Domingo, 03.06.12

Motociclismo  Miguel Oliveira no pódio pela primeira vez


O português Miguel Oliveira foi terceiro classificado na corrida de Moto3 do Grande Prémio da Catalunha, subindo pela primeira vez ao pódio de uma prova do Mundial de motociclismo.


Miguel Oliveira, que partiu da quinta posição da “grelha” no circuito de Montmeló, terminou atrás do espanhol Maverick Viñales e do alemão Sandro Cortese, que manteve a liderança do Mundial, com 87 pontos, mas sete do que o catalão, enquanto o português é o 11.º, com 27.

Viñales completou as 22 voltas da quinta prova do Mundial em 41m50,965s, menos 7,7 segundos do que Cortese, ao passo que Miguel Oliveira cortou a meta praticamente colado ao alemão, a 7,8 segundos do vencedor, depois de uma intensa luta a oito pelo segundo lugar.

“Estou muito contente por mim e pela equipa. Penso que já merecíamos este resultado por tudo o que temos vindo a fazer desde o início da época”, afirmou Miguel Oliveira, de 17 anos, que pontuou na primeira corrida da época, no Qatar, mas abandonou as três provas seguintes, incluindo no Estoril.

Detentor da “pole position”, Viñales partiu mal, caindo para a terceira posição, atrás do francês Louis Rossi e do malaio Zulfahmi Khairuddin, mas à quarta volta assumiu a liderança e não mais a deixou até final, indiferente à luta que se desenrolou atrás de si.

Miguel Oliveira foi um dos protagonistas desse combate, com constante alteração de posições. O piloto de Almada chegou a rodar em oitavo, mas conseguiu subir cinco posições nas últimas quatro voltas para tornar-se o primeiro português a chegar ao pódio no Mundial de motociclismo de velocidade, depois de se ter estreado em 2011, na extinta categoria de 125cc, que deu lugar ao Moto3.

“Não comecei da melhor forma. A dez voltas do final quase caí. Afastei-me um pouco do grupo da frente, mas depois comecei a ganhar terreno e a tentar reduzir ao máximo. As últimas voltas foram difíceis, mas deram os seus frutos. Estou muito feliz com o pódio”, concluiu Miguel Oliveira.

O piloto luso só não foi capaz de ir travar Cortese, terminando à frente de Rossi e do também francês Alex Masbou. Até à oitava posição chegaram os espanhóis Alex Marquez e Hector Faubel e Khairuddin.

O Grande Prémio da Grã-Bretanha, sexta prova do Mundial, disputa-se a 17 de Junho, no circuito de Silverstone.

 

Retirado do Público



publicado por olhar para o mundo às 20:00 | link do post | comentar

Sexta-feira, 18.05.12

Casey Stoner termina carreira no final da temporada


O australiano Casey Stoner, campeão do mundo em título de motociclismo, anunciou a retirada no final da temporada, alegando “motivos familiares”.


Vencedor de 35 grandes prémios, o piloto da Honda, que lidera o campeonato do mundo de pilotos, depois de ter vencido duas das três corridas desta época, tinha negado recentemente, durante o Grande Prémio de Portugal, a intenção de abandonar – Stoner venceu no Estoril, no passado dia 6 de Maio.

“Durante dois anos pensei sobre isto. Falei longamente com a minha família e finalmente tomei a decisão de retirar-me no final de 2012”, disse numa conferência de imprensa à margem do Grande Prémio de França, em Le Mans. Para Stoner, que é pai de uma menina de três meses, há inúmeras situações no motociclismo e na vida de um piloto que não são compatíveis com a sua personalidade.

“Depois de tantos anos neste desporto que eu amo, e com todos os sacrifícios que tenho de fazer, deixei de ter a paixão para continuar e penso que é melhor parar”, explicou o piloto, que viu a temporada de 2009 perturbada por uma alergia à lactose.

A Honda reagiu via Twitter ao abandono de Stoner: “O Casey acabou de anunciar que 2012 será o seu último ano no campeonato mundial de MotoGP. Esperamos que tenha um ano fantástico.”

Nascido há 26 anos em New South Wales, na Austrália, o duplo campeão mundial de MotoGP (2007 e 2011) começou no motociclismo em 2001, com um convite para correr na categoria 125cc, em Donington. O australiano estreou-se na categoria rainha do motociclismo em 2006 com as cores da Honda, depois de terminar em segundo nos 250cc no ano anterior. Em 2007, mudou-se para a Ducati, conquistando o título com dez vitórias, para, em 2011, regressar à Honda e repetir o triunfo.

 

Noticia do Público

 



publicado por olhar para o mundo às 19:24 | link do post | comentar

Sexta-feira, 20.04.12

Três dias no GP de Portugal vão custar 20 euros


O bilhete para os três dias do Grande Prémio de Portugal de motociclismo custará 20 euros, anunciou nesta quinta-feira a organização da prova, que pretende responder à crise que afecta o país e encher o autódromo do Estoril.


“Nos últimos dois anos a prova foi magnífica, mas tivemos dois inimigos de peso: a chuva, que afastou muita gente, sobretudo portuguesa, dos treinos e da própria prova, e o preço dos bilhetes. Mais de 90 euros para um país que já caminhava em dificuldades, tornou-se incompatível para as pessoas virem ao Estoril”, referiu o presidente da Administração do Circuito do Estoril, Domingos Piedade.

Em comunicado, a administração do Grande Prémio (GP) de Portugal explica que, tendo em conta “as dificuldades financeiras do país” e o desejo de “proporcionar aos portugueses a possibilidade de assistirem a uma prova de topo do campeonato mundial de motociclismo”, decidiu criar um passe com preço especial.

“Desta vez, não há razão aparente para termos mais cidadãos estrangeiros na bancada do que portugueses”, realçou a organização, que está convicta de que a prova, que decorre entre 4 e 6 de Maio, vai esgotar as unidades hoteleiras da região.

A administração do GP de Portugal acredita também que os resultados da primeira prova no Qatar, em que Jorge Lorenzo (Yamaha) saiu vencedor, vai ser um chamariz para os milhares de espanhóis que acompanham por todo o lado o seu compatriota.

 

Retirado do Público



publicado por olhar para o mundo às 08:33 | link do post | comentar

Sábado, 28.01.12

As imagens do episódio correram mundo. Na oitava etapa do Dakar 2012, Cyril Despres estava atolado e não conseguia sair da lama. Pouco depois, apareceu o português Paulo Gonçalves, que ajudou o motarda sair do "atascanso", mas que, depois, não mereceu a mesma solidariedade do francês, acabando por ficar preso no mesmo obstáculo. O piloto francês da KTM virou costas e arrancou, enquanto o português ficou a esbracejar, pedindo ajuda. Isto foi o que as imagens mostraram, mas, segundo os seus protagonistas, não contam a história toda.

O francês reconhece que perdeu "um pouco a cabeça porque estava a perder o Dakar", mas revela que disse a Gonçalves que Rúben Faria, o seu companheiro de equipa, estava a chegar e que este o poderia ajudar. Gonçalves é que não ouviu, porque estava com tampões nos ouvidos. Aquele troço acabaria por ser cancelado, sem penalizações para os pilotos, e Despres acabaria por conquistar o Dakar pela quarta vez - já o tinha feito em 2005, 2007 e 2010 -, após uma luta intensa com o espanhol Marc Coma, em que cada segundo foi importante.

De passagem rápida por Portugal, para agradecer a ajuda de Rúben Faria, Despres, de 37 anos, conversou com o PÚBLICO e disse que gostava de ter corrido no Dakar nos tempos em que a prova tinha mais aventura e menos tecnologia.

Quarta vitória no Dakar. Não se cansa de ganhar? 

Enquanto não me custar a preparação física, não me canso de ganhar. A sensação de lutar e a sensação de ganhar é algo que me agrada.

Gostava de ter participado num Dakar há 20 anos, com menos apoio tecnológico e mais aventura?

Sim. Sempre gostei das motos dos anos 80. Fui mecânico e acompanhei as corridas dessa altura. É como dizes, havia menos tecnologia. Quando vejo uma Ténéré ou uma Africa Twin destes anos... Não sou o piloto mais rápido do mundo, o que acontece é que conheço bem a mecânica e tenho o road booke estou sempre à procura das pistas boas. Gostava de ter experimentado, mas agora já não posso.

Gosta de motos desde pequeno...

Não pude começar muito cedo. Só comecei há 14 anos, o que também não é ser velho... Tudo começou com uma moto pequena que tinha com o meu irmão, que era três anos mais velho. Eu tinha nove anos. Depois, até aos 14 anos, joguei futebol como muitos e, quando fiz a primeira comunhão, disse à minha família que a única prenda que queria era dinheiro e comprei a minha primeira moto, sem que o meu pai soubesse.

Este triunfo no Dakar foi o mais difícil? Teve uma luta muito cerrada com o Marc Coma, com diferenças de poucos segundos...

Já estou acostumado. Costumo dizer que fazemos maratonas com motos, mas nas maratonas não se luta em cem metros. Como tudo se decide em minutos ou segundos, temos uma pressão enorme para não ir contra nenhuma pedra, para não cair numa duna. Nos primeiros dias íamos no máximo e como estávamos muito próximos tínhamos de prestar atenção a todas as curvas. Todas as decisões de navegação tinham de ser boas e rápidas. 

Foi por essa pressão que aconteceu aquele episódio com o Paulo Gonçalves...

Estava como louco. Nesses momentos apenas sabes que tens de sair dali, que os minutos estão a passar. Passaste seis dias a lutar por segundos e agora estás ali a perder minutos e pode ser que vás perder a corrida. A mim aconteceu-me em 2001, quando fui ajudar o Jordi Arcarons na areia, e depois foi a minha moto que ficou presa e perdi uma hora e meia. Foi uma situação que nunca me tinha acontecido, de ficar preso na lama. Ao ver as imagens, as pessoas pensaram coisas que nem eu, nem o Paulo, nem o Rúben pensámos. A ajuda que me deu é uma prova de respeito entre o Paulo e eu. Não é verdade que não tenha agradecido ao Paulo. Estávamos a lutar contra o tempo e algumas imagens mostram que eu não falei com ele, o que não é verdade. Não tenho nenhum problema, e a verdade é que o Rúben estava a chegar e eles são amigos. Naquele momento, estava a lutar pela vitória. É verdade que perdi um pouco a cabeça, pois sabia que estava a perder o Dakar. Não o deixei a morrer na lama, ele estava de pé e bem. Os que me estavam a ajudar também foram ajudar o Paulo e 110 quilómetros depois apertei-lhe a mão e agradeci-lhe. Nós não nascemos para fazer 800 quilometros por dia numa moto, lutar por segundos com um enorme esforço físico e mental. 

Como foi possível que vocês tenham caído naquele obstáculo?

Foi um sítio onde não se via nada e a lama não estava lá quando o "carro zero" abriu a pista dois dias e meio antes. Nós chegámos a esse lugar e algo mudou na natureza. Tínhamos o road book, mas aquilo surpreendeu-nos a todos.

Qual foi a importância do Rúben Faria na sua vitória?

O troféu pesa dez quilos e cada um fica com um quilo. Um quilo para o Rúben, um para o mecânico, um para o manager, um para o fisioterapeuta, um para preparador físico em casa, um quilo para mim, talvez dois. E um para a Red Bull e outro para a KTM. É complicado o trabalho que ele faz. No papel, o resultado dele não é bom, mas trabalhámos para ganhar e fizemos esse trabalho na perfeição.

Hélder Rodrigues tem condições para lutar pela vitória no futuro?

É verdade que ele ficou surpreendido com a nossa velocidade, mas, sim, ele tem a velocidade e possibilidades. A verdade é que não o conheço tão bem como ao Rúben.

E o Rúben?

Ele está a aprender bastante e vou ajudá-lo.

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 22:03 | link do post | comentar

Domingo, 23.10.11

Simoncelli tinha 24 anos

O piloto italiano Marco Simoncelli foi atropelado na sequência uma violenta queda no Grande Prémio da Malásia e acabou por morrer.

 

O italiano Marco Simoncelli (Honda) foi hoje declarado morto pela organização do Mundial de motociclismo, na sequência das sequelas de uma violenta queda na segunda volta do Grande Prémio da Malásia, em Sepang.

 

Marco Simoncelli sofreu uma aparatosa queda na curva 11 do Grande Prémio da Malásia, acabando por ser abalroado pelo norte-americano Colin Edwards (Yahama), depois também tocado pela mota do transalpino Valentino Rossi (Ducati).

 

Na sequência do embate, Simoncelli, de 24 anos, perdeu o capacete e foi arrastado para o meio da pista, sendo a corrida interrompida de imediato e, depois, cancelada.


Veja o vídeo (NOTA: as imagens podem ser consideradas chocantes):


Veja o vídeo SIC: 

 



Via Expresso



publicado por olhar para o mundo às 16:46 | link do post | comentar

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