Quinta-feira, 07.06.12
Capa do guia com a inscrição visível na fachada do Bolhão, à esquerdaCapa do guia com a inscrição visível na fachada do Bolhão, à esquerda (Imagem DR)
A última edição do guia de restaurantes, cafés e bares Porto Menu, bilingue e de distribuição gratuita, está a causar estranheza na cidade. Tudo porque na capa, disponibilizada na Internet, é perfeitamente visível uma inscrição, no edifício do Mercado do Bolhão, dizendo "Rio és um fdp".

A frase não existe, actualmente, naquele local, e uma funcionária da loja com montra sob a inscrição garante que nunca existiu.

O sítio na Internet da Porto Menu explica que a publicação foi lançada em 2004, tem uma tiragem de 60 mil exemplares e pode ser "obtida, gratuitamente, no Grande Porto, em estabelecimentos hoteleiros, postos de turismo, consulados, teatros, museus, associações culturais, profissionais, comerciais e industriais, acontecimentos e congressos, nas principais embaixadas em Lisboa, nos postos de turismo de Vigo, Pontevedra, Santiago de Compostela e Corunha (Galiza), nas delegações do AICEP de todo o mundo e, ainda, nos estabelecimentos anunciantes".

Contactado pelo PÚBLICO, Manuel Leitão, editor da publicação, garante que já foram distribuídos "20 mil exemplares" da edição de 2012/2013 da revista, mas recusa que a inscrição seja um insulto ao presidente da Câmara do Porto, Rui Rio. "Isso é uma presunção", diz, acrescentando: "Não fala ali em presidente [da câmara] do Porto nenhum. Que eu saiba "Rio" é um substantivo próprio que significa um curso de água e o resto são três iniciais, um verbo e um artigo".

A frase aparece na torre do mercado na esquina das ruas Formosa e de Alexandre Braga, sobre a entrada de uma loja de vestuário masculino. Uma das funcionárias garantiu ao PÚBLICO que, pelos artigos dispostos na montra da loja (visíveis na capa), a fotografia em causa foi tirada "nas últimas quatro semanas" e que nem durante esse período nem antes aquela frase existiu ali. A mesma fonte acrescenta que a administração do espaço comercial estará já a tomar "as devidas precauções" para evitar qualquer associação do estabelecimento à frase polémica.

Confrontado com estes dados, Manuel Leitão recusa assumir que tenha havido manipulação da imagem, com um intento provocatório. "Não faz parte do meu código de conduta fazer provocações", diz, desvalorizando as certezas da funcionária da loja de moda. "Ela está ali 24 horas por dia desde que o Bolhão existe? Se está...", diz. O editor recusa prestar mais esclarecimentos, por "já constar que vai haver processos" da autarquia contra ele. 

O PÚBLICO tentou obter uma posição da Câmara do Porto sobre esta matéria, mas até agora não obteve resposta. 

 

Noticia do Público



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Quarta-feira, 25.04.12

Texto colocado no site da autarquia indica que o fim da permanência do projecto no edifício foi ditado pela ameaça feita ao autarcaTexto colocado no site da autarquia indica que o fim da permanência do projecto no edifício foi ditado pela ameaça feita ao autarca ()

 

Site da câmara refere que o vídeo no YouTube, atribuído ao Anonymous, e o ataque ao sistema informático do município só podiam ter esta resposta por parte da autarquia. A oposição socialista concorda.

 

O presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, não respondeu, ontem, às questões da oposição sobre o despejo do colectivo Es.Col.A da antiga escola do Alto da Fontinha, mas um texto colocado no site da autarquia indica que o fim da permanência do projecto no edifício foi ditado pela ameaça feita ao autarca, num vídeo colocado na Internet cuja autoria é atribuída ao grupo Anonymous. O mesmo texto indica que a autarquia pretende avançar com obras de reabilitação do edifício no segundo semestre deste ano.

O texto, que tem remissões para uma galeria fotográfica da escola desocupada e do vídeo com "a primeira ameaça feita ao presidente da câmara antes da desocupação", recorda que este foi seguido de "diversos ataques ao sistema informático" da autarquia, argumentando: "Em face a este lamentável comportamento, não restou à câmara qualquer outra solução que não fosse a reposição da legalidade, determinando o despejo coercivo dos ocupantes."

Uma justificação que parece ter apaziguado algumas dúvidas do PS que, numa declaração lida no início da reunião pública do executivo, criticava a "falta de capacidade, de parte a parte, em estabelecer um diálogo transparente e encontrar uma solução negociada", mas considerava o despejo "inevitável". "O facto de o grupo que ocupava a escola não se ter demarcado da ameaça pública ao presidente da Câmara do Porto realizada, via Internet, pelo grupo Anonymous é muito grave e tornou inevitável a desocupação", leu o vereador Correia Fernandes.

Ainda assim, para o PS, "o essencial está por resolver", uma vez que ainda não é conhecido qual o destino que será dado ao edifício que se encontrava abandonado há cinco anos, até à ocupação pelo Es.Col.A, em Abril de 2011.

O vereador da CDU Pedro Carvalho também pediu explicações a Rui Rio (que não obteve), lembrando que o executivo tinha aprovado uma proposta para que o despejo fosse suspenso. "A convicção que tive na altura é que a intenção era dar continuidade ao projecto. Não sei onde é que este desfecho cumpre esse objectivo", disse. 

O Es.Col.A tinha sido despejado pela primeira vez em Maio do ano passado, mas reocupou o edifício, com autorização autárquica, em Julho. O colectivo argumenta que a câmara nunca lhe apresentou o contrato de ocupação do espaço, prometido nessa altura, e a autarquia afirma que o grupo não quis assinar esse mesmo contrato, apresentado em Março deste ano, e que previa a permanência do colectivo no edifício até ao final de Junho, mediante o pagamento de 30 euros mensais. 

Ao PÚBLICO, o presidente da Junta de Freguesia de Santo Ildefonso, Wilson Faria, diz estar à margem de todo o processo, mas garante que a população da Fontinha já não apoia em bloco a presença do Es.Col.A. "Algumas pessoas queixam-se de barulho e a indicação que tenho é que as pessoas que lá estão nem são as mesmas que apresentaram o projecto há um ano", diz.

Num flyer destinado à população da Fontinha, o próprio Es.Col.A admite a existência de "alguns transtornos" na vizinhança, por causa do barulho, mas apela, ainda assim, ao seu apoio.

Ao final da tarde de ontem, cerca de 70 pessoas sentaram-se, durante cerca de 45 minutos, em posição de meditação, na Praça de Humberto Delgado. A seguir, formaram um grande círculo, de mãos dadas, durante cinco minutos. A calma com que tudo decorreu contrastava com os 12 carros da polícia estacionados no local. João Wandschneider explicou que a iniciativa pretende tratar a "raiva" que muitos sentem devido ao recente despejo do colectivo Es.Col.A da Escola da Fontinha. A meditação vai repetir-se, pelas 18h30, nas próximas terças-feiras.

 

Via Público



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