Quinta-feira, 14.07.11

São vinte golfinhos e vieram do mar à procura de alimento, mas não são os únicos a voltar ao Tejo. Garante quem sabe que o rio está mais limpo. 


 

O grupo de 20 golfinhos foi avistado há dias no Estuário do Tejo, perto de Lisboa.

Há cerca de um ou dois anos esta espécie também foi vista no Tejo, perto de Alcântara", lembra Carla Graça, Presidente do Núcleo de Setúbal da Quercus.

Os golfinhos avistados são de uma espécie que reside no Oceano Atlântico, deslocando-se aos estuários apenas para procurar alimento. O regresso destes e outros animais ao estuário do Tejo pode estar relacionado com o melhoramento das condições da água, consequência de várias medidas tomadas ao longo dos últimos anos. "Neste momento existem mais três ETAR (Estações de Tratamento de Águas Residuais) em funcionamento: Alcântara, Seixal e Barreiro/Moita", explica a responsável da Quercus.

O encerramento de várias indústrias pesadas, assim como o aumento da monitorização por parte das entidades oficiais, são outras medidas apontadas por Carla Graça para a diminuição da poluição no rio Tejo.

Além dos golfinhos marítimos, outras espécies, como a ostra portuguesa, têm regressado nos últimos anos ao Estuário do Tejo, o maior da Europa Ocidental.


Via Expresso



publicado por olhar para o mundo às 08:18 | link do post | comentar

Terça-feira, 05.07.11
Carros poluentes banidos da Baixa de Lisboa
A partir de hoje, os carros mais poluentes não podem entrar na Baixa de Lisboa, onde também estacionar é mais caro, para ver se os condutores optam por deixar o carro em casa.

O aumento do preço do estacionamento pretende fazer com que as pessoas pensem duas vezes antes de levar o carro para o centro da cidade, enquanto que a limitação da entrada de carros anteriores a 1993 e que não tenham entretanto adoptado um catalisador pretende que a avenida da Liberdade e a Baixa constituam a primeira Zona de Emissões Reduzidas (ZER) da cidade.

 

Na prática, trata-se de um sinal de sentido proibido, que permite excepções aos táxis, aos autocarros, aos residentes, aos veículos de emergência e de transporte de deficientes, aos veículos clássicos e aos veículos classificados com a norma Euro 1 ou superior.

 

José Marques, taxista, destaca que muitos «carros, de facto, são velhos, mas estão reparados e passam nas inspecções», pelo que não têm problemas de emissões, «senão, não passavam».

 

Para este taxista, o trânsito que entra pela avenida da Liberdade não é o que pior faz à qualidade do ar da Baixa e «um autocarro da Carris polui por 50 carros» de táxi.

 

«O senhor presidente da câmara fez aquele trabalho que fez, o ter metido os autocarros a passar pela rua do Arsenal e Praça do Comércio junto ao arco da Rua Augusta, isto foi a pior coisa que podia ter feito nesta cidade em termos de poluição. Poluem mais estes autocarros entre o Cais do Sodré e o Terreiro das Cebolas do que quantos carros sobem e descem a avenida da Liberdade e não só», afirmou.

 

Já Rui Santa considera exagerados estes limites, por causa das poucas condições económicas que os portugueses têm, e salienta que «não é do pé para a mão» que se pode mudar de carro.

 

Se fosse ele a mandar, dava «para aí um ano» às pessoas para se prepararem.

 

«Se vem uma pessoa que mora, por exemplo, em Aveiro ou em Coimbra e depois entra na Baixa sem se aperceber, é difícil. Numa altura em que tanto se fala na extinção de fronteiras, se calhar vamos ter de criar fronteiras à volta de Lisboa», sugeriu.

 

Tal como a novidade das restrições à entrada dos carros mais velhos, uma nova lista vermelha desenhada no asfalto da Baixa indica aos condutores que, se estacionarem, vão pagar o parqueamento mais caro da cidade.

 

A EMEL, a empresa municipal que gere o estacionamento, dividiu hoje a cidade em três zonas com preços de parqueamento diferenciados - a verde”, a “amarela” e a “vermelha”, sendo esta a mais cara.

 

Estacionar na zona vermelha, essencialmente no centro de Lisboa, custa 1,60 euros na primeira hora e está limitado ao máximo de duas horas.

«É muito elevado, mas como não conheço bem Lisboa, tenho de pagar. Não tenho sítio para por o carro, não conheço bem a cidade, posso ser multado, tenho de pagar», considera Hélder Diniz da Silva, que veio hoje de Alcobaça à capital, enquanto olha surpreendido para o bilhete, porque «um euro só dá para pouco mais de meia hora».

 

Por seu lado, Mário, que desde há dois anos se desloca de bicicleta, tem a solução para todos estes problemas, porque nem polui, nem paga estacionamento.

 

«O povo deveria andar de bicicleta. O país está em crise, é mais económico, fazemos preparação física e dá-nos saúde», defende este desempregado, realçando que todas as medidas que evitem a poluição do ar são boas.

 

Via Sol



publicado por olhar para o mundo às 08:23 | link do post | comentar

Segunda-feira, 14.03.11
Tejo está menos sujo

Em Janeiro, os esgotos de 120 mil habitantes de Lisboa deixaram de correr para o Tejo. Houve festa, com fados e uma regata de canoas típicas. A ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, anunciou que o estuário estava "totalmente livre" de águas residuais não-tratadas.

Não é bem assim. Olhando-se para trás, o Tejo está hoje muito melhor. Mas ainda há zonas onde os esgotos urbanos correm sem tratamento para o rio. A poluição causada pelas explorações pecuárias ainda não está resolvida. Nos sedimentos do estuário, estão acumuladas grandes quantidades de metais pesados. Há afluentes que permanecem poluídos. 

Dizer se um estuário tão grande e com tantos usos diferentes como o do Tejo está poluído não é, porém, tarefa fácil. O Tejo tem, por exemplo, grandes quantidades de nutrientes que, em determinadas condições, podem causar a proliferação de algas, cuja decomposição consome o oxigénio necessário para outros organismos. Mas, no estuário, que tem águas escuras devido à quantidade de sedimentos em suspensão, isto não acontece. "Se o estuário não fosse turvo, ficaria verde num instante", diz o investigador Ramiro Neves, do Instituto Superior Técnico. 

Se a ideia é tomar banho no Tejo, no entanto, ainda não é altura para pensar nisso. Mas há planos de várias autarquias para requalificar as zonas ribeirinhas, que são, nalguns casos, um passo para a criação de praias fluviais. 

Em Lisboa, está prevista a criação de uma zona de interacção com o Tejo na ribeira das Naus, entre o Terreiro do Paço e o Cais do Sodré. "Vai ser um espaço importante de usufruto do rio", diz o vereador do Ambiente, José Sá Fernandes. O objectivo é introduzir ali um espaço com vegetação e uma plataforma que entra no rio, semelhante à que já existe no Cais das Colunas. O presidente da sociedade Frente Tejo, João Biencard Cruz, responsável pela execução do projecto, refere-se a este avanço de margem como um "local de contemplação". Mas esta "grande varanda" virada para o Tejo, como lhe chama, pode ser um convite para os visitantes molharem os pés.

As obras não deverão estar concluídas antes de 2013. Mas, se fosse hoje, que perigos correria quem tentasse molhar os pés no rio na ribeira das Naus? O Cidades contactou um laboratório para analisar uma amostra de água colhida precisamente na zona onde vai ser construída a "varanda". A recolha foi feita a 25 de Fevereiro, às 9h30, em período de maré cheia. Os resultados indicam que os valores de enterococos intestinais são cerca de 90 vezes superiores ao permitido por lei. Resultado: água imprópria para banhos.

Na margem sul do Tejo, alguns municípios prometem requalificar praias fluviais no curto prazo. Em Alcochete, a câmara quer recuperar a classificação balnear oficial para as praias dos Moinhos e do Samouco, perdida em 2009. "São locais frequentados por centenas de pessoas no Verão e nunca recebemos queixas por contaminações ou alergias", garante o vereador do Ambiente, Jorge Giro.

Análises que a própria autarquia mandou fazer no Verão de 2010 mostram outra realidade. De oito amostras na praia dos Moinhos, duas ultrapassaram os níveis permitidos para enterococos, o que impede o seu uso balnear. Nas areias, em dois momentos também se registou excesso de coliformes e de fungos patogénicos. 

No Montijo, a criação de uma praia fluvial foi uma das bandeiras da campanha eleitoral de Maria Amélia Antunes, actual presidente da câmara. O vereador do Ambiente, Nuno Canta, explica que a intenção se mantém, mas "a concretização ainda depende da despoluição do rio". O objectivo, porém, é avançar com o projecto ainda nesta década.

A Câmara do Barreiro tem planos mais imediatos. Até 2013, a autarquia quer requalificar a praia de Alburrica. Todas as esperanças recaem sobre a ETAR do Barreiro e Moita, que está em testes, para ser inaugurada em Abril. Irá tratar os esgotos de 290 mil pessoas, que até agora eram lançados no rio. Isto resolve apenas um dos problemas do Barreiro, pois os sedimentos do rio na zona do concelho estão fortemente contaminados. 

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 21:25 | link do post | comentar

mais sobre mim
posts recentes

Conheça os golfinhos avis...

Carros poluentes banidos ...

O Tejo está menos sujo, ...

arquivos

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Dezembro 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

tags

todas as tags

comentários recentes
Ums artigos eróticos são sempre uma boa opção para...
Acho muito bem que escrevam sobre aquilo! Porque e...
Eu sou assim sou casada as 17 anos e nao sei o que...
Visitem o www.roupeiro.ptClassificados gratuitos d...
então é por isso que a Merkel nos anda a fo...; nã...
Soy Mourinhista, Federico Jiménez Losantos, dixit
Parabéns pelo post! Em minha opinião, um dos probl...
........... Isto é porque ainda não fizeram comigo...
Após a classificação de Portugal para as meias-fin...
Bom post!Eu Acho exactamente o mesmo, mas também a...
links
blogs SAPO
subscrever feeds