Quarta-feira, 11.01.12
Maternidade de substituição pode avançar
O PS e o Bloco de Esquerda entregaram dois projectos de Lei para alterar a legislação da Procriação Medicamente Assistida, em vigor desde 2006. As propostas deverão ser discutidas no Parlamento dia 19, depois do pedido de adiamento do PSD, que esta quinta-feira fará «uma reflexão interna», revelou o deputado social-democrata José Miguel Santos esta manhã.

No colóquio sobre PMA na Fundação Calouste Gulbenkian, os representantes de todos os grupos parlamentares mostraram abertura à aprovação da maternidade de substituição, em casos em que a mulher esteja fisicamente impossibilitada de gerar filhos, por motivos uterinos. «Preferimos a expressão maternidade de substituição [a barrigas de aluguer] devido aos riscos de mercantilização da vida humana», afirmou o deputado do PSD, acrescentando que aceitaria esta prática de PMA num casal heterossexual, «em caso de ausência de útero da mulher».

 

Já o presidente do Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida (CNPMA), o juiz desembargador Eurico Reis, fez saber que vê com bons olhos a utilização das técnicas de PMA em casais heterossexuais, «que não devem ser hostilizados». «É preciso lembrar que é de pessoas e de sofrimento que estamos a falar», reagiu o presidente do CNPMA.

 

Também os restantes representantes dos partidos presentes no encontro desta terça-feira revelaram uma posição favorável à maternidade de substituição, enquanto «método de subsidiar a procriação e não alternativo».

 

«Os progressos da ciência devem estar ao serviço dos cidadãos», considerou o deputado socialista Manuel Pizarro, acrescentando que também o seu partido aceita a maternidade de substituição «em condições excepcionais».

 

Para o Bloco de Esquerda, esta é uma questão que deve ir mais longe, estendendo a maternidade de substituição a pessoas que não sejam casadas, como mulheres sozinhas. «A Natureza não exige a ninguém que seja casado para procriar», defendeu o deputado João Semedo, do BE.

Além disso, o BE advoga a possibilidade de a maternidade de substituição tornar-se um método alternativo de procriação, «mesmo para casais férteis».

 

O partido Os Verdes partilha estes princípios. Apenas o CDS não revelou o sentido do seu voto.

 

De resto, o deputado do PSD sublinhou que este «não é um tema de coligação» e que os sociais-democratas vão ter liberdade de voto no projecto de lei.

 

Via Sol



publicado por olhar para o mundo às 17:53 | link do post | comentar

Segunda-feira, 18.07.11

 

Gravidez .. E de repente... tudo muda...

 

No dia em que fiz o teste de gravidez e descobri que ia ser mãe dentro de 9 meses a sensação que tive foi de completa confusão mental. Na altura que olhei para o teste com duas tirinhas assinaladas (e nem 15 segundos tinham passado desde que o tinha acabado de  fazer), perguntei ao meu marido para se certificar que de facto aquele sinal confirmava a minha certeza: Estava grávida!   

 

 

Estremunhada ainda, preparei-me rapidamente para ir trabalhar, sem olhar para o relógio, ver se a roupa estava bem conjugada, se estava bem maquilhada ou penteada. No caminho flutuava, mas sentia-me igual, não havia nada em mim que o referisse, nem sequer o meu corpo apresentava qualquer mudança, e depois na rua ninguém olhava para mim de forma diferente, mas eu sentia que, a partir deste momento tudo iria mudar.

 

Sinto medo, dúvidas, um misto de alegria e receio. A barriga cresce todos os dias e em breve mais uma mulher vai nascer, e sim ela mexe-se cá dentro, com uma energia que espero conseguir acompanhar quando formos duas forças independentes.

 

Sei que seremos mais, duas personalidades, duas forças que nunca se irão anulam mas se completarão, pois ser mãe é apenas um dos muitos talentos que tenho enquanto mulher, profissional, desportista, escritora e tudo aquilo que o futuro me reservar. É por saber isso que procurarei sempre mostrar-lhe que, desde cedo, deve ter orgulho em mostrar-se ao mundo como mulher, primeiro de meias, botinhas, pantufas, sapatos ergonómicos ou ortopédicos, rasos e um dia de saltos altos.

 

Não sei se será mais aguerrida ou medrosa, se corajosa, romântica ou aventureira, mas espero que conte sempre comigo para a apoiar no momento de encontrar o caminho dela, seja este fácil ou difícil, porque acima de tudo somos duas forças, que não se anulam nem se atropelam, mas se completam.

 

É desta forma que há mais de 30 anos construo o meu caminho, apoiado em pilares de uma grande mulher, aquela que desde sempre me ensinou que somos o que fazemos, e como nos damos aos outros.

 

Repito, para crescer temos de sabê-lo fazer passo a passo, com botinhas, depois com sapatos ergonómicos, rasos, e só depois de salto alto, com força, elegância, humildade e claro... muita coragem, pois ser mulher é ter o poder de gerar, ser uma espécie de moleiro, que cria, modela, coze e depois fica feliz quando a peça segue o seu caminho.

 

Via A Vida de Saltos Altos



publicado por olhar para o mundo às 20:55 | link do post | comentar

Quinta-feira, 05.05.11
Portugal entre os 15 melhores países do mundo para se ser mãe

 

 

De acordo com o índice que a ONG Save the Children divulga anualmente, e que compara o bem-estar de mães e crianças em 164 países do mundo, Portugal é o 14º melhor país do mundo para se ser mãe, à frente de países como a Suíça, Irlanda, Itália, Canadá, Japão e Estados Unidos.

Os EUA ocupam o 31º lugar, o que significa que uma americana tem sete vezes mais probabilidades de morrer de problemas decorrentes da gravidez do que uma portuguesa e que uma criança nos Estados Unidos da América tem duas vezes mais probabilidades de morrer antes dos cinco anos do que uma criança em Portugal.

 

Os dez primeiros lugares da tabela são ocupados por cinco países nórdicos - Noruega, Islândia, Suécia, Dinamarca e Finlândia -, dois do hemisfério sul – Nova Zelândia e Austrália – e três nações europeias – Bélgica, Holanda e França.

 

Estes países ocupam os lugares cimeiros porque ao nível dos cuidados durante a gravidez, parto, saúde infantil e educação são os que oferecem melhores condições às suas mães, crianças e gerações vindouras.

 

Dos países analisados 43 são desenvolvidos e 121 são não desenvolvidos.

 

Dentro deste grupo, o Afeganistão é o pior local do mundo para se ser mãe. Comparando com a Noruega, o primeiro país do ranking, a diferença é dramática. Enquanto na Noruega todos os nascimentos são assistidos por pessoal especializado, no Afeganistão apenas em 14% dos casos isso acontece. 

 

Quanto aos últimos dez países da tabela, oito estão no continente africano – República Centro-Africana, Sudão, Mali, Eritreia, República Democrática do Congo, Chade, Guiné-Bissau e Nigéria – e dois no continente asiático – Iémen e Afeganistão.

 

Neste grupo de países do final da tabela uma em cada 30 mulheres morre com problemas relacionados com a gravidez, uma criança em cada seis crianças não chega aos cinco anos e em três uma sofre de malnutrição. Quase 50% da população não tem acesso a água potável.

 

Diminuir as taxas de mortalidade maternal e infantil é um dos oito objectivos do Millenium delineados pelas Nações Unidas

 

Via Sol



publicado por olhar para o mundo às 12:38 | link do post | comentar

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