Domingo, 06.05.12

A versão de O Grito que foi a leilão era a única em mãos privadas

A versão de O Grito que foi a leilão era a única em mãos privadas (Foto: Andrew Burton/ Reuters)


Posters, t-shirts, referências em filmes e séries de animação. A imagem de O Grito, de Edvard Munch, está em todo o lado.

 

Todos a conhecemos, num fenómeno global apenas comparável ao da Gioconda, de Leonardo da Vinci. E agora há os 119,9 milhões de dólares (91 milhões de euros) pagos na quarta-feira no leilão da Sotheby"s, em Nova Iorque, que estabeleceram um recorde absoluto de venda de uma obra de arte em leilão.

O que é que O Grito tem? "Fala por toda a gente, já todos nos sentimos sozinhos e desesperados em algum momento da nossa vida", disse à BBC David Jackson. Segundo este professor de História da Arte Escandinava da Universidade de Leeds, "o impulso de olhar para as coisas que nos incomodam é parte fundamental da condição humana".

Com um ar desesperado, de boca aberta em esgar e as mãos na cabeça, numa ponte com duas pessoas ao fundo, e um horizonte com cores garridas, a figura central do quadro transmite uma angústia que tem atravessado décadas, mantendo-se sempre actual. À época da realização da obra, Munch estaria a retratar o seu próprio estado de espírito, que, como escreveu Jonathan Jones, crítico de arte do britânico The Guardian, vivia infeliz e alienado do mundo por não estar a ser reconhecido pelo seu trabalho. Hoje, facilmente qualquer pessoa se pode identificar com esse estado e, por sua vez, com o quadro.

O psicólogo da Universidade de Reading Eugene McSorley compara o efeito com o suscitado por registos de pessoas em sofrimento. "É muito difícil para as pessoas ignorar estas imagens. Não conseguem desviar o olhar", disse à BBC sobre o quadro que deixou de ser apenas o grito de desespero de Munch para se tornar no grito da modernidade.

Petter Olsen, o norueguês que levou o quadro à praça, vai mais longe na definição da obra e fala do "momento terrível em que o homem percebe o seu impacto na natureza e as mudanças irreversíveis que iniciou". Daí a decisão de o vender ao fim de tantos anos. "Sinto que é o momento para oferecer ao resto do mundo uma hipótese de ter e apreciar este incrível trabalho, que é a única versão de O Grito [das quatro existentes] que não está num museu da Noruega", disse o empresário, cujo pai foi amigo e patrono de Munch, tendo adquirido vários quadros ao artista. 

"É preciso saber quando é que temos de largar as coisas", disse à televisão norueguesa NPK o empresário, que, com o dinheiro da venda, vai financiar um novo museu, um hotel e um centro de arte na Noruega. 

Sobre o actual comprador nada de sabe, existindo rumores de que poderá ter sido adquirido pela família real do Qatar, que no final do ano passado comprou Os jogadores de cartas de Paul Cézanne por 190 milhões de euros.

 

Retirado do Público



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Quarta-feira, 09.03.11

 

Desnudo, hojas verdes y busto

 

 

 

O quadro mais caro da história das vendas em leilão, "Desnudo, hojas verdes y busto", do espanhol Pablo Picasso, está em exposição, pela primeira vez no Reino Unido, na Tate Modern, em Londres.

 

"Desnudo, hojas verdes y busto", foi pintado em 1932 por Pablo Picasso que teve como musa Marie-Therese Walter, amante de Picasso no final dos anos 1920 e nos anos 1930. 

 

O quadro, de 162 centímetros de altura e 130 de largura, estará exposto numa nova sala dedicada ao pintor espanhol.

 

A obra de arte foi vendida o ano passado, num leilão da Christie’s em Nova Iorque, a um comprador anónimo, pelo preço de 77 milhões de euros, preço que estabeleceu um novo recorde mundial para um quadro vendido em leilão.

“Este é um quadro extraordinário de Picasso, estou satisfeito que através da generosidade do proprietário da obra possamos apresentar ao público britânico esta obra de arte”, disse ao “The Guardian” Nicholas Serota, director da Tate.

Até ao momento da sua venda, o quadro fazia parte da colecção americana de Sydney e Frances Brody, uma das mais prestigiadas do mundo da arte moderna. Os coleccionadores tinham comprado a obra em 1951 pelo preço de 14,2 mil euros, que foi apenas exposta ao público uma vez em 1961, para comemorar os 80 anos do artista.

Desconhece-se quem seja o novo proprietário da obra, contudo o “The Guardian” avança que, estando a obra exposta pela primeira vez no Reino Unido, o comprador poderá ter grandes ligações com o país, destacando que o russo Roman Abramovich, proprietário do clube de futebol Chelsea FC, foi um dos licitadores do leilão em Nova Iorque.

 

Via Público



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