Na revista semanal, o diário espanhol escolheu os 100 homens e mulheres ibero-americanos que marcaram 2011 e Souto de Moura é o único português a figurar entre os eleitos, sendo descrito como «ponta de lança da terceira geração de arquitectos portugueses modernos».
Para o jornal, o arquitecto português é «o herdeiro natural de uma tradição que actualizou uma linguagem [em arquitectura], retirando-lhe os ornamentos», e elogia-lhe o recurso a «materiais locais e a acabamentos artesanais».
Eduardo Souto de Moura foi distinguido este ano com o Prémio Pritzker, o mais prestigiado na área da arquitectura internacional, foi doutorado honoris causa pela Universidade de Aveiro e ainda recebeu o Prémio Secil Arquitectura 2010 pelo projecto da Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais.
O jornal El País considera que a Casa das Histórias Paula Rego é o mais experimental dos trabalhos de Souto de Moura, referenciando ainda o mercado e o estádio municipais de Braga.
Nascido no Porto, a 25 de Julho de 1952, Eduardo Souto de Moura faz parte do núcleo de profissionais da chamada “Escola do Porto”, ao lado de Fernando Távora e Siza Vieira, tendo-se licenciado em 1980 pela Escola Superior de Belas Artes do Porto.
Entre 1974 e 1979 colaborou com Álvaro Siza Vieira e tem vindo a leccionar nalgumas das mais conceituadas escolas de arquitectura desde o início dos anos 1980: inicialmente na Faculdade de Arquitectura do Porto e, depois, em Paris-Belleville, Harvard, Dublin, Zurique e Lausanne.
Via Sol

O arquitecto do Porto ganhou o prémio que já distinguiu nomes como Oscar Niemeyer e Frank Gehry, confirmou o seu atelier.
Eduardo Souto Moura venceu o prémio Pritzker 2011, considerado como o "Nobel da arquitectura". O anúncio foi feito por um site especializado na área - o "Scalae" (clique para ler a notícia) e entretanto confirmado pelo atelier do arquitecto.
A organização do prémio Pritzker ainda não noticiou o nome dos premiados, remetendo o anúncio oficial para o dia 11 de Abril.
De acordo com o artigo do site, a distinção foi entregue ao arquitecto do Porto pelo "rigor e precisão na arquitectura", assim como pela "sensibilidade" na inserção das obras no seu contexto.
Este prémio anual, criado em 1979, tem como objectivo distinguir um arquitecto vivo e é considerado o Nobel da arquitectura.
Este é o segundo português a vencer este prémio, depois de Álvaro Siza Vieira em 1992. No ano passado a Fundação Hyatt distinguiu a dupla de japoneses Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa.
Via DN