Quarta-feira, 18.01.12
12 bons vinhos a menos de 10 euros

 

Eis uma dúzia de vinhos que ajudam a superar os lamentos de crise de um "annus horribilis", 
sem que com isso se criem desequilíbrios orçamentais. Há produtores exímios em oferecer bons vinhos com preço abaixo da barreira psicológica dos 10€. E até vinhos de belíssima qualidade a 5€ ou menos.

Com maior ou menor exultação, com festejos mais expansivos ou comemorações mais contidas, a verdade é que já entrámos em 2012, o ano consagrado como maldito, que todos se empenham em acautelar como annus horribilis, o ano que concentrará todas as desgraças e desventuras nacionais. Os avisos sucedem-se, dentro e fora de fronteiras, reduzindo a confiança e as expectativas, limitando-nos a fé à simples esperança de que o ano que agora começou... seja realmente o pior ano de sempre.

 

Sentimos uma espécie de medo colectivo, um torpor grupal que nos inibe no momento das grandes decisões, adiando muitas das resoluções a que nos tínhamos proposto no passado, obrigando ao adiar de despesas estreitando os orçamentos familiares. Uma apreensão que se estende aos vários sectores da economia, das empresas às famílias, dos serviços à indústria, dos funcionários públicos aos profissionais liberais, minorando a disponibilidade emocional para todos os gastos considerados como não essenciais... entre os quais se inclui o vinho.

 

Por isso, o ano ameaçador de 2012 será também um ano de gastos mais comedidos no vinho, impelindo as famílias a procurar vinhos mais equilibrados no preço, vinhos com boas a excelentes relações qualidade/preço que ajudem a superar os lamentos da crise, sem que com isso se criem desequilíbrios ou deficits orçamentais. Uma condição que é cada vez mais respeitada pelos produtores nacionais, exímios em oferecer bons vinhos a preços mais do que justos, abaixo da barreira psicológica dos 10€, conseguindo mesmo alguns deles propor vinhos de belíssima qualidade a preços inferiores a 5€.

 

Entre eles conta-se João Portugal Ramos, uma das figuras de proa da enologia nacional, com a edição 2010 do alentejano Loios, um tinto de cor vermelha viva e brilhante, repleto de fruta acessível, num estilo fácil e claro que oferece uma frescura notável, de corpo directo mas tremendamente sedutor. Ainda na categoria dos vinhos com preço de venda inferior a 5€, vale a pena deixar-se seduzir pelo atraente Vinhas Boas 2009, um tinto do Dão da autoria de Nuno Cancela de Abreu que se mostra bem-parecido, alegre, perfumado pela fruta delicada, atestado de groselha, morango e mirtilos, um tinto franco e muito agradável.

 

No mesmo patamar de preço anuncia-se o Casa Santos Lima Sauvignon Blanc 2010, um branco de Lisboa que revela cor amarela palha muito clara. O nariz expõe os sinais peculiares da casta francesa, irradiando apontamentos aromáticos de relva acabada de cortar, groselhas verdes, espargos brancos e um pouco de melão, perfil que a boca confirma por inteiro. Fresco, exótico, perfumado, primaveril, é muito fácil gostar deste Sauvignon Blanc. Também branco, também da colheita 2010 e também proposto a menos de 5€, o Casal da Coelheira branco 2010, da região do Tejo, mostra-se um branco supinamente fresco e mineral, floral e silvestre, muito discretamente vegetal, denunciando um tipo de frescor pouco comum nos vinhos brancos nacionais. Seco e quase mastigável, termina teso e severo embora harmonioso.

 

Mas é seguramente no disputado segmento entre os 5€ e os 10€ que abundam as melhores relações qualidade/preço do mercado. Entre as muitas dezenas de escolhas possíveis destaca-se o Quinta dos Roques 2008, muito provavelmente o melhor Quinta dos Roques clássico de sempre, sério e amplo, vivo e seguro, tenso e poderoso, um tinto que nesta colheita alcançou um patamar qualitativo que raramente os vinhos deste segmento de preço conseguem aspirar. Muito interessante está o singular e tentador Terras d'Alter Alfrocheiro 2009, um tinto estreme de uma casta que raramente se vê sozinha no Alentejo. Aprimorado nas notas de ginja, morango e groselha, fino e delicado, é muito fácil gostar deste Alfrocheiro alentejano de perfil tão harmonioso e sensível.

 

O que não deve perder sob nenhuma perspectiva são o Julia Kemper e oQuinta do Cerrado Encruzado, dois belíssimos brancos do Dão, ambos da colheita 2010 onde a casta Encruzado é rainha.

 

O primeiro resulta de um lote equitativo entre as castas Encruzado e Malvasia Fina, assomando grandioso e rigoroso, desafogado e fino nos aromas, amplo e gigante na estrutura. Um branco de corpo imponente e alma cheia, subtil embora possante, suave mas poderoso, imponente no final de boca.

 

O segundo, um vinho estreme da casta Encruzado, emerge encorpado e aromaticamente austero, como de resto é a praxis da casta, amplo e poderoso, cheio e volumoso na boca, com um final de boca destemido. Um belíssimo branco que seria interessante poder ver na companhia retemperadora da casta Malvasia Fina!

 

E sempre que se fala em boas relações qualidade/preço é impossível não terminar com a região de Setúbal, uma das regiões que melhor exprime o conceito e que o leva mais a peito. A abundância de candidatos é lendária, alternando entre os vinhos da Adega Cooperativa de Pegões, Ermelinda Freitas, Bacalhôa e José Maria da Fonseca, entre muitos outros pretendentes ao trono. Por vezes a escolha não é fácil face à abundância de propostas. Como escolher, por exemplo, entre a potência desmedida do Ermelinda Freitas Touriga Nacional 2009 e a suavidade do Adega de Pegões Touriga Nacional do mesmo ano? Se o primeiro prima pelo vigor e pujança, pelos taninos sólidos e pela garra da acidez, num tinto brutal, frutado, encorpado, que fará as delícias dos amantes de vinhos poderosos, o segundo prima pelos aromas florais de violetas e pelas notas citrinas, bem como no jasmim do fundo do copo e na cereja preta. Suave e delicado, termina ligeiramente doce e reconfortante.

 

Tempo ainda para um surpreendente Bacalhôa JP branco 2010, proposto a menos de 3€, um vinho a quem o perfume inebriante da casta Moscatel brinda uma formosura inesperada que a boca logo confirma com o viço da acidez, sem deixar que os aromas terpénicos do Moscatel o tornem enjoativo.

 

Para terminar, o DSF Colecção Privada Moscatel Roxo rosé 2010, um rosado de cor salmonada muito clara, um vinho rosado da casta Moscatel Roxa com aromas intensos à casta, floral e perfumado, exuberante e espampanante, muito diferente dos restantes vinhos rosados do mundo. Termina seco, o que o torna apetitoso para a mesa.

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 17:34 | link do post | comentar

Sexta-feira, 02.09.11

 

Em dias quentes há vinhos que refrescam

 

Brancos, rosés ou espumantes: os vinhos ideais para refrescar um dia de calor e para tomar em boa companhia
O Verão, com os seus dias longos e temperaturas altas, é um convite a estar numa esplanada em boa companhia, ao som de boa música e a beber algo refrescante. Seja para almoçar seja para jantar, nesta altura do ano muitas vezes optamos por refeições mais ligeiras e frescas, e para acompanhar o isugere- -lhe que troque as cervejas e os refrigerantes por um bom vinho de Verão.

Costuma dizer-se que há um vinho certo para cada ocasião e que o importante é saber escolher aquele que reúne as melhores características. Vinhos brancos, frescos e leves, vinhos rosé ou espumantes, qualquer destes é indicado para aproveitar os dias de Verão que ainda estão para vir.

Portugal é orgulhosamente conhecido pelo vinho que produz. A região do Douro é visitada todos os anos por milhares de turistas atraídos pelas vinhas a perder de vista, talhadas nas encostas dos vales ao longo do rio. Além de terem sido consideradas Património da Humanidade pela UNESCO em 2001, dão origem ao que é um dos vinhos mais famosos em todo o mundo, o vinho do Porto. A península de Setúbal é outra região muito procurada para a produção vinícola. Com um clima influenciado pela proximidade do mar e dos rios Tejo e Sado, é conhecida pelos vinhos moscatel de Setúbal e pela casta Fernão Pires, que dá origem a excelentes vinhos brancos. É aqui, e também no Alentejo, que uma das maiores empresas portuguesas vai buscar as uvas para produzir aquilo que melhor sabe fazer: vinhos. A José Maria da Fonseca conta com quase dois séculos de existência, pautados por uma filosofia de trabalho que alia o permanente desenvolvimento à preocupação com a tradição. O negócio familiar, que começou em 1834, oferece um vasto leque destas bebidas, incluindo a marca de vinhos de mesa mais antiga de Portugal e um dos ícones da casa, o Periquita Branco. Utilizando as melhores castas das regiões onde tem as suas vinhas, a José Maria Fonseca é hoje uma referência incontornável no mercado vinícola português. 

Se a enologia não é o seu forte, ou seja, se não percebe muito de vinhos, aproveite as nossas sugestões e siga o nosso conselho: beba com moderação.

 



publicado por olhar para o mundo às 10:41 | link do post | comentar

Sexta-feira, 17.06.11
Vintages de 2009 da Taylor`s, Fonseca e Croft postos à prova
Normalmente, só há duas ou três declarações de vinho do Porto vintage clássico por década. Mas a primeiro do milénio foi especial e alguns produtores já vão na quarta: 2000, 2003, 2007 e agora 2009. Pedro Garcias foi provar alguns exemplares desta última.

A Fladgate Partnership sujeitou a exame público os Porto Vintage de 2009 das suas marcas Taylor`s, Fonseca e Croft e ainda o Taylor`s Vargellas Vinha Velha, dando-os a provar a meia dúzia de jornalistas portugueses. E o resultado...

Não era um exame qualquer. Em avaliação, estava uma das mais surpreendentes decisões do sector do vinho do Porto dos últimos anos: a de fazer uma quarta declaração de vintage clássico na primeira década deste milénio. Depois de o ter feito para as colheitas de 2000, 2003 e 2007, a empresa voltou a declarar vintage em 2009, contrariando uma tradição secular. 

Em toda a história de produção de vinho do Porto, só muito raramente houve na mesma década quatro vintages clássicos (vinhos de uma só colheita produzidos em anos de excepcional qualidade e que são engarrafados com as marcas principais de cada casa). A regra é haver duas a três declarações por década. Em 2009, apenas vão declarar Porto Vintage clássico a Fladgate e a Niepoort. O grupo Symington, o líder do sector, vai declarar vintage clássico unicamente para a sua marca Warre´s e por razões históricas, que se prendem com a celebração dos 200 anos das Guerras Peninsulares. 

"Um Porto vintage é uma cápsula do tempo e só o tempo vai dizer se fizemos ou não uma boa aposta. Mas nós acreditamos muito nestes vinhos", sublinhava David Guimaraens, o responsável enológico da Fladgate, negando a existência de qualquer motivação financeira por trás da decisão. "Com um vintage, não se brinca. A decisão foi tomada na sala de provas", assegurou. 

A Fladgate sabe que está a arriscar o seu prestígio com esta declaração, mas David Guimaraens parece muito seguro da opção, ao ponto de afirmar nunca ter feito "vinhos assim, tão aveludados, com tanta gordura de taninos". "São fabulosos. Não têm nada a ver com todos os outros vintages que fizemos desde 1992 [uma colheita lendária para a Taylor`s]", garante. 

A colheita de 2009 ficou marcada por baixos rendimentos na vinha e pela ocorrência de condições meteorológicas favoráveis a uma boa maturação das uvas e à acumulação de elevados níveis de açúcar nos bagos. A forma como a fermentação decorreu, com paragens antes da fortificação (adição de aguardente no mosto), levou os responsáveis da Fladgate a vislumbrarem semelhanças entre o ano de 2009 e a descrição do ano de 1820 feita por Álvaro Moreira da Fonseca, o criador do método de pontuação das vinhas destinadas a vinho do Porto: "Em 1820, as uvas extremamente saudáveis superaram os níveis habituais de maturação, os mostos, extraordinariamente densos, não foram capazes de fermentar uma quantidade considerável de açúcar, resultando em vinhos macios e mais doces que até então, vinhos encorpados e de excelente qualidade. Estes vinhos foram muito bem recebidos pelo mercado inglês." 

Para a prova dos seus vintages de 2009, a Fladgate colocou também em apreciação e confronto os vintages clássicos de 2000, 2003 e 2007 da Taylor´s, Croft e Fonseca e os vintages de 2000, 2004 e 2007 da Taylor´s Vargellas Vinha Velha, permitindo decifrar uma notável consistência de perfil em todas as marcas. Nos Croft, os mais singulares de todos, o que sobressai é o seu carácter floral e químico e a delicadeza de taninos; os Taylor´s distinguem-se pela exuberância da fruta, pela concentração e espessura, pelos taninos impetuosos; os Fonseca impressionam pela complexidade e intensidade de aroma, pela sofisticação, finesse e comprimento de boca; e os Vargellas Vinha Velha (ao contrário dos outros, este vintage é feito exclusivamente com uvas de uma vinha velha daquela quinta, situada no Douro Superior, pelo que não é considerado clássico) são intensamente perfumados e vigorosos. 

Os Vintages requerem tempo para se mostrar em toda a sua plenitude, mas os de 2000 e de 2003 estão já esplêndidos. Os de 2003, sobretudo o Taylor`s, impressionam pela "brutalidade" e intensidade que ainda revelam. Os de 2007 são mais sofisticados, confirmando a excelência do ano. Se tivéssemos que apostar nos vintages que vão durar mais e proporcionar, dentro de 40 a 50 anos, mais alegrias, escolheríamos, com toda a subjectividade da escolha, os Fonseca e os Taylor`s de 2003 e 2007. Mas, se fosse para beber agora, a opção recairia no fantástico Fonseca 2000.

E como se portaram os vintages de 2009? O Fonseca é um vinho de aroma licorado, cheio de sugestões de fruta vermelha muito madura e chocolate amargo, muito vegetal e fresco, com um grande volume de boca e taninos sedosos, mas poderosos, que lhe dão uma estrutura capaz de aguentar o efeito do tempo e o peso do prestígio do rótulo. O Taylor`s é mais delicado e fino do que é normal. Os taninos estão mais polidos e suaves e isso induz uma sensação de falta de poder que pode ser enganadora. Embora não provoque o mesmo "punch" tânico dos seus sucedâneos, tem o volume, a densidade e intensidade que se espera de um vintage novo de grande qualidade. O Croft é o mais "feminino" de todos. Tem uma textura acetinada, fruta muito expressiva e taninos elegantes. Mas parece algo curto e delgado de boca. Finalmente, o Taylor`s Vargellas Vinha Velha é um vinho muito maduro e perfumado, com belos taninos e uma acidez excelente, tendo em conta a origem das uvas. 

Há muitas tarefas fascinantes no mundo do vinho do Porto, mas a maior de todas é a de fazer um lote de vinho (juntar vinhos de várias proveniências) e antecipar a sua evolução futura. Adivinhar num vinho acabado de fazer potencialidades para evoluir dezenas de anos em garrafa e poder vir a alcançar uma qualidade extraordinária é uma competência e um dom só ao alcance de poucos. Bruce Guimarens era um desses prodígios e o seu filho, David Guimaraens, já mostrou estar à altura desse dom familiar. Se ele acredita que os vintages de 2009 da Fladgate são fabulosos, quem somos nós para duvidar? O tempo ditará a sua sentença.


O fabuloso Taylor`s de 1948 

A prova dos vintages de 2009 da Fladgate terminou com um jantar na casa particular da empresa e, entre outros vinhos, bebeu-se o admirável Scion, um Porto Tawny com 155 anos que a Taylor`s adquiriu a uma família de Prezegueda, na Régua. Perante este vinho, é difícil haver outro que possa brilhar mais. Mas a empresa guardou uma surpresa e serviu, a fechar, o Vintage de 1948 da Taylor`s. Um Porto do pós-guerra que parece viver uma juventude eterna. Simplesmente extraordinário. David Lopes Ramos iria adorar: o vinho é do seu ano de nascimento e a Taylor`s escolheu-o por isso mesmo. Um belo tributo. 

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 08:23 | link do post | comentar

Sexta-feira, 20.05.11
Vinhos bons a preços sensatos
Apesar do aperto da crise e dos momentos difíceis a que estamos condenados, nunca como hoje foi tão fácil encontrar vinhos bons e baratos, vendidos a preços mais que sensatos

Apesar de ainda estarmos bem longe de chegar ao ponto mais baixo dos sérios apuros financeiros em que estamos metidos, a depressão já se instalou de vez no espírito colectivo nacional. Ainda nem sabemos com acuidade o que nos vai atingir, e com que magnitude, e já nos defrontamos com a azia de ouvir falar na palavra crise, esse termo que mal chega para definir a aflição em que nos encontramos. Qualquer que seja o lado para onde nos reviramos, qualquer que seja a perspectiva, mais optimista ou mais derrotista, já não é possível deixar de sentir uma angústia profunda a assenhorar-se dos nossos corações.

Os tempos não são de bonança e as desventuras aproximam-se a passos largos, sem qualquer promessa de subtileza ou brandura. Adivinham-se convulsões dolorosas que, dentro do restrito universo do vinho, deverão ser ainda mais drásticas e aflitivas por se tratar de um bem que dificilmente poderá ser encarado com um produto de primeira necessidade. Não se antevêem facilidades e os próximos anos não serão tempos de vacas gordas ou de dinheiro fácil. Porém, e tal como em todas as crises do passado, e do futuro, os próximos anos poderão ser a quadra certa para ocupar espaços ainda mal preenchidos, tempo de grandes oportunidades... para quem souber antecipar os anseios e necessidades do mercado.

E a verdade é que nunca foi tão fácil beber bom vinho, vendido a bons preços, a preços mais que justos, como hoje! Depois dos muitos excessos grotescos do passado, onde se prometeram vinhos a preços demenciais, de que alguns ainda não se conseguiram libertar, arribamos agora à idade da racionalidade e sensatez, sobrando os exemplos de vinhos com uma excelente relação qualidade/preço. Vinhos que num passado muito recente seriam propostos quase ao dobro do preço a que hoje os poderemos encontrar nas prateleiras de garrafeiras e supermercados. Para que a felicidade pudesse ser verdadeiramente absoluta bastaria apenas que a restauração mostrasse maior respeito e consideração para com o vinho e com os seus clientes, aceitando de vez que o vinho não pode continuar a ser a galinha dos ovos de ouro que garanta a fatia principal do retorno de operação, devorado por margens irracionais que espantam os clientes do seu consumo.

 

Via Fugas



publicado por olhar para o mundo às 10:20 | link do post | comentar | ver comentários (1)

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