Terça-feira, 13.03.12
Grupo de investigadores trabalham na obra de Giorgio Vasari
Grupo de investigadores trabalham na obra de Giorgio Vasari (AFP)

Um grupo de investigadores acredita ter encontrado traços de um fresco inacabado de Leonardo da Vinci, escondidos atrás de uma obra de Giorgio Vasari no Palazzo Vecchio, em Florença, Itália. A novidade foi apresentada esta segunda-feira em conferência de imprensa, apesar de a investigação ainda estar numa fase inicial.

 

Os resultados, que ainda não são conclusivos, como explicaram os investigadores, só foram possíveis através do recurso a micro-câmeras e a sondas, que atravessaram o fresco de Giorgio Vasari, que decora uma das salas principais do Palazzo Vecchio. A operação, que ainda não terminou, já está a causar alguma controvérsia, uma vez que estão a ser feitos alguns buracos, ainda que pequenos, na obra, para que o fresco possa ser penetrado.

A prova mais evidente de que uma obra de Leonardo da Vinci poderá estar por baixo do fresco de Vasari é, segundo a BBC, o pigmento preto descoberto, que é o mesmo usado em “Mona Lisa”. Ainda existe muito trabalho para ser feito mas, se estes resultados se confirmarem, esta será uma das grandes descobertas na história da arte nos últimos anos. 

“Esta informação é muito encorajadora”, disse à imprensa, citado pela BBC, Maurizio Seracini, professor de história de arte na Universidade de San Diego (EUA) e responsável pelo grupo de investigação, explicando que “apesar de a investigação estar numa fase preliminar, as evidências sugerem que estamos a investigar no sítio certo”. 

Mas para o historiador de arte Tomaso Montanari, que lidera o movimento contra a investigação, tendo já lançado uma petição para que acabem os trabalhos na obra, os resultados apresentados hoje não são credíveis. “O que é que eles querem dizer quando afirmam que a descoberta é compatível com Leonardo? Qualquer quadro do Renascimento pode ser. Qualquer coisa daquela época pode ter sido pintada naquela parede, O que falta aqui é uma equipa científica neutra com autoridade para avaliar isto”, disse Montanari à BBC. 

Para provar a teoria de que Giorgio Vasari pintou a obra “La battaglia di Marciano” em 1563 por cima de uma inacabada “La battaglia di Anghiari”, de Leonardo da Vinci, a equipa de investigadores, que obteve a permissão para trabalhar na obra no ano passado, ainda vai desenvolver outros testes e analises químicas. No entanto, surgem cada vez mais críticas, que apelidam o trabalho de investigadores de uma “operação publicitária ao estilo Dan Brown”, autor do best seller “O Código Da Vinci”.

Numa entrevista à Reuters, Terry Garcia, vice-presidente da Sociedade Norte-americana de Geografia, que apoia a investigação, não dá importância às críticas. “Penso que demonstrámos que aqueles que dizem que um trabalho de Leonardo não está atrás daquela parede estão errados”, disse o responsável, assegurando que a obra de Vasari não corre perigo. “Todos os buracos que foram postos no mural foram todos em áreas que já tinham anteriormente sido restauradas ou em fissuras, por isso o original de Vasari não foi tocado”, garantiu.

Há muito tempo que muitos críticos e investigadores defendiam que Leonardo da Vinci teria sido o primeiro artista a desenhar e pintar aquele fresco, representando uma cena épica de uma batalha com cavalos, e que depois a obra foi encoberta quando Giorgio Vasari foi convidado em 1563 para aumentar e terminar o trabalho, já que Leonardo terá abandonado a obra, antes de a terminar. 

No entanto, de forma a não destruir o trabalho do mestre do renascimento, Vasari terá desenvolvido a sua obra sobre uma outra parede que construiu por cima da obra de Leonardo da Vinci. 

Na conferência de imprensa, Maurizio Seracini explicou ainda que uma evidência de como Vasari protegeu a obra de Leonardo é a mensagem que escreveu na bandeira de um dos solados que diz: “Quem procura, encontra”.

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 08:38 | link do post | comentar

Quarta-feira, 13.04.11

"Deus está no meio de nós". Mas eu acredito que ele gosta mais de andar junto de alguns do que no meio do resto da carneirada. Uma omnipresença um tanto ou quanto elitista. E com a sua capacidade divina de alterar a vida dos crentes acaba por tocar meia dúzia de afortunados de forma especial. Provavelmente terá a ver com a dedicação que estes lhe retribuem em vida. A retribuição do Padre Melícias é de 7450 euros.

 

A minha será provavelmente zero. Mas eu não vou à missa a não ser em casamentos, baptizados ou quando alguém estica o pernil. Por isso o Padre Melícias, que até é uma espécie de padre do jet-set foleiro, que casa tudo quanto é azeiteiro da bola e mulher esticada, parece-me perfeitamente justo que ganhe esta exorbitância. E ou muito me engano ou esta notícia gerou uma afluência aos seminários fora do comum. Com uma reforma destas nem um deputado com dois mandatos cumpridos consegue chegar às traseiras das sandálias do franciscano Melícias.

 

"Com 71 anos, Vítor Melícias declarou, em 2007, ao Tribunal Constitucional um rendimento total de 111 491 euros, dos quais 104 301 euros de pensões e 7190 euros de trabalho dependente. 'Eu tenho uma pensão aceitável mas não sou rico', diz o sacerdote. Em 14 meses, o sacerdote, que prestou um voto de obediência à Ordem dos Franciscanos, tem uma pensão mensal de 7450 euros. O valor desta aposentação resulta, segundo disse ao CM Vítor Melícias, da "remuneração acima da média" auferida em vários cargos."


"Acima da média"? Acima da média é o Convento de Mafra, a pensão do Senhor Padre é uma espécie de Capela Sistina em forma formato pensão. Se Da Vinci fosse vivo e tivesse acesso a esta notícia provavelmente teria forrado o tecto da capela em notas de 500€. E D. João V de Portugal teria mandando instalar 4 ou 5 ATM à volta do convento de Mafra.

 

'Eu tenho uma pensão aceitável mas não sou rico', diz o sacerdote. Pois não senhor Padre, ricos são aqueles desgraçadinhos que vivem com o ordenado mínimo ou então sem um cêntimo que seja porque estão desempregados há mais tempo do que os dois dedos das mãos conseguem contar. Ricos são aqueles que vivem enrolados em cartão da Renova e em cobertores a cheirar a cavalo. O Senhor Padre perdeu uma excelente oportunidade para estar calado. Ora 7450 euros por mês, uma verdadeira miséria. Imagino as provações por que o senhor padre tem que passar. O que vale é que está habituado a viver uma vida sem luxos e abdicou de tudo o que é supérfluo, porque como se sabe: "Os Frades Menores, também chamados de Franciscanos, são uma fraternidade de irmãos clérigos e leigos, isto é, de irmãos sacerdotes e não sacerdotes, com iguais direitos e obrigações, vivendo no dia-a-dia os votos de pobreza, castidade e obediência."


Eu imagino a triteza que o Padre Melícias deve sentir cada vez que ao final de cada mês olha para o saldo gordo da conta bancária. Deve soar como os 57 sinos do Palácio de Mafra, considerados os maiores e melhores do mundo, a tocar em simultâneo. TLIM. TLIM. TLIM.

 

Deixai-me agora ir ajudar os pobrezinhos, que aposto que o Padre Melícias graças ao voto que fez entrega tudo o que recebe, vivendo de forma singela e desabonada na pobreza que jurou. Não tenho qualquer dúvida disto, porque de outra forma de padre teria muito pouco, e de Franciscano ainda menos.


Ou até já os padres mamam de forma desavergonhada nesta porcaria de país?

 

Via 100 Reféns



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