Quinta-feira, 21.04.11

Vida a dois não deve inibir o sexo

 

Administrar bem a relação no momento em que se opta por morar junto deve garantir que o casal não tenha rotina frustrante

 

Morar juntos tem se constituído em opção natural para duas pessoas que mantém um relacionamento e se gostam. Esse passo, nem sempre avaliado em toda a sua extensão, visa a manutenção de uma simples convivência sem formalidades legais. 

Temperada por razões práticas, essa escolha acaba por envolver apenas as providências aparentemente mais imediatas. Sair de casa, acolher uma parceira na própria casa ou que integre filhos de relacionamentos anteriores à vida em comum atual, costumam figurar como exemplos alternativos que selam uniões. 

O que nem sempre se inclui nesse projeto inicial dos amantes é um dado de realidade inevitável. Com a rotina que se estabelece, o relacionamento começa a ganhar contornos próximos aos daqueles matrimônios convencionais, ainda que isso não fosse uma intenção manifesta daqueles que adotaram uma posição menos complicada: viver a vida a dois sem burocracia. 

E viver a vida a dois sem burocracia não é sinônimo de viver só. O que é bom sem se comprometer com o restante da relação. Diferente do período em que os dois só passavam as noites - ou as horas que podiam - juntos, o prazer erótico que os estimulava não reinará sozinho no afã de uma vida em comum. O que não significa que a relação doméstica condene o prazer erótico à extinção. 

Acontece que a vida a dois exige entendimento, compreensão do significado da relação e dos limites do casal para sobreviver. Os dissabores experimentados pela violação dos valores que orientam a vida de cada um quando não discutidos francamente com seus mais legítimos sentimentos e acertados adequadamente para ambas as partes podem interferir no prazer da união. 

O prazer sexual é uma das possibilidades de prazer que se experimenta na vida a dois, e, muitas vezes, é a mola propulsora para a decisão de se concretizar uma convivência conjunta. Só que esse prazer sensual não garante a satisfação de outros fatores com os quais se defrontam o casal que passa a dividir uma rotina diária. 

Assim como todos os mal-entendidos que envolvem a convivência entre os parceiros poderão afetar os sentimentos eróticos que já sentiram um pelo outro. 

As expectativas secretas que cada um carrega dentro de si sobre o relacionamento se transformam em conflitos quando eles constatam os seus pontos de divergência. 

Desde o significado de fidelidade, do desejo de ter um filho, de mudança de ideia sobre os próprios direitos na relação, até o acordo das bases contábeis que garantam a confiança nos investimentos conjuntos na vida a dois, saber até que ponto um pode contar com o outro é uma informação que não deve ser banalizada. 

Pode ser na superestima do prazer sexual em detrimento do acerto de todos os outros aspectos que garantem a harmonia de uma convivência a dois que muitos sonhos românticos acabem por se transformar em terríveis pesadelos. 

Diante de tudo que foi exposto até aqui, será que a existência da rotina é culpada por destruir o erotismo na vida a dois, como popularmente se comenta? É bom lembrar que a vida em todos os seus planos, exige uma certa logística para funcionar bem.

 

Via Bonde



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Quinta-feira, 10.03.11

A vida de saltos altos - Qual a esperança de vida de uma relação a dois?

Longe vai o tempo em que adivinhavam o pensamento um do outro e os silêncios não eram desagradáveis. Hoje já nem sabem que horas são quando o outro chega a casa, e não há tema de conversa que não dê em discussão. Será uma fase ou será que está na altura de cada um seguir o seu caminho?

 

A chama está mais fraca que nunca, e deixámos de ter paciência para nos maquilhar ao fim de semana, também por que ele já deixou de ter paciência para se barbear, e mais parece um sem abrigo que acolhemos lá em casa.

Odiamos cada vez mais os seus defeitos, e encontramos a cada peúga caída no chão e cada prato por lavar no lava loiça, que não foi isso que nos ensinaram quando éramos pequenas.

 

Estes pequenos pormenores, aliados ao facto dele ter deixado de ligar durante o dia, ou responder às nossas mensagens, dilui-se em sentimentos confusos que ainda temos. Os filhos que já existem, ou que estão para vir, fazem-nos refrear sentimentos, mas ao mesmo tempo fazem-nos a nós, mulheres, sempre mais emotivas, perspicazes e sensíveis, sentir que definitivamente não foi com esta relação que sonhámos.

Esta é uma realidade cada vez mais comum, as relações desgastam-se pelo tempo, pelo trabalho que nos consome e nos faz ter pouca paciência para chegar a casa e ver que nada mudou. A vida pessoal desgasta-se a cada segundo que passamos a mais depois da hora, e só no trabalho é que nos obrigamos a fazer horas extra.

 

Todos temos defeitos, lá está o lugar comum a desculpar os erros, ou então, não existem relacionamentos perfeitos. Mas por que será que olho à minha volta e vejo que a maior parte das relações se desmorona porque deixou de ter poder de encaixe, paciência e... amor.

Do grupo de amigas mais próximas oiço-as pesarem diariamente na balança as qualidades vs defeitos para darem uma oportunidade. Por outro lado vejo-os impacientes porque ela deixou de recebê-lo em lingerie, e passou a encher-lhe os ouvidos com os problemas que traz diariamente do emprego.

 

Elas deixaram de admirá-lo, porque o homem ambicioso e decidido já não sabe o que quer, e eles acham-nas amargas, impacientes e chatas.

Pergunto-me o que se passa? Será que as relações estão como os electrodomésticos? Com uma esperança de vida pouco superior a cinco anos? Ou será que as espécie humana deixou de ter capacidade de amar, como diz o poema de Vinicius de Morais: "eu sei que vou te amar...por toda a minha vida"... desde que não me chateies enquanto vejo a televisão, a revista, o facebook, o meu telemóvel topo de gama, escolho a roupa, tomo banho, escovo o cabelo e... nos habituámos a viver sozinhos o dia-a-dia.

 

 

 

 

 

Via A vida de Saltos Altos



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