O treinador Manuel José criticou nesta terça-feira a forma como tem decorrido a preparação de Portugal para o Euro 2012, qualificando-a como “um circo autêntico”.
“O Beto disse ontem que precisavam de uma vitória com urgência, mas nada fizeram para concentrar os jogadores de forma a preparar um jogo crucial [frente à Alemanha]. Em 80% das vezes, o primeiro jogo determina o futuro. Isto não é profissional. Anda um país inteiro atrás de uma selecção que passa a vida em festas e mais festas e charretes. É um circo autêntico”, disse o ex-treinador de Sporting e Benfica, em declarações à rádio TSF.
“Não estou nem pouco mais ou menos optimista. Mas é a realidade”, acrescentou Manuel José, muito crítico do mediatismo à volta da selecção.
“Isto parece um circo à volta da selecção. Fiquei com a ideia no jogo com a Turquia que estavam a transmitir imagens de jogadores a serem massajados. Isto não pode acontecer de forma nenhuma. Parece o 'Big Brother'. Não acho que estejam criadas as condições para obter sucesso”, considera Manuel José, para quem não há tranquilidade.
“Tenho o maior respeito e simpatia pelo Paulo Bento, mas acho que, talvez devido à juventude, se está a deixar levar. Nunca deveria de ter permitido isto. Os jogadores têm de estar conscientes e concentrados no seu dever e no que sabem fazer, que é jogar futebol. Com este circo todo é evidente que eles não se concentram, mas mesmo sem isto, Portugal não é favorito. Não temos a equipa do passado", concluiu.
retirado do Público
Pelo menos 73 pessoas terão morrido durante uma invasão de campo num jogo de futebol em Port Said, no Egipto, diz a televisão estatal do país.
Adeptos das duas equipas envolveram-se em violentos confrontos após uma invasão de campo durante um jogo entre as equipas do A-Masry e do A-Ahly, equipa que é treinada pelo português Manuel José.
Ainda segundo a televisão estatal, os confrontos provocaram centenas de feridos.“Alguns morreram esmagados, outros morreram sufocados”, disse o porta-voz do hospital de Port Said.
“Quando o jogo terminou, não consegui voltar ao balneário por causa da confusão toda que aquilo deu. Levei pontapés, murros, meteram-me numa sala e nunca mais consegui voltar à cabina. Trouxeram-me para um quartel, estou à espera que os jogadores venham. Os nossos adeptos chegaram a entrar para a nossa cabine. A culpa é dos soldados, havia dezenas deles e polícias também. Desapareceram todos, está o caos completo”, afirmou Manuel José à SIC Notícias.
As imagens televisivas mostram os jogadores das duas equipas a fugir da multidão que invadia o relvado. Segundo um dos jogadores, as forças de segurança não agiram no momento da invasão. “As forças de segurança abandonaram-nos. Um adepto morreu no nosso balneário”, afirmou Mohamed Abou-Treika, médio do Al-Ahly, a maior equipa do Egipto, que perdeu o jogo por 3-1, a sua primeira derrota do campeonato.
Segundo a televisão estatal, a federação egípcia de futebol decidiu interromper os jogos da liga egípcia.
Via Público