 

Para alem desta novidade, irão manter-se as tradicionais Feiras do Disco (responsabilidade da Clean Feed/Trem Azul) e a Mostra de produtos regionais alentejanos, no Foyer do CAEP.

Joaquim Ribeiro (Direcção Artística)

 

Programa

 

 

 

Via Portalegre Online



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