Sexta-feira, 11.05.12

Porto pára alargamento da liga de Futebol


O Conselho de Justiça (CJ) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) decidiu suspender a deliberação da Assembleia-Geral da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) relativa ao alargamento do campeonato principal de 16 para 18 clubes.


O CJ admitiu um recurso interposto pelo FC Porto e atribuiu-lhe “efeito suspensivo”, conforme era solicitado pelo clube “azul e branco”. Na base da decisão do órgão da FPF está o ponto 2 do artigo 36.º do Regulamento do Conselho de Justiça, no qual se enumeram os casos em que os recursos para o CJ têm efeito suspensivo.

Isto sucede, nomeadamente, “quando da decisão do recurso fique dependente a qualificação para uma prova de competência ou a manutenção em prova que se encontra a disputar”, como se lê na alínea b do n.º 2 do artigo 36.º.

No recurso apresentado, o FC Porto suscita também uma questão prévia, requerendo que seja declarada a invalidade de “todas as deliberações tomadas pelo órgão recorrido na Assembleia Geral” de 03 de maio de 2012 “sobre a forma de execução da deliberação de alargamento (com efeitos suspensos)”.

Neste caso, o CJ considera que “as questões relativas à invalidade do acto impugnado têm a ver com o mérito do recurso, pelo que não podem ser apreciadas como questões prévias, só o podendo ser na decisão final”.

Desta forma, a deliberação do alargamento da Liga principal de futebol em 2012/2013 de 16 para 18 clubes fica suspensa até decisão final do CJ sobre o recurso do FC Porto, o que inviabiliza, até lá, a realização de uma “liguilha”.

Para que a prova tivesse mais dois clubes, a AG da Liga de 3 de Maio deliberou a criação de uma “liguilha”, com o 15.º e o 16º da Liga e o terceiro e o quarto da II Liga.

O alargamento da Liga terá sempre de ser ratificado pela direcção da FPF, que não se pronunciará enquanto o CJ não tomar uma decisão sobre o pedido de impugnação feito pelo FC Porto.

A direcção da FPF já tinha rejeitado uma primeira proposta aprovada pela AG da Liga que previa o alargamento sem descidas de divisão e que também foi alvo de pedidos de impugnação por parte de alguns clubes.

 

Retirado do Público

 



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Quarta-feira, 09.05.12

A Liga e as novas normas para o futebol nacional


A comissão executiva da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) aprovou nesta terça-feira os calendários das candidatura para as competições profissionais, que terão de ser apresentadas até às 18h de 21 de Maio.


A LPFP apostou no endurecimento das formalidades referentes aos  pressupostos de natureza financeira de candidatura para a época 2012/2013, nomeadamente no que diz respeito à apresentação dos orçamentos dos clubes sujeitos ao regime especial de gestão e às sociedades desportivas.

Os eventuais incumprimentos constituem fundamento de impedimento de participação, desclassificação para a divisão inferior, perda do direito de promoção ou exclusão das competições profissionais, com a excepção dos pressupostos estabelecidos para os clubes sujeitos ao regime especial de gestão e para as sociedades desportivas que estejam em processo de regularização de dívidas à administração fiscal e Segurança Social.

A 28 de Maio termina o prazo para a primeira verificação pelos serviços administrativos da Liga de clubes, a 6 de Junho realiza-se a primeira reunião da comissão técnica de estudos e auditoria, a 8 de Junho são notificados os clubes e as SAD sobre o “sentido provável da decisão”, a 19 de Junho completa-se o prazo de audiência dos interessados e a 25 de Junho é elaborado o parecer definitivo e notificados os clubes e as SAD da decisão da comissão executiva.

Em relação ao processo de candidatura, a LPFP exige que os respectivos orçamentos respeitem vários requisitos, entre os quais o de que as receitas ordinárias devem cobrir as despesas ordinárias, o cálculo da massa salarial anual não pode ter por base valores inferiores aos fixados por instrumento de regulamentação colectiva aplicável e a massa salarial anual dos praticantes e treinadores não pode ultrapassar 70% do valor das despesas ordinárias consignadas no orçamento dos clubes.

A União de Leiria

A Liga também estabelece regras quanto aos pareceres dos revisores oficiais de contas ou da Sociedade Revisora de Contas, referentes aos orçamentos apresentados e às declarações que comprovem a inexistência de dívidas salariais a jogadores e treinadores na época 2011/2012.

No caso de acordos escritos de regularização, o clube deverá fazer prova documental do cumprimento das obrigações vencidas à data da apresentação da candidatura (21 de Maio de 2012) e que tenham por objecto as retribuições-base ou compensações mensais devidas até 5 de Maio de 2012.

As certidões comprovativas da situação contributiva regularizada, quer perante a administração fiscal, quer perante a Segurança Social, por referência às dívidas até 30 de Abril de 2012, terão de ser necessariamente emitidas.

Os novos pressupostos financeiros aprovados pela Liga surgem após declarações do novo presidente daquele organismo, Mário Figueiredo, no sentido do endurecimento da fiscalização aos clubes e às SAD das respectivas situações salariais, após o caso da União de Leiria, clube que foi alvo de um processo de rescisão colectiva por parte dos jogadores devido a vários meses de salários em atraso – os leirienses começaram o jogo com o Feirense apenas com oito futebolistas.

Equipas B

Por outro lado, a LPFP divulgou também nesta terça-feira o aditamento do contrato com a Federação Portuguesa de Futebol (FPF), contemplando a entrada das equipas B na edição de 2012/2013 da Liga de Honra.

O contrato estipula que a próxima edição da Liga de Honra vai ser disputada por 16 equipas principais e por um máximo de seis equipas B, mas esclarece que, se não houver esse número de equipas B, a Liga de Honra vai ser reduzida. “Se, em resultado da redução (...), a competição ficar com um número ímpar de participantes, abrir-se-á uma vaga que será preenchida pelo clube da Liga de Honra melhor classificado nos lugares de descida”, pode ler-se no documento.

A partir da época 2013/2014, inclusive, o contrato publicado no site da LPFP especifica que descem três equipas à II Divisão, de onde sobem três clubes.

O aditamento ao contrato declara ainda que a LPFP e a FPF se comprometeram, logo após a realização da última jornada, a formalizarem um acordo sobre os quadros competitivos da Liga.

A 3 de Maio, a assembleia-geral da LPFP aprovou o alargamento do principal campeonato para 18 clubes, com recurso a um regime transitório de descidas no fim da presente temporada, no qual os dois últimos classificados da Liga defrontam os terceiro e quarto classificados da Liga de Honra, numa eliminatória a duas mãos.

 

 

Retirado do Público



publicado por olhar para o mundo às 19:25 | link do post | comentar

Terça-feira, 24.04.12

Salários em atraso... é a realidade do futebol que temos

 

Mário Figueiredo e os salários em atraso: “É uma realidade conjuntural”

 

O presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, Mário Figueiredo, comentou nesta segunda-feira a situação de salários em atraso no futebol português, dizendo que está a trabalhar numa “solução no silêncio dos gabinetes”.


“Estamos a trabalhar para resolver os problemas não só do Leiria, mas de todos os clubes. Não queremos particularizar”, disse Mário Figueiredo, após uma reunião com Emanuel Medeiros, representante da Associação das Ligas Europeias de Futebol (EPFL) e da Associação de Ligas Mundiais (WLA).

Confrontado com o pré-aviso de greve hoje apresentado pelos jogadores da União de Leiria, Mário Figueiredo afirmou que os “problemas de salários em atraso não são um exclusivo de Portugal” e resultam de dificuldades “conjunturais”.

“Num cenário de crise profunda, de recessão, de aumento de impostos, incluindo o IVA nos bilhetes, com dificuldades de financiamento das autarquias que acabam muitas vezes por não cumprir os compromissos assumidos com os clubes e com as dificuldades de empresas em cumprir os compromissos publicitários com os clubes, parece-me que a realidade a que estamos a assistir é conjuntural, num país que está sob assistência financeira”, disse o líder da Liga.

Mário Figueiredo recusou, por outro lado, admitir que as situações de salários em atraso que se verificam em vários clubes sejam uma prova de que o sistema de licenciamento da Liga seja um fracasso.

“Podemos sempre melhorar o que existe, mas não podemos dizer que o sistema de licenciamento não tenha um nível, pelo menos, razoável”, respondeu Mário Figueiredo, para quem os “standards exigidos” aos clubes são “bastante elevados”.

O presidente da Liga admitiu, porém, que está a trabalhar em “formas de evoluir os mecanismos de licenciamento, de forma a que as regras de fair-play e de leal concorrência se verifiquem”.

Na mesma conferência de imprensa, em que anunciou a designação de António Laranjo (seu adversário nas últimas eleições) como alto representante da Liga junto da EPFL e da WLA, Mário Figueiredo revelou que o processo de alargamento da II Liga para 22 clubes (incluindo seis equipas B) está a decorrer normalmente e que um alargamento da I Liga voltará a ser discutido numa assembleia geral da Liga, provavelmente na próxima semana.

Desta vez, estará em cima da mesa uma proposta de alargar a I Liga para 18 clubes, subindo os dois primeiros da II Liga e disputando-se uma “liguilha” entre os dois últimos do campeonato principal e o 3.º e 4.º classificados da II Liga, para apurar as restantes duas equipas.

Mário Figueiredo salientou, no entanto, que mesmo que esta alteração seja aprovada pelos clubes terá depois de ser ratificada pela Federação Portuguesa de Futebol.

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 08:30 | link do post | comentar

Segunda-feira, 12.03.12

A liga, as apostas desportivas e a Olivedesportos

Em Conselho de Presidentes realizado nesta segunda-feira, a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) decidiu estudar a possibilidade de apresentar uma queixa junto da Comissão Europeia contra os monopólios das transmissões de TV e das apostas desportivas.


Da reunião que decorreu na Alfândega do Porto saiu, por unanimidade (o Benfica, o FC Porto e o Sp. Braga não estiveram presentes), a decisão de equacionar este cenário até dia 30 de Junho. No caso dos direitos televisivos, os responsáveis da LPFP entendem que o processo tem pernas para andar, mas estimam que possa demorar cerca de um ano a decidir. Mesmo que a queixa apresentada não tenha fundamento, os clubes não correm quaisquer riscos.

Em matéria de transmissões de jogos, os clubes mostraram-se, por princípio, disponíveis para aceitar a sua centralização. Este cenário, que tem sido muito debatido e que terá como maiores opositores os clubes "grandes", que recebem a principal fatia das receitas, foi novamente defendido por Mário Figueiredo, presidente da LPFP, que sublinhou que os proveitos aumentaram nos países em que se avançou para a negociação colectiva. 

No que respeita as apostas online, a intenção de apresentar uma queixa junto da Comissão Europeia baseia-se no facto de o Estado português não ter comunicado, como obriga a lei aprovada em 2003, a entrega do monopólio do sector à Santa Casa da Misericórdia.

Fora deste âmbito, o Conselho de Presidentes deliberou ainda a activação do fundo de reserva da Taça da Liga, avaliado em 343 mil euros, para distribuir pelos clubes da Liga de Honra que se debatem com graves dificuldades financeiras. No total, caberá a cada um cerca de 21.500 euros.

 

Via Público

 



publicado por olhar para o mundo às 20:36 | link do post | comentar

Quarta-feira, 30.03.11
100 reféns - Murro de Jorge Jesus já vai em 65 dias sem punição!
 
 

 

Para os que adoram apregoar sobre a moral e bons costumes no futebol, para quem passa a vida a falar em campeonatos viciados e a apelar à justiça, para quem adora aparecer em bicos dos pés na televisão em reuniões intimistas com secretários de Estado do desporto a dar uma de inocente, impoluto e defensor da verdade desportiva com meia dúzia dedossiers debaixo do braço, para quem mais não fez do que aplaudir a comissão disciplinar da Liga do ano passado após ter castigado os jogadores do Braga e do Porto pergunto: porque estão tão caladinhos agora? O Braga perdeu o campeonato na última jornada, recordam-se? O Porto não voltou a perder com Hulk em campo, estão lembrados?

"Caso seja provada a agressão, Jesus incorre numa pena de 23 dias a nove meses. A tentativa de agressão prevê uma suspensão de oito dias a três meses." CM


Porque não querem saber o que se passa no interior da Liga de clubes para que um treinador que agrediu um jogador de uma equipa adversária ao vivo, a cores e em directo continue a pisar os relvados três meses após o "incidente" sem ter sofrido entretanto qualquer punição? Porque não se questionam qual a razão para a agressão que todos vimos em canal aberto (e não só meia dúzia no quentinho do estúdio do canal Benfica ou numa sala obscura de direcção) continuar em banho-maria? Por que razão pôde este treinador continuar a empurrar, insultar e tentar agredir jogadores adversários nos jogos subsequentes, como aconteceu contra o Maritimo, sem que nada se tenha passado?


A Liga está à espera de quê? Da Páscoa? A época que celebra a ressurreição de Jesus de Nazaré para finalmente ter a ousadia de tratar este caso com a mesma agilidade que o fez em relação aos treinadores de outros clubes?Convém esclarecer que este Jesus não é de Nazaré, é ali da Amadora. E a única ligação a Deus para além da fé que deve ter, e muita para continuar a acreditar no título, é a comparação descabida que ouvi um conhecido comentador benfiquista fazer, provavelmente defeito profissional de cineasta, ao afirmar que "Jesus é melhor que Mourinho". Coitado do Mourinho, mas que mal fez ele a Deus? Esperem...mas Mourinho não é Deus? Jorge é filho de Mourinho? Tem lógica Jesus era filho de José.


PS: Os senhores da comissão disciplinar da Liga estão à espera de quê? Que o Benfica faça os dois jogos com o Porto para finalmente pendurarem Jesus na cruz? Ou vão castigá-lo durante as férias, de forma a não prejudicar o "calendário" avermelhado?

 

Via 100 Reféns



publicado por olhar para o mundo às 20:57 | link do post | comentar

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