19h23: “Os franceses escolheram, desejo boa sorte a François Hollande”, disse Alain Juppé, o ministro dos Negócios Estrangeiros, nos ecrãs da TD1. “Desejamos todos o sucesso da França. NIcolas Sarkozy soube criar um um élan, fez uma magnífica campanha. Não renunciamos às nossas campanhas, vamos empenharmos nas legistivas [primeira volta a 10 de Junho, segunda a 17].”
19h18: Na Bastilha, onde se vai fazer a festa na rua, o ambiente é de euforia, diz o “Guardian”. Milhares de parisienses juntaram-se ali tanto para comemorar a vitória de François Hollande como a humilhação de Nicolas Sarkozy. “As pessoas estão a sorrir, a rir, maravilhosamente alegres e simpáticas – a comportarem-se de uma forma que não é de todo o que se espera dos parisienses em público, que se esforçam bastante por ignorar os outros e serem mesmo desnecessariamente desagradáveis uns com os outros”, diz a jornalista Fiachra Gibbons no site do jornal britânico. “Um grito de ‘Sarko para a prisão” foi assumido por parte da multidão, relata.
19h16: A festa dos eleitores socialistas, em Paris, é na simbólica Praça da Bastilha, que, segundo o jornal “Le Monde”, negrejava de tanta gente que ali estava a acorrer.
19h12: “É uma grande felicidade, que põe fim a 17 anos de reino da direita no Eliseu”, felicitou-se o porta-voz do Partido Socialista Benoît Hamon, em declarações à agência AFP.
19h00: Os institutos CSA, TNS Sofres e IPSOS concordam em atribuir a vitória a Hollande, que se transformará no segundo Presidente socialista V República, iniciada em 1958, após François Mitterrand (1981-1995). A participação dos eleitores ficará entre 80% e 82%, ligeiramente acima dos valores da primeira volta.
Hollande, que votou em Tulle, na região da Corrèze, na qual é presidente do conselho geral, soube ali dos resultados, tal como na primeira volta. O mais que provável novo Presidente da República, que nunca foi ministro, mas dirigiu o PS durante 11 anos, não era o candidato mais provável contra Nicolas Sarkozy: era visto como demasiado “apparatchick”, demasiado provinciano, demasiado “redondo”, recorda a AFP. Mas desde que os socialistas o escolheram como candidato esteve à frente nas preferências dos franceses. Contou o efeito “anti-Sarkozy”.
Quanto a Sarkozy, preparava-se a festa da eventual vitória na Praça da Concórdia, e os militantes reuniam-se também na sala de espectáculos da Mutualité. O Presidente cessante já chegou à Mutualité e há informações de que poderá discursar antes da hora prevista (20h30, hora de Lisboa).
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