Sexta-feira, 23.03.12

Gil Vicente na final da taça da liga


Houve dedo dos guarda-redes na decisão do segundo finalista da edição 2011-12 da Taça da Liga. Para bem do Gil Vicente e para azar do Sp. Braga. Quim falhou com o jogo já em contagem decrescente e entregou o protagonismo a Adriano, que travou dois penáltis (2-2 no tempo regulamentar) e conduziu a equipa à primeira final da sua história.


O jogo começou a mexer por acção de dois Hugos. Viana perdeu a bola a meio-campo para César Peixoto, que lançou Vieira para o 1-0, na sequência de um chapéu de último recurso sobre Quim. Nuno André Coelho teve receio de cometer falta e o avançado do Gil agradeceu a liberdade.

Foi aos 16’. Aos 23’, Hugo Vieira sofreu falta quando se escapava para a baliza bracarense. O árbitro teve entendimento diferente e o número 70 acabou por ver um amarelo por protestos. Logo a seguir, caiu o empate no Estádio Cidade de Barcelos. Eram dois avançados do Sp. Braga contra cinco defesas da casa, mas a minoria levou a melhor: tabela entre Lima e Mossoró, com o goleador a emendar para a baliza. Cláudio, que foi companheiro de Lima no Vizela, na II Divisão B, em 2003-04, bem pressionou o adversário mas assistiu ao empate já sentado no relvado.

Foi do lado esquerdo do ataque bracarense que nasceu o golo do empate e, como o Gil não aprendeu à primeira, os visitantes repetiram a fórmula aos 30’. Halisson falhou a intercepção num primeiro momento, travou o remate de Lima numa segunda ocasião, mas já não teve tempo para reagir à recarga de Hélder Barbosa.

Obrigado a responder, o Gil Vicente expôs-se mais ao risco, especialmente no segundo tempo. Subiu as linhas e o Sp. Braga foi espreitando o contra-golpe sempre que pôde. Foi isso que aconteceu aos 73’, com Mossoró a fugir com habilidade pela direita, a esperar por Lima e a servi-lo na área. Desta vez, porém, Adriano anulou por duas vezes consecutivas os remates do brasileiro.

Quando o futebol refinado de César Peixoto (foram dele os principais passes de ruptura) deixou o relvado, no momento em que Paulo Alves jogou as últimas cartadas, a equipa da casa começou a atacar mais em quantidade do que em qualidade. Aos 86’, Zé Luís cabeceou para fora à entrada da pequena área e quase chegou a um cruzamento interceptado dois minutos depois.

Mas o coração do Gil valeu mais que a frieza do Sp. Braga, curiosamente mais desgastado do que o adversário, que defrontou o Sporting para a Liga na segunda-feira. E só mesmo o próprio Júnior Caiçara terá acreditado que aquele remate enrolado, de fora da área, passaria por baixo do corpo de Quim, aos 89’.

O erro do guarda-redes adiou tudo para as grandes penalidades (o regulamento da Taça da Liga salta o prolongamento). E nem aí o ex-guardião do Benfica conseguiu redimir-se. Não defendeu um único remate (marcaram João Vilela, Cláudio, Rodrigo Galo e Caiçara), ao contrário de Adriano, que tavou os pontapés de Barbosa e de Ukra. E agendou a final com o Benfica para Coimbra, a 14 de Abril.

Ficha de jogo
Estádio Cidade de Barcelos

Gil Vicente 2 (4) Adriano, Rodrigo Galo, Halisson, Cláudio, Junior Caiçara, Luís Manuel, André Cunha (João Vilela, 61’), César Peixoto (Éder, 76’), Richard, Luís Carlos (Zé Luís, 46’), Hugo Vieira . 
Sp. Braga 2 (2) Quim, Miguel Lopes, Douglão, Nuno A. Coelho, Elderson, Custódio, Hugo Viana (Djamal, 86’), Mossoró (Édson Rivera, 78’), Hélder Barbosa, Paulo César (Ukra, 65’), Lima. 

Árbitro Hugo Miguel, de Lisboa.
Golos1-0, por Hugo Vieira, aos 15’; 1-1, por Lima, aos 25’; 1-2, por Hélder Barbosa, aos 31’; 2-2, por Junior Caiçara, aos 89'.
Grandes penalidades marcaram Lima, Custódio (Braga) e João Vilela, Cláudio, Rodrigo Galo e Junior Caiçara (Gil Vicente); falharam H. Barbosa e Ukra (Braga).

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 09:27 | link do post | comentar

Quarta-feira, 21.03.12

Porto derrotado na luz

O Benfica garantiu nesta terça-feira, pelo quarto ano consecutivo, a presença na final da Taça da Liga, depois de bater na Luz o FC Porto por 3-2. Um golo de Cardozo deu o triunfo aos “encarnados”, que começaram a ganhar e que, depois, conseguiram dar a volta ao resultado e vingaram a derrota sofrida para o campeonato há duas semanas por este resultado. Quinta-feira, Sp. Braga e Gil Vicente decidem quem será a outra equipa que estará na final, marcada para 14 de Abril, em Coimbra.

 

Muito falaram antes do jogo os treinadores sobre quem é que levaria menos a sério esta meia-final da Taça da Liga, prova desenhada para que os “grandes” cheguem sempre à fase decisiva. Tanto Jesus como Vítor Pereira assumiram o campeonato, em que as equipas estão separadas por um ponto, como prioridade, e disseram que não iriam ter os seus melhores recursos humanos em campo. Poupar para outras lutas foi mesmo o que os dois técnicos fizeram, com várias mudanças, muitas delas esperadas (os guarda-redes, por exemplo), outras surpreendentes, como Kléber, Sapunaru e Alex Sandro no FC Porto, ou Nolito e Capdevila no Benfica.

Se o jogo não era para levar a sério, ninguém o disse a estes titulares/suplentes que formaram as duas equipas. E desde o primeiro minuto se percebeu que o jogo iria ter a mesma intensidade de outros duelos com mais coisas em jogo.

Entrou melhor o Benfica, que deu o primeiro sinal de perigo logo aos 3’, em que Bruno César falha o remate na pequena área quando tinha tudo para fazer o golo. Este, poré, chegaria no minuto seguinte — Witsel combina bem com Bruno César e o brasileiro deixa em Maxi Pereira, que aparece em velocidade e não dá hipóteses a Bracali.

Foram quatro minutos muito intensos por parte do Benfica, tão intensos que os “encarnados” resolveram descansar nos 25 minutos seguintes. E, nesse período, só deu FC Porto, que empatou aos 8’, por Lucho, que concluiu um extraordinário jogada de Hulk pelo flanco direito em que o brasileiro fez o que quis de Capdevila. Lucho recebeu a bola à entrada da área e rematou, com o esférico ainda a bater nas costas de um jogador “encarnado”, enganando assim Eduardo.

Dois golos em oito minutos. Nada mau para um jogo que não era uma prioridade para ninguém. Criando superioridade numérica nas alas, o FC Porto foi justificando uma vantagem que durou pouco a aparecer. Minuto 17’, livre cobrado por João Moutinho, bola na área do Benfica e Mangala ganha nas alturas aos centrais “encarnados”.

Os portistas continuaram a carregar e podiam ter marcado mais, mas os remates de Lucho (18’), Hulk (21’) e Sapunaru (29’) não tiveram a melhor direcção.

Depois o Benfica acordou. Bastou um livre marcado por Aimar aos 33’. Luisão fez uso da sua altura e cabeceou à trave. Na recarga, o central brasileiro acertou no poste, o mesmo que devolveria aos 37’ um livre de Aimar. Mas o empate aconteceria pouco antes de se chegar ao intervalo. Mais uma bola parada, com a bola a chegar a Javi García, que assiste Nolito. O espanhol não desperdiçou e empatou o jogo (2-2).

Na segunda parte, em fase de equilíbrio, os treinadores resolveram utilizar as suas melhores armas, Janko e James no FC Porto, e Gaitán e Cardozo no Benfica. Ganhou a aposta Jorge Jesus, já que os “encarnados” voltaram a ficar por cima na partida, com os portistas a perderem alguma acutilância nos flancos e o controlo do meio-campo — James não tem a mesma presença de Lucho e Javi García conseguiu respirar melhor.

Numa altura em que parecia haver mais gestão que vontade de evitar os penáltis, foram os protagonistas habituais a resolver um jogo de suplentes. Gaitán faz o passe para Cardozo e o paraguaio, que não é dos jogadores mais móveis do mundo, bate em velocidade o mais ágil Mangala e faz o 3-2, que qualificaria o Benfica para a sua quarta final consecutiva de uma competição que já venceu por três vezes. O campeonato segue dentro de momentos.

POSITIVO
Nolito
Marcou o golo do empate e, mesmo sem tomar sempre as melhores decisões, é uma fonte de energia constante.
Hulk
Não marcou, mas fez o passe para o golo de Lucho. Foi o maior perigo portista à baliza benfiquista e, a partir de uma certa altura, o único.

NEGATIVO
Capdevila
Desde a saída de Fábio Coentrão que o lugar de lateral-esquerdo é o ponto fraco do Benfica. Ontem, Jesus deu mais uma oportunidade a Capdevila e o espanhol foi uma presa fácil para Hulk e Sapunaru.
Mangala
Marcou num grande cabeceamento, mas deitou tudo a perder ao deixar fugir Cardozo no 3-2.

A FIGURA: CARDOZO
Cardozo
Quando Óscar Cardozo marca golos, geralmente são, ou grandes remates com o seu fabuloso pé esquerdo ou de cabeça, aproveitando a sua altura, mas é raro que o paraguaio marque num lance de contra-ataque — ele não é dado a grandes correrias e esse é um defeito que muitas vezes lhe apontam. Foi o que fez, batendo em velocidade o francês Mangala após passe de Gaitán, que foi suplente no jogo, tal como o paraguaio. Foi o sétimo golo de Cardozo ao FC Porto, ele que já tinha marcado dois no anterior confronto entre as duas equipas. Numa altura em que se fala muito da ascensão do jovem Nélson Oliveira na hierarquia de avançados do Benfica (e justamente, já que o jovem português tem enorme qualidade), é Cardozo, avançado que nunca foi consensual entre os adeptos, aquele em quem Jesus mais pode confiar para resolver um jogo difícil. Ontem, como já aconteceu tantas outras vezes, foi o que aconteceu.

Ficha de Jogo
Benfica, 3
FC Porto, 2

Jogo no Estádio da Luz, em Lisboa

Assistência 28.533 espectadores


Benfica Eduardo, Maxi Pereira, Luisão l75’, Jardel, Capdevila l88’, Javi Garcia l70’, Witsel l79’, Bruno Cesar (Gaitan, 56’), Nolito l88’, Aimar (Saviola, 72’) e Nelson Oliveira (Cardozo, 65’). Treinador Jorge Jesus

FC Porto Bracali, Sapunaru, Rolando, Mangala l41’, Alex Sandro l23’ (Iturbe, 85’), Defour, Lucho Gonzalez (James Rodríguez, 63’), João Moutinho, Álvaro Pereira l90+1’, Hulk e Kleber (Janko, 72’).Treinador Vítor Pereira

Árbitro Artur Soares Dias, do Porto. Amarelos Alex Sandro (23’), Mangala (41’), Javi Garcia (70’), Luisão (75’), Witsel (79’), Capdevila (88’), Álvaro Pereira (90+1’).
Golos Maxi Pereira, 4’; Lucho, 8’; Mangala, 17’; Nolito, 42’ e Cardozo, 77’ 


 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 08:30 | link do post | comentar

Domingo, 05.02.12

Lucho marcou um grande golo no seu regresso ao Porto

O FC Porto venceu neste domingo o Vitória de Setúbal, por 2-0, e garantiu o acesso às meias-finais da Taça da Liga. Os dois´golos foram apontados por dois reforços de Inverno: Lucho e Janko.


Lucho protagonizou o primeiro grande momento da partida, quando arrancou um remate perfeito, em arco, com o pé esquerdo, que só terminou no fundo da baliza do V. Setúbal. Estavam decorridos 24 minutos de jogo e os adeptos já aplaudiam uma estreia em grande do argentino, neste regresso ao Estádio do Dragão.

Mas Lucho não seria o único reforço a facturar na estreia. Marc Janko, o austríaco que o FC Porto contratou ao Twente há dias, teve algumas boas oportunidades para marcar e acertaria na baliza aos 68', ao emendar na pequena área um cruzamento da esquerda.

Com esta vitória, o FC Porto venceu o grupo e apurou-se para as meias-finais. Agora, fica à espera do desfecho do Benfica-Marítimo para saber qual será o adversário na próxima fase.

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 21:04 | link do post | comentar

Sábado, 04.02.12

Sporting perde em Alvalade e é eliminado

Com um golo do defesa Cláudio, na marcação de uma grande penalidade aos 54 minutos, o Gil Vicente derrotou os “leões” e garantiu o apuramento para as meias-finais da Taça da Liga.

O Sporting precisa de vencer, de preferência por muitos golos, para garantir a qualificação, mas terminou o Grupo A da competição sem qualquer triunfo: dois empates e uma derrota.

Após uma primeira parte mal jogada, com poucas oportunidades para as duas equipas, o único golo da partida surgiu aos 54’: Onyewu fez falta sobre Hugo Vieira, foi expulso por acumulação de cartões amarelos, e na marcação da grande penalidade Cláudio fez o único golo do encontro.

Com este triunfo o Gil Vicente garantiu o primeiro lugar no grupo (sete pontos) e o apuramento para as meias-finais, onde vai defrontar, em Barcelos, o Sp. Braga. 

No segundo lugar ficou o Moreirense com quatro pontos. Na outra partida do Grupo A, a formação da Liga de Honra derrotou em casa o Rio Ave por 1-0.

 

Via Publico



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