Sexta-feira, 16.03.12

Porto passa na Choupana

O FC Porto venceu esta noite o Nacional (0-2) e segurou o primeiro lugar do campeonato, independentemente dos resultados de Benfica e Sp. Braga. Um golo de Janko, num lance caricato, abriu caminho ao terceiro triunfo consecutivo dos “dragões” na Choupana, em jogos do campeonato.


Aos 21’, João Aurélio tentou aliviar à saída da área, mas acertou em Alvaro Pereira. A bola ressaltou na direcção de Janko que, no coração da área e só com Vladan pela frente, se limitou a encostar. Foi este o lance que decidiu um jogo em que o Nacional pareceu sempre mais incómodo.

A velocidade de Mateus e Candeias ia fazendo estragos na defesa portista, mas o último passe dos insulares nunca saiu nas condições ideais. E o FC Porto, sobretudo na segunda parte, foi jogando com isso. Foi tentando ter mais a bola para evitar o contra-golpe do adversário.

O Nacional ameaçava mais, sobretudo através dos remates de Mateus, mas os “dragões” eram mais eficazes. Rolando e Maicon, no mesmo lance, enviaram duas bolas seguidas à trave e, já aos 90+4’, chegou mesmo o 2-0. Vladan não susteve um remate cruzado de James e Alex Sandro estava no sítio certo à hora certa, a matar o jogo.

 

Via Público



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Quarta-feira, 14.03.12

No Funchal vai haver outro Porto, diz Victor Pereira

O treinador diz que durante a semana os “azuis e brancos” reflectiram sobre “os erros do último jogo” e diz que os portistas “vão fazer um bom jogo” contra o Nacional.


“Queremos somar os três pontos. Sabemos que a Choupana não é um campo fácil para equipa nenhuma. Temos que estar no nosso melhor para conseguir a vitória. Trabalhámos bem durante a semana, reflectimos obre o último jogo e tirámos ilações. Vamos tentar corrigir os erros do último jogo”, começou por dizer o treinador do FC Porto, na antevisão ao jogo desta sexta-feira, no Funchal, contra o Nacional.

Segundo Vítor Pereira, os portistas podiam no final do jogo contra a Académica “ter ido por um caminho mais curto, o das arbitragens”, mas o treinador diz que optou por não ir “por esse caminho” apesar de ter perdido para o jogo contra os madeirenses Hulk “de uma forma injusta”.

“Optei por falar no nosso demérito e no mérito do adversário e durante a semana trabalhámos para corrigir os nossos erros e na sexta-feira vamos ser uma equipa diferente. Esperamos e vamos fazer um jogo diferente. Os jogadores que vão jogar, com certeza, vão fazer um bom jogo e dar uma boa resposta”, garantiu.

O treinador desvalorizou o episódio com Rolando, contra a Académica, considerando que “o que está na essência de uma reacção” como a que o defesa teve quando foi substituído é a vontade “em ajudar a equipa”. “Depois estou cá eu para falar frontalmente com o jogador. Falámos em equipa e a situação está ultrapassada”, continuou.

Vítor Pereira aproveitou ainda para criticar o possível alargamento do campeonato para 18 clubes: "Anunciar esta decisão a oito jornadas do final do campeonato é de uma enorme irresponsabilidade. Só se quisermos transformar este campeonato no campeonato da mentira. Nem me passa pela cabeça essa possibilidade."

 

Via Publico

 



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Sábado, 03.03.12

À décima vitória consecutiva, o Sp. Braga alcançou o Benfica

Não é uma questão de discurso, mas de futebol. Por muito que os responsáveis do Sp. Braga rejeitem o estatuto de candidato ao título, em campo, os jogadores têm-se esforçado por provar o contrário. Na Madeira, assistiu-se a uma exibição e a uma reviravolta de equipa grande. O Nacional entrou por cima, mas saiu de gatas (1-3), subjugado pelo novo companheiro do Benfica na tabela.


Quando Moreno, aos 12’, concluiu da melhor forma uma combinação entre Rondón e Candeias para abrir o marcador, a comitiva bracarense terá experimentado uma sensação de déjà vu. A 30 de Janeiro, também no Funchal, Hugo Viana e companhia também tinham entrado em falso, frente ao Marítimo. E deram a volta por cima (1-2).

Deve ter sido a experiência acumulado a desinibir a equipa, porque os minhotos não acusaram a desvantagem - e muito menos a pressão de jogarem para o segundo lugar, de aproveitarem a oferta do Benfica. O futebol do Nacional fluía sobretudo pelas alas (cortesia de Candeias, que fez de Elderson o que quis), o Sp. Braga tentava tirar partido do miolo (A saída de Andrés Madrid, por lesão, facilitou a tarefa) e daquele pé esquerdo magistral de Hugo Viana.

Aos 24’, Lima recebeu um passe de 40 metros na área, mas deixou-se antecipar. Aos 40’, desviou com êxito já na pequena área, após uma assistência perfeita de Mossoró.

A mesma dupla não acusou o arrefecimento da descida aos balneários, no intervalo, e regressou em alta. Lima, todo ele mobilidade e sentido de oportunidade, fugiu à marcação pela direita, desviou a bola do caminho do guarda-redes Marcelo e contou com a ajuda do poste para “assistir” Mossoró, que se limitou a empurrar para o 1-2.

Agora era o Nacional que tinha de ir atrás do prejuízo. Pedro Caixinha trocou Mateus por João Aurélio mas não ganhou nada com isso. Leonardo Jardim substituiria Mossoró por Ukra e ganharia mais um golo por isso (67’). O mérito do jogador emprestado pelo FC Porto foi o de acompanhar a jogada que Leandro Salino e Lima desenharam a régua e esquadro. E o de encostar para o 1-3 final.

Antes desse momento, o Nacional tentara o empate pelas alas, pelo centro, em lances de bola parada - e Neto, de cabeça, quase aproveitava uma falha de marcação. Tudo em vão. O Sp. Braga ia anulando todas as investidas e espreitando o contra-ataque, para o golpe fatal, que carimbou a décima vitória consecutiva na Liga, a quinta fora de casa. Um registo impressionante, que colou a equipa ao Benfica no segundo lugar (49 pontos), a um mês da visita ao Estádio da Luz.

 

Via Público



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Domingo, 12.02.12

A noite estava fria mas Rodrigo e Cardozo aqueceram-na

O Nacional, quando entrou na Luz, parecia um condenado a caminho do cadafalso, lado a lado com o seu verdugo. Desgastado física e emocionalmente pela eliminação, na quarta-feira, nas meias-finais da Taça de Portugal frente ao Sporting, chegou a Lisboa sem seis titulares, entre castigados e lesionados. Não era só isso a desmoralizar os madeirenses, mas a tarefa que tinham pela frente: enfrentar o Benfica, líder da Liga, senhor de um ataque demolidor e detentor de dez vitórias seguidas. E o palco era o pior, um estádio com mais de 50 mil benfiquistas sem clemência para com o adversário.


O alçapão abriu-se mesmo e o Nacional desapareceu ao primeiro golo. Foi Garay. A primeira vez que a equipa de Jesus se acercou da baliza de Marcelo facturou e a formação insular ruiu. O Benfica, sem Maxi e Javi García (jogou Witsel o que pôde como defesa direito e Matic no meio-campo), fazia o jogo chegar à frente pelos pés de Aimar. O resto, e não é pouco, ficava a cargo dos quatro avançados: Gaitán, Nolito, Rodrigo e Cardozo. Demasiado para Marçal, o desgraçado recém-promovido a defesa esquerdo que há duas semanas descansava no Torreense. Foi ele a não perceber o que Gaitán lhe fez antes de oferecer o golo a Cardozo.

O argentino, numa finta digna de Houdini, apareceu isolado na área e serviu o ponta-de-lança. O paraguaio tinha que marcar, há sete jogos que o faz.

Cardozo conta agora com um parceiro perfeito para o “crime” — Rodrigo. Foi o espanhol a descansar a Luz, quando esta se revoltou com o golo de Claudemir, depois de Jorge Sousa ter marcado penálti. A falta de Emerson sobre Diego Barcelos é discutível, mas o árbitro não hesitou. Artur não deteve o remate colocado e a margem mínima voltou ao marcador.

Um sobressalto que não estava nas contas dos benfiquistas. Mas Rodrigo, 11 minutos depois, repôs a normalidade, com uma jogada rápida a deitar o guarda-redes no chão. Ele e Cardozo somam, no final desta ronda, 13 golos nas últimas sete partidas. Um terror para Feirense, Gil Vicente, V. Setúbal, U. Leiria, Rio Ave e Marítimo, uma lista de vítimas a que se juntou o Nacional.

A dupla merece respeito, muito, mas é a Aimar que se presta culto. Cada vez que o argentino caminhava para a marcação de um canto, o estádio prestava-lhe homenagem. Um caso de amor, que ganhou fogo com a renovação do contrato, esta semana. Os heróis estavam no palco, o público estava à espera de golos e de mais uma vitória. E Rodrigo fez a vontade, mais uma vez. Numa jogada relâmpago e de ângulo apertado, fez o 4-1. O espanhol leva oito golos na prova, menos cinco que Cardozo, sentado no trono dos melhores marcadores com 14.

Com este triunfo, o Benfica estica para 8 pontos a vantagem sobre o FC Porto, que entra mais pressionado no jogo de hoje com a União de Leiria. Com o clássico marcado para o início de Março, qualquer deslize pode ser fatal. E a pensar na gestão do plantel, com jogo na quarta-feira para a Champions com o Zenit, Jesus tirou Aimar, fez descansar o seu melhor pensador de jogo e defendeu com Miguel Vítor, tirando a Witsel o pesadelo da defesa. Estava feita a noite.

 

Via Público



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Quinta-feira, 01.12.11

A noite em que se bebeu o lendário Vintage Noval Nacional 1963

Alguns dos melhores "sommeliers" do mundo estiveram três dias no Norte para provar e falar sobre os vinhos portugueses. Um dos pontos altos foi o jantar de gala na Quinta do Noval, com "smoking" e barbatanas e grandes vintages, incluindo o Noval Nacional 1963. Pedro Garcias participou nesse momento único em que se provou um vinho que custa 5570 euros cada garrafa.

Dia 13 de Novembro. A noite promete na Quinta do Noval, anfitriã de um grupo muito especial e influente, os Mad Wine Lovers Of The World. Daquela propriedade do Douro têm saído alguns dos melhores vinhos portugueses de sempre. Um deles, o Porto Vintage Noval Nacional 1931, foi considerado pela revista Wine Spectator como o segundo melhor vinho do mundo do século XX. Não devem existir mais do que umas poucas dezenas de garrafas espalhadas por alguns coleccionadores. Há uns anos, provar uma dessas garrafas ainda continuava a ser a ambição da vida de Christian Seely, o director geral da Axa Millésime, proprietária da Quinta do Noval. Não sabemos se já a cumpriu.

 

A mesa já está posta quando os sommeliers começam a chegar impecavelmente vestidos de smoking e caminhando como pinguins. Ao segundo dia da excursão a Portugal, preparam-se para o seu tradicional jantar de gala. As barbatanas que todos trazem calçadas mostram o lado “louco” do grupo. Depois de quase um ano a sugerir e a provar diariamente dezenas ou centenas de vinhos, alguns dos melhores sommeliers do mundo viajam até um país vitícola para conhecer novos vinhos, revisitar outros e comer e beber quase sem regra (este ano, o grupo escolheu Portugal). Só param tombados pelo sono e pelo cansaço de tanto rir com as histórias, as cantorias, os discursos humorados e as “palhaçadas” — daí o nome Mad Wine Lovers Of The World.

 

São cerca de uma dúzia de sommeliers reputadíssimos e com grande poder e influência no negócio do vinho. Um deles, o francês Olivier Poussier, responsável pelos vinhos do grupo Lenôtre, ostenta o título de MelhorSommelier do Mundo, obtido em 2001, no Canadá. E outros três já venceram o concurso de Melhor Sommelier da Europa: o alemão Bernard Kreis e os franceses Eric Duret e Eric Beaumard. Este, actual director do Restaurante Georges V, no Hotel Four Seasons, em Paris, também já foi vice-campeão do mundo. Do grupo faz parte também João Pires, o único master sommelierportuguês e considerado um dos melhores do mundo da actualidade.

 

Ninguém sabe que vinhos vai servir Corine, funcionária da Axa Millésime e também ela sommelier. O Noval Nacional 1931 não será, obviamente. O Noval não Nacional do mesmo ano, que dizem não ser inferior, também estará interdito. E o Noval Nacional 1963, talvez a mais lendária colheita de Porto Vintage, não passa de um sonho. Pelo menos, para nós. Cada garrafa custa na loja de Gaia da Noval 5570 euros! É um daqueles vinhos para beber como último desejo. Sobra a expectativa, suficientemente empolgante, de se provar algum Colheita histórico (Porto Tawny de uma só colheita envelhecido em cascos por um período mínimo de sete anos) ou um outro grande Noval Nacional (exclusivo vintage que a quinta produz a partir de uma vinha velha de dois hectares plantada com videiras não enxertadas).

 

 

 

 

Via Público



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