Terça-feira, 14.02.12

O ridículo na sua máxima expressão

Adele foi a grande vencedora da 54º edição dos Grammy Awards, que decorreu ontem em Los Angeles. Mas não foi apenas a música que esteve em destaque. Muitos dos olhares centraram-se no desfile de estrelas na passadeira vermelha que dividiram os looks entre a elegância dos “Óscares” e a irreverência dos MTV Awards.

 

Desde o muito clássico ao totalmente louco viu-se de tudo um pouco na passadeira vermelha dos Grammys – a cantora de origem russa Sasha Gradiva surgiu com um braço carregado de metralhadoras a invocar os Transformers. Ainda assim, o look mais provocatório foi o de Nicki Minaj. Depois de no ano passado Lady gaga ter feito furor ao chegar dentro de um ovo, este ano a faixa de Mais Irreverente vai para a rapper norte-americana que escolheu um longo vestido/capa vermelho-sangue com o logótipo da Versace incrustado em pedras semi-preciosas. Para reforçar a alusão religiosa Nicki Minaj fez-se acompanhar por um figurante vestido de Papa.

 

Do excêntrico para o clássico, Giorgio Armani foi um dos criadores a vestir várias estrelas. Com um simples vestido preto com o corte irrepreensível que tão bem caracteriza o criador de moda italiano, a cantora britânica Adele começou por arrasar na passadeira vermelha, antes de arrebatar os seis prémios para os quais estava nomeada. Também Rhianna escolheu um vestido preto Armani, mas, a pedido da cantora, o criador optou por um corte muito sensual. 

 

Numa das primeiras aparições públicas após o divórcio com o comediante britânico Russel Brand, Katy Perry vestiu um Elie Saab azul-celeste que condizia com a sua mais recente cor de cabelo. Já Fergie, a vocalista dos The Black Eyed Peas, manteve o estilo sexy ao escolher um vestido de renda laranja de Jean Paul Gaultier que evidenciava a lingerie.

 

Em destaque pela elegância com que se apresentaram nos prémios maiores da música estiveram Paris Hilton e Taylor Swift. A herdeira da fortuna Hilton vestiu um Basil Soda branco com apontamentos dourados, enquanto a doce Taylor Swift optou por um modelo do criador de moda libanês Zuhair Muhad, todo ele composto por lantejoulas em tons dourados.

 

Fora deste universo hollywoodesco, os pais de Amy Winehouse subiram ao palco com Tony Bennet em representação da filha para receber o galardão na categoria de melhor dueto pela música Body And Soul.

 

Ridiculo Rídiculo Ríduculo 
     

 

 Retirado do Público



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Sábado, 28.01.12
Homem que sente prazer em vestir de mulher

 

Entre as fantasias do universo masculino, talvez o mais estranho aos olhos da mulher é quando o parceiro quer ser como... ela.

 

Mas o fetiche existe e, muitas vezes, não se trata de desvio na orientação sexual. Segundo a terapeuta sexual Sylvia Maria Marzano, o que eles querem é colocar o lado feminino para fora, com o uso de lingerie ou roupas femininas. Ou ainda pode ser que façam isso apenas por curiosidade ou pelo fetiche mesmo.

 

O homem que tem esses hábitos “femininos” não é necessariamente gay. “O homossexual não quer ser mulher! Ele é um homem que gosta de outro homem. Precisamos não confundir com travesti, que veste roupas de mulheres mas têm prazer também no pênis. Um homem com orientação homoerótica só gosta de homens”, explica.

 

Sylvia é também diretora do Instituto Isexp, de São Paulo, e diz que esse desejo não deve ser necessariamente rotulado como desvio. “Para sabermos o que ocorre com cada homem que se veste de mulher precisaremos saber das circunstâncias em que isso ocorre”, explica. Segundo ela, o “travestismo” é um desvio, assim como o “cross dresser”, e nem sempre quer dizer homossexualidade. “Há uma grande discussão a esse respeito e ainda não temos uma certeza”.

 

Para ela, se o casal não sofre com a atitude, se ela faz parte do processo de erotização do casal, não há necessidade de procurarem ajuda profissional. “Agora, se esse comportamento estiver fazendo com que a parceria não esteja equilibrada, com um ou os dois sentindo-se culpados ou com mal-estar, é necessário que procurem ajuda, que poderá ser médico ou psicólogo”. A coisa pode virar doença se avançar para uma parafilia, ou seja, quando a pessoa que só chega ao orgasmo após prazer intenso desencadeado sempre por uma situação (seguido de mal estar).

 

A dica de Sylvia é que se o homem se sentir angustiado, deve procurar a terapia sexual. “Juntos, ele e terapeuta podem descobrir que conteúdos o fazem agir dessa maneira e o que faz com que ele sinta-se infeliz”.

 

Via Vila dois



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Comprar roupa usada já não choca ninguém

Comprar roupa usada já não choca ninguém. O P3 foi conhecer três lojas do Porto onde o preconceito se tornou um conceito

A moda pegou e ter peças “retro” no armário é um “must have”. Três proprietários de lojas em segunda mão desmistificaram algumas ideias associadas a este comércio. Primeiro, o preconceito em adquirir peças que já foram vestidas por outras pessoas é praticamente inexistente. Segundo, não são maioritariamente as mulheres a procurar roupa usada. E, por último, que se esqueça a ideia de que estas lojas são procuradas só pelos preços baixos.

 

A Zack, na Rua Oliveira Monteiro, no Porto, foi uma das primeiras lojas no Porto a misturar roupa em primeira e segunda mão. Fátima Leite, a sua proprietária, revela que a experiência com esta loja a fez perceber que a roupa em segunda mão podia ter futuro. Assim, juntando o útil ao agradável, abriu aRosa Chock, uma loja apenas com artigos usados num espaço onde até a renda fica mais em conta.

 

Quem desce a Rua do Almada facilmente a distingue: nas janelas, um amontoado colorido e confuso e brinquedos e acessórios, não passa despercebido aos transeuntes. Com uma campanha permanente “Duas peças por cinco euros”, Fátima garante ter um negócio de sucesso: “Os meus clientes podem comprar marcas caras e em primeira mão, mas preferem vir aqui”.

 

Quando o “lixo” é "vintage"

No universo da roupa em segunda mão, as lojas "vintage" são a coqueluche. A Trash Vintage - que há quase um ano ocupa alguns dos muitos metros quadrados do Centro Comercial Bombarda (CCB) - é procurada tanto por mulheres como por homens mas, curiosamente, são estes últimos os clientes mais frequentes. Compram camisas ou blazers de corte "retro" e, de preferência, com padrões axadrezados ou floridos, refere Cidália Fernandes, colaboradora na loja. Para além disso, os kilts têm-se vendido muito, coisa que tem surpreendido Artur Mendanha, o dono.

 

Artur admite que há peças de valor mais elevado, mas o conceito não deve ser esse. As lojas em segunda mão devem vender “pechinchas”, principalmente em Portugal: “Vivemos num país pobre, onde os ordenados são baixos. Se eu vou a Paris e compro vestidos a dez euros, por que é que hei-de comprar vestidos cá a 40 euros em segunda mão?”

 

O proprietário não esquece a satisfação que sentiu no dia em que comprou uma colecção inteira de Luís Buchinho por quase nada. A roupa, usada num desfile, “estava numa loja dentro um caixote e ali ficou”, à mercê de quem a quisesse arrematar.

 

Chanel, Hermés e... Harry Potter

Há cinco anos, também no CCB, Rosário Távora abriu a Zareca’s Story. Numa primeira fase, Rosário foi preenchendo a loja com coisas que “encontrava no sotão”. Nessa altura, conseguia artigos "vintage". Hoje em dia, tem à venda artigos de várias épocas, a maior parte à consignação.

 

Os preços, diz, variam muito. Dos três aos 300 euros é possível encontrar anéis, óculos de sol, lenços Hermés, carteiras Chanel, casacos de pele ou mantas com o famoso feitiçeiro de Hogwarts. Um lenço Hermés pode custar 150 euros, mas Rosário não tem dúvidas: “As coisas boas vendem-se sempre”, conclui.

 

Em Lisboa, a moda "vintage" também dispõe de vários espaços. É o caso da loja El Dorado, da A Outra Face da Lua, na Baixa, ou da Be Vintage, no Campo de Ourique (vê moradas à esquerda). 

 

Via P3



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Sexta-feira, 23.12.11
As 10 mais bem vestidas de 2011
Rosie Huntington-Whiteley em Antonio Berardi (esquerda) e Gucci (direita). Reuters

 

De entre modelos, actrizes ou cantoras, escolhemos as dez mulheres mais bem vestidas deste ano. Figuras que marcaram quer pelo seu estilo único quer pelas boas escolhas que fizeram. Acima de tudo, premiámos o bom gosto.

 

Rosie Huntington-Whiteley já foi um dos anjos da Victoria's Secret, marca conhecida por trazer para as passerelles as mulheres mais bonitas do mundo, e dá agora a cara pela marca Burberry. Não só Rosie é incrivelmente bonita e tem um corpo de fazer inveja, como tem um gosto irrepreensível. De Gucci a Antonio Berardi, a modelo e agora actriz - estreou-se este ano no filmeTransformers 3-, usa vestidos justos e não passa despercebida nas passadeiras vermelhas.

 

Catherine, duquesa de Cambridge, não podia deixar de estar presente no nosso top 10. Como futura rainha de Inglaterra, Catherine é uma firme embaixadora da moda britânica. Desde a casa de moda de Alexander McQueen - que escolheu para criar o seu vestido de noiva - a Jenny Packham ou Temperley London, a duquesa veste sempre inglês e tem um estilo invejável. Não lhe conseguimos apontar um único erro no guarda-roupa este ano, apenas elogios.

 

Hailee Steinfeld, de apenas 15 anos, estreou-se no grande ecrã no ano passado, em True Grit, que lhe valeu uma nomeação para o Óscar de Melhor Actriz Secundária. Não o ganhou, mas ficou debaixo do olho do mundo da moda. Este ano foi ainda escolhida como cara da marca Miu Miu e, apesar da sua juventude, nunca deixou de nos surpreender nos eventos que frequentou.

 

Mila Kunis, de 28 anos, participou em filmes de grande sucesso como Black Swan - que lhe valeu um Óscar - ou Friends With Benefits, já este ano. A actriz ucraniana tem estado nas bocas do mundo devido à forma como se apresenta em público. E não só. Consideramos que está a meio caminho para se tornar o próximo sex symbol, seguindo actrizes como Angelina Jolie ou Blake Lively.

 

Elle Fannig tem apenas 13 anos e já nos deixa de queixo caído quando aparece nas passadeiras vermelhas. A jovem actriz, irmã de Dakota Fanning, tem conseguido manter a sua jovialidade, mesmo que a tendência no círculo do cinema seja de parecer mais velha. Chamou a atenção de várias casas de moda e já foi a imagem de uma campanha para a Marc by Marc Jacobs.

 

Emma Watson, que fez de Hermione em Harry Potter, anunciou este ano que vai voltar a estudar. Foi ainda escolhida como a cara da Lancôme para o perfume Trésor e seleccionada por nós como uma das mais bem vestidas do ano. Com o bom gosto francês a correr-lhe nas veias, Watson está sempre irrepreensível seja qual for o evento.

 

Emma Stone é um nome relativamente novo no cinema. Mas só este ano estrearam três filmes nos quais participa: Friends with BenefitsCrazy, Stupid, Love e The Help. Stone faz parte do grupo de mulheres que destacámos pelo seu estilo particular. Talvez seja a sua graciosidade que convence, mas a actriz consegue sempre dar um toque mágico ao seu guarda-roupa.

 

Se a personagem que interpreta na série Gossip Girl, Serena Van der Woodsen, é da alta sociedade e só veste roupa de marcas de luxo, podemos então dizer que Blake Lively tem muitas parecenças com a sua personagem. Este ano foi a imagem de marca da colecção de carteiras ChanelMademoiselle e vestiu várias vezes peças da casa francesa. No entanto, não foi apenas Chanel, Lively vestiu ainda casas de moda como Marchesa ou Gucci, e fê-lo como ninguém.

 

Via Público



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Sexta-feira, 09.12.11
SHOPGRIFTER Comprar, usar, devolver

Para responder ao desejo de um guarda-roupa variado e apelativo, as pessoas que não têm carteira para sustentar as suas peças must have - ou que simplesmente não querem gastar dinheiro- recorrem à prática de usar e devolver. Para alguns, uma acção comum, para outros, impensável. O Life&Style encontrou três mulheres que, sob identidades fictícias, falaram sobre os truques, cuidados e receios de quando vão às compras para devolver depois.

 

Uma gabardine preta de verniz, um vestido branco de silhueta estruturada ou uma clutch com brilhantes são peças aliciantes ao ponto de fazer uma mulher contornar as regras. Foi o que fizeram Joana, Paula e Luísa diante de peças que lhes despertaram o desejo e as fantasias de as imaginar no corpo, combinando com isto ou aquilo, sem margem para errar ou pagar.

 

Levar para casa, usar e fazer um brilharete é, em certos casos, possível mesmo quando não se está disposto a despender do valor da etiqueta. Traduzindo: comprar, usar e devolver. Há, de facto, quem o faça e a hiperactividade da língua inglesa já se encarregou do respectivo neologismo:shopgrift . Um termo que, sem ser muito conhecido, refere-se a uma prática que, de acordo com alguns estudos, é levada a cabo por uma em cada três mulheres.

 

As indecisões de Joana


Joana tem 36 anos e nunca tinha ouvido falar neste estrangeirismo. Contudo, há nove anos que lhe acontece gostar de uma peça de roupa, comprá-la e devolvê-la na loja em troca do dinheiro depois de a ter usado - é umashopgrifter. "Há peças de que gosto e há outras em que penso ‘se calhar dá para vestir uma ou duas vezes e depois vou entregar'", confessa. Compra numa loja e devolve, geralmente noutra, para não dar nas vistas. Joana guarda sempre as etiquetas e os talões, tanto nos casos em que sabe desde o início que aquela blusa não veio para ficar, como quando até faz tensões de ficar com o casaco, mas acaba por arrepender-se. Até hoje, nunca lhe recusaram uma devolução.

 

A maioria das lojas dá ao cliente trinta dias para devolver artigos, exigindo apenas que as peças se encontrem no mesmo estado em que foram adquiridas e o talão da compra. Uma política facilitadora tendo em conta que o decreto-lei das garantias de 2003, reforçado em 2008, apenas obriga os estabelecimentos a devolverem o dinheiro no caso de a peça apresentar defeito.

 

"Normalmente ponho a roupa uns dias ao ar, na janela, para o cheiro desaparecer. No caso das calças, dá-se um jeitinho com o ferro", conta Joana entre risos. São sobretudo peças mais básicas, como blusas e camisolas, que devolve depois de usar. Fá-lo sempre em lojas mais baratas, onde acredita ser mais fácil ter o dinheiro de volta sem ter que dar grandes explicações. "Em lojas mais caras é mais difícil e, por vezes, também não devolvem o dinheiro. Trocam por outra coisa ou dão um vale, por isso, o dinheiro acaba por ficar empatado na mesma", explica.

 

Um vestido branco com estrelas pretas, de 60 euros, foi das últimas peças que devolveu depois de usar num jantar de aniversário (isto sem contar com uma gabardine preta de verniz que pensou levar a um concerto, mas que acabou por não vestir). Joana justifica-se com uma indecisão crónica - um "gostar" seguido muitas vezes de um "deixar de gostar". O vício não é algo que partilhe, nem com os amigos mais chegados. "Sei que não é a coisa mais correcta de se fazer, mas na altura penso ‘gostava de ter aquilo' e isso sobrepõe-se".

 

Numa sondagem feita em Março deste ano pelo site VoucherCodes a três mil britânicos, 28% dos inquiridos admitiram já ter devolvido uma peça de roupa depois de a usar, enquanto 7% confessaram fazê-lo com alguma regularidade. Um outro estudo, de 2009, realizado também no Reino Unido pela empresa OnePoll e divulgado pelo Daily Mail, mostra que uma em cada três mulheres já devolveu um vestido depois de o usar. Esta sondagem diz ainda que um décimo das consumidoras não hesita em fazê-lo sempre que vai sair à noite, a um casamento ou simplesmente jantar fora.

 

A primeira vez de Luísa


Foi para uma gala da faculdade, há um mês atrás, que Luísa, de 18 anos, teve a sua primeira experiência enquanto shopgrifter. Uma amiga disse que "era na boa" e a clutch bege com brilhantes ficava mesmo a matar com o seu vestido. "Era um pouco chato estar a comprar uma mala que depois não viria a usar tão depressa", conta. Antes nunca tinha sequer pensado nessa hipótese e desconhecia até que fosse tão fácil devolver roupa já usada. A clutch tinha custado só 18 euros, mas ainda assim, os cuidados com a peça estenderam-se pela noite dentro. "Durante o jantar estava com um bocado de medo de que ela se estragasse. Na discoteca, guardei-a no bengaleiro em vez de a deixar nos sofás", afirma com pragmatismo.

 

Luísa voltou à loja, um pouco nervosa. A etiqueta tinha estado escondida numa pequena bolsa dentro da mala e, por isso, ficara dobrada. O alívio chegou quando o funcionário do balcão acedeu ao pedido de devolução sem levantar questões e sem, aparentemente, suspeitar de nada.

 

À excepção de roupa interior e de peças adquiridas em época de saldos, devolver e ter o dinheiro de volta não é das tarefas mais difíceis quando falamos de grandes superfícies comerciais. António trabalhou durante cinco anos numa loja do grupo Inditex onde o prazo de 30 dias, a apresentação do talão de compra e da peça intacta são os requisitos para conseguir reaver o dinheiro que se tinha pago por um artigo. Enquanto ex-funcionário, reconhece que muitos abusavam deste facilitismo. Sobretudo em blusas e T-shirts, era flagrante que, em alguns casos, a roupa já tinha sido usada. "Por vezes verificávamos se a roupa cheirava a perfume ou a tabaco", conta. Contudo, raramente houve provas que sustentassem uma argumentação com o cliente, daí que, desde que a peça tivesse a etiqueta e não revelasse dano, era feita a devolução. "Chegávamos a facilitar para o cliente não ficar descontente. Outras vezes, por se tratar de um cliente habitual, fechávamos os olhos".

 

Um discurso um tanto ou quanto diferente do de Manuela Saldanha, gestora da Loja das Meias. Aqui, onde o preço de um vestido compõe-se com três dígitos, as devoluções são casos extremamente raros e a palavra shopgrift, quando decifrada, chega a causar calafrios. "Nunca tivemos qualquer indício disso", afirma Manuela Saldanha. Há clientes que são já velhos conhecidos e, além disso, o atendimento é mais personalizado, algo que qualquer shopgrifter se esforçaria por evitar. "Falamos de um universo pequeno [de três lojas apenas], com muitos clientes fiéis há vários anos", completa.

 

Paula muda de atitude


Durante mais de dez anos Paula alimentou o vício de comprar para devolver, sempre na mesma loja, espaçosa e na berra. Tudo começou com uma camisola de malha azul escura que já tinha usado algumas vezes e, por isso, estava gasta e larga. Levou-a à loja, sem etiqueta nem talão, depois de terem passado mais de 30 dias sobre a compra. A princípio, pensou "que era mentira" quando viu que lhe estavam a devolver o dinheiro de uma camisola que, para todos os efeitos, estava velha. Depois disso, tomou-lhe o gosto. Chegou a devolver umas calças amarelas, depois de lhes ter feito bainhas, e até sapatos, tido como o artigo mais difícil de devolver após usar. Eram principalmente peças para o quotidiano, mas também, de vez em quando, para ocasiões especiais, como a blusa de padrão animal que vestiu num casamento. Há um ano atrás, um evento exigiu-lhe um vestido branco. Paula que não tinha nenhum, não fez disso um problema. O vestido custou-lhe 70 euros, dinheiro que dias depois voltava para a carteira.

 

"Nas lojas, por vezes desconfiavam, mas como tinha o talão e estava tudo em condições, eram obrigados a trocar o artigo porque não tinham como provar já tinha sido usado", afirma. Nota que agora os funcionários das lojas, ou pelo menos daquela, controlam muito mais. Mas não foi isso que a levou a deixar o hábito. Receios à parte, a consciência começou a pesar e a conter o impulso consumista. Paula, de 45 anos, pode hoje dizer que há um ano que não compra nenhuma peça com o intuito de a devolver pouco tempo depois.

 

Via Público



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Sábado, 13.08.11
Vestir ou não vestir eis a questão!

Na hora de escolher o modelo que nos fica melhor existem sempre uma série de factores físicos que devemos ter em atenção, de forma a disfarçar aquilo de que não gostamos tanto no nosso corpo e por outro lado, realçar o que temos de mais bonito!


Fique com as nossas dicas!


Para parecer mais alta


Prefira as saias que deixam seus joelhos de fora.

As mini-saias podem ser perigosas, especialmente se usadas com saltos muito altos.

É importante estar sempre com um pouco de salto, mas evite os muito altos, pois eles evidenciam as pernas curtas.

Para ganhar mais pernas, use o calçado na mesma cor das meias e das calças.

Os sapatos de bico fino são os que mais alongam as pernas.

Utilize sandálias que expõem o peito do pé. Com umas calças compridas e uma barriga de top, este truque simples dá uma leveza ao visual, alongando a silhueta.

Sandália preta de salto fino e altíssimo faz uma parceria perfeita com o vestido da mesma cor. A escolha da sandália delicada deixa o tornozelo livre e alonga as pernas.

A sandália em tom da pele de salto fino equilibra a proporção com um vestido liso, de tecido fluido e comprimento pouco abaixo dos joelhos.

Com vestidos pela altura dos joelhos escolha uma sandália alta, de salto fino, cor discreta e bem aberta. Assim, naturalmente, as pernas parecem longas.

O decote em "V" é óptimo, pois aumenta o colo, deixa o pescoço mais comprido e, por consequência, vai parecer mais alta.

Para parecer mais alta é importante que a sua roupa crie uma linha na vertical do seu corpo. Dá para conseguir esse efeito usando blusas abotoadas na frente, fechadas por fecho-eclair, blazer aberto, etc.

As calças com vinco a direito são uma óptima escolha.

Evite calças com bordados ou detalhes na barra. Isso fará com que pareça mais pequena.

Não escolha roupas com estampas na horizontal.

Bolsas muito grandes diminuem ainda mais a sua estatura.

Evite colares muito curtos: achatam o pescoço e diminuem a altura. Prefira os longos.

Cintos que contrastam com a cor da roupa, provocando um corte no meio do corpo que achata a silhueta; tal como os cintos muito largos com fivelas pesadas.

Evite cachecóis e lenços com as pontas muito compridas.

Prefira saias rectas, de tom próximo ao da blusa.

As roupas de uma só cor são ideais, mudando somente as tonalidades.

Use tecidos mais leves, como seda, crepe, algodão e jérsei.

Os bodies são óptimos para alongar a silhueta, porém os vestidos são uma das melhores opções.

Evite jardineiras, calças-pijama e blusas compridas por fora da calças pois achatam o visual.

Calças com bainha virada, pregas volumosas ou franzidos, vestidos com comprimento abaixo da batata da perna e vestidos com cintura marcada fá-la-ão parecer mais baixinha.

Para quem tem perna curta esqueça as calças acima do tornozelo. Mesmo que estejam na moda não as inclua no seu guarda-roupa... vai parecer bem baixinha.

Utilize de preferência calças que venham até aos pés para alongar as pernas.

A bainha não deve arrastar no chão mas também não devem deixar que se veja o sapato todo.

Calças com cintura subida chamam a atenção para o rabo e realça o contraste das pernas curtas.

As calças skinny podem ajudar se tiverem um rabo de tamanho não muito grande, caso contrário as pessoas só vão ver como as calças ficam justas no vosso rabo e não vêem mais nada.
O ideal são calças compridas na largura certa.

Evitem saias com várias camadas ou padrões. Em vez de criar altura vai diminui-la.

Os casacos compridos de ¾ ou pela anca, além de exaltar elegância dá mais altura. Mas cuidado, casacos compridos demais terão o efeito contrário.


Ancas largas

Peças rectas e em cores mais escuras e mais claras em cima.

As bolsas devem ter alças curtas, afastadas do quadril.

Nunca use bolsa de qualquer modelo a tiracolo.

Listas horizontais e vincos frontais estreitam os quadris.

As saias curtas devem ser evitadas.


Pernas grossas

Calçados em tons claros com bico e salto finos e sandálias decotadas sem detalhes nos tornozelos e sem tiras no peito dos pés são essenciais.

Opte por calças e saias com riscas verticais, vestidos em A e vincos marcados na frente.

Não são recomendados os trajes muito curtos.

Pernas finas

Escolha sapatos com bico redondo e salto mais grosso, modelos do tipo sapato boneca e sandálias amarradas nos tornozelos.

As calças rectas, mini-saias e saias-lápis dão a ilusão de pernas um pouco mais grossas.

Para esconder aquelas gordurinhas indesejáveis nada mais elegante do que um modelo preto básico.



Pescoço longo

Decotes mais rasos dão a ilusão de um pescoço menor.

Brincos longos e colares curtos são perfeitos.


Pescoço curto

Peças bem decotadas aumentam o pescoço.

Para os acessórios, prefira os colares longos e os brincos curtos


Seios grandes

Decotes mais profundos, sem detalhes ou estampas em cima do busto.

As bolsas de mão ou com alças que terminam na altura da cintura são ideais.

Não use nada que termine na linha do busto.

Os casacos devem ser abotoados abaixo dos seios.



Seios pequenos

Estampas e detalhes (drapeados, rendas, entre outros) dão a ilusão de seios maiores.



Para as gordinhas

Evite roupas com estampas grandes ou muito coloridas.

As listas verticais dão a impressão de uma silhueta alongada e, portanto, contribuem para dar uma impressão de que a pessoa está mais magra.

Fuja das listas e decotes horizontais.

Cuidado com peças e acessórios que marquem a cintura.

Cuidado com os cintos: além de marcarem demais aqueles quilos a mais, podem chamar a atenção das pessoas para a sua barriga, principalmente se for muito ornado e aclamativo.

Evite as roupas com pregas e acessórios grandes.

As saias rectas são óptimas opções.

Escolha calças rectas e escuras.

Quanto à numeração, não se deve usar roupas muito justas, nem, muito largas.

Os tecidos das roupas devem ser tecidos mais moles, que tenham um bom caimento como seda e microfibra.

Nas zonas mais gordinhas do corpo abuse das cores mais escuras.


Dicas Gerais

Não utilize camisolas curtas muito menos uma camisola que mostre a barriga. Já passaram de moda. Escolha as que ficam pela anca, ou então joguem com sobreposições.

Os boleros estão proibidos para as baixinhas e para quem tenha peito grande. Fazem com que parece mais gorda e cria mais uma divisão no corpo que tira altura.

Vestidos sempre e a qualquer hora. É só preciso saber escolher tendo em conta o evento.

Não misture padrões.

O padrão deve condizer com o tamanho da mulher. Uma mulher pequena com um padrão enorme perde-se no meio daquilo tudo, e o mesmo com uma mulher grande num padrão minúsculo, fica estranho.

Seja muito criativa! A moda é isso mesmo. Mas não se ponham com ideias extravagantes que depois não assentam bem.

Cuidado com a cor amarela. São raras as cores de pele que ficam bem com essa cor.

Nunca utilize lantejoulas numa peça de roupa durante o dia. As lantejoulas são para ser utilizadas à noite e... com moderação.

 

Via Ser Mulher



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Segunda-feira, 25.07.11

Veja a moda de verão exibida numa passagem de modelos na Florida, EUA, onde a sensualidade e cores garridas são notas dominantes. 

 



Via Expresso



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Quarta-feira, 20.07.11
Ana Beatriz Barros é o rosto da coleção
Ana Beatriz Barros é o rosto da coleção

Sucesso deve-se também à venda de três peças por apenas €11. O resultado salta à vista: mais de 460 mil cuecas brasileiras vendidas.

 

 

Em época de crise, as cuecas brasileiras foram a solução encontrada pela Marks & Spencer para superar as quebras de clientes. Graças à coleção "brazilian knickers", a marca britânica subiu  as suas vendas gerais em 3,2% no último trimestre, avança o jornal "The Guardian".

 

Parte do sucesso de vendas deve-se também à promoção lançada pela Marks & Spencer, com a venda de três peças por apenas €11. O resultado salta à vista: mais de 460 mil cuecas brasileiras vendidas.

 

Inspirada "nos biquínis cariocas", a "brasileira tem tudo para ser a cuequinha desta década", disse à BBC Brasil a estilista Soozie Jenkinson, responsável pela coleção.

Segredo está no corte

 

O segredo do modelo baseia-se no corte mais baixo na frente e mais largo nos lados, tornando-a "mais generosa com as mulheres e mais sexy do que as cuecas tradicionais, por ser mais volumoso no rabo e desenhado para ser incrivelmente suave sobre a pele e para eliminar marcas de costuras".

 

A modelo brasileira Ana Beatriz Barros, que também desfila para a Victoria's Secret, foi a cara - e o traseiro - escolhida para divulgar a coleção que prima pelas transparências e rendas.


Via Expresso



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Sábado, 12.02.11
A vida de saltos altos - Dia dos Namorados: ideal para comida afrodisíaca

Pelo menos nesta data, prepare algo especial para o seu companheiro ou companheira. Sabe o que são alimentos afrodisíacos? O que fazem? E será que resultam mesmo?

A palavra afrodisíaco vem de Afrodite, a deusa do amor, da beleza e possuidora de um forte poder sedutor.

 

Desde então estes alimentos vem descritos na História de várias civilizações, como por exemplo, dos romanos e gregos, com o intuito de aumentar fertilidade, isto porque a procriação era uma questão moral e religiosa de grande importância na sociedade, ou de um melhor desempenho sexual. Não nos podemos esquecer que antigamente a comida não era tão disponível como nos dias de hoje e, por isso, podíamos ter indivíduos desnutridos, que uma das consequências é a perda da libido, bem como a redução da fertilidade.

A verdade é que existem vários estudos, mas não se chegou a nenhuma evidência científica que qualquer uma das iguarias sugeridas tenham efeitos sobre o apetite e performance sexual. Sabe-se sim que alguns dos alimentos referenciados como afrodisíacos podem ser de origem química e física, ou seja, substâncias que compõem o alimento exercem sim um efeito positivo. Temos também, a origem mais importante, que é de origem "mental", ou seja, as associações que o nosso cérebro faz quando o alimento se assemelha aos órgãos sexuais e ao envolvimento do espaço (velas, perfume, música, roupa sexy).

Alimentos afrodisíacos: quais e porquê?

 

  • Ostras: um alimento muito conhecido quando falamos em afrodisíaco, para além da sua semelhança ao órgão sexual feminino, apresenta concentrações elevadas em zinco, um mineral essencial para a produção de testosterona e esperma.
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  • Vinho/Champanhe: em quantidades moderadas fazem despertar os nossos sentidos e relaxando as nossas inibições, mas atenção que em excesso provoca sonolência... não estrague o momento.
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  • Chocolate amargo: contém um estimulante chamado feniletilamina, que lhe dá a sensação de bem-estar e possui propriedades estimulantes. Há mais antioxidantes no chocolate que no vinho tinto, a combinação dos dois pode ser o segredo da paixão, mas sempre com moderação.
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  • Pimenta e pimentões: apresenta uma substância química chamada capsaicina, que lhe garante a característica de alimento picante e pungente, aumentado a frequência cardíaca e elevam a temperatura interna do nosso corpo, potenciando suores. Para além de outras propriedade que lhe estão atribuídas, elas influenciam na libertação de endorfinas, que causam a sensação de bem-estar e elevam o humor.
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  • Espargos: para além da sua forma sugestiva, eles são uma grande fonte de potássio, fibras, vitamina B6, B3, A e C, tiamina e ácido fólico. Este último faz aumentar a produção de histamina necessária para a potenciar o orgasmo em ambos os sexos.
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  • Mel: vai aumentar a produção de substâncias que dão prazer e ainda neutraliza os efeitos do álcool, diminuindo a sua absorção.
  •  

  • Gengibre: é um estimulante do sistema circulatório, funcionando como vasodilatador, que vai potenciar o aumento da libido e performance sexual.
  •  

  • Figo: é utilizado como estimulante sexual devido à sua semelhança, quando cortado ao meio, com o órgão sexual feminino.
  •  

  • Abacate: a presença de vitamina E faz com que exista uma elevação da produção das hormonas masculinas e femininas. Antigamente os astecas chamavam o abacateiro a "árvore dos testículos", devido às parecenças com órgão sexual masculino.
  •  

  • Banana: é rica em potássio e vitaminas do complexo B essenciais para a produção de hormonas sexuais e sugere uma forma fálica.

Outros alimentos e especiarias que podem fazer parte da lista de alimentos afrodisíacos: sementes de abóbora, amêndoas, romã, papaia, amoras silvestres e framboesas, morangos, açafrão, melancia, pistácio, rúcula, cardamomo, zimbro, canela, abacaxi entre outros. Uns pela aparência e outros pela composição.

 

Fique é longe, da alface, agrião, lentilhas, feijão, grão, fritos, alimentos ricos em gordura e bebidas alcoólicas em excesso, não queremos arruinar este momento especial com sonolência ou má digestão ou mesmo flatulências.

 

Inove na sua ementa, por exemplo, como entrada escolha uma salada de rúcula com amêndoas e figos, ou pode ter ostras cruas, para prato principal pode preparar uns peitos de frango temperados com gengibre e mel a acompanhar com abacaxi e sementes de abóbora salteados (caramelizados) em pouco açúcar (só para dourar) acompanhe sempre com um bom vinho e para finalizar experimente os famosos morangos regados com chocolate amargo derretido a acompanhar com um bom champanhe.

 

O importante é criar um conjunto de situações favoráveis, que andam em torno de uma ementa afrodisíaca, um lugar acolhedor, umas flores, uma conversa agradável, uma roupa sexy e uma companhia que o/a seduza. É fundamental que os dois estejam descontraídos e descansados, prontos para desfrutar de um jantar em torno de menu de delicias afrodisíacas. Lembre-se de Séneca, nas Cartas a Lucílio: "Se quiseres ser amado, ama".

Via A Vida de saltos Altos

 



publicado por olhar para o mundo às 14:39 | link do post | comentar

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