Domingo, 20.05.12

Académica ganhou a taça de Portugal 2012

Setenta e três anos depois, a Académica de Coimbra voltou a vencer a Taça de Portugal, depois de ter batido o Sporting na final por 1-0. Foi o segundo triunfo dos academistas nesta competição em cinco finais.


O único golo da partida surgiu logo aos 4’ de jogo. Uma jogada confusa na área do Sporting, Adrien ganha a bola a Polga e mete-a em Marinho, que, liberto de marcação, bate Rui Patrício.

O Sporting levou tempo a reagir e pouco fez para merecer o empate, enquanto a Académica se mantinha segura e tranquila na defesa, sem descurar o ataque. 

Na segunda parte, a Académica voltou a entrar bem com Edinho a ter duas excelentes oportunidades de elevar a contagem. Primeiro, em contra-ataque, permitiu a defesa de Rui Patrício e, depois, sozinho na pequena área, atrapalha-se com a bola e nem chega a rematar.

Longe de fazer um jogo brilhante, o Sporting também teve as suas oportunidades, as mais claras falhadas por Ricky van Wolfswinkel. Aos 56’, o holandês surge na cara de Ricardo mas não consegue ultrapassar o guardião academista e, aos 62’, cabeceia por cima após excelente cruzamento de Carrillo.

Mas o resultado não se alterou e Pedro Emanuel, depois de ter conseguido a manutenção na primeira liga à última jornada, conseguiu conduzir a Académica ao triunfo nesta sua época de estreia como treinador principal.

A única Taça de Portugal da Académica até este domingo havia sido ganha na edição de estreia da prova em 1939, numa final contra o Benfica.

 

Noticia do Público



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Sábado, 19.05.12

A Taça não salvará a época de Sporting ou Académica


Os treinadores do Sporting e da Académica garantiram total ambição para o encontro de domingo, mas recusam a ideia de que o jogo do Jamor seja a salvação da época.


“Espero um jogo competitivo, que vai ser disputado entre duas equipas que têm um futebol atractivo, positivo e com jogadores de qualidade. Sabemos que uma final é para ganhar e esse será, com certeza, o nosso objectivo”, referiu o técnico dos “leões”, Ricardo Sá Pinto, durante a conferência de antevisão conjunta da final.

Por outro lado, Pedro Emanuel lembrou os 43 anos em que a Académica esteve afastada de uma final da Taça e elogiou o “esforço” dos seus jogadores, que tudo irão fazer para corresponder ao “grande entusiasmo” que se vive em Coimbra.

“Podemos ambicionar a felicidade e é o que vamos fazer. Quando fui apresentado, disse que tínhamos o sonho de chegar a uma final de uma das taças e conseguimo-lo fazer de forma extraordinária. É a cereja no topo do bolo, pelo esforço dos jogadores”, afirmou.

No entanto, ambos os técnicos rejeitaram que a partida do Jamor seja a salvação de uma época, tendo em conta que o Sporting falhou novamente a conquista do título nacional e a Académica apenas decidiu na última jornada a manutenção na Liga.

“Fizemos um final de época extraordinário, pelo que fizemos e pelo que quisemos conquistar. Este é o último objectivo, queremos conquistá-lo e tudo iremos fazer para o conseguir. O trajecto no final da época merecia ser recompensado com a conquista da Taça”, referiu Sá Pinto.

Já Pedro Emanuel recordou que “o objectivo da Académica passava pela manutenção” e, como tal, considera que a “época foi extremamente positiva”.

“Se analisarmos a nossa época de forma global, é extremamente positiva, com o benefício de estarmos apurados para a eliminatória da Liga Europa. A imagem que fica para o final é a de uma equipa competitiva, que se vai apresentar no Jamor para uma festa bonita, mas com ambição”, sublinhou.

Quanto a favoritismo, Sá Pinto assume que o Sporting tem mais “responsabilidade, pela história e dimensão dos dois clubes”, algo com que Pedro Emanuel concordou, embora realçando que “os jogadores da Académica terão níveis de ansiedade diferentes”.

Sá Pinto deixou ainda uma palavra de agradecimento ao antecessor Domingos Paciência pelo facto de lhe ter permitido “viver esta final”.

“Quero aproveitar a ocasião para agradecer à anterior equipa técnica a possibilidade que me deu de viver esta final e de liderar esta grande equipa”, disse.

No final da conferência, os dois treinadores foram desafiados a adiantar os “onze” que vão subir ao relvado principal do Jamor, mas preferiram deixar a decisão no “segredo dos deuses”.

 

Noticia do Público



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Quarta-feira, 08.02.12

Académica na final da Taça 43 anos depois

A Académica de Coimbra garantiu nesta terça-feira a presença na final da Taça de Portugal, ao empatar 2-2 com a Oliveirense, em Santa Maria da Feira, em jogo da segunda mão das meias-finais.


Com este empate e depois do triunfo por 1-0 no encontro da primeira mão, a formação de Coimbra garante pela quinta vez na sua história um lugar no jogo decisivo da competição, a primeira desde 1969 - nas quatro finais que já disputou, a Académica venceu uma e perdeu três.

A Oliveirense entrou a ganhar no jogo, com um golo de Clemente aos 18' que empatava a eliminatória, mas os homens de Pedro Emanuel rapidamente corrigiram o resultado, através de um golo confuso de Marinho.

A jogar em casa emprestada, a Oliveirense, da segunda liga, voltou a colocar-se em vantagem com um penálti convertido por Adriano aos 27', depois de uma falta de Hélder Cabral sobre Oliveira.

A Académica apenas conseguiu reagir na segunda parte, com Marinho a voltar a marcar, nesta vez na conclusão de um rápido contra-ataque aos 55' conduzido por Diogo Valente. A Oliveirense acabaria a jogar com menos um jogador, devido à expulsão de Rui Lima já em tempo de compensação.

A final da Taça de Portugal disputa-se a 20 de Maio, no Estádio Nacional, no Jamor. Nesta quarta-feira decide-se na Choupana o outro finalista, com o jogo entre Nacional e Sporting.

Ficha de jogo

Oliveirense 2
Académica 2

Jogo no Estádio Marcolino de Castro, em Santa Maria da Feira

Oliveirense Bruno, Vítor (Ivan Santos, 59'), Clemente, Pedrinho (Sassá, 67'), Diogo, Oliveira, Zé Pedro, Rui Lima, Adriano, Banjai e Bruno Sousa (Laranjeira, 77').

Académica Ricardo, Cedric, Abdoulaye, Pape Sow, Hélder Cabral, Diogo Melo, Hugo Morais (Danilo, 72'), Adrien, Marinho (Magique, 90+1'), Diogo Valente e Fábio Luís (Edinho, 61').

Árbitro: Marco Ferreira (Madeira).
Amarelos: Ricardo (6'), Clemente (6'), Hélder Cabral (26'), Hugo Morais (36'), Oliveira (37'), Bruno Sousa (59'), Diogo Valente (87') e Laranjeira (90'). Vermelho: Rui Lima (90+2').

Golos 1-0, por Clemente, aos 18'; 1-1, por Marinho, aos 20'; 2-1, por Adriano (gp), aos 27'; 2-2, por Marinho, aos 55'. 

 

Via Público



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Domingo, 22.05.11

Porto ganha a taça de Portugal

 

“Este é o nosso destino”, diz a frase usada pelos adeptos do FC Porto nos cachecóis, bandeiras, carros e nos autocarros. Referem-se às finais (muitas), vitórias (tantas), títulos (imensos). O destino é o costume: festa. O pai Zé António, a mãe Inês e o filho João Pedro estavam nas bancadas do Jamor e os bonés não deixavam dúvidas com a palavra Dublin inscrita na pala. Tinham vindo da Irlanda e tal como os jogadores do FC Porto, praticamente não descansaram. A equipa folgou na sexta e fez apenas um treino antes da final da Taça. No fim da tarde no Estádio Nacional, já com o sol a esconder-se, festejaram todos juntos - jogadores, esta família e os muitos adeptos - ao som dos cânticos a Pinto da Costa.

Este foi o melhor FC Porto da época. Pelo menos o mais goleador (6-2), para grande azar do Vitória e dos seus adeptos que vieram de Guimarães e preencheram um dos topos com as cores brancas e negras para assistirem à quinta derrota em cinco finais do seu clube. As duas últimas às mãos do seu maior carrasco: os portistas. E neste domingo, com requintes de crueldade, os vimaranenses pisaram o palco do Jamor para servirem de actor secundário numa das finais com mais golos de sempre. Foi a segunda, só ultrapassada pelo Benfica-Sporting de 1952 (5-4).

O destino parecia mesmo estar traçado. Para ambas as equipas. Um hábito de triunfos para uns – o FC Porto falhou apenas três finais nos últimos 11 anos – uma ansiedade que virou desespero para o Vitória logo aos dois minutos com o golo de James Rodríguez. O jovem colombiano, de 19 anos, assumiu na totalidade o papel de algoz. Jogou na vez de Falcao (o goleador da equipa não participou na partida por lesão) e marcou em três ocasiões, assistindo ainda os golos de Varela e Rolando. Foi ele que deu ao FC Porto a terceira Taça consecutiva, depois de Paços de Ferreira e Desportivo de Chaves terem tombado nos anos anteriores.

Os números parecem ser fatais. Em 1962, neste mesmo estádio, o FC Porto saiu goleado pelo Benfica por 6-2. Reinavam então os “encarnados”. Meio século depois, são os portistas a mandar, ultrapassaram o rival de Lisboa em títulos, precisamente com a Taça ganha neste domingo no Jamor. Mais: passaram ainda o Sporting em Taças de Portugal (16 contra 15).

Três minutos fatais

Sob um sol abrasador, o FC Porto começou cedo a impor-se. Muito cedo. E em 45 minutos já tinha decidido o resultado da final - foi para o intervalo a vencer por 5-2, igualando as melhores prestações desta época com Benfica (5-0), Villarreal (5-1), Spartak (5-1 e 2-5) e U. Leiria (5-1).

Na primeira parte houve de tudo: um golo madrugador (2 minutos), a resposta do Vitória que nunca esteve na frente (1-1 e 2-2), um penálti falhado por Edgar – só faltou a expulsão de Fernando, que derrubou um adversário quando este ia isolado –, um autogolo, de Álvaro Pereira (aliás, o defesa apenas tentou impedir o autogolo de Rolando) e um canto directo, beneficiando de um “frango” incrível de Nilson. Foi mesmo este o momento do jogo. Enquanto Beto na baliza portista se ia opondo de forma crucial aos adversários, Nilson deixou passar a bola de Hulk. Na jogada seguinte, aos 43 minutos, Edgar falhou o penálti e no contra-ataque desse lance saiu o 5-2. De um possível 4-3 e da reentrada no jogo, o Vitória acabava de afundar-se.

Vítor Baía chamou-lhe “estrelinha de campeão”, ele que em 16 épocas no clube venceu 27 títulos em mais de 400 jogos. Sabia do que estava a falar. Manuel Machado lembrou a eficácia do adversário “experiente” e o falhanço da sua equipa em momentos cruciais. Um viu a sua equipa fechar a temporada a ouro, com o quarto título e a festa em mais um estádio, o outro voltou, como sempre, de mãos a abanar.

“Uma caminhada para o sucesso”, contou assim a história desta época Villas-Boas. Mas quando destacou um momento decisivo, lembrou a segunda mão da meia-final da Taça, na Luz. O “turning point” do ano portista. Foi lá que ganhou um lugar na final do Jamor e peito para as outras competições. E só descansou ao 58.º jogo, um recorde de partidas numa temporada.

POSITIVO

James Rodríguez
Marcou três e está nas assistências para Varela e Rolando nos seis golos da tarde. Foi o melhor em campo. Isto para quem jogou no lugar de Falcao… No final, quis ficar com a bola.

Beto
É especialista a defender penáltis. No Leixões já ajudou a eliminar o Benfica. Desta vez, ajudou a derrotar o Vitória com a defesa de uma grande penalidade. E antes já tinha sido decisivo.

NEGATIVO

Nilson
Sofreu seis golos, mas o canto directo de Hulk (4-2) foi o mais infeliz de todos. Um “frango” épico.

Edgar
Marcou um (belo) golo é certo, mas falhou dois que pareciam feitos e esses deram cabo da equipa.

Ficha de jogo

V. Guimarães 2
FC Porto 6

V. Guimarães
Nilson 4, Alex 4, Freire 5, João Paulo 4, Anderson 6, Cléber 4 (Jorge Ribeiro 5, 57’), Renan 5 (João Alves 5, 46’), Rui Miguel 6, Faouzi 5, Targino 6 (Toscano 5, 57’) e Edgar 4. 
Treinador Manuel Machado.

FC Porto
Beto 8, Sapunaru 6, Maicon 5, Rolando 6, Álvaro Pereira 5, Fernando 6 (Guarín 6, 46’), João Moutinho 6, Belluschi 6 (Souza 5, 63’), Varela 7 (Mariano González 5, 76’), James Rodríguez 9 e Hulk 8. 
Treinador André Villas-Boas.

Árbitro João Ferreira 5, de Setúbal. Amarelos Hulk (30’), Fernando (45’) e Souza (74’).

Golos 1-0, por James Rodríguez, aos 3’; 1-1, por Álvaro Pereira (p.b.), aos 20’; 1-2, por Varela, aos 21’:2-2, por Edgar, aos 23’; 2-3, por Rolando, aos 35’; 2-4, por Hulk, aos 42’; 2-5, por James Rodríguez, aos 45’+2’; 2-6, por James Rodríguez, aos 73’.

 

Via Público



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