Domingo, 23.10.11
Preservativos em queda: os jovens já não têm medo da sida?

Gustavo já fez sexo desprotegido. D. Santos também, "mas só com a namorada". Para Rita, os jovens rendem-se ao risco. E ao álcool. E a sida?

 

"É uma doença dos outros"

 

"Têm comportamentos de risco e a seguir vão fazer os testes. E as desculpas são sempre as mesmas: vergonha de perguntar ao parceiro, era alguém que julgavam conhecer, estavam bêbados e desleixaram-se..." Em síntese, "perdeu-se o respeito pela doença".

 

Deixam-se toldar pelo álcool, não colocam a questão ao parceiro - por vergonha ou porque acreditam que este lhes é fiel - gostam de arriscar, saborear o momento, não pensam, sentem que a sida é algo que só acontece aos outros: eis algumas da razões que levam a que 42% dos jovens continuem a não usar preservativo quando têm relações sexuais com um novo parceiro.

 

A percentagem - extraída de um estudo divulgado esta semana e que envolveu inquéritos realizados em 29 países, entre Abril e Maio de 2011, a mais de 6000 jovens entre os 14 e os 24 anos - deixou os especialistas portugueses entre o espanto e a preocupação: é o medo da sida a desaparecer?

 

"A percepção de que a sida deixou de ser uma coisa que mata para passar a ser uma doença crónica levou a uma diminuição da pressão pública", interpreta o sociólogo Pedro Moura Ferreira, do Instituto de Ciências Sociais (ICS). Logo, "a atitude preventiva perdeu velocidade".

 

Não há tratamento para tudo


"A mensagem de que a sida é uma doença crónica visava tirar o estigma à doença, mas a verdade é que fez com que as pessoas lhe perdessem o respeito. Nos anos 1990 era o terror, morriam imensos homossexuais e as pessoas tinham medo e preveniam-se. Agora, e à medida que a medicação se tornou mais eficaz, as pessoas comportam-se como se vivessem numa sociedade em que há tratamento para tudo. E não há", contextualiza Josefina Mendéz, médica no Joaquim Urbano, no Porto, o único hospital de doenças infecto-contagiosas do país.

 

Ao seu gabinete Josefina já viu chegar muita gente. "Cada vez mais novinhos - 18, 20, 21 anos. E é gente que leva anos fazendo testes, ou seja, têm comportamentos de risco e a seguir vão fazer os testes de rastreio. E as desculpas são sempre as mesmas: vergonha de perguntar ao parceiro, era alguém que julgavam conhecer bem, estavam bêbados e desleixaram-se..." Em síntese, "perdeu-se o respeito pela doença".

 

Não é preciso colocarmo-nos à entrada do hospital para confirmar que é assim. "Normalmente uso preservativo, mas já aconteceu não ter comigo e avançar mesmo assim", admite Gustavo Mendes, 20 anos, estudante na Academia Contemporânea do Espectáculo do Porto. Não é o que o medo de infecção por VIH não estivesse presente. "Já conhecia a pessoa. Perguntei-lhe se tinha alguma doença, ela disse que não e eu confiei." Foi um risco calculado. "Se não conhecesse a pessoa, teria tido mais cuidado."

 

Via P3



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Segunda-feira, 26.09.11

42% dos jovens europeus já teve relações sexuais desprotegidas com novos parceiros. Números que sobem para os 50% no caso português. 

 

 

Quase metade dos jovens europeus já teve relações sexuais desprotegidas com novos parceiros, segundo um estudo hoje divulgado e que vem mostrar uma realidade semelhante à que se passa em Portugal.

 

O estudo resultou de um inquérito feito a seis mil jovens de mais de 29 países em todo o mundo e, na Europa, uma das principais conclusões é a de que 42% dos jovens tem relações sexuais desprotegidas com novos parceiros.

 

Em Portugal, alguns inquéritos apontam para que 50% dos jovens tenham relações desprotegidas.

 

"Pode ser por despreocupação, por não apetecer, por álcool a mais", comenta à agência Lusa o obstetra Fernando Cirurgião, diretor de serviços do Hospital São Francisco Xavier.

Alcoolizados ou por esquecimento

Aliás, o estudo internacional hoje divulgado indica que 11% dos jovens que não usam proteção nas relações sexuais justificam o comportamento por estarem alcoolizados ou por esquecimento.

 

O facto de o parceiro não gostar de usar métodos contracetivos é também referido por 14% dos jovens.

 

Para Francisco Cirurgião, em Portugal, a elevada percentagem de relações sexuais desprotegidas pode também ser culpa da falta de campanhas de informação e da debilidade da educação sexual nas escolas.

 

"Há muito tempo que não me lembro de ver campanhas de distribuição de preservativos.

 

Torna-se preocupante. Não é pelo facto de ter havido uma campanha há dois anos que é suficiente. Tem de haver campanhas contínuas", lamenta o médico.

Críticas à educação sexual

Também a formação em educação sexual nas escolas merece críticas por parte do especialista: "Sem desprestígio de quem lá está, alguns dos professores não têm qualquer formação na área da saúde. Temos mesmo que nos debruçar sobre a educação sexual adequada nas escolas".

 

Fernando Cirurgião defende ainda a existência e multiplicação de centros de atendimento para jovens, que devem ser independentes dos centros de saúde, para evitar constrangimento e permitir que os mais novos se sintam à vontade.

 

No estudo multinacional, que teve o apoio de várias organizações não governamentais, quase quatro em cada 10 jovens confirmam não ter educação sexual nas escolas.

 

Das mais de 200 milhões de gravidezes que há anualmente em todo o mundo, estima-se que 40% não são planeadas. A desproteção nas relações sexuais faz ainda com que uma em cada 20 adolescentes contraia todos os anos uma infeção bacteriana por via sexual.

 

Via Expresso



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Quinta-feira, 12.05.11
Sexualidade: veja por que as preliminares são importantes
Prática é essencial para mulheres atingirem o orgasmo durante o sexo. Carinhos funcionam como um despertar para cada célula do corpo, diz especialista
As preliminares são importantes, pois despertam em cada célula do corpo uma espécie de aviso sobre o que está para acontecer
Uma relação sexual é como umadança, um ritual de acasalamento. Nesse contexto, o conjunto de carícias realizadas antes do ato sexual em si, chamada de preliminares, funciona como um aquecimento, uma agradável incursão no universo erótico do outro, que pode começar com um beijo ou um olhar e sem lugar certo para chegar. 

Segundo o terapeuta e médico vibracional, Edurado Navarro, elas são fundamentais para o sexo. "Quando executadas em comum acordo e de bom grado, criam um padrão de harmonia no casal, além de preparar os corpos para o ato sexual". Assim, de acordo com o especialista, esses carinhos acabam funcionando como um despertar para cada célula do corpo, um aviso ao que está prestes a acontecer. 

No entanto, a carência ou a reclamação em função da ausência de preliminares é quase uma unanimidade entre as mulheres. Para que as preliminares possam acontecer é necessário investir em si mesma e deixar isto bem claro para o companheiro. "As mulheres levam um tempo maior do que os homens para ficarem excitadas. Por isso, mesmo sem ter muita vontade no início, se permitam a troca de carícias, porque numa grande parte das vezes o desejo começa e aumenta na medida em que os carinhos esquentam", diz o especialista. 

As preliminares podem acontecer em função do desejo criado antecipadamente ou podem ser o resultado de demonstrações de carinho e atração física. Seja qual for o caso, vale a pena se utilizar do conhecimento do parceiro para esquentar a relação. 

Cada indivíduo reage à sua maneira a cada um dos estímulos, mas em geral, o corpo humano oferece pontos mais suscetíveis à estimulação sexual do que outros, as chamadas zonas erógenas. Elas podem ser de dois tipos: partes do corpo que possuem grande número de neurotransmissores ou partes do corpo que despertem um imaginário erótico, causando excitação pelo que representam mais do que pela sensação que causam. Por isto é tão importante saber do que lhe dá prazer e descobrir com o seu parceiro como ele se sente. 

Visto desta forma, as preliminares funcionam tanto como um momento para o conhecimento mútuo quanto para exploração de novas sensações. "Quanto mais carinho e carícias, mais intimidade, mais envolvimento , mais desejo, e mais o corpo responde a esses estímulos. Além disso, adiar a penetração ajuda a diminuir a ansiedade e o nervosismo, que são muito comuns em homens com problemas de ereção e de ejaculação rápida", diz o especialista. 

Durante as preliminares o corpo todo está à disposição do imaginário erótico. É durante esse momento que os instintos e os sentidos devem ser provocados ao máximo para preparar o corpo biologicamente para a relação, como, por exemplo, através da produção e liberação dos hormônios. A testosterona, fundamental para o ato sexual tanto em homens como mulheres, é responsável pelo desejo. O estrógeno, hormônio feminino, se encarrega da lubrificação das mucosas e do relaxamento dos músculos vaginais. Outros, como a adrenalina e a noradrenalina são responsáveis pela sensação de êxtase e felicidade que mantém o casal unido em um mesmo objetivo do início ao fim da relação sexual: sentir e dar prazer. 

Neste sentido, as preliminares funcionam como um termômetro medindo quanto e o que cada um espera daquele ato. É natural numa relação a dois que, eventualmente, um queira algo e outro não. Conceder tempo e dedicação às preliminares é também uma forma de um convencer o outro a entregar-se a um momento amoroso ou mais íntimo. É através dos toques e da estimulação dos sentidos que ambos podem se mostrar, ficando dispostos a se entregar ao prazer.
Via Bonde


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