Quinta-feira, 14.06.12

ENSINO SUPERIOR: QUAIS AS ÁREAS COM MELHOR SAÍDA PARA EMPREGO?

10.5 por cento das pessoas com formação superior em Portugal estão desempregadas, segundo os dados divulgados pelo Ministério da Educação, que fez as contas à empregabilidade dos cursos. A área com maior saída é Medicina e há muitos cursos com empregabilidade próxima do zero.

Os dados, reunidos pela Direção Geral de Estatísticas de Educação e Ciência (DGEEC), foram divulgados em simultâneo com o despacho em que o Governo anuncia o congelamento das vagas para o ensino superior, e faz depender a fixação das vagas da empregabilidade dos cursos.

A DGEEC contabilizou para este estudo os dados dos desempregados registados no Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), que têm valores inferiores aos do Instituto Nacional de Estatística. Tendo então em conta os números do IEFP, em Dezembro de 2011 havia 63470 desempregados com nível de ensino superior, para um total de 605134 desempregados.

Medicina no topo, ensino básico ou jornalismo no extremo oposto.No despacho publicado nesta terça-feira, o Governo pretende dirigir as instituições a aumentarem as vagas nas áreas de Ciências, Matemática, Informática e Engenharia, aquelas com maior saída, e reduzi-las nas licenciaturas em Educação Básica. Determina também que seja mantido o número de vagas para Medicina.

O documento da DGEEC apresenta a empregabilidade por áreas de estudo no período compreendido entre 1983/84 e 2009/10. Conclui que a área com maior percentagem de desempregados é a de Serviços Sociais, com 10,3 por cento num total de 23787 diplomados. Segue-se a Informação e Jornalismo, com 9,1 por cento de desempregados, para 20337 diplomados. E a completar o pódio a Arquitectura e Construção, com sete por cento em 60188 diplomados. A Protecção do Ambiente tem igual percentagem, mas para 12162 diplomados.

Em absoluto, a área que contribui com mais gente para a lista de desempregados é a de Ciências Empresariais, também aquela que tem maior número de diplomados ao longo deste período. Contribui com 16,5 por cento para o total de desempregados (9389), mas também representa 16,2 por cento do total de diplomados (184230). A relação entre uns e outros é de 5,1 por cento.

Segue-se a Formação de Professores e Ciências da Educação, que produziu 161060 diplomados e tem 7892 desempregados. É uma relação de 4,9 por cento, mas contribuiu com 13,9 por cento para o total de desempregados com formação superior.

A área com melhor nível de empregabilidade é a da Saúde, que tem apenas 2,8 por cento de desempregados, entre 152 mil formados nos últimos 25 anos. A seguir vem Direito, 3,2 por cento de desempregados entre os 52967 diplomados. E depois Matemática e Estatística, com 3,6 por cento. Há uma área que só tem 1,9 por cento de desempregados mas tem apenas 6030 diplomados neste período: é a de Serviços de Segurança.

O estudo sobre desemprego, que pode ser visto aqui, tem o número de diplomados e registados no IEFP em cada curso nas universidades e politécnicos do continente. Da longa lista há alguns com taxa de 100 por cento de desemprego, em casos em que os números de diplomados são inferiores a cinco. É assim com as licenciaturas de Ecoturismo da Escola Superior Agrária de Coimbra, de Gestão e Sistemas de Informação do Instituto de Estudos Superiores Financeiros e Fiscais do Porto, de Gestão de Empresas (regime pós-laboral) da Escola Superior de Gestão e Tecnologia de Santarém, ou do mestrado de Aquacultura e Pescas da Universidade do Algarve.

 

Retirado do Push



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Sábado, 28.04.12

Universidade de Coimbra é uma das que escreveram cartas aos devedoresUniversidade de Coimbra é uma das que escreveram cartas aos devedores (Foto: Nelson Garrido)


Dezenas de recém-licenciados podem ver os seus graus anulados por causa da existência de propinas em atraso. As universidades estão a fazer um esforço para recuperar milhões de euros de dívidas existentes. Nas últimas semanas, enviaram cartas aos antigos alunos dando-lhes uma última oportunidade para regularizarem a situação. Caso não a resolvam, podem ser alvo de penhoras ou, em último caso, ver cancelados os actos curriculares relativos a esses anos lectivos.

 

Nas três instituições que disponibilizaram os valores em dívida, a verba chega aos 3,6 milhões de euros. Na Universidade do Minho, Universidade Nova de Lisboa e Universidade de Coimbra há mais de 4500 antigos alunos em incumprimento. As universidades estão a cobrar uma taxa de juro de mora, aplicável às dívidas ao Estado, e cujo actual quadro legal fica em 1% ao mês, até um máximo de 7%. A Associação Académica de Coimbra defendeu um perdão de juros, mas a reitoria da universidade mais antiga do país recusa essa possibilidade.

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 17:28 | link do post | comentar

Sábado, 12.02.11

 

70% copia na universidade

 

Para ter vergonha é preciso ser apanhado? Se a resposta for sim, a explicação da dimensão da fraude académica nas universidades portuguesas pode estar na diferença entre os alunos que admitem copiar e os que são apanhados: 70% já copiaram num exame e apenas 2,4% foram apanhado. Os dados são de um novo estudo sobre integridade académica coordenado por Aurora Teixeira, da Faculdade de Economia da Universidade do Porto. Para a investigadora, que nos últimos anos tem contribuído para a literatura internacional sobre o tema, os resultados revelam um verdadeiro flagelo no meio académico.

A análise preliminar, avançada ao i, tem por base as repostas de 5403 estudantes de mais de 400 cursos e uma centena de escolas. Neste estudo Aurora Teixeira quis aprofundar os resultados de um inquérito realizado em 2005 junto de alunos de Gestão e Economia, centrado na cópia em exames. O novo inquérito realizou-se entre Maio e Julho de 2010 e questionou alunos de todas as áreas sobre comportamentos como o plágio, a compra de trabalhos ou assinaturas falsas em folhas de presença. 

Os resultados revelam que mais de metade dos alunos acredita que se copia deliberadamente e não porque a oportunidade surge ou por uma situação de pânico durante a prova. Pode concluir-se também que há uma continuidade neste tipo de comportamento: o estudo anterior, embora com alunos diferentes, revelava uma propensão para copiar de 62%. A percepção geral dos estudantes é que as práticas são reprováveis, mas não muito. Os alunos entendem ainda que haveria menos comportamentos desonestos se estudassem mais e organizassem melhor o tempo, mas também se os professores se interessassem mais pela sua aprendizagem. 

Para Aurora Teixeira, a experiência académica em Inglaterra e os estudos comparativos sobre este tipo de fraude permitem concluir que em Portugal existe uma lacuna na forma como as instituições lidam com o problema. "O comportamento desculpabilizante é transversal a toda a sociedade", defende. "Quando falamos com alguém que tem alguma responsabilidade nas escolas sentimos que a questão da ética é relegada para segundo plano." Apesar de Portugal não ter taxas de incidência tão elevadas como outros países europeus, por exemplo a Polónia (ver texto ao lado), Aurora Teixeira frisa que as amostras portuguesas têm sido sempre maiores nos estudos comparativos, o que poderá ter atenuado a dimensão do problema.

 

Via Ionline

 



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