Terça-feira, 10.01.12

As vantagens de tomar pequeno-almoço

 

Entende-se por pequeno-almoço a primeira refeição do dia, aquela que nos quebra o jejum nocturno pouco tempo depois de acordarmos. O termo inglêsbreakfast ou o espanhol desayuno têm exactamente esse significado, existindo também em português o termo desjejum.

 

A forma como vários povos ao longo da História foram compondo a sua primeira refeição do dia, dependendo sobretudo da disponibilidade de alimentos nos respectivos tempos e locais, levou a que hoje tenhamos uma variedade muito grande de pequenos-almoços. Alimentos como pão e outros derivados de cereais, leite, ovos, frutas, carnes e enchidos, peixe, hortícolas ou leguminosas fazem parte do início do dia de milhões de pessoas em todo o mundo.

 

Existe a noção generalizada de que é importante tomar o pequeno-almoço diariamente. Trata-se de uma opinião antiga que era muitas vezes propalada por profissionais de saúde de modo empírico, ou seja, ainda sem a confirmação científica da sua veracidade. No entanto, é interessante verificarmos que essa ideia ancestral tem, efectivamente, razão de ser. São já vários os estudos onde se demonstram os benefícios de tomar o pequeno-almoço diariamente e, por outro lado, sabemos que existe uma percentagem de pessoas que omite esta refeição e sabemos também que parte dessas pessoas são crianças e adolescentes. A questão a que tentaremos responder é quais são os benefícios de tomar o pequeno almoço e, por outro lado, qual é a sua composição em alimentos que parece mais adequada.

 

Os benefícios foram demonstrados essencialmente a três níveis. Em primeiro lugar, aqueles que tomam pequeno-almoço são menos obesos que os que não o tomam. Pode parecer paradoxal que alguém que inclui mais uma refeição ao longo do dia possa ser mais pesado que quem o não faz, mas a realidade mostra precisamente isso. Não será demais relembrar aqui o problema da obesidade e das suas nefastas consequências, sobretudo em crianças.

 

Depois, também sabemos que quem toma o pequeno almoço tem normalmente uma alimentação mais equilibrada ao longo do dia. Ou seja, aqueles alimentos que costumamos consumir na primeira refeição do dia contribuem para que o total do nosso dia alimentar seja mais correcto.

Em terceiro lugar, existem dados muito interessante que mostram que as crianças que tomam todos os dias o seu pequeno almoço apresentam melhor rendimento escolar do que aquelas que omitem esta refeição e vão para a escola sem comer.

 

Como já dissemos, existem muitos tipos diferentes de alimentos com que podemos quebrar o jejum no início do nosso dia. Todavia, existem alguns estudos que nos mostram que existem benefícios em incluir alguns deles no nosso pequeno almoço. A combinação de um produto contendo cereais integrais (pão ou cereais de pequeno almoço, por exemplo), um produto lácteo (leite ou iogurte, de preferência magros para a maioria das pessoas) e uma peça de fruta parece preencher todos os requisitos para um início de dia óptimo sob o ponto de vista nutricional. Podemos assim ingerir os hidratos de carbono, fornecedores de energia para o arranque do dia, mas também as proteínas, o cálcio, várias vitaminas e até fibra.

 

Não parece assim difícil cumprir, diariamente, este ritual tão saudável; os ganhos são claramente compensadores, seja em crianças, adultos ou idosos.

 

*Nutricionista e professor 
Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação Universidade do Portonunoborges@fcna.up.pt 

 

Via Público



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Segunda-feira, 21.11.11

C de Chocolate Quente

A combinação de sabor, textura, aroma e compostos bioactivos fazem-nos querer que o chocolate foi um projecto divino, mais do que uma simples criação da natureza.

 

É reconfortante a ideia de que os alimentos que nos dão mais prazer e estimulação sensorial podem igualmente trazer benefícios para a saúde. O chocolate quente, bebida de eleição e já com cheirinho a Natal, é um dos já falados healthy guilty pleasures que com a sua conta peso e medida poderá fazer perfeitamente parte integrante de um estilo de vida saudável.

 

Não existem dúvidas que o chocolate é um alimento extremamente calórico com grandes quantidades de gordura e açúcar. Sendo certo que uma boa parte dessa gordura é saturada o impacte no colesterol sanguíneo não é tão grande como seria de esperar. A verdadeira “desvantagem” da manteiga de cacau e fonte da gordura do chocolate acaba por ser a sua propriedade de derreter à temperatura corporal, fazendo do momento da ingestão não apenas um mero episódio alimentar mas uma experiência sensorial reconfortante.

 

Este conforto associado ao consumo de chocolate acaba por ser explicável à luz de muitos dos seus constituintes que vão desde a cafeína e teobromina com efeito estimulante a aminas biogénicas e ácidos gordos que poderão ser responsáveis por um certo efeito aditivo do chocolate ao mimetizarem o efeito de algumas drogas canabinóides no cérebro. Apesar destes fenómenos ocorrerem em ambos os sexos, existem outros mecanismos que fazem das mulheres um grupo alvo no que diz respeito aos desejos por chocolate. Se a fase pré-menstrual é em si fértil em desejos alimentares, o chocolate lidera indubitavelmente esta lista, constituindo-se porventura como um desejo inconsciente por magnésio, um mineral cuja concentração no organismo diminui no período pré-menstrual e no qual o chocolate é extremamente rico.

 

Os benefícios do consumo do chocolate estão intimamente associados ao seu teor de cacau e consequentemente à quantidade de polifenóis nele existente. A redução de processos inflamatórios, melhoria dos mecanismos antioxidantes e diminuição do risco de doenças cardiovasculares está dependente da quão criteriosa for a escolha do chocolate. As opções com adição de leite, amêndoas, passas, caramelo possuem menor percentagem de cacau que o chocolate negro sendo que o “chocolate” branco nem sequer possui cacau na sua constituição.

 

Assim, acrescente na sua receita de chocolate quente um bom chocolate negro com alto teor em cacau (acima de 70%) e outros ingredientes como canela, gengibre e malagueta para potenciar o seu efeito antioxidante.

 

É caso para dizer que o chocolate é uma associação perfeita de palatibilidade, propriedades farmacológicas e hormonais, e já os Mayas explicavam o seu culto pela sua "capacidade de despertar desejos insuspeitos e revelar destinos"...

 

Por Pedro Carvalho, nutricionista*

 

Via Público



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