Domingo, 29.04.12

Leiria joga com 8 e resiste ao fim anunciado


Afinal houve jogo, mas a União de Leiria só se apresentou em campo com oito jogadores no encontro com o Feirense. Sem surpresa, a equipa visitante venceu por 4-0, saindo da zona de despromoção.


Os oito jogadores da União de Leiria resistiram 45 minutos ao adversário, que alinhava com mais três elementos – no período de compensação da primeira parte Miguel Pedro quebrou a resistência leiriense.

Com o desgaste físico a notar-se cada vez mais na União, o Feirense conseguiu ampliar o resultado na segunda parte, com Pedro Queirós a fazer o 2-0 (51’), Miguel Pedro a bisar (58’) e Buval a fechar a contagem (89’). 

O resultado só não foi mais volumoso, graças à boa exibição do guarda-redes Oblak.

Além do guarda-redes esloveno, o treinador José Dominguez contou com mais dois jogadores emprestados pelo Benfica (Shaffer e Nicklas), com Djaniny (que tem contrato com o Benfica para a próxima época), com dois juniores (Filipe Oliveira e Pedro Almeida) e ainda com John Ogu e Alhafith, que tinham enviado o pedido de rescisão, mas apareceram ao jogo.

Ainda durante o jogo, João Bartolomeu, presidente demissionário da SAD da União de Leiria, reiterou que as rescisões dos jogadores foram ilegais e prometeu accionar os tribunais.

“É um dia complicado. Revelaram-se aqui muitos maus profissionais. Este oito briosos deram uma lição aos fugitivos. Os tribunais vão funcionar. Não recebemos rescisões. Ninguém podia faltar. Vão sofrer consequências criminais e cíveis. Há dois jogadores a quem vamos fazer arrestos”, disse João Bartolomeu aos microfones da Antena 1.

Mário Figueiredo, presidente da Liga, também esteve na Marinha Grande e disse que “até sexta-feira às 19h não tinha entrado na Liga qualquer rescisão contratual”.

Numa altura em que se levantam dúvidas sobre a legalidade das rescisões de 16 jogadores da União de Leiria, Mário Figueiredo não se quis pronunciar sobre o caso em concreto, mas disse que “as rescisões de contrato de trabalho só são válidas se tiverem reconhecimento notarial ou de advogado”.

O presidente da Liga lamentou que a União de Leiria só tenha alinhado com oito jogadores e argumentou na hora das dificuldades não se pode virar as costas aos desafios. “Posso fazer coisas válidas para melhorar o futebol português”, disse Mário Figueiredo, que não está arrependido de ter concorrido à presidência da Liga.

 

Retirado do Público



publicado por olhar para o mundo às 19:43 | link do post | comentar

Domingo, 22.01.12

Clubes portugueses são os que têm mais jogadores não europeus

A Liga portuguesa confirma-se como uma das principais portas de entrada de jogadores sul-americanos no futebol europeu. Oito dos dez clubes europeus com maior percentagem de jogadores oriundos de fora da Europa são portugueses, revela a edição de 2012 do Estudo Demográfico, do Centro Internacional de Estudos de Desporto (CIES), que será apresentada oficialmente segunda-feira e a que o PÚBLICO teve acesso.


Num universo de 500 clubes europeus, FC Porto e Vitória de Guimarães surgem à cabeça, já que 64% dos jogadores dos seus plantéis são oriundos de países de fora da Europa. Portistas e vimaranenses, no entanto, não estão sozinhos. Há mais seis clubes portugueses no top 10 (Braga, Marítimo, Leiria, Nacional, Benfica e Sporting) e outros quatro no top 20 (Gil Vicente, Olhanense, Académica e Paços de Ferreira).

Estes dados são mais um reflexo da elevada presença de brasileiros em Portugal — são 130, representando 58% do total de futebolistas estrangeiros na Liga portuguesa. As outras ligas em que há mais brasileiros (36 em Itália e 34 na Ucrânia) ficam a uma grande distância.

Os outros dados da edição de 2012 servem, essencialmente, para confirmar tendências de anteriores estudos: Portugal é o segundo campeonato com maior percentagem de estrangeiros (55,1%), apenas atrás de Chipre (70,3%), e é o terceiro país com menos jogadores formados nos próprios clubes (8,3%), estando apenas à frente da Turquia (7,9%) e da Itália (7,4%).

Um dado novo é que a Liga portuguesa tem agora mais internacionais em actividade: 13,7% dos jogadores que alinham em Portugal jogam pela selecção principal dos seus países, uma percentagem que duplicou em três épocas. “Isto está relacionado com a maior habilidade dos clubes portugueses para se anteciparem a rivais de outras nações na contratação dos mais promissores jogadores da América do Sul (e não apenas do Brasil)”, explica Raffaele Poli, director do Observatório do Futebol do CIES. Jogadores como Gaitán (Benfica), James Rodríguez (FC Porto) ou Carrillo (Sporting) são bons exemplos desta política.

Para o aumento do número de internacionais em Portugal também contribuiu a aposta em mercados menos habituais. O Sporting, por exemplo, contratou dois internacionais holandeses (Schaars e Wolfswinkel), o Benfica garantiu o belga Witsel e o FC Porto o também belga Defour. Apesar de se ter aproximado da média europeia (que é de 14,4%), Portugal continua longe do pelotão da frente: Inglaterra (41,2%), Alemanha (33,2%), Rússia (28,6%), França (25,8%), Itália (25,1%) e Espanha (23%).

Portugal, por outro lado, continua a ser um dos principais exportadores de futebolistas para outros países europeus, mantendo-se no quinto posto. Há 132 portugueses nas outras ligas europeias, um contingente que só é superado pelo Brasil (528), França (247), Sérvia (228) e Argentina (211). A presença no Chipre é a mais evidente (33), seguida de Espanha (22) e Roménia (20).


Retrato demográfico - Curiosidades sobre equipas europeias

Equipa mais velha Milan (média de 30 anos)
Equipa mais nova Dublin (média de 20,4 anos)
Equipa mais alta Volyn Lutsk, Ucrânia (média de 1,87m)
Equipa mais baixa Barcelona (média de 1,77m)
Equipa com maior % de internacionais Barcelona (81%)
Equipa com maior % de estrangeiros Celtic (84%) 

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 12:51 | link do post | comentar

Sexta-feira, 04.11.11

Jogadores que ameaçam colegas com tacos de golfe, que fazem transplantes de cabelo, que solicitam prostitutas (travestis e menores) ou que incendeiam a própria casa. Conheça alguns dos futebolistas mais excêntricos do mundo.

Veja a fotogaleria:

 

Via Expresso


publicado por olhar para o mundo às 23:15 | link do post | comentar

Domingo, 04.09.11
Pinto da Costa ao telefone

 

Estavam criadas fortes expectativas sobre o poderia acontecer ao plantel do FC Porto até 31 de Agosto. Depois de fechada a 'janela de transferências' iria ficar mais forte ou mais fraco? O balanço é claramente positivo.
O FC Porto é conhecido por comprar barato e vender caro. O FC Porto assenta a sua política em rentabilizar desportiva e financeiramente os seus ‘activos’. Face à vitória na Liga Europa e conquistas nacionais, e também porque André Villas-Boas, como treinador do Chelsea, passou a ter óptima vista para o Dragão, o FC Porto corria o risco de ser sacudido por um ‘sismo de Agosto’. A ‘caixa-forte’ resistiu. O abalo foi pequeno. E o campeão continua a reunir condições para manter a sua dinâmica ganhadora. Ameaçado, agora, e somente, pelo Benfica...

 

Não podem ser boas as relações entre o FC Porto e André Villas-Boas, pela forma como o ex-técnico dos portistas abandonou a sua ‘cadeira de sonho’.

Os negócios, quando são bons, ultrapassam estas questões de memóriaOs líderes não gostam de provar do mesmo veneno que lançam sobre as suas vítimas. O jovem Villas-Boas fez ao veterano Pinto da Costa o que este, com maior ou menor subtileza, costuma fazer àqueles que comanda ou estão na sua mira. Não anunciou a saída, porque se manifestasse, por um instante, a vontade de rumar ao Chelsea já sabia que iria despertar a capacidade de resposta do velho líder e provocar episódios contraproducentes ao objectivo primacial.

Quando um treinador orienta uma equipa vencedora e ruma a outras paragens é natural que queira continuar a trabalhar com alguns dos seus eleitos. Porque já lhes conhece as virtudes, os defeitos e as manhas e não precisa de tempo para aprofundar o conhecimento sobre os futebolistas. Nas questões técnicas e nas questões de perfil pessoal. É natural, portanto, que Villas-Boas gostasse de contar no seu plantel (de estrelas) com alguns dos jogadores com quem foi muito feliz no FC Porto, nomeadamente com Moutinho, Álvaro Pereira e Falcao. 

Acredito que estes três estariam no topo de preferências de Villas-Boas e acredito, até, que abaixo das cláusulas de transferência o FC Porto quisesse evitar negociar com o Chelsea, por causa do ‘efeito AVB’.

Não querendo ‘cortar as asas’ a Falcao, o negócio fez-se com o Atlético de Madrid. Digamos que, entre as principais partes interessadas, atingiu-se a satisfação plena: o FC Porto conseguiu um importante encaixe (incluindo o ‘brinde’ Micael); o avançado melhorou as suas condições contratuais e foi jogar para uma Liga importante como é a espanhola e para um clube que perdera Agüero (M. City) e preparava-se para ficar sem Forlán, que entretanto rumou a Milão para alinhar no Inter. Quer dizer: Falcao abdicava de jogar na principal montra do futebol europeu (Liga inglesa) e não tinha de superar a concorrência movida por Anelka (32 anos), Drogba (33) e Fernando Torres (27).

Em suma, o Chelsea seria desportivamente melhor para Falcao (o factor idade concorreria a seu favor...), mas para a operação se realizar sem grandes sobressaltos, e admitindo que para os bluesa contratação de um ponta-de-lança não era um objectivo prioritário, a porta do Atlético de Madrid acabou por ser a ‘porta possível’, embora seja muito difícil entender, no plano profissional, a troca do FC Porto pelo clube colchonero, a não ser por razões de natureza exclusivamente financeira.

Notícias recentes davam conta de que o Chelsea estava disposto a pagar 55M€ por Moutinho e Álvaro Pereira, menos 15M€ relativamente ao produto da soma das duas cláusulas de rescisão (40+30).

O facto de o FC Porto ter adquirido, já em Agosto, 22,5% dos direitos económicos de Moutinho por 4M€ significa que havia ‘mouro na costa’. Isto porque, em Outubro do ano passado, os campeões nacionais tinham alienado 37,5% do passe do internacional português por 4,1M€. O FC Porto não pode deixar de revelar alguns cuidados com a operação de venda de Moutinho, uma vez que, na hora da venda, terá de fazer contas com um Fundo e ainda com o Sporting.

Não foi por acaso certamente que o Chelsea se decidiu, à última hora, por outro... jogador português. Também para o meio-campo: Raul Meireles, ex-Liverpool.

A sensação que se colhe em relação a Moutinho é que, independentemente dos valores e não havendo uma proposta pela cláusula de rescisão (40M€), o jogador aceita, de bom grado, ficar no plantel portista pelo menos mais uma temporada, cujo princípio o FC Porto gosta de salvaguardar perante os seus atletas.

Esse princípio, segundo o representante de Álvaro Pereira, terá sido violado, mas sabe-se como são estas coisas: tudo o que não caia no âmbito das obrigatoriedades contratuais é atirado para o domínio das especulações e de uma certa subjectividade.

Agora é preciso ‘recuperar’ Álvaro Pereira ‘para o FC Porto’, porque é um jogador importante; porque dá profundidade à ala esquerda; e porque pode jogar mais atrás ou mais à frente (como... Coentrão), consoante as necessidades achadas pelo treinador.

Feitas as contas, cumpriu-se aquilo que já escrevera antes do jogo da Supertaça Nacional: não se cumpriu a anunciada ‘sangria’ no plantel do FC Porto (http://relvado.aeiou.pt/rui-santos/ai-esta-liga-2011-12-espera-31-agosto).

Mais: com a venda de Falcao e Micael, o FC Porto consegue pagar Danilo, Alex Sandro, Mangala, Defour, Iturbe, Kelvin e Kléber.

Significa que, desta forma, os novos jogadores encontrarão melhores condições para fazer a sua adaptação ao FC Porto, designadamente os jovens Danilo, Alex Sandro e Iturbe.

O FC Porto era a equipa que corria o risco de se ver mais afectado na sua estabilidade e coesão desportivas. Ficou sem Falcao, é verdade, mas pagou as aquisições e não arriscou ter de fazer, com a época em andamento, uma nova equipa.

Fechada a janela das transferências, pode dizer-se que o FC Porto deu um grande passo para abrir, de novo, a porta do título. Mas, ainda assim, tem de contar com o Benfica, que corre um grande risco ao não ter salvaguardado qualquer situação menos feliz que possa ocorrer com Luisão e Garay...

... E, ao optar por manter Cardozo, o técnico Jorge Jesus vai ter de saber fazer a gestão do balneário em relação ao ‘primeiro suplente’. Saviola... vai ‘aguentar-se’?

 

Rui Santos

 

Via Relvado



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