Quinta-feira, 15.03.12

Sapatas dos pilares da ponte 25 de Abril decoradas com animais marinhos

Sapatas dos pilares da ponte 25 de Abril decoradas com animais marinhos (Daniel Rocha)

Nos últimos meses, vários grupos de golfinhos foram vistos a passear no estuário do Tejo. A Estradas de Portugal (EP) aproveitou a deixa e decidiu desenhar imagens de golfinhos e de outros mamíferos e aves marinhas nas sapatas dos pilares da ponte 25 de Abril, que liga Lisboa a Almada.

 

Esta iniciativa, intitulada "Ponte Viva", tem como parceiro o Projecto Delfim, uma associação científica que estuda animais marinhos e se dedica, por exemplo, a acompanhar a população de golfinhos residentes no estuário do Sado.

O objectivo é "mostrar que é possível fazer o casamento entre as infra-estruturas rodoviárias, que normalmente têm um grande impacto no ambiente, e os projectos de sensibilização ambiental", disse a responsável pelo gabinete de Ambiente da EP, Ana Cristina Martins, que acompanhou os jornalistas nesta quarta-feira numa visita aos pilares da ponte.

As pinturas estão integradas nos trabalhos técnicos de conservação das sapatas da ponte, uma intervenção que se tornou necessária depois de a inspecção subaquática aos pilares, que decorreu entre Fevereiro e Abril do ano passado, ter detectado "alguma corrosão" naquelas estruturas.

"As obras de conservação das sapatas já foram feitas, esta é a última fase desse trabalho", afirmou a responsável da EP pela ponte 25 de Abril, Fernanda Santos, acrescentando que o orçamento necessário para este projecto se inclui no valor total destinado aos trabalhos de inspecção, 76.300 euros. A pintura das sapatas estava já prevista, só mudam as cores das tintas, que variam entre o cinzento claro e escuro, o preto e o branco. 

As pinturas, que estão a ser feitas por 15 trabalhadores, decorrem em função das marés. Quando há maré cheia, a água sobe dois metros e obriga a interromper os trabalhos. Quando a maré está baixa, tem de ser limpa a superfície de cimento, é aplicada uma primeira demão de tinta, e meia hora depois os pintores avançam para a segunda demão. 

Para já ainda só está concluída a pintura do pilar três, que fica junto à margem Sul do Tejo. No pilar quatro, que fica a meio da ponte, os trabalhadores ainda não concluíram as imagens dos golfinhos e das orcas. Em terra, nos pilares junto às Docas de Alcântara, em Lisboa, vão ficar também golfinhos, que acompanham os flamingos, os maçaricos e os alfaiates.

As pinturas deverão estar concluídas no final de Março. Até ao final do ano, a EP conta terminar todos os trabalhos que dizem respeito à inspecção da ponte, que voltará a acontecer daqui por cinco anos.

 

Via Público



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Quinta-feira, 21.07.11


Peixe-gato com 1,5 metros destrói lenda do crocodilo no Zêzere

 

Um peixe-gato com 1,5 metros de comprimento foi encontrado ontem nas águas da albufeira de Castelo de Bode, destruindo assim a lenda do crocodilo que teria sido avistado no rio Zêzere.

 

Os relatos de avistamento de um crocodilo começaram em Abril, quando uma residente da zona da albufeira "falava de um crocodilo com cerca de dois metros", contou então Hélder Almeida, comandante distrital da GNR de Castelo Branco. Depois surgiu um outro relato de um canoísta. Desde então, a lenda do crocodilo no Zêzere começou a ganhar forma, tendo mesmo sido criada a página no Facebook "Eu vi um crocodilo no Zêzere", com mais de 500 seguidores.

A edição de hoje do jornal "Correio da Manhã" noticia que, em vez de um crocodilo, foi encontrado um peixe-gato, ou siluro, perto da foz do Alge, em Figueiró dos Vinhos.

O animal foi encontrado ontem de manhã por Américo Costa, dirigente da associação AQUATomar, durante um passeio de observação da fauna da albufeira. "Vi movimento junto à margem e julgava tratar-se de uma carpa. Mas quando me aproximei constatei que era um siluro, com 1,5 metros", contou ao "Correio da Manhã".

"Pelo tamanho, por estar em águas menos profundas para apanhar lagostins, pela forma como serpenteia ao nadar e quase não ter escamas, pode confundir-se com o réptil", acrescentou Américo Costa.

Ainda assim, a GNR vai manter os patrulhamentos de rotina, escreve o jornal. "É pouco provável que haja um crocodilo na zona", até porque os pescadores "que estão todos os dias na albufeira seriam os primeiros a ver qualquer coisa" e até agora "não viram nada de anormal", disse na semana passada à agência Lusa o comandante da GNR Hélder Almeida.

 

Via Público



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Terça-feira, 05.04.11
O espaço é descrito como “dinâmico” e “criativo”
 
O espaço é descrito como “dinâmico” e “criativo” (Foto: DR)
 
A zona de Belém, em Lisboa, já é conhecida pelos espaços culturais e a EDP pretende agora reforçar essa faceta contribuindo com uma nova oferta. A distribuidora portuguesa de electricidade vai construir um novo centro cultural ao lado do Museu da Electricidade, um projecto de 19 milhões de euros, assinado pela arquitecta britânica Amanda Levete e apresentado ontem pelo presidente da EDP, António Mexia.

O mesmo responsável frisou que o centro funcionará no eixo cultural onde está o Centro Cultural de Belém (CCB) e o futuro Museu dos Coches, classificando o sítio como "privilegiado e único": o Tejo será utilizado como uma "propriedade intrínseca" do edifício e as marés entrarão pelas escadarias exteriores do centro. Amanda Levete, um nome em ascensão da arquitectura britânica, será também a autora da extensão do famoso Museu Victoria & Albert, em Londres. 

O novo espaço em Belém, com 4000 metros quadrados, estará pronto no final de 2013, segundo António Mexia. É "um centro cultural sem barreiras", "um edifício tão aberto ao público que se pode andar por cima dele", explicou o presidente da EDP, descrevendo o espaço arquitectónico como "dinâmico" e "criativo". O novo centro cultural vai complementar as actividades do Museu da Electricidade, albergando exposições, principalmente de arte contemporânea.

Durante a apresentação do projecto, Mexia anunciou um aumento de 40 por cento no orçamento da Fundação EDP, que destinará seis milhões de euros por ano de investimento para o edifício. 

A área de exposição terá 1600 metros quadrados, estando também previsto um anfiteatro com cerca de 200 lugares, um café e uma loja. A "austeridade" do edifício do Museu da Electricidade e o seu interior, que já é, em si, uma exposição de arqueologia industrial, tornam difícil a realização de exposições de arte contemporânea, sustentou Mexia.

Projecto agrada ao Igespar

Para fazer o centro cultural, o projecto propõe a demolição do que está a nascente do Museu de Electricidade, um edifício classificado como imóvel de interesse público. Os cinco edifícios, como os armazéns com as reservas do museu ou a subestação da EDP da área de Belém, estão incluídos numa zona especial de protecção e, por essa razão, o projecto tem de ser aprovado pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar). 

O director do Museu de Electricidade, Eduardo Moura, que tem acompanhado o processo, diz que já houve "um contacto informal com o Igespar, sem compromisso", acrescentando que o instituto lhes deu "conforto em relação à linha de pensamento". "O novo edifício vai cumprir todas as funções dos actuais edifícios e acrescentar uma sala de exposições. O pensamento interessante é transformar isto num único edifício que volte o espaço para o rio e que valorize a zona de Belém."

Gonçalo Couceiro, director do Igespar, confirma que o projecto lhe foi apresentado "informalmente" e, embora não se possa pronunciar directamente sobre ele, considera que "uma boa solução de arquitectura contemporânea virá sempre contribuir para a requalificação" de Belém, onde já existem outros exemplos de obras contemporâneas, como o CCB e o novo Museu dos Coches, actualmente em construção. 

As formas fluidas, redondas, ondulantes são a imagem de marca de Amanda Levete, cujo projecto para o Victoria & Albert, em Londres, vem substituir uma proposta polémica de Daniel Libeskind. Onde Libeskind propunha uma série de blocos empilhados de forma aparentemente caótica, Levete desenha um espaço público aberto e assente sobre uma grande galeria de exposições subterrânea.

Durante muito tempo, Levete foi mais conhecida como a mulher e sócia do arquitecto Jan Kaplicky no atelier Future Systems. "Até ao infinito e mais além" era o título de um artigo do jornal inglês Guardian, em 2009, que explicava que Levete e Kaplicky tinham sido responsáveis "por alguns dos mais emocionantes edifícios da era espacial" no Reino Unido. 

Depois da morte de Kaplicky, em 2009, Levete (que entretanto se divorciara) abriu o seu próprio atelier, que actualmente tem projectos em diversos países, incluindo um hotel em Banguecoque e uma estação de metro em Nápoles, em colaboração com o artista Anish Kapoor. 

Além de Eduardo Moura, director na área da ciência, educação e ambiente, a Fundação EDP tem hoje como director cultural José Manuel dos Santos, ex-assessor cultural dos Presidentes da República Mário Soares e Jorge Sampaio, e como programador da área das artes plásticas João Pinharanda, comissário e crítico de arte. Actualmente, o Museu da Electricidade tem três exposições: Snohetta, sobre arquitectura norueguesa, Fora de Escala, com desenhos e esculturas de Manuel Baptista, e uma de fotografia de Paulo Catrica. 

 

Via Público



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Segunda-feira, 14.03.11
Tejo está menos sujo

Em Janeiro, os esgotos de 120 mil habitantes de Lisboa deixaram de correr para o Tejo. Houve festa, com fados e uma regata de canoas típicas. A ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, anunciou que o estuário estava "totalmente livre" de águas residuais não-tratadas.

Não é bem assim. Olhando-se para trás, o Tejo está hoje muito melhor. Mas ainda há zonas onde os esgotos urbanos correm sem tratamento para o rio. A poluição causada pelas explorações pecuárias ainda não está resolvida. Nos sedimentos do estuário, estão acumuladas grandes quantidades de metais pesados. Há afluentes que permanecem poluídos. 

Dizer se um estuário tão grande e com tantos usos diferentes como o do Tejo está poluído não é, porém, tarefa fácil. O Tejo tem, por exemplo, grandes quantidades de nutrientes que, em determinadas condições, podem causar a proliferação de algas, cuja decomposição consome o oxigénio necessário para outros organismos. Mas, no estuário, que tem águas escuras devido à quantidade de sedimentos em suspensão, isto não acontece. "Se o estuário não fosse turvo, ficaria verde num instante", diz o investigador Ramiro Neves, do Instituto Superior Técnico. 

Se a ideia é tomar banho no Tejo, no entanto, ainda não é altura para pensar nisso. Mas há planos de várias autarquias para requalificar as zonas ribeirinhas, que são, nalguns casos, um passo para a criação de praias fluviais. 

Em Lisboa, está prevista a criação de uma zona de interacção com o Tejo na ribeira das Naus, entre o Terreiro do Paço e o Cais do Sodré. "Vai ser um espaço importante de usufruto do rio", diz o vereador do Ambiente, José Sá Fernandes. O objectivo é introduzir ali um espaço com vegetação e uma plataforma que entra no rio, semelhante à que já existe no Cais das Colunas. O presidente da sociedade Frente Tejo, João Biencard Cruz, responsável pela execução do projecto, refere-se a este avanço de margem como um "local de contemplação". Mas esta "grande varanda" virada para o Tejo, como lhe chama, pode ser um convite para os visitantes molharem os pés.

As obras não deverão estar concluídas antes de 2013. Mas, se fosse hoje, que perigos correria quem tentasse molhar os pés no rio na ribeira das Naus? O Cidades contactou um laboratório para analisar uma amostra de água colhida precisamente na zona onde vai ser construída a "varanda". A recolha foi feita a 25 de Fevereiro, às 9h30, em período de maré cheia. Os resultados indicam que os valores de enterococos intestinais são cerca de 90 vezes superiores ao permitido por lei. Resultado: água imprópria para banhos.

Na margem sul do Tejo, alguns municípios prometem requalificar praias fluviais no curto prazo. Em Alcochete, a câmara quer recuperar a classificação balnear oficial para as praias dos Moinhos e do Samouco, perdida em 2009. "São locais frequentados por centenas de pessoas no Verão e nunca recebemos queixas por contaminações ou alergias", garante o vereador do Ambiente, Jorge Giro.

Análises que a própria autarquia mandou fazer no Verão de 2010 mostram outra realidade. De oito amostras na praia dos Moinhos, duas ultrapassaram os níveis permitidos para enterococos, o que impede o seu uso balnear. Nas areias, em dois momentos também se registou excesso de coliformes e de fungos patogénicos. 

No Montijo, a criação de uma praia fluvial foi uma das bandeiras da campanha eleitoral de Maria Amélia Antunes, actual presidente da câmara. O vereador do Ambiente, Nuno Canta, explica que a intenção se mantém, mas "a concretização ainda depende da despoluição do rio". O objectivo, porém, é avançar com o projecto ainda nesta década.

A Câmara do Barreiro tem planos mais imediatos. Até 2013, a autarquia quer requalificar a praia de Alburrica. Todas as esperanças recaem sobre a ETAR do Barreiro e Moita, que está em testes, para ser inaugurada em Abril. Irá tratar os esgotos de 290 mil pessoas, que até agora eram lançados no rio. Isto resolve apenas um dos problemas do Barreiro, pois os sedimentos do rio na zona do concelho estão fortemente contaminados. 

 

Via Público



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