Terça-feira, 08.05.12

Quando se discute o futuro de Jorge Jesus no comando técnico do Benfica, um interessante exercício mental é tentarmos vestir a pele de Luís Filipe Vieira. Até pela razão óbvia de que o presidente benfiquista não deixará de pesar bem qual a decisão que melhor servirá o futuro do clube. Mas também porque o líder do Benfica irá, garantidamente, ter em conta o facto de este ser um ano em que ele próprio terá de se sujeitar ao processo eleitoral no clube, previsto para Outubro. E Vieira quer continuar a ser presidente.

A entrevista que Jorge Jesus deu ontem ao jornal A Bola como que serviu para reforçar as informações de que a vontade actual de Vieira passa por manter Jorge Jesus. Isso percebe-se, desde logo, pela circunstância de a entrevista ter sido dada nas instalações do próprio Benfica. Mas também pela escolha criteriosa que o treinador fez das suas palavras, o que indicia um trabalho preparatório junto do director de comunicação, João Gabriel.

Isso transparece, por exemplo, na defesa cuidada que Jesus fez do próprio Luís Filipe Vieira. O técnico não se limitou a elogiar o trabalho do presidente do Benfica: rotulou de enorme injustiça as pinturas com frases irónicas e de contestação ao presidente que nos últimos tempos têm surgido nas imediações do Estádio da Luz (no último fim-de-semana, esta situação repetiu-se, mas no Estádio dos Arcos, em Vila do Conde, onde horas depois o Benfica perderia matematicamente o título para o FC Porto).

Importa fazer um parêntesis para analisar melhor o significado das pinturas contestatárias. São, arrisco dizê-lo, quase de certeza responsabilidade de um pequeno grupo ligado às claques benfiquistas. É evidente que a generalidade dos benfiquistas está descontente com o quinto campeonato perdido nos últimos seis anos para o FC Porto. E muitos deles até responsabilizarão Vieira pela situação. Mas não foram certamente esses que vilipendiaram e insultaram os dirigentes, os treinadores e os jogadores imediatamente após a vitória da Taça da Liga, em Coimbra. Por muito pouco valor que atribuíssem à taça conquistada, os adeptos normais jamais iriam escolher aquele momento de festa para contestar o presidente, o treinador e tudo o mais que lhes surgisse pela frente equipado de vermelho. 

Mas, não tenhamos ilusões, é forte a possibilidade de aquela minoria contestatária estar a ser instrumentalizada e ao serviço de pessoas interessadas em desgastar a imagem de Vieira e/ou Jesus. As claques dos nossos principais clubes funcionam hoje em dia como braços armados de interesses mal confessados. Por vezes, há mesmo fortes indícios de existir uma acção concertada com altos responsáveis dos respectivos clubes.

Ora, é provável que esta estratégia de contestação a Vieira e a Jesus prossiga e alastre até ao final do campeonato. E isso é bem capaz de funcionar até a favor dos que são apoiantes de Vieira, mas que gostariam de o ver dispensar Jorge Jesus. Este é também o sentimento de alguns dirigentes, que não deixaram de pressionar o presidente alertando-o para o perigo de a sua reeleição poder ser prejudicada pela insistência num treinador em baixa de popularidade. Com a mudança estatutária que impede praticamente todos os seus potenciais rivais de se lhe apresentarem como alternativas, Vieira dificilmente terá a reeleição em perigo. Mas o actual presidente não quererá passar pelo mínimo risco de vexame...

Garantido é que as notícias que surgiram nos últimos dias dando conta de contactos com outros treinadores ou são falsas ou inexactas. Neste último grupo encontra-se a informação de que Vieira terá abordado Rui Faria, o braço-direito de José Mourinho. Por interposta pessoa, o contacto existiu de facto, mas foi já há algum tempo e não teve nada a ver com a recente perda da Liga para o FC Porto. E a hipótese morreu logo ali, até porque Rui Faria não mostrou vontade de se mudar para a Luz.

De então para cá, Vieira terá reforçado a opinião de que a melhor solução passa por manter o treinador durante o ano de contrato que lhe resta. Jesus ganha quatro milhões de euros brutos por ano e dispensá-lo antes do final do contrato teria sempre custos muito elevados.

Jorge Jesus está a terminar a terceira época na Luz e, desde 1973/74, o único treinador que permaneceu quatro anos no clube foi Jimmy Hagan. Mas o inglês tinha sido campeão nos três anos anteriores, enquanto Jesus só consegue juntar as três mal amadas taças da Liga ao título do primeiro ano. 

Na hora de fazer contas à vida do treinador, Vieira também não terá deixado de avaliar a popularidade de Jesus no balneário. Fruto da sua personalidade impulsiva e egocêntrica, que o faz falar quase sempre na primeira pessoa, Jesus passa por ser um treinador de desgaste rápido na relação com os jogadores. Mas essa avaliação só pode ser feita por quem observa o dia-a-dia da equipa. E Vieira não terá deixado de avaliar as informações que lhe chegam de António Carraça, que não terão sido suficientemente negativas e de molde a travar, por si só, a continuidade do treinador.

Outro factor que Vieira terá levado em consideração é a certeza de que Jesus é um técnico de qualidade. Tem alguns defeitos, cometeu erros, o principal dos quais acabou por ser agora reconhecido pelo próprio Jesus, quando admitiu que, se fosse agora, "teria colocado menos ovos na Champions". Mas, tudo somado, resta a garantia de que sabe formar uma equipa competitiva, conquistar posições honrosas nas provas europeias e, nada despiciendo, valorizar os jogadores. 

Claro que houve também que avaliar a vontade do próprio Jorge Jesus. Mas ele é agora claramente um treinador menos na moda do que era há dois anos, quando se afirmou como o criador do vendaval ofensivo que fez o Benfica ganhar o campeonato. E, até porque já não há assim tantos clubes europeus que lhe paguem o que ganha na Luz, importa a Jesus arriscar mais um ano num clube que lhe pode dar mais currículo.

Nesse sentido, Jesus pode não ter medido bem as implicações da frase que deu origem à manchete de A Bola ("FC Porto? Quem chega ao topo não quer andar para trás"). Teria talvez sido mais sensato se se tivesse limitado a afirmar que está no Benfica "de corpo e alma", nada interessado noutros projectos e que a única coisa que o motiva relativamente ao FC Porto "é ganhar-lhe". Mas, influenciado ou não, Jesus não resistiu a acrescentar algo que a única coisa que verdadeiramente lhe garante é a animosidade dos adeptos do FC Porto. E a quase certeza de que não fará parte de uma eventual lista de substitutos de Vítor Pereira. Ora, se havia também algo que dava força à posição de Jesus na Luz era o medo que o presidente benfiquista tinha de ver o seu actual treinador mudar-se para o Dragão. Jesus deitou assim ao lixo uma carta que já lhe tinha valido uma renovação de contrato milionária...

 

Retirado do Público



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Sexta-feira, 04.05.12

Benfica, Jesus chuta para canto, a culpa é dos árbitros

Em entrevista ao jornal A Bola, o treinador do Benfica fez já um balanço sobre a época dos "encarnados", que se aproxima do final. Jorge Jesus reconhece que a aposta forte na Liga dos Campeões prejudicou a performance na Liga, mas foi aos eventuais erros de arbitragem que atribuiu a maior responsabilidade pela derrota na prova.


"Se fizer as contas em relação aos pontos perdidos nesses jogos, com os erros cometidos, faz toda a diferença. São erros que valem o campeonato. Aqui temos de jogar não apenas contra a equipa adversária, temos de fazer sempre muito mais, porque fazer o suficiente não chega", afirmou o técnico, concretizando: "Sem os casos destes jogos e de outros, não tenho dúvidas de que o Benfica teria sido campeão".

No entender de Jesus, porém, esta não é a única explicação para a derrapagem dos "encarnados". Se fosse hoje, o treinador admite que teria poupado mais a equipa na UEFA para apostar no campeonato. "Teria, efectivamente, colocado menos ovos na Champions. Não por não termos um plantel suficientemente forte, mas porque a nossa vantagem na Liga não era suficientemente confortável para fazer o que fizemos", admite.

A continuidade da actual equipa técnica também foi um dos temas abordados e Jesus foi peremptório quando confrontado com a possibilidade de poder rumar ao FC Porto. "Isso nunca foi assunto. A única coisa que quero do FC Porto é ganhar-lhes. Quem alcança o topo não pode ambicionar descer", assinalou, garantindo que, "se fosse por uma questão financeira, teria saído em Janeiro para o estrangeiro".

 

Retirado do Público



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Sexta-feira, 13.04.12

Jesus: O futuro a Vieira pertence


Já eliminado da Taça de Portugal e da Liga dos Campeões, e com uma desvantagem de quatro pontos em relação ao FC Porto no campeonato, o Benfica tem na Taça da Liga a sua melhor hipótese de conquistar um troféu esta época e Jorge Jesus diz que não é ele quem tem de falar no seu futuro no clube depois de um ano em quea equipa tem sofrido algumas desilusões.


"Respondo com uma frase que já disse: a verdade é a soma de todas partes. Se quiser ir mais longe até dos três anos que levo à frente do Benfica. Isso é que é a verdade. E depois, essa pergunta não se coloca a mim, mas às pessoas que mandam e têm responsabilidade no Benfica. Os juízos de valor fazem-se pelas partes todas", afirmou o técnico "encarnado" nesta sexta-feira em conferência de imprensa de antecipação da final da Taça da Liga, marcada para amanha, com o Gil Vicente.

Jesus reafirmou a vontade do Benfica em conquistar o troféu pela quarta vez - os "encarnados" venceram três das quatro edições -, considerando que a competição tem assumido cada vez maior importância no calendário do futebol português. "Esta Taça da Liga é cada vez mais importante na calendarização do nosso futebol, está a evoluir", frisou Jesus, salientando, no entanto, que um eventual triunfo na final deste sábado "não salva época nenhuma".

"Uma final não tem vencedores antecipados. O Benfica vem com a responsabilidade de querer ganhar esta final porque acha que é importante, respeitando o nosso rival que tem as suas qualidades. Para estar aqui eliminou o Sporting e o Sp. Braga. É uma equipa com identidade que defende bem e sai bem no contra-golpe, com bons jogadores, e que coloca imensas dificuldades", acrescentou o técnico benfiquista que já venceu duas vezes o troféu.

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 19:20 | link do post | comentar

Sábado, 03.03.12

Jesus pode ter sido hermafrodita, afirma teóloga
 Hermafrodito, estátua romana (c. 200d.C.),

Uma teóloga feminista gerou uma grande e polêmica discussão no meio acadêmico este mês ao publicar um artigo afirmando que Jesus pode ter sido um hermafrodita (nascido com os dois sexos).

 

Mesmo que a doutora Susannah Cornwall afirme ser “simplesmente um palpite” que Jesus era do sexo masculino, seus comentários geraram indignação em alguns setores.

 

A Dra. Cornwall, ligada ao Instituto Teológico Lincoln, da Universidade de Manchester, descreve-se em seu blog como uma especialista em: “Pesquisa e escrita sobre teologia feminista, sexualidade, gênero, realização, ética e outras coisas divertidas como essas”.

 

No artigo assinado por ela, “Intersexo e Ontologia, uma resposta à Igreja, às bispas e à Provisão”, ela defende que não é possível saber ”com certeza” que Jesus não possuía uma condição intersexual, tendo nascido com órgãos masculinos e femininos.

 

Seu argumento principal é: “Não é possível afirmar com certeza de que Jesus era um homem como nós, hoje, definimos a masculinidade. Não há como saber ao certo que Jesus não tinha uma condição intersexual que lhe daria um corpo externamente masculino, mas que podia ter algumas características físicas femininas escondidas”.

 

A motivação para sua publicação foi a de necessidade contribuir para o debate atual, no Sínodo Geral da Igreja da Inglaterra, Anglicana, sobre a ordenação de bispas, que tem dividido uma igreja que já aceita a ordenação de bispos gays.

 

Cornwall argumenta que o fato de Jesus não ter gerado filhos faz com seu gênero seja “ainda mais incerto”. Ela continua: “Não podemos saber com certeza que Jesus era do sexo masculino, uma vez que não temos um corpo para examinar e analisar. Logo, o Jesus visto [nos Evangelhos] como gênero masculino precisa suportar o peso de toda esta autoridade”. Para reforçar seu argumento, ela cita o trabalho do pastor anglicano e ginecologista John Hare, que defende a homossexualidade como uma questão genética.

 

Para os fiéis da sua paróquia, a teoria da Cornwall é vista como algo “totalmente ridículo”. Um deles afirmou, indignado: “Ela não pode dizer que Jesus não era um homem só porque ninguém jamais viu o seu pênis”.


Via GospelPrime



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Sexta-feira, 10.02.12

Benfica  Jesus e a renovação de contrato:


Elogios a Pablo Aimar e ao Nacional e cautelas no que respeita à renovação de contrato com o Benfica. Foram estes os dois pontos essenciais da conferência de imprensa de Jorge Jesus, na véspera da 18.ª jornada da Liga.


“Aimar é um génio para quem aprecia o futebol como arte. Ele tem aquilo que faz a diferença. E tem paixão. Tem 32 anos, todos os dias é um exemplo, treina com um sorriso nos lábios. Estou muito satisfeito e penso que todos os amantes do futebol também”. Jorge Jesus referia-se, desta forma, ao prolongamento de contrato do médio argentino por mais uma época, acordo que foi confirmado na quinta-feira.

O dinamizador das acções ofensivas do Benfica, de resto, deverá ser uma aposta inicial do técnico para o jogo de sábado, com o Nacional, um adversário que mereceu palavras elogiosas: “É uma boa equipa, que disputou as eliminatórias da Liga Europa. Tem jogadores com experiência. É uma equipa que joga para os primeiros seis classificados, que foi até às meias-finais da Taça. Tem bons jogadores e vai criar-nos imensas dificuldades”.

O bom momento que o Benfica atravessa é, porém, motivo mais do que suficiente para Jesus acreditar num desfecho favorável. “Quem está à frente tem níveis maiores de confiança e isso é mais fácil de gerir. Neste momento estamos embalados para a conquista de jogo a jogo”, considera.

”Vai ser o futuro da selecção portuguesa”

Sobre o calendário da selecções e os compromissos do final do mês, que deverão provocar a ausência de vários elementos do plantel, o técnico do líder do campeonato foi cauteloso. “Temos de respeitar as datas FIFA. Estamos sujeitos, como todos os clubes, a estas situações. No caso do Cardozo, são horas de voo enormes. Mas estamos preparados e adaptados a essa situação. Vamos ter de definir em função do que acontecer com o Cardozo. Até pode ir e não jogar...”

Independentemente da presença ou ausência do paraguaio, há outras opções para a frente de ataque. Uma delas é Nelson Oliveira, que apontou um golo no último jogo dos “encarnados”, para a Taça da Liga. “O Nélson tem tido as oportunidades dele. Este último jogo foi o melhor que ele fez. Tem vindo a evoluir. Há muita coisa que ainda tem que aprender. E isso só se consegue com muito trabalho. É dentro destes princípios que acreditamos que é um produto com muito potencial”, analisa, para depois avançar com uma previsão: “Ele vai ser o futuro da selecção portuguesa, disso eu tenho a certeza”.

”Não me quero iludir”

Depois de Luís Filipe Vieira ter referido, em entrevista à RTP1, que acreditava na renovação de contrato (que termina em 2013) com Jorge Jesus, o técnico jogou à defesa. “Tenho mais um ano de contrato com o Benfica. No futebol, treinadores e jogadores têm de viver o dia-a-dia. Estamos dependentes de resultados. As opiniões mudam muito facilmente. Não me quero iludir e não me vou iludir enquanto for treinador de futebol”.

Para já, está concentrado no futuro imediato. E o futuro pós-Benfica-Nacional é o jogo da Liga dos Campeões, frente ao Zenit. Sobre Danny (que se lesionou gravemente e vai falhar o Euro 2012) , disse ser uma peça influente na dinâmica dos russos mas lamentou a gravidade da lesão. “Do ponto de vista desportivo, é bom para o Benfica. Do ponto de vista do respeito pelo Danny como profissional, não é. Preferia que ele tivesse uma lesão só por 15 dias, só para não jogar com o Benfica”.

Lista de convocados para o jogo com o Nacional

Guarda-redes Artur e Eduardo.
Defesas André Almeida, Miguel Vítor, Garay, Luisão, Emerson e Capdevila.
Médios Matic, Javi García, Witsel, Bruno César, Nolito, Aimar e Gaitán.
Avançados Cardozo, Saviola, Rodrigo e Nélson Oliveira.

 

Via Público



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