Sexta-feira, 30.12.11

Uns são fraudes, outros são estudos que não deviam ter acontecido, pelo menos daquela forma. Quando a ciência não dá boa imagem de si.
A fraude do "senhor dos dados" holandês


Os temas de Diederik Stapel pareciam escolhidos a dedo para chamarem a atenção: a influência do poder no pensamento moral, como os ambientes desordenados promovem a discriminação... Mas os dez anos de investigação em Psicologia Social do holandês, traduzidos em mais de 150 artigos em revistas científicas, desmoronaram-se em Setembro, quando foram divulgados os primeiros resultados de uma investigação promovida pela Universidade de Tilburg, onde trabalhava. Stapel, afinal, não fazia inquéritos, nem experiências para observar situações sociais. Inventava pura e simplesmente os dados e dava-os aos seus estudantes ou colaboradores, que não sabiam que trabalhavam com falsidades.

"As pessoas estão chocadas", disse ao site Science Insider Gerben van Kleef, psicólogo social da Universidade de Amesterdão. O relatório ainda provisório das universidades holandesas onde Stapel trabalhou chamou-lhe "Senhor dos Dados" (Lord of the Data), porque não mostrava o material original a ninguém. Isso ter-lhe-á permitido ter uma carreira fraudulenta, publicando em revistas prestigiadas, como a Science.

Esta fraude de proporções épicas pôde acontecer porque é prática corrente na investigação em Psicologia não divulgar os dados originais, com a desculpa de defender a privacidade dos participantes. Mas "a cultura de segredo da Psicologia produz ciência de baixa qualidade", escreveu na Nature o psicólogo Jelte Wicherts, da Universidade de Amesterdão. "Quando se voltam a analisar artigos publicados, encontram-se frequentemente erros, e quanto mais relutantes se mostram os autores em divulgar os seus dados, mais provável é que o seu trabalho tenha erros."

Arsénio, bactérias e a ciência em águas de bacalhau

A descoberta divulgada no final de 2010 foi uma declaração e tanto. Havia na Terra bactérias tão diferentes que passava a ser possível procurar vida em locais no Universo que até então julgaríamos mortos. Felisa Wolfe-Simon, do Instituto de Astrobiologia da NASA, tinha encontrado uma espécie que se alimentava de arsénio. O estudo foi publicado na Science.

 

Via Público



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